09
Ago
12

Os deslocados da vida


«O Estado gasta mensalmente 15.800 euros com o subsídio de alojamento que é pago aos membros do governo (e chefes de gabinete) que têm a residência de origem a mais de 100 quilómetros de Lisboa. No total são anualmente 189.600 euros.
Actualmente, um ministro, nove secretários de Estado e seis chefes de gabinete recebem o subsídio. De acordo com os despachos até agora publicados em “Diário da República”, Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, é o único titular de uma pasta governamental a receber este apoio.

Dividindo isso por todos a coisa dá quase mil euros mensais por cabeça o que não é nada mau num país onde o ordenado mínimo é de 500 euros. Mas, parece-me bem que quem tem de abandonar a sua casa e muitas vezes a sua família para servir o país possa ser compensado por isso. Gostava era de saber porque não recebem idêntico tratamento os professores, os médicos, os enfermeiros e outros funcionários que todos os anos são obrigados a saírem das suas casas para também eles servirem o país, ensinando, tratando ou prestando serviços essenciais ao país e aos portugueses. Já agora porque não todos aqueles que, seguindo o conselho do Primeiro Ministro, foram obrigados a emigrar por o seu país não conseguir dar-lhes a possibilidade de terem um trabalho e um futuro digno. Será que Ministros, Secretários de Estado e Chefes de gabinete pertencem a uma raça diferente?


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