04
Fev
13

Não vamos deixar morrer uma ideia

Passos Coelho miguel relvas paulo portas vitor gaspar funeral da democracia

Depois de um fim de semana a participar no 2º Encontro Nacional de assembleias Populares, longe das noticias e dos problemas que deprimem o do dia a dia de tantos de nós, que boneco podia eu fazer. Depois de dois dias a falar de democracia directa e horizontal o que correu bem e mal durante o último ano e que perspectivas e soluções poderíamos encontrar para ultrapassar as dificuldades havidas que boneco queria eu fazer.

Durante este último ano muitos movimentos sociais que utilizavam uma democracia directa e aberta a todos, pelos problemas reais que todos os dias temos de viver, desemprego, miséria, fome, destruição do SNS, da escola pública, do sistema de segurança social, redução de salários, destruição do património publico, etc. etc. etc. etc., perderam a perspectiva da criação de uma nova democracia mais verdadeira e participativa substituindo-a por uma luta mais tradicional contra o governo e as suas politicas. Embora seja compreensível que essa tenha sido a opção de alguns também sabemos que esse caminho é mais do mesmo, e o pedido da demissão deste governo, como o 12M fez em relação ao governo do aldrabão do Sócrates, só fará prolongar ainda mais a agonia em que vive este país. Sai de lá este e vai para lá outro fazer o mesmo até que de novo se exija a sua queda para tudo recomeçar de novo. É o sistema que tem de mudar e não só um simples governo. Temos de exigir que a nossa voz seja ouvida e respeitada, que quem governa o faça para os cidadãos e não para os mercados e para os patrões a quem servem sentado nas cadeiras do parlamento e do governo.

Este foi um ano difícil para muitas das Assembleias Populares pois o desespero nunca é bom conselheiro e muitas vezes se procura o caminho mais curto não vendo que assim só se ultrapassa um problema para deparar com outro ainda maior. Felizmente o fim-de-semana foi produtivo e para muitos dos problemas apresentados encontraram respostas, umas vezes na partilha de experiências já vividas por outras Assembleias Populares noutras através do debate e da participação de todos. A presença de alguns companheiros espanhóis, com uma experiência assembleária bem mais forte que a nossa foi essencial e todos saímos mais determinados a não ceder, a não desistir, a não deixar de acreditar. Por tudo isto foi um fim-de-semana produtivo e mais ainda se lhe juntarmos o convívio, as refeições comunitárias, os novos amigos que se fizeram, e as trocas de ideias que se foram fazendo.

À Assembleia Popular de Coimbra por todo o trabalho de organização e pela simpatia com que mais uma vez nos recebeu e a todos os que participaram pelo empenho que demonstraram o meu obrigado.

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