Arquivo de Janeiro, 2013

31
Jan
13

O miseravel Ulrich

fernando ulrich sem abrigo

Depois de ter defendido em Outubro do ano passado que o país aguentava mais austeridade, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, voltou ontem ao tema com um novo argumento: “Se os gregos aguentam uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somo todos iguais, ou não?”
“Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer”. “E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto aguentam porque é que nós não aguentamos? Parece-me uma coisa absolutamente evidente”, rematou o banqueiro.
O BPI registou lucros de 249,1 milhões de euros em 2012, revelou hoje Fernando Ulrich. Para este resultado contribuiu não apenas a melhoria da margem financeira e  o produto bancário mas também as mais valias da venda da carteira de divida soberana portuguesa noutro trimestre do ano que terá ascendido a 160 milhões de euros.

Nem tenho palavras para descrever o que sinto ao ouvir esta cavalgadura vomitar tanta porcaria por aquela bocarra fora. A crise que vivemos é uma crise criada pela desonestidade e ganancia dos Banqueiros, que mesmo depois de atiraram países e os seus povos para situações de pobreza e miséria, vivem no luxo e na ostentação com salários exorbitantes num país onde o ordenado mínimo não chega aos 500 euros, onde todos os dias o desemprego e o desespero crescem exponencialmente. É esta gente que depois tem a lata de vir anunciar lucros de centenas de milhões, na sua maioria conseguidos na especulação coma própria divida do país que eles próprios endividaram. Um país que vive na austeridade mais violenta, que vê todos os direitos dos seus cidadãos serem destruídos vê também os culpados desta situação a serem mimados e ajudados por políticos em negócios e compadrios vergonhosos. E esta gente ainda fala, ainda se dá ao luxo de arrotar disparates e ofensas ao mais simples cidadão. Para eles é normal que alguém perca tudo, caia na mais profunda miséria, vá viver como sem abrigo num beco qualquer em nome de uma crise e de uma dívida pela qual não tem responsabilidade. Pior, ainda se coloca na situação de também ele poder vir a tornar-se num sem abrigo. Uma cavalgadura que ganha mais num ano que muitos portugueses juntos durante toda a sua vida. Mas merecia, merecia que este povo lhe entrasse pelo banco dentro e lhe retirasse tudo o que tem, lhe oferecesse um cobertor e um caixote de cartão e o obrigasse a viver a vida a que tem condenado tantos outros. Devia ter de comer dos caixotes de lixo, dormir na soleira das portas ao frio e à chuva e estender a mão em busca de alguma solidariedade, coisa que ele não sabe o que é. Este canalha não durava um mês, mas diz que todos temos de estar preparados para essa ser a nossa vida. Pulha miserável.

 

31
Jan
13

A justiça da injustiça

cavaco silva paulo teixeira da cruz justica economica

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que o sistema judicial deve dar um “contributo activo” para a economia. “Na conjuntura actual, mais do que nunca, a Justiça deve primar pela eficiência e pela celeridade na resolução dos litígios com incidência económica.

O dia do inicio do ano judicial é sempre uma chatice para o Presidente da Republica porque tem de falar e durante uns anos porque teve de ouvir o Marinho Pinto a apontar o dedo à justiça, aos juízes, aos governos e aos politicos.  Mas o Sr. Silva lá teve de sair de do seu Palácio para ir dizer mais uma frases feitas e desta vez para defender que a justiça tem de contribuir mais para a economia sendo mais célere  nos litígios económicos. As pessoas, essas pelos vistos não são prioridade nem importam muito. Mais uma vez a economia é coloca à frente, mais uma vez as pessoas são remetidas para segundo plano. Esta gente vive para os números e até numa coisa que se chama justiça se proclama a injustiça de haver duas, uma para a economia, mais célere e eficaz e outra para os cidadãos em que a eficácia não é prioridade e pode esperar. Tudo isto não teria sequer grande importância e não seria tão triste se não mostrasse a insensibilidade e o desinteresse desta classe politica para com a vida dos cidadãos, aqueles que deviam ser  razão do exercicio dos seus cargos.

30
Jan
13

O FMI está encantado

Vitor gaspar Abebe Selassie fmi encantado

Vitor Gaspar afirmou que a ‘troika’ está encantada com o processo de privatizações, e mesmo que este programa é uma bandeira do ajustamento português.

