Arquivo de Outubro, 2012

31
Out
12

Contra os Salazarentos, insultemos o Gaspar

O ministro de Estado e das Finanças considerou hoje “insultuosas” afirmações dos deputados João Galamba (PS) e Honório Novo (PCP) que o aproximaram ou da linguagem ou das teses ideológicas do regime do Estado Novo.

Obrigado Sr. Ministro por considerar que compara-lo a Salazar é insultuoso. Já lhe chamei ladrão, gatuno, incompetente, mentiroso, aldrabão e muitos outros nomes de mais forte vernáculo mas pelos vistos nunca consegui ser considerado insultuoso. Agora já sei como o insultar e o atingir e ainda por cima nem tenho de mentir ao abusar. És Salazarento. E, na actual situação em que vivemos nem fica mal esta comparação, porque se temos um Ministro das Finanças, Vitor Salazar, um Primeiro-ministro que se comapara bem com o Marcelo Caetano e um Presidente que em nada fica a dever ao velho cabeça de abóbora, o Américo Tomaz.  Com gente desta a ocupar os mais altos cargo do poder não admira que o país esteja como está e por isso parece que lá teremos de fazer um novo Abril só que no Outono.
Para o boneco escolhi um das mais famosas fotografias desse glorioso dia em que, como aconteceu umpouco por todo o lado, escolas, hospitais e serviços públicos as fotografias dos fascistas eram retiradas da parede e parece que está na hora de fazermos ficar vazias mais umas paredes. è que o 25 de Abril, sempre, mas também quando um homem quiser, e eu quero.

30
Out
12

Está na hora de refundarmos a nossa soberania

 

Passos Coelho quer refundar e para isso conta com o António José Seguro. Não é que vivamos no paraíso, mais no purgatório mas se o PS morde a laranja então caímos no inferno de vez. Refundados já nós estamos e se acabam com o Estado Social que esta escumalha tem vindo a destruir passa a passo então é que não restará nada deste país e deste povo. Dia 1 de Dezembro comemora-se a restauração, amanha há uma manifestação em São Bento e talvez seja uma boa oportunidade para uma nova restauração da nossa soberania. Eu estou lá.

30
Out
12

A Era dos crápalos vampiros

 

Esta gente é toda muito amiga da inevitabilidade pois assim facilmente se convence o obriga todos a aceitar o inevitável.  Primeiro rebentaram com toda a economia produtiva enquanto se atafulhavam dos milhares de milhões da Europa. Depois chegou a fase do endividamento com os mesmos a atafulharem-se ainda mais. Com o pais sem produzir e endividado arranja-se uma Troika para justificar austeridade e assim se podem aumentar todos os impostos e mais alguns. A austeridade agravou a recessão e o desemprego o que permitiu o desbaratar dos dinheiros da segurança social no apoio aos mais aflitos. Entretanto o país e as suas grandes empresas estão a saque dos mercados e entregue aos mesmos de sempre.
Agora sim o longo caminho chega ao fim e é hora de acabar com o estado social por não haver dinheiro suficiente para a sua sustentabilidade. Escolas, hospitais, segurança social, tudo é para destruir. O que ainda nos vai valendo é a Constituição, mas mesmo ela, entregue nas mãos do Sr. Silva e que o Tóto José Seguro ainda fica embebido na inevitabilidade das medidas e, se é assim tão necessário até se revê a Constituição, único garante que ainda nos resta.  São vampiros e são cráuplas

PS: Cuidado que já soltaram os comentadores encarregues de convencer os cidadãos da necessidade para o país que morram de fome ou de doença.

