Arquivo de Junho, 2013



21
Jun
13

Democracia fascisoide

nuno crato departamento de bandalhos

Depois de a JSD ter vindo  criticar veementemente não a classe docente, mas sim os sindicatos, deputados do PSD porem em causa o valor transferido do Estado para os sindicatos do sector da educação, o ministério da Educação está a descontar o dia completo de trabalho aos professores que fazem greve a apenas duas horas de reunião por dia.

Ultimamente tem-se visto por parte deste governo um ataque cerrado contra os sindicatos e sempre que uma greve é decretada contra os trabalhadores que a ela aderem. Normalmente porque prejudicam alguém atirando com as culpas para o lado dos sindicatos e nunca para quem cria as razões que justificam a greve. Aconteceu com os estivadores, com a Carris, o Metro, os comboios e agora com os professores. Primeiro culpam os sindicatos, depois os trabalhadores e tentam sempre voltar o resto da população contra quem defende os seus direitos. A velha estratégia do dividir para reinar. Mas, como cada vez mais cada um de nós tem mais razões para fazer greve perante o ataque imoral deste governo aos salários, direitos e ao Estado Social o Passos Coelho já veio dizer que o melhor é modificar a lei da greve, certamente para dificultar ainda mais as sua realização.
Agora, perante uma luta mais que justa dos professores não hesitam em recorrer à ilegalidade de descontar um dia inteiro de salário mesmo que os professores só façam duas horas de greve. Esta gente não presta e são tão zelosos a fazer cumprir leis e normas aos outros mas consideram que eles não estão obrigados a cumprir com o que está escrito. Nem a Constituição os demove e acusam quem exige o seu cumprimento de ser culpados da sua incompetência e desonestidade. O não pagamento dos subsidios de férias em Junho como resulta da resolução do Tribunal Constitucional é só mais um exemplo da longa lista de aldrabices desta gente. Uns bandalhos para não lhes chamar pior.

20
Jun
13

Esta gente mata

paulo Macedo Autópsia de um crime anunciadao

 

Eis uma notícia que nem necessita que se diga mais nada. Está lá a verdade deste sistema e a desumanidade desta gente. Criminosos

Saúde para todos ou só para quem pode pagar?
Observatório Português dos Sistemas de Saúde admite que há sinais de uma «agenda não universalista» no acesso à saúde, mas lembra que esta opção carece de «legitimação política explícita»

O relatório do Observatório  coloca o dedo numa das várias «feridas» do Sistema Nacional de Saúde: a visão política que gere actualmente a saúde em Portugal. O relatório assume que existem «sinais de uma agenda não universalista» no acesso aos cuidados de saúde. O documento, conhecido esta terça-feira, aponta ainda o dedo ao Governo por não avaliar o impacto da crise na saúde dos portugueses e considera que as «taxas moderadoras» são «falsas».

O Relatório Primavera 2013 foi apresentado na Fundação Gulbenkian, numa cerimónia a que o ministro Paulo Macedo faltou. A presença estava prevista, mas não foi confirmada. Esta é a primeira vez, em 14 anos, que o ministério da Saúde não marca presença. As críticas do relatório, nomeadamente, aos «cortes violentos» que foram «além da troika» no sector, podem ser a causa do «desconforto» do Executivo. Mas o documento aponta ainda uma critica mais profunda.

O sistema de saúde português assenta na concepção universalista (constitucional), ou seja, «nos princípios de um seguro público de saúde: pagar enquanto se pode, de acordo com os rendimentos de cada um, para receber mais tarde quando se precisa», lê-se no relatório que explica: «Isto significa precisamente estar protegido de pagar na pior altura, quando se está doente».

A esta visão contrapõe-se uma outra alternativa política, não universalista, que consiste no recusar de um seguro público universal, ou seja, «quem pode paga, quem não pode é “assistido” pelo Estado. O relatório alerta precisamente para os sinais de existência de uma «agenda não universalista», que defende o relatório, «requer legitimação política explícita». Este é um dos factores que está a ameaçar a sustentabilidade política do SNS que sofre ainda da «ausência de uma linha clara de orientação no investimento em saúde», da «desmotivação dos profissionais» e da «insatisfação de uma população mais vulnerável com a resposta do SNS». Ainda assim, o relatório reconhece que no campo da sustentabilidade financeira, o ministério tomou diversas medidas que contribuíram para o objectivo.