Antes de mais nada quero esclarecer que se escolhi o etíope Abebe Selassie, para ilustrar o boneco não é por como afirmou o Arménio Carlos ser um “Rei Mago escurinho” mas por ser o representante do FMI na Troika. Quanto ao encantamento do FMI não surpreende ninguém essa é a sua ideologia, a do capitalismo selvagem e global, da destruição do Estado em nome do Mercado e da supremacia do poder financeiro sobre o poder politico. Tudo o que seja destruir Estado e fortalecer privados é considerado positivo, se forem as empresas públicas lucrativas vendidas a preço de saldo então é de ficarem “Encantados”. Aliás a nossa dívida foi criada e fomentada exactamente para nos trazer a este ponto e para os grandes grupos económicos poderem pilhar o país de todos os seus recursos e bens. Quando se chega ao ponto de até a água, um recurso natural e vital à vida está em vias de ser dado a privados só podemos imaginar  festas e alegria na sede do FMI. Quanto ao estado em que ficará o país, ou melhor os seus cidadãos isso é irrelevante. Para este Capitalismo a vida e as pessoas contam pouco, o que amam e avaliam muito é o primeiro o dinheiro, depois o dinheiro e no fim mais dinheiro.

No Manifesto da Acampada do Rossio estava escrito “O FMI mata”. Na altura muitos questionavam esta afirmação e muitos não a entenderam. Hoje, já parece clara e provada, com os idosos que morrem mais cedo por não terem dinheiro para levantar todos os remédios na farmácia ou por terem piorados a sua alimentação ou condições de vida, pelos suicídios de quem já perdeu tudo, até a esperança e pelas estatísticas que começam a revelar uma inversão na qualidade dos serviços e na esperança de vida. O FMI mata mas está encantado.

30
Jan
13

Olha a casinha linda. Quem quer uma casinha (só para estrangeiros)

alvaro santos pereira vendedor de casas

Álvaro santos Pereira, o nosso brilhante ministro da Economia veio informar-nos que o governo lançou campanha para vender casas a estrangeiros. Haverá um roadshow por seis dos principais mercados emissores de turistas, como o Reino Unido, para escoar até dez mil casas. Investimento ronda 830 mil euros.

Primeiro foram as bandeirinhas de Portugal, os Galos de Barcelos, os Pasteis de Nata e agora quer vender casas (é um dos eixos prioritários do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT)). Há muito que digo que por este caminho Portugal está condenado a ser o INATEL da Europa e nós os seus criados. Nada tenho contra que um estrangeiro compre uma casa em Portugal, o que me parece estranho é que um Ministro da Economia e um país se transformem em vendedores ambulantes. Criam políticas que atiram quem cá vive para a miséria e muitas vezes para a rua e agora querem vender casas a quem ainda tem dinheiro, quem não nasce nem trabalha cá. Mais ainda vão enterrar quase um milhão de Euros em feiras e cocktails. O ministro da Economia referiu ainda que “os reformados [estrangeiros] que comprarem casa terão taxas [de IRS] muito mais competitivas, das mais competitivas da Europa”. Porra e os reformados portugueses? Porque ser estrangeiro, ter ganho maiores salários com melhores condições e mais direitos lhes dá o direito a pagar menos impostos que quem cá nasceu e sempre viveu? Para nós ficam os mais altos impostos da Europa com os mais baixos salários, para os outros uma das taxas de IRS mais competitivas da Europa. Vão à merda.

 

29
Jan
13

Vamos exigir a mudança

joao semedo jeronimo sousa o baile da assembleia

A ideia era fazer um texto a falar da cavalgada do BE sobre os movimentos sociais e o seu aproveitamento da sua capacidade de mobilização, mas encontrei esta imagem e não resisti. Agora faria muito mais sentido falar da responsabilidade que ambos estão a assumir na destruição do Estado Social e do país por não decidindo abandonar a Assembleia da Republica recusando pactuar com tudo isto e preferindo fazer lindos discursos de oposição que nada mudam. Na realidade tudo isto é mais do mesmo, porque só mostram a falta de coragem para avançar, seja abandonando a Assembleia seja promovendo o protesto popular utilizando o seu próprio nome, embora aqui também conte, e muito, o saberem que poucos os seguiriam.