29
Out
12

Será um saco ou um saque

 

O Conselho Económico e Social (CES) considera que o cenário macroeconómico apresentado na proposta de Orçamento do Estado para 2013 será difícil de concretizar e classifica como “irrealista” a previsão de uma contracção do Produto Interno Bruto de apenas um por cento no próximo ano, dificultando o regresso aos mercados e podendo conduzir Portugal ao “incumprimento”. O CES receia que o país esteja a entrar “num círculo vicioso de recessão e aumento da dívida, aproximando-se da situação grega”.
O CES adverte ainda que a proposta do Orçamento do Estado irá determinar uma recessão “mais profunda do que o previsto, o que terá efeitos na redução do nível de emprego e no agravamento do desemprego, que seguramente será também mais elevado do que o previsto, com as previsíveis consequências em matéria orçamental que decorrem do crescimento das prestações sociais”.
O CES manifesta alguma preocupação perante o facto de a proposta do Orçamento “consagrar uma diminuição significativa do nível de protecção social e da despesa social em geral, sendo relevante salientar o elevado número de desempregados sem prestações de desemprego, a diminuição do valor das prestações de desemprego e de doença”.
Neste âmbito, “o CES não pode deixar de alertar para as possíveis consequências, no plano político, decorrentes de situações de desamparo, miséria, incerteza, insegurança e intranquilidade que poderão contribuir de forma muito grave para situações de rotura social”.

Há um ano que os miseráveis que ocupam o poder andam a dizer que Portugal não é a Grécia mas não passam um dia que não tomem medidas que nos conduzem a uma idêntica tragédia grega. Outros há que há um ano andam a dizer que somos todos gregos e que temos de seguir um caminho diferente daquele que foi seguido pela Grécia ou inevitavelmente teremos um futuro idêntico. O maior problema não é que os nossos governantes não saibam o que estão a fazer. Sabem e têm consciência que estão a atirar este país para o buraco sem fundo da miséria e do desespero. A sua loucura ideológica neo-liberal de matar tudo quanto seja estado, seja ele social ou outra coisa qualquer, é tanta que não se importam de condenar todo um povo para a desgraça há muito anunciada. Esta gente é assassina porque vai matar muita gente por falta de alimentos, de cuidados médicos ou dos mais básicos princípios de dignidade social. São criminosos e têm de ser tratados como tal. Já chega de aceitar a treta da dívida, da honra e da troika. Esta terra é de quem nela vive e não de quem está ao serviço de mercados e interesses económicos de grandes capitalistas. Basta e tem de parar já. Que pensas fazer para que isso aconteça?


29
Out
12

Tranparente mais transparente não há

 

Ontem fiz um post em que falava de duas afirmações do Relvas e uma notícia. Um desperdício, porque cada um dos temas dava um novo boneco. De cada vez que ele fala é mau para o país, e fala muitas vezes, mas é bom para mim pois dá-me sempre ideias e motivos para lhe fazer mais um boneco. Gostei de ver o Relvas confirmar que tem “uma vida aberta, transparente e clara”. Logo o Relvas que já todos sabem está metido em tudo quanto é trapalhada, das secretas aos jornais, da licenciatura às privatizações, que é o homem cuja liste telefónica do telemóvel deve valer muitos milhares de milhões. Do mais transparente e imaculado homem deste governo, quiçá deste país. É tão clara que até ofuscava se não fosse transparente. Haver um homem assim num governo a que todos chamam gatunos é, no mínimo, surpreendente.

29
Out
12

Perigo para a segurança nacional

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco acusou os comentadores “de fato cinzento e gravata azul” de serem o maior adversário das forças armadas e tão perigosos para a defesa nacional como qualquer outra ameaça externa.”Este adversário é tão corrosivo, tão arriscado e tão perigoso para a Segurança Nacional como qualquer outra ameaça externa”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco depois de acusar os “comentadores de fato cinzento e gravata azul” de fazerem “o discurso da inutilidade das Forças Armadas” e de serem o seu “o maior adversário”. “O nosso maior adversário não é a adaptação que nos é exigida à situação que o país atravessa”, nem tão pouco “as medidas da ‘troika ou a contenção orçamental”. Mas sim, “o sentimento, inegavelmente crescente, de que as Forças Armadas, num contexto de carência geral, não são necessárias” e os comentadores “que olham para o Orçamento de Estado e dizem que é aqui que está a despesa que se pode cortar sem que o país sinta a sua falta” questionando “para que servem as Forças Armadas”. Um discurso “perigosamente demagógico” que o ministro quer ver combatido “dentro dos quartéis”.