Mais de que um diagnóstico das políticas do Governo em matéria de saúde, o relatório retrata também o país que temos hoje. Perante um SNS que em parte se «degrada», mas que ainda resiste, é preciso lembrar que a pobreza e o desemprego, a experiência real das pessoas, têm efeitos na saúde. Algumas das principais conclusões revelam que a crise provocou um aumento dos suicídios e das depressões e levou a que muitos portugueses [inclusive um terço dos idosos] não tenham dinheiro para comprar medicamentos, óculos ou aparelhos auditivos.

As falhas apontadas ao Governo, juntam-se também críticas ao Memorando de Entendimento. Apesar de fazerem parte da troika instituições europeias, um dos princípios do Tratado de Maastricht foi ignorado. «Um dos maiores progressos, a nível internacional, da concepção e posicionamento das políticas de saúde no conjunto das políticas públicas, foi a inscrição no Tratado de Maastricht, do princípio segundo o qual a adopção de qualquer outra política devia tomar em consideração a análise prévia dos seus impactes sobre a saúde», lembra-se.

Em 2012, o Governo introduziu um aumento nas taxas moderadoras. Uma medida que previa reduzir a utilização desnecessária dos serviços de saúde, mas que, para o Observatório, se transformou numa barreira, para muitos cidadãos no acesso à saúde.

«Há múltiplos indícios de que o empobrecimento dos portugueses, associado à extensão e aumento substancial das falsas taxas moderadoras e a dificuldades crescentes com os transportes (para além da evolução dos tempos de espera), dificultam o acesso aos cuidados de saúde de muitos portugueses», lê-se no documento que acusa: «as designadas taxas moderadoras não o são. São pagamentos no ato da prestação dos cuidados».

20
Jun
13

Só porque sim

alvaro santos pereira simplesmente parvo

20
Jun
13

O Estado Social-cavaquista

Cavaco Silva criticou o que disse ter sido uma «cultura de proteccionismocavaco silva passos coelho paulo portas chepeleiro louco

social» fomentada pelo Estado na segunda metade do século XX. «O perímetro de intervenção do Estado alargou-se, chamando a si um leque cada vez mais diversificado de funções, nomeadamente as sociais, que acabaram por suplantar as tradicionais funções de soberania (…)
Na opinião do chefe de Estado, é preciso «promover uma integração virtuosa dos dois modelos, o do Estado de bem-estar e o da economia social»: «O problema não consiste em optar por um ou outro caminho, mas tão só no desafio que a realidade nos coloca de que, juntos e coesos, poderemos fazer melhor»

Nada tenho contra a solidariedade e a ajuda feita por cidadãos desinteressados a quem mais necessita. Antes pelo contrário, vejo-o como mais um acto de cidadania. Mas, isso não deve e não pode ser visto como uma forma de desresponsabilizar o Estado das suas funções. Eu não paga impostos a esses cidadãos nem aos grupos em que se associam, mas pago-os ao Estado para fazer esse serviço. Quando atacam os serviços do Estado, cortam na sua qualidade e aumentam os impostos só mostram que nos estão a roubar. Não há razão para um privado prestar o mesmo serviço mais barato. Se o estado está mal gerido, mudem e passem a gerir bem o nosso dinheiro e não o ofereçam a gente que se baba por aqueles serviços que o estado dizem ser insustentáveis. Eles até podem ser amigos dos senhores do governo, até podem oferecer umas prendas boas no natal, mas o dinheiro é nosso. O Estado que cumpra com as suas funções e que ajude quem necessita de ajuda. Melhor, arranje soluções para quem necessita de ajuda deixe de necessitar dela. Isso sim seria ajudar o Estado social e governar decentemente.

19
Jun
13

Obrigadinho Sr. Silva

cavaco silva o anjo cavaco

 Presidente da República garantiu esta terça-feira que dará “prioridade” ao diploma que estabelece a reposição do subsídio de férias à Administração Pública e pensionistas em Novembro ou Dezembro. O diploma já chegou a Belém.

Obrigado Sr. Silva, é muita simpatia da sua parte. apressar-se tanto para que um subsidio que por lei devia ser pago em Junho seja pago em Novembro ou Dezembro. Se não fosse fazer todo esse esforço ainda corríamos o perigo de só o receber lá para 2030. O Tribunal Constitucional decretou que os Funcionários-públicos tinham direito ao subsidio, a lei diz que ele deve obrigatoriamente ser pago em Junho e esta múmia fica muito satisfeita por poder permitir que seja pago no fim do ano. Não há problema nenhum, pelo menos para ele que tem umas poupanças da vendas das acções do BPN por ter tido a sorte de um passarinho lhe soprar ao ouvido que aquela associação de malfeitores ia rebentar, os milhares da reforma ou os milhões da presidência. Para os outros, os que vivem a contar cêntimos e contavam com este dinheiro para pagar os impostos ou dividas talvez faça um bocadinho. Podem não ter dinheiro nas férias mas imagine-se como vão estar ricos na passagem do ano. Obrigado pela sua simpatia Sr. Silva.