Quer isso dizer que a manifestação de dia dois me Março é um logro? Não, há gente honestamente empenhada na sua realização, o manifesto que a convoca podia ter sido escrito numa sede do Bloco, mas não foi e o pedido da queda do governo é importante, não para que a democracia de alterne funcione mas sim para que se possa fazer um debate de politicas e soluções alternativas. Na minha opinião falta muito daquilo que foram as ideias originais que deram vida a estes movimentos, a democracia verdadeira, a responsabilização dos governantes a recusa do capitalismo dos Mercados e todas aquelas ideias que criaram a esperança em tantos de nós. Falta no manifesto do “Que se lixe a Troika” mas não tem de faltar na manifestação e nas ideias que para lá levarmos. A Manifestação de 2 de Março pode vir a ser uma data importante e que mexa com as nossas vidas, a forma como isso vai acontecer depende muito de nós e na forma como soubermos ser activos e como soubermos exigir esse futuro.

Pela parte que me toca apelo à participação de todos, a que tentem mobilizar todos os que puderem mas que o façam com as vossas ideias, exigindo o que consideram estar certo e ser justo e recusando que tudo isto desagúe simplesmente numa mudança de caras e não numa nova forma de fazer politica mais humana, mais justa e numa democracia mais participativa e directa. Que cada um escreva o seu manifesto e o divulgue, faça o seu cartaz com as suas soluções e sonhos e grite bem alto o que lhe vai na alma. Vamos fazer ouvir a nossa voz.

29
Jan
13

E a eles ninguém restrutura?

paulo portas miguel relvas passos coelho 3 pateteas na tv

 

Tinha feito este boneco para escrever um texto sobre a privatização da RTP agora transformada em reestruturação ou seja despedimentos. Para isso o dinheiro não falta e já há 42 milhões disponíveis para tornar dispensáveis a vida de mais umas centenas de pessoas. Queria escrever mas estou com tanto sono que já não vejo nada (é publicado de dia mas isto é sempre feito de noite). Vou dormir e que se lixe o Portas, Relvas, Passos e essa corja todos. Hoje safam-se de lhes chamar mais uns nomes, mas ainda aproveito para mais alguns; bandalhos, gatunos, vendidos, aldrabões, mentirosos, hipócritas, etc, etc, etc.

29
Jan
13

Ké Flô?

antonio costa ke flo sao rosas

Isto da Democracia dá trabalho e demora tempo. Só agora cheguei a casa e só agora me é possível fazer o post que queria ter feito há horas atrás. e mesmo assim nem tempo tenho para escrever o que desejava, mas cada um leia o boneco como mais gostar.

28
Jan
13

Big Momma’s Merkel

angela merkel passos coelho vitor gaspar big mamma

Passos Coelho afirmou que “Não sei se a chanceler alemã falou disto ou não em termos públicos, mas numa das reuniões que tivemos aqui ouvi-a justamente dizer que a Alemanha está em condições este ano de poder oferecer a países da União Europeia um mercado de exportação com mais vigor do que aquele que foi possível obter no ano passado”.

Pois é, vai a ser a Alemanha que vai ser simpática em ano de eleições, com a gorda a ser aclamada no seu partido e a sofrer derrotas  após derrotas humilhantes nas eleições regionais. É ano de distribuir benesses para ganhar e isso vai aumentar o consumo. Portugal está salvo com todo este vigor da Alemanha. Se a gorda disse está dito, vai subir a bolsa, baixam os juros, o desemprego, a recessão e sei lá que mais. Já estou a ver o Álvaro santos Pereira a sorrir enquanto embala Galos de Barcelos e Pastéis de Nata para trocar por BMW´s, Mercedes e submarinos.

