Archive for the '25 Abril' Category

26
Abr
13

O 25 de Abril e o discurso do Sr. Silva

cavaco silva carmen miranda

Durante o dia 25 de Abril tive a felicidade de reencontrar amigos mas também de conhecer outros com quem só conhecia virtualmente aqui do blog ou do facebook. Vem isto a propósito de uma amiga, que entre o discurso do Cavaco e os bonecos aqui do blog me disse que imaginava o Sr. Silva assim como uma espécie de Carmen Miranda com um grande chapéu na cabeça. Pareceu-me uma boa ideia sobretudo se esse chapéu pudesse mostrar que ele é um Presidente que continua a fazer o jogo politico do seu partido. Ainda pensei em bananas, mas isso ficaria melhor no João Jardim, mesmo sendo o Sr. Silva bem mais banana que o outro, ou num melão mas ai o personagem teria de ser obrigatoriamente o Seguro do PS.

Este Presidente não presta para nada, é uma vergonha para a democracia, como aliás já tinha demonstrado quando foi primeiro-ministro. Um palhaço e um intriguista, uma porcaria que nenhum tira nódoas conseguirá alguma vez limpar. Desdenha dos portugueses em nome dos mercados e prefere obedecer à Troika e aos banqueiros que à vontade dos cidadãos. Um vómito como pessoa e como presidente.

24
Abr
13

Aqui está um filme que eu gostava de ver amanhã

passos coelho 25 Abril remake

25
Abr
12

Abril em Portugal. Sempre

Por mais que façam ou aconteça uma coisa é certa um novo cravo de esperança chamado liberdade acabará sempre por florir. Podem reprimir os povos, mas nunca podem acorrentar os sonhos. 25 Abril, Sempre.

25
Abr
11

Do Canto Livre à tanga do tango


Provavelmente a maioria dos que me visitam e vão ler este post já nasceram depois do 25 de Abril de 1974. Isso nada tem de especial e é só uma consequência da inexorável passagem do tempo, mas isso talvez faça com que muitos não entendam porque outros tanto falam dele com tanto carinho e um sentimento tão forte. Eu que o vivi gostava de o poder transmitir mas isso é uma tarefa impossível para mim que não tenho nem a arte nem o engenho para tal tarefa. Só posso dizer que representam um dos dias em que nos sentimos mais felizes nas nossas vidas. Em que realmente acreditámos que a liberdade existia, que um mundo diferente era possível, em que as coisas não tinham de ser sempre como sempre tinham sido. Cada dia era um dia em que o amanhã era sempre desconhecido e novo, cheio de possibilidades e de esperanças. Foi o dia em que todo um povo cantou, não porque os outros cantavam, mas porque tinha vontade de cantar.
Hoje isso pouco ou nada vale e só alguns o ainda o revivem assim nas suas memórias, hoje temos um Cavaco em Belém, um aldrabão em São Bento, um deslumbrado pelo poder na Lapa e o FMI na Praça do Comércio. Hoje a juventude já se foi e ficou a impossibilidade de voltar a acreditar em alguém ou nalguma coisa. Resta a esperança que algo possa mudar, que algo possa melhorar, embora o caminho que percorremos não ser esse, e a certeza que nunca deixarei de acreditar na  liberdade. Este mundo pode não estar preparada para ela, mas acredito que um dia alguém ainda a poderá desfrutar em toda o seu esplendor. Eu só lhe senti o cheiro durante algum tempo e nunca mais a esqueci.

