22
Jan
13

O Vampiro Gaspar

vitor gaspar o mais terrivel dos vampiros

 

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas

São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada

Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada

Os Vampiros – Zeca afonso

 Começam a ser pagos os salários de Janeiro e começa vir ao de cima a brutalidade fiscal deste Orçamento de Estado. A uma diminuição tão drasticamente dos salários vai seguir-se mais uma redução do consumo e  a falência de muito do pequeno comércio que já vivia com a corda na garganta provocando mais desemprego e mais miséria. Uma espiral destrutiva que arruína o país, destrói empregos e empresas e conduz a economia numa espiral recessiva sem fim à vista.Para ajudar uma vez mais, com menos negócios e mais desempregados, se vai assistir a um abaixamento das receitas fiscais, a mais umas previsões erradas do Gaspar e ao regresso do discurso da inevitabilidade de um novo aumento dos impostos e do corte de direitos de todos nós. Não se corta na ajuda aos Bancos, pelo contrário gastam-se milhares de milhões para cobrir os seus erros, como os mais de mil milhões agora enterrados no BANIF, mas corta-se na saúde, na educação ou nas reformas dos que já vivem no limite da subsistência. São vampiros, são bandidos, são seres despreziveis esta gente que nos governa. Alternativas necessitam-se urgentemente, não tirar uns para pôr lá outros parecidos, mas para mudar o sistema, as politicas e a lógica que impera. Repensar o futuro, sem dogmas, sem medos, sem ideias feitas.


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