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Jul
12

Quanto vale um kwanza

 

De há uns tempos para cá que não há ministro ou secretário de Estado que não passe por Luanda. (Alguns mais valia tirarem o passe que devia ficar mais barato). Portugal está à venda e ali há uma classe dirigente residente,  bem abastada e com a vontade de negócio. Energia, comunicação social, construção, banca, tudo se vende e tudo compram. Sabendo-se que em Portugal cada vez mais governa o dinheiro que os interesses do país é natural que alguns fiquem preocupados por ser a filha de um governante que há mais de 30 anos governa com pulso de ferro, reprime manifestações e onde a corrupção é moeda de troca corrente, quem cada vez mais manda em sectores estratégicos para Portugal.
Longe vão os tempos em que a politica internacional acenava com os direitos humanos, com a liberdade e democracia. Agora, vende-se a EDP e a REN ao Partido Comunista Chinês e Angola é recebida de braços abertos, sem uma palavra, uma critica, sem uma pequena observação. Com o fim da cortina de ferro já não há necessidade de pensar nos povos como forma de impedir o avanço “comunista”. Os povos são agora só gado e é o dinheiro que fala cada vez mais alto. Os mesmos que há algum tempo chamavam de ditador, corrupto, assassino e outras coisas do género ao José Eduardo dos Santos são os mesmos que hoje se curvam perante ele no beija mão submisso.


1 Response to “Quanto vale um kwanza”


  1. Julho 23, 2012 às 11:07

    A política deveria ser feita por todos, mas como sabemos não é. A “coisa” pública hoje é feita em nome de interesses obscuros, onde o tráfico de influências, a corrupção e o compadrio é norma, junta-se a isto as seitas religiosas ou não (Priorado do Sião, Maçonaria e Opus-Dei), e tudo isto junto controla tudo e todos, inclusive nossas própria mentes.

    O capitalismo é hoje um mal universal que, quer queiramos ou não, tudo controla e manipula, nos países cujos solos são ricos em matérias-primas que todos mais ou menos utilizamos (petróleo, ouro, prata, cobre, diamantes, etc.) as coisas tendem a descambar para corrupção e de forma mais ou menos clara e motivada pela riqueza desses produtos a aquisição de bens em países mais expostos a dificuldades.
    Angola (referência ao post) é dos países mais ricos do mundo naquelas matéria-primas, tem-nas em quantidades quase infindáveis, e isso fez com que aparecesse uma classe dominante (governamental) que criou uma outra classe rica (muito rica) que deve aos primeiros a sua ascensão, geralmente estes últimos são familiares dos primeiros. Deixaram a velha retórica aprendida a leste nos anos 60/70 e perante a faustosa oportunidade de exploração do sub-solo, deitaram o que aprenderam e defendiam às urtigas e tornaram-se numa ditadura capitalista, era previsível o aparecimento deste tipo de gente.

    A “democracia” angolana é um flop, que convém ao ocidente capitalista, tudo e todos “comem” da imensa gamela petrolífera e diamantífera, enriquecendo uns poucos em desfavor de todos.

    A nossa classe política e “empresarial” tenta juntar-se ao ditador, como sempre no superior interesse nacional, esquecendo-se dos valores que juraram defender.


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