Arquivo de 23 de Novembro, 2012

23
Nov
12

Um cómico em Belém

 

O Presidente da República fez esta quinta-feira, na entrega dos prémios Gazeta, um discurso irónico à volta do seu “silêncio” e pediu para não relatarem a sua presença, comprometendo-se a não o revelar na sua página do Facebook.No habitual discurso que faz na entrega destes prémios de jornalismo, Cavaco Silva começou por dizer que apenas o seu “caro amigo Mário Zambujal [presidente do Clube de Jornalistas] o convenceria a estar presente: “Ele sabe bem que eu não queria vir, tudo porque eu sabia que teria de subir a este palco e de quebrar o meu silêncio”. “Todos sabem que o silêncio do Presidente da República é de ouro, hoje a cotação do ouro foi 1.730 dólares por onça, uma onça são 31 gramas, mais 1,7% do que a cotação do ouro naquele dia de Setembro em que a generalidade dos portugueses ficou a saber o significado da conjugação de três letras do alfabeto português: “tê, ésse, u” (TSU)”, afirmou Aníbal Cavaco Silva.

O homem é um cómico e tem tanta, mas tanta piada que quase fiz xixi nas calças.Afinal quando ouvimos o homem a fazer discursos e a falar de economia, ele não está a falar como Presidente da Republica, se calhar nem sabe o que isso é, o que ele está a fazer é stand-up comedy. O homem é um cómico e nós ainda não tínhamos percebido.

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23
Nov
12

A relatividade do tempo

 

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, admitiu hoje que há “situações pontuais” em que ocorrem atrasos nos pagamentos de prestações sociais, casos dos subsídios de desemprego, de doença ou de parentalidade.

Ainda outro dia aqui referi que o tempo é relativo e o que representa para uns não é o mesmo que para outros. Se alguém se atrasa um minuto a pagar um imposto já está a receber cartas do fisco e a pagar juros, mas quando é o Estado que se atrasa não há problema. Basta ver que neste caso o atraso não cria problemas a ninguém, afinal um desempregado não necessita de comer se não trabalha, um doente está de cama e pode dormir todo o dia e isso da parentalidade só é culpa da luxuria do beneficiário. Primeiro cortaram benefícios, depois reduziram o seu valor e está a chega a hora de deixar de os pagar de todo. Há anos que esta cambada anda a descapitalizar a segurança social, a jogar, e a perder, o dinheiro que todos nós descontamos dos nossos salários na roleta da bolsa, para a tornar inviável. Os grandes grupos privados da banca, seguros e saúde, há anos que se babam por este grande negócio. Estes estão lá para lhes encher o bucho e matar de vez com o Estado social.




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