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Queremos assumir o nosso destino

Todos andam muito preocupados a discutir finanças e economia para encontrarem a solução para a crise, desemprego, precariedade, recessão, pobreza e sobretudo para se saber como pagar a divida externa. O que ninguém parece querer discutir é aquilo que poderia fornecer a solução para todos esses problemas; a democracia. Continuamos a eleger gente neste sistema bipolar e de alterne em que tudo prometem em campanha para depois fazerem o que querem sem sequer se darem ao trabalho de disfarçar. Fazem negócios, endividam-se, desbaratam o que é nosso sempre protegidos pela comunicação social que controlam, pela força das leis que fazem para os servir e da policia que as fazem cumprir. O melhor que nos permitem é alguns desfiles bem educados na Avenida em dias marcados, umas greves e alternar entre dois poderes que comem da mesma malga. Os novos eleitos vêm clamar contra o estado em que os seus antecessores deixaram o país, retiram-nos direitos, aumentam impostos porque a culpa e a divida são do país e por isso nossas. Uma divida que foi feita sem nos perguntarem nada, sem sequer nos informarem de nada e que agora tem de ser paga também sem nos perguntarem nada. Nem se a queremos pagar, como a queremos pagar, ou o que decidimos fazer para a poder pagar.
Se o sistema permite que nos endividem sem nossa autorização, porque havemos de continuar a confiar nesse mesmo sistema? Se ele não nos dá o controlo sobre as nossas vidas e sobre as acções de quem nos governa como podemos considerar que esta democracia é um sistema que nos represente? Está por isso na hora de exigirmos mudanças, não só nas caras de quem nos governa mas na própria forma de como a governação é exercida e as decisões tomadas. Queremos fazer parte do processo de decisão para assim assumirmos pessoalmente e conscientemente as escolhas feitas. Até lá é um engano a divida que dizem que temos e um roubo a austeridade que nos impõem. Exigimos uma democracia verdadeira e participativa pois todos os que têm sido eleitos têm mostrado não possuir as qualidades, a honra e a honestidade que nos permita confiar neles. Queremos assumir nas nossas mãos o nosso destino. Indigna-te e exige.

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1 Response to “Queremos assumir o nosso destino”


  1. Agosto 15, 2012 às 11:43

    Quem mais poderia no actual quadro parlamentar e dentro da chamada “legalidade” exercer uma acção verdadeiramente revolucionária que PCP e BE. Pelas actitudes tomadas pelo primeiro, Álvaro Cunhal e mesmo Lenine ou Marx a esta hora dão cambalhotas na tumba. Quanto ao segundo, que evoca Trotsky e o trotskismo como bandeira ideológica deveriam estar calados e entreterem-se a beber umas limonadas na praia do Tamariz.

    Para estes, as palavras, cooperativismo, mutualismo, auto-gestão e democracia directa, são tabús e nunca são proferidos na AR aquando das várias intervenções. Tal como os partidos burgueses, preferem a caça ao voto a nunca “ferir” a susceptibilidade do seu eleitorado.

    Por este lado sabemos o que podemos contar: acomodação institucional, não fazer muitas “cócegas” ao sistema e manter o status quo, para além de condenarem tudo e todos os que querem efectivamente MUDAR, ALTERAR…..

    Estes “revolucionários” da treta deveriam aprender com o POVO de Marinaleda http://www.youtube.com/watch?v=YqOH_J28rns , Zanon http://www.obrerosdezanon.com.ar/, Mondragon http://www.mondragon-corporation.com/, etc. Sim, dentro do capitalismo é possível criar, fomentar e desenvolver comunidades LIVRES e libertárias.


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