13
Ago
12

Até os dedos nos levam

Os números positivos das exportações portuguesas estão a ser empurrados pela evolução muito favorável de dois produtos: combustíveis e ouro. A venda destas duas categorias de bens representou 41% do aumento das exportações nacionais nos primeiros seis meses do ano.
Segundo os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal exportou 1855 milhões de euros em combustíveis e lubrificantes no primeiro semestre. Mais 612 milhões que no mesmo período de 2011 (mais 49%). Ao mesmo tempo, a venda de ouro cresceu de 208 para 382 milhões de euros (83%). As exportações de ouro estão a aumentar há cinco anos consecutivos. Entre janeiro e junho, as empresas ganharam 132 vezes mais dinheiro com a venda de ouro que em 2007.
A soma dos dois produtos resulta num incremento de 786 milhões em relação ao ano passado. Uma fatia decisiva dos 1903 milhões de aumento das exportações. Sem combustíveis e ouro, as vendas de bens ao exterior estariam a crescer “apenas” 5,7%, em vez dos 9,1% registados desde o início do ano.
O ritmo de crescimento das exportações tem sido muito elogiado por economistas e responsáveis políticos. No entanto, alguns temem que esta evolução seja pouco sustentável. O facto de grande parte do aumento ter origem na venda destes dois produtos parece dar razão a essas preocupações.
“Não se pode dizer que esteja a acontecer algo de muito importante ou estrutural nas exportações”, explica Ana Costa, economista do ISCTE. “O saldo da balança comercial está a melhorar principalmente devido à contração do mercado interno.”

Este governo que tem estado a destruir toda a economia tem tido no aumento das exportações e no saldo comercial a bandeira com que nos tentam convencer que estamos a ir no bom caminho. A primeira grande mentira é a de que tenham sido as suas politicas que tenham contribuído para esse aumento pois já antes no tempo do Engenheiro e dos seus Socretinos esse aumento era uma realidade e, como agora se prova, muito à custa da venda dos anéis dos portugueses, sejam eles os de família ou do país nas privatizações. A segunda porque o saldo comercial é conseguido à custa da redução de consumo interno proveniente do desemprego e da pobreza criada.
Mas nem era necessário o INE apresentar estes números porque a pobreza do país e proporcional ao aumento brutal aos número de lojas de compra de ouro que vão surgindo por todo o lado.

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