Arquivo de 29 de Outubro, 2012

29
Out
12

Será um saco ou um saque

 

O Conselho Económico e Social (CES) considera que o cenário macroeconómico apresentado na proposta de Orçamento do Estado para 2013 será difícil de concretizar e classifica como “irrealista” a previsão de uma contracção do Produto Interno Bruto de apenas um por cento no próximo ano, dificultando o regresso aos mercados e podendo conduzir Portugal ao “incumprimento”. O CES receia que o país esteja a entrar “num círculo vicioso de recessão e aumento da dívida, aproximando-se da situação grega”.
O CES adverte ainda que a proposta do Orçamento do Estado irá determinar uma recessão “mais profunda do que o previsto, o que terá efeitos na redução do nível de emprego e no agravamento do desemprego, que seguramente será também mais elevado do que o previsto, com as previsíveis consequências em matéria orçamental que decorrem do crescimento das prestações sociais”.
O CES manifesta alguma preocupação perante o facto de a proposta do Orçamento “consagrar uma diminuição significativa do nível de protecção social e da despesa social em geral, sendo relevante salientar o elevado número de desempregados sem prestações de desemprego, a diminuição do valor das prestações de desemprego e de doença”.
Neste âmbito, “o CES não pode deixar de alertar para as possíveis consequências, no plano político, decorrentes de situações de desamparo, miséria, incerteza, insegurança e intranquilidade que poderão contribuir de forma muito grave para situações de rotura social”.

Há um ano que os miseráveis que ocupam o poder andam a dizer que Portugal não é a Grécia mas não passam um dia que não tomem medidas que nos conduzem a uma idêntica tragédia grega. Outros há que há um ano andam a dizer que somos todos gregos e que temos de seguir um caminho diferente daquele que foi seguido pela Grécia ou inevitavelmente teremos um futuro idêntico. O maior problema não é que os nossos governantes não saibam o que estão a fazer. Sabem e têm consciência que estão a atirar este país para o buraco sem fundo da miséria e do desespero. A sua loucura ideológica neo-liberal de matar tudo quanto seja estado, seja ele social ou outra coisa qualquer, é tanta que não se importam de condenar todo um povo para a desgraça há muito anunciada. Esta gente é assassina porque vai matar muita gente por falta de alimentos, de cuidados médicos ou dos mais básicos princípios de dignidade social. São criminosos e têm de ser tratados como tal. Já chega de aceitar a treta da dívida, da honra e da troika. Esta terra é de quem nela vive e não de quem está ao serviço de mercados e interesses económicos de grandes capitalistas. Basta e tem de parar já. Que pensas fazer para que isso aconteça?


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29
Out
12

Tranparente mais transparente não há

 

Ontem fiz um post em que falava de duas afirmações do Relvas e uma notícia. Um desperdício, porque cada um dos temas dava um novo boneco. De cada vez que ele fala é mau para o país, e fala muitas vezes, mas é bom para mim pois dá-me sempre ideias e motivos para lhe fazer mais um boneco. Gostei de ver o Relvas confirmar que tem “uma vida aberta, transparente e clara”. Logo o Relvas que já todos sabem está metido em tudo quanto é trapalhada, das secretas aos jornais, da licenciatura às privatizações, que é o homem cuja liste telefónica do telemóvel deve valer muitos milhares de milhões. Do mais transparente e imaculado homem deste governo, quiçá deste país. É tão clara que até ofuscava se não fosse transparente. Haver um homem assim num governo a que todos chamam gatunos é, no mínimo, surpreendente.

29
Out
12

Perigo para a segurança nacional

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco acusou os comentadores “de fato cinzento e gravata azul” de serem o maior adversário das forças armadas e tão perigosos para a defesa nacional como qualquer outra ameaça externa.”Este adversário é tão corrosivo, tão arriscado e tão perigoso para a Segurança Nacional como qualquer outra ameaça externa”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco depois de acusar os “comentadores de fato cinzento e gravata azul” de fazerem “o discurso da inutilidade das Forças Armadas” e de serem o seu “o maior adversário”. “O nosso maior adversário não é a adaptação que nos é exigida à situação que o país atravessa”, nem tão pouco “as medidas da ‘troika ou a contenção orçamental”. Mas sim, “o sentimento, inegavelmente crescente, de que as Forças Armadas, num contexto de carência geral, não são necessárias” e os comentadores “que olham para o Orçamento de Estado e dizem que é aqui que está a despesa que se pode cortar sem que o país sinta a sua falta” questionando “para que servem as Forças Armadas”. Um discurso “perigosamente demagógico” que o ministro quer ver combatido “dentro dos quartéis”.

Também considero que os comentadores “de fato cinzento e gravata azul”, assim como os de fato azul e gravata cinzenta, são uma praga e que com as suas opiniões condicionam, e muito, a cabeça daqueles que vivem à frente da televisão. (Talvez por isso também chamados de opinion makers). Agora isto de os chamar de perigo para a defesa nacional é querer justificar o silenciamento das opiniões. Ainda me lembro quando um tal de Salazar o fazia com muita eficiência. É que isto de ser um perigo para a segurança nacional é coisa grave. É por isso que esse é o problema mais grave que temos e a precariedade, o desemprego, a fome, a miséria e a destruição do estado social para não falar da própria independência e dignidade do país, são coisas de somenos importância. Era bom que dentro dos quartéis lhe dessem o combate que merece. É que o maior perigo para a segurança nacional é este governo de vendidos ao poder dos mercados e das Merkels.




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