18
Jun
13

Venenosos

paulo portas dr portas e mr paulo

Não há solução para o país que não passe por , de “imediato, estabilizar o rendimento disponível das famílias e a confiança dos consumidores”. Vários deputados e governantes do partido defendem que “é fundamental que o governo defina que não haverá mais medidas de redução do rendimento, seja pela via de cortes em salários e pensões, seja pela via do aumento de impostos” – essencial, dizem, para inverter a tendência negativa da confiança. O “corte progressivo nas remunerações dos trabalhadores da administração pública e nas pensões”, “deve ser reduzido, progressivamente, a partir do final do programa de assistência financeira”. Isto num “prazo realista, por exemplo de dois anos, para a anulação deste corte”

São uns cómicos estes senhores do CDS. No governo matam e esfolam e depois vêm fazer-se de virgens ofendidas. Não podem ser o Dr Jekill de mana e depois dizerem que não t~em culpa de serem o Mr. Hide à noite. Quem toma a poção do capitalismo selvagem são eles e de livre vontade. Resumindo, não passam de um bando de hipócritas preocupados com os futuros resultados eleitorais.

 

18
Jun
13

O porquinho mealheiro da Troika

vitor gaspar the pig burcher

 

17
Jun
13

Vai-se lixar… ou melhor vai-te F****

nuno crato um tiro no escuro

17
Jun
13

Nascido para ser canalha

vitor gaspar igor

E este nem preciso de explicar porquê.

16
Jun
13

Que grande democrata

passos coelho o tal malandro

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou que as greves significam que a democracia funciona, defendendo que os mecanismos democráticos “não devem criar excessivos níveis de incerteza ou prejudicar reputações”.

E se fosses à merda com a tua concepção de democracia. Democracia é verdade e respeito pela vontade dos cidadãos. Quem é mentiroso e prepotente não é democrata e merece ser corrido a pontapé. E este Coelho já vai tarde.

 

15
Jun
13

Vitor Gaspar – Confisco

vitor gaspar confisco nota

15
Jun
13

Ela há cada Pinóquio por aí

cavaco silva passos coelho vitor gaspar antonio jose seguro pinoquio na europa

Numa entrevista concedida à Euronews, Cavaco Silva disse, que é com vista à criação de emprego e à prioridade de crescimento económico que em Portugal têm sido feitos ajustamentos, salientando que o programa não está a ser cumprido cegamente. «Não é isso que tem vindo a acontecer, na medida em que alguns ajustamentos têm vindo a ser feitos nos programas. Tem vindo a ser concedido mais tempo para os países saírem da situação de défice excessivo, o caso de Portugal».
O menor consenso social foi um ponto que o Chefe do Estado salientou: «O divórcio entre cidadãos europeus e os líderes acentua-se ainda muito mais.»
Instado a comentar uma eventual falta de transparência da vida pública portuguesa, o Presidente da República respondeu: «Não é correta a visão que transmitiu até porque a transparência da vida pública em Portugal é muito forte.» 
 
 “A transparência da vida pública em Portugal é muito forte”. Não fosse tão triste até dava vontade de rir. Isto por cá é só transparência na vida pública. Pelo menos telhados de vidro há muitos, falta é quem atire as pedras. Oh Cavaco, vai mas é trabalhar, que nem para ser um bom Pinóquio tens jeito. 
15
Jun
13

Casamento de Santo António

antonio jose seguro paulo portas casamento de santo antonio

Era para ter sido publicada ontem, dia dos casamentos de Santo António mas razões técnicas não o permitiram. Quanto ao bouquet não se sabe a que mãos foi parar, mas basta aguardar por quem vai partilhar futuras alianças para satisfazer a curiosidade.

14
Jun
13

Neste caso o ladrão fez a ocasião

vitor gaspar passos coelho paulo portas a ocasião faz o ladrão

13
Jun
13

Marionetas de marionetas…mas todos pavões

dueao barroso cavaco silva marionetas europeias




Indignados Lisboa

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