Arquivo de 2 de Setembro, 2012

02
Set
12

Um casamento por conveniência

O clima de tensão entre CDS e PSD adensa-se na coligação governamental e Paulo Portas já fez saber a Passos Coelho que o seu partido e ele mesmo não concordam com a solução de concessão da RTP e não aceitarão que haja qualquer aumento da carga tributária sobre os cidadãos no Orçamento do Estado para 2013.

Há dois tipos de pessoas, uns que eu admiro, os inteligentes e uns a quem não acho graça nenhuma, os espertos. O Paulo Portas faz parte deste último grupo com o seu populismo e os seus truques que acabam sempre por ser os mesmos. O CDS que sempre tanto criticou aquilo que agora está  a fazer no governo, mais cedo ou mais tarde terá de criar uma crise para atirar o odioso destas politicas para cima do PSD e tentar sair de tudo isto como aquele que até aceitou ir contra as suas convicções por necessidade imperiosa do país mas que chegou ao ponto de não poder mais apoiar os “desvarios” do Passos Coelho. Não se esperava é que isso começasse já a acontecer tão cedo, mas com as contas públicas a derrapar e o governo cada vez mais isolado o Paulinho das feiras pode ter considerado que o melhor era pedir já o divorcio. Ou, pelo menos começarem a dormir em camas separadas.

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02
Set
12

Engolir a laranja envenenada

A lista de professores colocados, ontem conhecida, representa uma redução de 40,5 por cento (menos 7.571 docentes) face à de Agosto do ano passado, segundo contas da Fenprof, que classificou estes números como sendo «de uma violência atroz».
De acordo com o líder da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, que falava em conferência de imprensa no Porto, após uma primeira análise dos números, só a renovação de contratos caiu 43,5 por cento (menos 4.471), em relação a 2011. Seguem-se agora colocações via bolsas de recrutamento que, se caírem na mesma proporção, permitem antecipar, na leitura sindical, a exclusão do sistema de 15.000 a 18.000 professores.

Quando a Sinistra Ministra estava no poder a luta contra o processo de avaliação e a destruição da Escola pública foi encabeçada pelo Mário Nogueira que rapidamente se viu ultrapassado pela união dos professores e de muito movimentos que criaram. Por duas vezes Lisboa foi palco de gigantes manifestações que fizeram com que finalmente se sentisse uma réstia de esperança e de acreditar que ainda havia poder na luta das pessoas para fazerem recuar as politicas do então governo de socretinos. Depois de ver os governos atacarem os direitos dos cidadãos e de as lutas sindicais não o conseguirem impedir finalmente se provava que havendo vontade tudo era possível. A Sinistra Ministra estava derrotada. Inesperadamente, ou talvez não, surge a noticia de que o Mário Nogueira tinha assinado com o governo um Memorando de Entendimento, que se minimizava as medidas da Ministra, lhe possibilitava a continuidade de existência bem como das suas politicas. Assim morreu uma luta que estava ganha e se desmobilizou os professores. Hoje, após a chegada deste governo e deste DemoCrato que ocupa o cargo de Ministro os professores sentem na pele o resultado dessa derrota e dessa desmobilização. Os professores que conseguiram colocação não a querem colocar em risco, os que vão para o desemprego estão sós e sem esperança. E agora Mário Nogueira?




Indignados Lisboa

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