Arquivo de 15 de Novembro, 2012

15
Nov
12

A vergonha de Portugal (uma delas)

Eu até já pensava que ou o Cavaco tinha morrido e ninguém tinha dado com ele, como infelizmente começa a acontecer a muitos idosos no nosso país, ou então tinha emigrado como também acontece cada vez mais a quem não encontra respostas para as suas vidas e necessidades na terra onde nasceu. Afinal parece que infelizmente não foi nenhum desses casos e o Sr. Silva tem andado é escondido para não ter de assumir nenhuma posição perante o desastre, e o saque, a que este governo conduz o país. O Homem não faz nada, mas no dia da Greve Geral tem de aparecer em público para dizer que está a trabalhar. Será que tem medo que lhe cortem um dia de salário como acontece a todos os que corajosamente o aceitam em nome da defesa de um país que o tal de Silva jurou defender? Este personagem é uma aberração e a sua presença na Presidência uma vergonha. Num momento em que necessitávamos de alguém lúcido, inteligente e capaz na presidência para ajudar os portugueses num momento tão difícil, temos um cobardolas, um incapaz e um homem que nem consegue cumprir com o seu juramento de defender e fazer cumprir a Constituição. Demita-se que porcaria já há muita por aí.

 

15
Nov
12

Escolher um lado da Barricada

 

Ontem a CGTP fez o seu comício em frente da Assembleia da Republica e depois de cantar o hino, coisa que me parecia desnecessária sobretudo num dia em que a greve geral afectou mais seis países da Europa, mandou todos para casa. Foi um ver as bandeirinhas vermelhas a correr para a saída. Não Gostei.
Já na conferencia de Imprensa, o Arménio Carlos, depois de demarcar a CGTP da violência que aconteceu, esteve bem quando lamentou os factos ocorridos mas não condenou os manifestantes, afirmando que embora não concorde com esse tipo de luta não lhe compete a ele criticá-la.
Já pior esteve o Ministro Miguel mkacedo, primeiro garantindo à CGTP que conta com eles e que não lhe atribui nenhuma responsabilidade naquilo que aconteceu. Depois quando falou que os problemas existiram porque estavam na Assembleia cinco ou seis profissionais da violência e dá os parabéns à polícia que correu à bastonada milhares de manifestantes. Porque permitiu que a situação do arremesso de pedras durasse todos aquele tempo? Porque não deteve esses cinco ou seis e preferiu bater em milhares que não praticaram qualquer acto de violência? É isto a boa e competente actuação policial? Porque andaram pelas ruas de Lisboa a deter pessoas mesmo que nem tenham estado na manifestação? Porque cercaram grupos de pessoas em esplanadas mesmo não tendo qualquer razão para os deter? Porque, no dia seguinte à visita da Frau Merkel houve actos de violência num protesto dos estivadores e outra vez ontem?
O mal não está só nos homens que nos governam, o mal está no sistema corrupto e que trabalha a soldo dos grandes grupos económicos e dos mercados. Não há dois lugares para se estar, dentro do sistema a pactuar com ele, ou fora recusando servir os seus interesses. Há que escolher. Quando as posições se extremam há que escolher a barricada onde queremos estar. A CGTP brevemente vai ter de optar.

 

15
Nov
12

O Tempo está sem tempo

 

O tempo sempre me fascinou. É algo que é inexaurível, constante e sobre o qual tudo o que podemos fazer é tentar medi-lo por nunca o podermos controlar. Se é que o tempo realmente existe, pois não tendo matéria pode ser simplesmente uma invenção nossa. Hoje na Assembleia vi os escudos da polícia e as escadarias serem bombardeados com pedras durante cerca de duas horas sem que nada tentassem fazer para o impedir. Depois, em 30 segundos carregar, limpar a praça, ver os que atiravam as pedras fugir, a policia a bater violentamente nos que nos muros circundantes assistiam ao que se passava e não puderam escapar. No meio das ruas circundantes caixotes de lixo a arder num jogo entre policia e gente revoltada, enquanto se procurava encontrar amigos e familiares perdidos no meio da confusão. Na televisão o Ministro desresponsabilizava a CGTP pelos incidentes, um qualquer deputado do CDS, que passava de carro, descreve o que se passava com autentica guerra urbana, qual Síria, qual Líbano, e onde viu guerrilhas organizadas e “cocktail’s molotov” e só não explicou se também viu, kalashnikov’s, Mig’s21 ou Misseis de cruzeiro.
Vai tudo isto alterar alguma coisa? Talvez venhamos a conhecer uma diferente forma de violência contra o sistema ou praticada por ele. Certo é que este governo e este sistema estão moribundos, o seu tempo chegou ao fim. Não sei quanto tempo terão até ao fim desse tempo, mas já não é muito tempo.




Indignados Lisboa
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