Também considero que os comentadores “de fato cinzento e gravata azul”, assim como os de fato azul e gravata cinzenta, são uma praga e que com as suas opiniões condicionam, e muito, a cabeça daqueles que vivem à frente da televisão. (Talvez por isso também chamados de opinion makers). Agora isto de os chamar de perigo para a defesa nacional é querer justificar o silenciamento das opiniões. Ainda me lembro quando um tal de Salazar o fazia com muita eficiência. É que isto de ser um perigo para a segurança nacional é coisa grave. É por isso que esse é o problema mais grave que temos e a precariedade, o desemprego, a fome, a miséria e a destruição do estado social para não falar da própria independência e dignidade do país, são coisas de somenos importância. Era bom que dentro dos quartéis lhe dessem o combate que merece. É que o maior perigo para a segurança nacional é este governo de vendidos ao poder dos mercados e das Merkels.

28
Out
12

O gigante Relvas

Miguel Relvas sustentou que, embora se assista a uma «crescente crispação em Portugal» e «a gritaria» tenha ocupado o debate público, não há «alternativa à austeridade e às reformas estruturais» do Governo. «Temos consciência dos custos elevados para as famílias e da coragem com que os desempregados estão a suportar estes tempos difíceis». Mas, mesmo quem contesta a austeridade «sabe que não tem outra saída» e comporta-se como um doente que «vai pensando todo o tempo em evitar aquela medicação» indispensável para a sua cura, que exige «sacrifícios, paciência e disciplina».

“Quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa-fé. Era assim que estava, é assim que estou e é assim que continuarei a estar”, insistiu o governante, depois de sustentar que prossegue “uma vida aberta, transparente e clara” e que “quem desempenha cargos públicos tem de estar sempre disponível para poder responder sobre todas as dúvidas que existem”.

O relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, noticia o semanário Expresso na sua última edição, mostra que Miguel Relvas foi não só o aluno que recebeu mais equivalências a maior número de cadeiras (32 num total de 36, o que equivale a 160 dos 180 créditos exigidos para a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais) como contou com equivalências a cadeiras que tão-pouco existiam no ano lectivo de 2006/2007, quando esteve matriculado na Universidade Lusófona.

Dois recentes momentos em que o Miguel Relvas fez afirmações, primeiro sobre a austeridade onde exigiu sacrifícios, paciência e disciplina chamando às vozes que a contestam, gritaria. No segundo para mostrar toda a sua beatitude apresentando-se como senhor de uma vida aberta, impoluta e transparente. Só não se viram crescer-lhe asinhas  nas costas porque foi agora conhecido, não que já não se soubesse que era Senhor Doutor por equivalência, mas porque se formou com equivalências até a cadeiras que não existiam na faculdade.
Um governo que tem um Relvas como Ministro não é um governo, é um covil de hienas, é um antro de compadrio e aldrabices, é uma vergonha a que nenhum povo devia ser sujeito. Se lhe juntarmos que é essa gente que está a vender o que resta de público em nebulosas privatizações, então temos a certeza que este país está a ser saqueado. Está o país e estamos todos nós com roubos de salários e reformas. Se pensam que isto é muito mau então juntem-lhe a destruição do emprego, da saúde  e escolas públicas, do estado social, dos direitos laborais e civis e vejam o que restará quando esta gente terminar a pilhagem. Isto não vai acontecer no futuro, está acontecer agora e se o não travamos já não vai restar nada para salvar mais tarde.

Se todos não percebermos que não podemos ficar sentados à espera que outros resolvam os nossos problemas, temos de ser nós, todos a fazê-lo e já.




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