29
Ago
13

O fascismo com cores de arco iris

vitali milonov bandeira  gay

E no fim vejam bem o que diz a Besta do Deputado  Vitali Milonov

A polícia russa apreendeu um quadro exibindo o presidente russo, Vladimir Putin, e o seu primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, em trajes menores femininos e fechou o museu de São Petersburgo em que estava exposto.

O autor do quadro, o pintor russo Konstantin Altunin, optou esta quarta-feira por abandonar a Rússia em direção a França.

Alertada “por um cidadão que considerou que os quadros expostos infringiam a legislação russa”, a polícia apreendeu na terça-feira quatro obras do pequeno Museu do Poder, indicou o porta-voz da polícia, Viatcheslav Steptchenko, citado pela agência de notícias AFP.

Os polícias foram ao museu armados com espingardas ‘Kalachnikov’, relatou Alexandre Donskoï, fundador do museu inaugurado em meados de agosto, em pleno centro da antiga capital imperial russa.

O museu está agora selado e Konstantin Altunin, autor das telas, fugiu da Rússia e encontra-se em França, acrescentou Donskoï, ex-presidente da câmara de Arkhangelsk, no norte da Rússia, que passou para a oposição e foi perseguido e detido depois de ter tornado públicas as suas ambições presidenciais nas eleições de 2008.

“Depois de ter sido informado de que a polícia o esperava em sua casa, Konstantin comprou o primeiro bilhete disponível, para a Dinamarca. E agora está em França”, indicou.

O porta-voz da polícia precisou que “os especialistas estão agora a analisar” as telas apreendidas, sem especificar quais são as leis russas que a exposição terá violado.

Poderá tratar-se de uma lei controversa que proíbe qualquer “propaganda homossexual” perante menores, recentemente promulgada pelo Presidente Putin e classificada pelo Ocidente como homófoba e discriminatória.

Um dos quadros apreendidos intitula-se “Travestis” e representa Vladimir Putin de ‘baby doll’ penteando Dmitri Medvedev, que, por sua vez, enverga um soutien.

Outro mostra o deputado Vitali Milonov, autor da polémica lei que penaliza a “propaganda homossexual perante menores”, de pé à frente de uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo da homossexualidade.

Um terceiro, que se intitula “O Partido Comunista da União Soviética na Igreja Ortodoxa”, exibe o rosto do patriarca russo Kirill tatuado no corpo de um criminoso, ao lado de outra tatuagem com a efígie de Estaline.

O fundador do museu, Alexandre Donskoï, acusou o deputado Milonov de estar na origem do encerramento do museu.

“Ele visitou a exposição há alguns dias e depois regressou ontem (terça-feira) à tarde com a polícia”, declarou Donskoï.

Citado pelos ‘media’ locais, o deputado Milonov explicou que não queria ser retratado “com uma bandeira brandida por pervertidos e sodomitas seropositivos”.

Interrogado pela rádio Echo de São Petersburgo, Milonov afirmou que tinha, assim, “salvado” a administração do museu daqueles que lhe queriam “partir a cara”.

“Há demasiados percevejos, está na hora de os exterminarmos”, acrescentou, referindo-se aos liberais e aos homossexuais.

Tirado daqui

 


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