27
Jan
13

Os Mercenários autárquicos

fernando seara mercenarios

Escolhi o Fernando Seara por Lisboa ser a maior e mais mediática Câmara do país mas podia escolher muitas outras. Gente que é autarca num Concelho e vai concorrer a outro, não por ter mudado de residência, muitas vezes nem residindo em nenhum deles, mas por interesses partidários e eleitorais.
Por natureza as autarquias deviam ser a representação dos cidadãos nas suas terras e a sua forma mais democrática de participação activa. Mas a guerra partidária é a guerra partidária e tudo isso é esquecido em seu nome. Para as maiores Câmaras não interessa de o candidato escolhido reside nessa terra, não interessa sequer se alguma vez por lá passou, o que interessa é o efeito mediático e a tentativa de ganhar a Câmara a qualquer custo. Inventa-se uma morada para o candidato no Conselho e está feito. Não sei onde há 5 anos morava o Fernando Seara, nem me interessa muito, mas foi candidato por Sintra. Imagino que ai tenha residido durante o seu mandato e que não tenha mudado de casa recentemente para Lisboa. É que se já residia em Lisboa nunca devia ter sido candidato por Sintra, se reside em Sintra nunca devia poder concorrer por Lisboa. É melhor que os outros para justificar mais esta aposta em mais uma vigarice facilmente tornada legal pela simples mudança de casa? Provavelmente não, mas como é ou foi, já nem sei, comentador desportivo numa televisão, é do Benfica que tem muitos adeptos, passa a ser um bom candidato. Esta é a politica que temos e a democracia que nos oferecem.
Mas, como disse o mesmo se passa um pouco por todo o país e só assim se justifica a confusão colocada com nova lei de limitação de mandatos, em que uns dizem que se o for num outro Conselho essa limitação não existe. São autarcas profissionais? Não deveriam representar a sua terra? Como é possível irem concorrer para outro lado?
Defendo que necessitamos urgentemente de mais democracia e de uma democracia mais directa e participativa. Uma democracia verdadeira em que os cidadãos tenham a palavra e o poder de decidir sobre o seu futuro. O que se passa com as autárquicas é a prova de que isso é urgente e necessário. Vivemos uma democracia de mentira de embustes e de golpes partidários, tão grave a nível da vida do país como da mais pequena autarquia.

27
Jan
13

Tão in-Seguro que ainda cai

antonio jose seguro megamind

Na continuação do post anterior e já que estou a falar das grandes mentes e sumidades da nossa politica que podem desaparecer a todo o momento resolvi fazer o António José Seguro, o inventor da abstenção violenta e candidato a pior líder de oposição de sempre. É normal que tanto o PS como o PSD escolham Zés Ninguéns para atravessarem os longos desertos de oposição, mas desta vez exageraram. Não dá uma para a caixa, não apresenta uma ideia e ninguém acredita nele como alternativa. Se isso é assustador para muita gente mais o é para o sistema que se vê confrontado com o problema de não ter ninguém credível para utilizar na sua politica de alterne se isso se mostrar necessário. Certamente que já lhe passaram a certidão de óbito politica e não deve demorar muito para lhe fazerem o funeral.

26
Jan
13

Economia para TóTós

alvaro santos pereira megamind

Ele tinha escrito um livro, Passos Coelho gostou da capa, leu o prefácio e convidou-o, ele chegou para resolver todos os problemas da economia portuguesa. Nem o Galo de Barcelos nem o Pastel de Nata resultaram. Tentou os Minas e os comboios mas também não foi longe. Quis estimular a economia mas ouviu o Gaspar dizer-lhe; “Não há dinheiro, qual das três palavras é que não percebeu”. Sem nada para fazer resolveu lixar quem trabalha, cortando nas férias, nos feriados e nas indemnizações por despedimento. Consegue neste momento ser o recordista do desemprego em Portugal. Ele é Álvaro, o Megamind.

PS: Resolvi fazer-lhe o boneco porque nunca se sabe quando chegará a noticia que o recambiaram de volta para o Canadá.

 

25
Jan
13

Eleições! São uma alternativa credivel para ti?

