Arquivo de 17 de Janeiro, 2013

17
Jan
13

Mais uma ano de miséria para os Silvas

cavaco silva maria cavaco silva barraca da coelha

 

“Eu descontei, quase quarenta anos, uma parte do meu salário para a Caixa Geral de Aposentações como professor universitário. E também descontei alguns anos como investigador da fundação Calouste Gulbenkian, e devo receber 1300 euros por mês. Não sei se ouviu bem: 1300 euros por mês. Quanto ao fundo de pensões do Banco de Portugal, para o qual eu descontei durante quase trinta anos parte do meu salário, eu ainda não sei quanto é que irei receber, mas os senhores não terão dificuldade”.
Em Janeiro de 2011, Belém confirmou que o Presidente da República decidiu prescindir do salário de 6523,93 euros, optando por receber pensões no valor de 10042 euros mensais. No entanto, “tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações, quase de certeza, não vai chegar para pagar as minhas despesas, porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República.”
20 Janeiro de 2012

Faz agora um ano que o Sr.Silva fez estas lindas afirmações por as pensões irem ser cortadas no Orçamento de 2012, que não enviou para o Tribunal Constitucional, o mesmo que acabou por declarar inconstitucionalidades em alguns pontos quando questionado por alguns deputados. Este ano promulgou uma vez mais um Orçamento bem mais violento que o anterior mas acabou por pedir a verificação de dois pontos sendo um deles os cortes nas pensões mais elevadas, como a dele. Compreende-se as dificuldades são muitas e pelos vistos também as despesas. Os 14 milhões que o Palácio de Belém recebe ( o dobro da família Real Espanhola) para o seu funcionamento são só umas migalhas para ajudar o pobre homem. Nem quero imaginar como sobreviverá quando tiver de ir viver para a sua Casa na Quinta da Coelha só com a sua magra pensão. Terá certamente de recorrer às suas poupanças mas tenho a certeza que os seus amigos, como o Dias Loureiro, Duarte Lima, Oliveira e Costa e muitos outros não deixarão de o ajudar.

 

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17
Jan
13

Palhaço ou parvo?

passos coelho palhaco e estadista

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que o debate sobre a reforma do Estado começou bem, elogiando a conferência organizada pela advogada Sofia Galvão, mas pediu a mobilização de todos os cidadãos para futuras iniciativas.
De realçar que os jornalistas não foram autorizados a fazer registos de imagem nem de som e foi comunicado que o seu conteúdo poderia ser reproduzido, mas sem citações que não fossem autorizadas pelos intervenientes. No entanto, uma colaboradora da organização disse aos jornalistas que lhes poderia ser posteriormente enviado um “clip” com alguns excertos dos painéis de debate produzido pelo Portal do Governo, que filmou a conferência.

Começou realmente bem o debate sob a reforma do Estado com os cidadãos a não poderem saber o que foi dito e quem o disse. Mobilizem-se os cidadãos para futuras iniciativas que nesta é tudo em segredo. Em segredo não, que há depois o clip filmado e recortado pelo Governo para propaganda nas televisões. Primeiro encomendam um relatório ao FMI que já se sabe não ter passado de um repositório das ideias que o governo pediu para lá serem colocadas, agora vem a OCDE e não se pode saber o que foi dito e ainda pede a mobilização dos cidadãos. Um palhaço que tanto coloca o nariz vermelho como se arma em parvo. Não sei em que papel fica melhor porque em ambos encaixa na perfeição.
O que está a ser discutido é algo de muito sério e que pode colocar em causa todo o estado social, desde o SNS, à Escola Pública ou aos sistema de pensões e segurança social. Também o emprego deverá sofrer um autentico massacre e já se fala em números da ordem das muitas dezenas de milhares de funcionários públicos a ir para a rua. Para este governo a miséria nunca é suficiente e gostam sempre de arranjar maneira de criar mais e mais. Isto é gente com uma agenda liberal, que nem entendeu bem o livro onde a aprendeu e que a quer aplicar a todo o custo, mesmo não tendo mandato dos portugueses para o fazer. Não tivéssemos um Presidente da Republica da qualidade que temos e não haveria problema porque punha logo um travão nisto demitindo-o já. Assim não podemos contar com ele. Há a oposição, mas em minoria na Assembleia e com o PS com um pé dentro e outro fora acabarão a fazer lindos discursos enquanto vêm a banda passar. Já dei a ideia de abandonarem a Assembleia da Republica mas não acredito que resolvam afrontar o sistema. Restamos nós, cidadãos para fazermos alguma coisa, mas para isso é necessário tirar o rabo do sofá, assumir responsabilidades e ir para a rua dizer não e ficar lá até que isto pare. Se acredito que vai acontecer é outra coisa, mas sei que um dia terá de acontecer. Se vai a tempo ou não para travar isso já não sei. Resta-me só a esperança que este povo acorde deste longo sono.




Indignados Lisboa

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