Arquivo de 25 de Agosto, 2012

25
Ago
12

Está na hora de ser lobo

Todos os dias, quer seja nos blogues, nas redes sociais ou nos cafés, transportes, um pouco por todo o lado se ouve a indignação contra a roubalheira e o compadrio que este governo representa e contra estas politicas que conduzem o país à miséria e os portugueses ao desespero da precariedade no trabalho,  no desemprego e na vida. Todos dizem que isto assim não vai lá e que é necessário correr esta escumalha toda a pontapé (os mais moderados). Todos dizem, mas todos olham para o lado à espera de ver quem o vai fazer, à espera de um qualquer Dom Sebastião ou talvez de um milagre. O vizinho do lado também está a olhar para o lado, o Dom Sebastião há muito que é poeira nos desertos bem a sul do Rio Tejo e o melhor mesmo é deixarmos os milagres para Fátima. A solução não passa por olhar para o lado mas olhar em frente e assumirmos cada um de nós os nossos destinos nas nossas mãos.
Quando vou a uma manifestação contra o desemprego e a precariedade e estão lá três mil pessoas como é possível mudar seja lá o que for? Quando vou a reuniões de indignados e somos vinte ou trinta pessoas a discutir alternativas que deveriam ser debatidas e decididas por todos como podemos apresentar soluções?
Só, como agora está na moda dizer, saindo do nosso espaço de conforto e participando activamente na busca das alternativas e na ocupação das ruas exigindo a mudança poderemos ser donos do nosso futuro. Há reuniões de indignados um pouco por todo o lado, (onde não houver criem-nas), há um movimento global que há mais de um ano tenta incorporar essa necessidade de mudança e dar-lhe corpo. O que faz falta é que todos assumamos a nossa responsabilidade na sua forma e no seu conteúdo. Vamos todos juntar-nos e fazer a diferença. Vamos ocupar os parques, as ruas e exigirmos um mundo melhor, mais justo, mais solidário e não um em que uns que podem querem e mandam têm tudo e outros quase nada.
Não olhes mais para o lado, olha em frente e faz a diferença. Afinal está tudo nas tuas mãos.

25
Ago
12

Um filme feito para televisão

O Governo terá decidido concessionar todo o serviço público de televisão, por um período de 15 a 25 anos, entregando o primeiro canal da RTP a um privado e fechando o segundo canal.António Borges, que coordena a responsável pelo processo de privatizações, classificou ainda esta hipótese de «muito atraente sob vários pontos de vista, porque significa que não se vende a RTP e mantém na propriedade do Estado, mas entrega-se a um operador privado que tem provavelmente melhores condições para gerir a empresa como normalmente acontece».

No dia em que se noticiou que a execução orçamental está a derrapar havia necessidade de fazer algum ruído e foi escolhido este personagem, que todos afirmavam ser uma sumidade mas que acabou corrido de todos os cargos internacionais que ocupou, para o fazer. É o fim da televisão pública mas em mais uma “parceria público privada”, em que quem ficar com o canal 1 arrecada, no mínimo, a taxa que todos pagamos na conta da electricidade e quem sabe que mais compensações. O canal 2, aquele que realmente tem alguma qualidade e faz algum serviço público extingue-se. Resumindo, vou continuar a  pagar um canal de televisão só que em vez de pagar um público passo a pagar um privado.




Indignados Lisboa

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