Arquivo de 23 de Julho, 2012

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Jul
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As férias são uma boa altura para colocar as leituras em dia. Embora tanto a palavra usura como agiota sejam de significado comummente conhecidos resolvi fazer uma busca para tentar perceber a sua origem. Aprendi [aqui] que “Até a Idade Média a palavra usura era utilizada como sinonimo de juro. Essa prática era proibida, pois acreditava-se que dinheiro não poderia gerar dinheiro. A cobrança de juros era considerada uma forma de se explorar uma pessoa que estava passando por uma situação difícil, portanto todos os empréstimos financeiros deveriam ser realizados sem cobrança de nenhuma taxa” e que ” A igreja acreditava que o usurário que adquirisse lucro sem nenhum trabalho e até dormindo contrariava a Palavra de Deus”. Depois de ler isto lembrei-me de quanto a Europa andou pelo mundo a pregar o Cristianismo e a Palavra de Deus aos infiéis. Ou se esqueceu daquilo que ensinou ou acredita que o seu Deus mudou de opinião como podem confirmar Gregos, Portugueses,  Irlandeses, Espanhóis e Italianos (por agora).

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Quanto vale um kwanza

 

De há uns tempos para cá que não há ministro ou secretário de Estado que não passe por Luanda. (Alguns mais valia tirarem o passe que devia ficar mais barato). Portugal está à venda e ali há uma classe dirigente residente,  bem abastada e com a vontade de negócio. Energia, comunicação social, construção, banca, tudo se vende e tudo compram. Sabendo-se que em Portugal cada vez mais governa o dinheiro que os interesses do país é natural que alguns fiquem preocupados por ser a filha de um governante que há mais de 30 anos governa com pulso de ferro, reprime manifestações e onde a corrupção é moeda de troca corrente, quem cada vez mais manda em sectores estratégicos para Portugal.
Longe vão os tempos em que a politica internacional acenava com os direitos humanos, com a liberdade e democracia. Agora, vende-se a EDP e a REN ao Partido Comunista Chinês e Angola é recebida de braços abertos, sem uma palavra, uma critica, sem uma pequena observação. Com o fim da cortina de ferro já não há necessidade de pensar nos povos como forma de impedir o avanço “comunista”. Os povos são agora só gado e é o dinheiro que fala cada vez mais alto. Os mesmos que há algum tempo chamavam de ditador, corrupto, assassino e outras coisas do género ao José Eduardo dos Santos são os mesmos que hoje se curvam perante ele no beija mão submisso.




Indignados Lisboa

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