Arquivo de 18 de Setembro, 2013

18
Set
13

Assinar em papel branco

MARIA LUIS ALBUQUERQUE SWAP SWAP SWAP

A actual ministra das Finanças aprovou um financiamento pedido pela Estradas de Portugal (EP) junto do Deutsche Bank no valor de 150 milhões de euros (o contrato de cobertura de risco, que viria a acumular perdas potenciais superiores a 13 milhões de euro.
No parecer positivo que assinou, enquanto técnica da Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), ao financiamento contraído pela empresa pública, a actual ministra escreveu que “não eram indicados quaisquer detalhes da natureza do swap” na proposta feita pela EP, não se sabendo sequer “se a operação é a taxa fixa ou variável”.
Maria Luís Albuquerque deu “luz verde” à empresa a 4 de Junho de 2010, depois de, a 16 de Dezembro de 2009, ter dado um primeiro parecer em que considerava que “o custo do financiamento é excessivamente alto, sobretudo face à alternativa de financiamento com garantia do Estado”.
No parecer de Junho de 2010, a ministra escreve que foi “contactada telefonicamente a directora financeira da Estradas de Portugal”, tendo Maria Luís Albuquerque sido “informada de que o swap a contratar associado à operação em apreço não tem ainda os seus termos finalizados”.

A Miss Swap até pode ser muito competente mas no mínimo é irresponsável o que faz com que não possa ser ministra. Então assina sem saber o que está a assinar? Ou sabia? É que se ainda por cima havia um financiamento com garantia do Estado mais barato porque autorizou? Porque era o Banco dos patrões alemães? Porque era preciso criar divida para depois poderem invadir o pais aterrando calmamente no aeroporto da Portela?
Se lá porque razão for, incompetência, irresponsabilidade, corrupção ou traição a verdade é que tem de levar ela e toda a corja que lhe dá guarida e os seus respectivos donos têm de ser corridos, de preferência a pontapé. É que quem está a pagar somos nós, nos impostos, nos salários cada vez mais baixos, na saúde, na educação, nas reformas, na segurança social, na fome e na miséria que alastram. Esta gente é criminosa e devia estar a ser julgada pelos seus crimes contra os cidadãos e contra o país. Rua com esta corja toda e se for hoje já é tarde.

18
Set
13

Um apelo pela solidariedade, justiça e defesa dos direitos constitucionais

cavaco silva rei pensador no trono

Hoje vou utilizar um boneco que já tinha publicado anteriormente porque recebi o pedido para divulgar um apelo de justiça e solidariedade e este boneco do boneco que está em Belém pareceu-me apropriado. Por favor leiam e se puderem ajudem comparecendo em Belém na quarta-feira pelas 12 horas. Eu, sendo dos felizardos que ainda tenho um emprego, não vou poder estar presente mas quem puder apoie este homem e ajude-se a si mesmo obrigando a respeitar e cumprir a Constituição que quem tem por  juramento público a obrigação de fazer não faz. Todos temos deveres mas também todos temos direitos e é um dever de cada um de nós defender esses direitos. Aqui fica o apelo. Por favor leiam e se puderem ajudem.

«Desempregado vai pedir audiência a Cavaco Silva para lhe declarar que não vai pagar impostos

Nota de imprensa

Ao meio-dia desta quarta feira, Nelson Arraiolos irá a Belém com o intuito de pedir uma audiência a Cavaco Silva. O Nelson está desempregado, carece de apoio adequado para a doença degenerativa de que padece e a sua família foi alvo de penhoras ilegais por parte das Finanças que visavam dívidas do próprio. Uma vez que não dispõe de qualquer rendimento, irá anunciar a cessação de pagamento de qualquer imposto.

Assim, agradece-se a todos as senhoras e senhores jornalistas, órgãos de comunicação e cidadãos em geral a divulgação e apoio a este acto de resistência involuntária.

Nelson Arraiolos – 926880152»

Pergunto: até quando?

A Constituição da República Portuguesa defende o direito ao trabalho, à segurança social e à solidariedade. Diz que «O sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho.» (Artigo 63.º da CRP). Diz que protege o Nelson.

O Nelson sabe que não se está a respeitar a Constituição, e não se rende. Nem que esteja sozinho contra o sistema. O Nelson, ao contrário do governo, faz jus à Constituição. O Nelson apela ao Artigo 21.º e resiste. E pede que estejamos com ele na 4ª Feira, ao meio-dia, em Belém.




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