passos coelho mudar as moscas

Neste momento, nos meios políticos deste Jardim à beira-mar plantado começa a existir um consenso alargado que está na hora deste governo acabar e de se fazerem novas eleições. É o PS que já se começa a ver à frente nas sondagens e o Seguro a já a ver os galifões do partido a cobiçarem-lhe o lugar, são os partidos ditos mais à esquerda que acreditam ser possível subirem a sua votação ganhando mais uns deputados e, mesmo dentro da coligação, o CDS, sem querer ser o responsabilizado pela crise politica quer lavar as mãos enquanto no PSD há quem pense que o partido corre o perigo de desaparecer eleitoralmente se não puserem um travão a isto. Só o Presidente, que é banana e cobarde, não pensa nada.
Este governo já fez o trabalho sujo, aumentar impostos e destruir direito, tem na forja a “Refundação do Estado” que, resumidamente quer dizer o desbaratar do Estado Social, do SNS, da Escola Pública e dos poucos direitos que ainda resistem. É hora de tentar travar a contestação social que se pode transformar em confrontação se nada for feito e de fingir de novo que algo vai mudar, para que no fim fique tudo na mesma. Nada disto é novo, os partidos do poder vão uma vez mais seguir a política do alterne, o Paulo Portas lá vai ter de usar o boné das feiras para o CDS voltar a ser o partido bonzinho que gosta de pensionistas e agricultores e os partidos à esquerda reclamar das políticas e das maldades da direita. Renegoceia-se a divida, faz-se mais divida, mais concertação social, mais austeridade, mais discursos de ocasião, umas greves e umas manifestações. De novo só a habilidade mais uma vez demonstrada pelo sistema em conseguir absorver e domesticar a contestação social. Em menos de dois anos, o grande movimento cívico e apartidário nascido da Acampada do Rossio é um cordeiro não a contestar o sistema mas só algumas políticas. Se o PCP utiliza a CGTP para a criação das grandes manifestações de rua, o BE tem os movimentos sociais. Basta ver que já para dia 2 de Março o que se pede é a demissão do governo não se falando mais em democracia verdadeira ou em contestar a classe politica. Onde a culpa era de “banqueiros e políticos” ficaram só os banqueiros que afinal os políticos não são todos iguais. Por este andar, mais dia menos dia, até os banqueiros o vão deixar de ser.
O que sobra então? Uma franja de gente que se mantêm fiel ao espírito das acampadas, que acredita que o mal não está neste ou naquele governo mas no próprio sistema. Gente que exige mais democracia, mais directa e mais participativa. Gente que acredita que quem governa serve o país e não se serve dele, gente que acredita que quem governa tem de prestar contas sempre e a qualquer momento, que a legitimidade num cargo não é um direito com um limite temporal definido à prior mas um dever escrutinado dia a dia. Gente que acredita que quem governa o faz para servir os homens e não os Mercados e os banqueiros. Gente que sabe que esta dívida não é nossa e é um embuste criado para assaltar os nossos direitos, o património e os dinheiros públicos. Gente que acredita em pessoas e não em números, que acredita no trabalho comunitário e não no escravo, que acredita na solidariedade e não na repressão. Felizmente gente que não se vende nem se cala.
PS: Sei que isto que escrevi não vai agradar a muita gente de partidos e movimentos sociais, nomeadamente àqueles que continuam honestamente a convictamente a acreditar que é ali que está a mudança. Talvez tenham razão, mas convém sempre ir fazendo algumas reflexões e perguntas a nós próprios ao longo de cada caminho que trilhamos. Porque às vezes também não temos razão.
25
Jan
13

PS Toy Story

antonio costa antonio jose seguro astronauta

 Vi o anuncio e não resisti. Coitado do Cowboy que ninguém gosta dele, mas a verdade é que no PS ninguém bate este astronauta, isto se ele não desejar ir directamente do Largo do Município para Belém sem passar por São Bento.

24
Jan
13

Quando cada português for um Lucky Luke

vitor gaspar passos coelho paulo portas alvaro santos pereira irmaos troikons

Como disse outro dia já retratei estes trastes tantas vezes que já nem imaginação tenho para lhes fazer mais bonecos nem sei o que mais diga deles. Aguardo ansiosamente o dia em que finalmente possamos viver uma democracia plena, mais directa e participativa, em que as responsabilidades sejam pedidas a quem roubou tanto a tantos, a quem atirou milhares e milhares para a miséria, a quem destruiu o país, a quem nos fez pagar a nós uma dívida perdoando aos que realmente a fizeram. Aguardo ansiosamente porque sei que não é difícil que isso possa acontecer, basta que todos os que diariamente lhes apontam o dedo decidam que já chega, que chegou a hora de parar com isto. Nessa altura as ruas serão um mar de gente e a liberdade, a solidariedade e a justiça poderão ser de novo a lei.  Quem sabe esse dia possa estar para breve.

24
Jan
13

De volta aos mercados

angela merkel passos coelho vitor gaspar paulo portas a mulher dos mercados

 




Indignados Lisboa

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