25
Abr
10

A Rainha de Cravos no País das Maravilhas

O Presidente da República destacou hoje o papel do 25 de Abril na “reconquista da liberdade” e sublinhou que no próximo domingo “vale a pena” visitar as exposições evocativas no Palácio de Belém. Na Galeria de Exposições Temporárias está patente a exposição “Marechal Spínola e a transição para a democracia”, que contém documentos e objectos da época, como a farda que António de Spínola vestiu no dia 25 de Abril.
Se fosse vivo, o marechal Spínola completaria nesta altura 100 anos, lembrou Cavaco Silva, que sublinhou que era “um homem de grande coragem e que deu um contributo significativo para a queda do velho regime e para a construção do Portugal democrático”. “Nesta exposição, que vale a pena ser visitada pelos portugueses, estão documentos inéditos, como a entrega do poder no dia 25 de Abril, do Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, ao então general Spínola”, disse.
O Jardim dos Buxos está decorado com grandes cravos vermelhos de papel. “Eu acho que está lindo. Nunca tinha visto o Jardim dos Buxos tão bonito”, disse Cavaco Silva.

Foi o Sr. Silva o primeiro Presidente da Republica Portuguesa a não colocar um cravo no discurso do 25 de Abril. É esse mesmo Sr. Silva que este ano resolveu fazer uma grande festa do 25 de Abril, homenagear um Spínola que nada tinha haver com aquele dia, que só apanhou as canas dos foguetes que gente como o esquecido Salgueiro Maia lançou. É esse mesmo Presidente que afirma que os Buxos do palácio nunca estiveram tão bonitos como agora que lá têm espetado uns cravos feitos de papel. Um verdadeiro homem de Abril, este Sr. Silva.

25
Abr
10

Hoje

15
Mar
10

A tabalheira que dá fazer uma revolução

Na conferência “Novos desafios aos profissionais da educação da Europa”, Mário Nogueira afirmou que, “Até se podia fazer a revolução, mas dava cá uma trabalheira”. Quanto á organização de uma conferência onde os professores pudessem definir quais as perspectivas que têm para a escola e para a sua carreira, considerou que seria positivo, mas que, “Os sindicatos não são pais dos pobres”.
Para quem é dirigente sindical não me parecem as declarações mais felizes. Se está preocupado com “trabalheiras”, devia ir descansar e aproveitar para pensar de quem devem os sindicatos ser papás.

14
Jun
09

Um manguito bem merecido

salgueiro maia toma 1

Quando o Sr. Silva era primeiro-ministro deste país, nesses desastrosos tempos em que Portugal foi vendido ao capital financeiro, os cidadãos transformados em números e cifrões e este jardim começou a cair no buraco sem fundo do liberalismo, esse mesmo Sr. Silva recusou uma pensão ao herói do 25 de Abril, Salgueiro Maia na mesma altura em que a concedeu a dois ex-pides. Ao escolher Santarém para fazer as celebrações do dia de Portugal, este Sr. Silva viu-se na obrigação de lhe prestar uma homenagem junto do monumento que recorda o seu heroísmo. Um acto da maior hipocrisia que só merece o nosso desprezo e indignação. Este Sr. Silva não tem sequer o direito de lhe limpar as botas e devia pedir desculpa aos familiares do Capitão Salgueiro Maia, devia pedir perdão a todo o país. A grandeza do Salgueiro Maia nada tem a ver com a pequenez deste Silva. Triste o povo que não se indigna com tanta hipocrisia.


03
Jun
09

Os Chico-Espertos

Jeronimo de sousa Durão barroso Chico esperto

O líder do PCP apelidou hoje de “chicos-espertos” aqueles que andam “por aí a questionar o valor do voto” e a dizer “que se calhar não vale a pena ir votar, porque o resultado é ter mais do mesmo”. “Chicos-espertos! Nós não enfiamos a carapuça!”, gritou Jerónimo de Sousa no palco do teatro Garcia de Resende perante cerca de 400 apoiantes da CDU. “Estão a dizer aos trabalhadores para não irem votar para que os seus partidos continuem a mandar neste país”, acrescentou.

No meu caso não é Chico, é João-Esperto porque também eu me vou abster nestas eleições. Se o Jerónimo considera que tem o direito de concluir as razões da minha opção de voto, “para que o meu partido continue a mandar neste país”, também eu posso tirar a conclusão que ao aceitar pactuar com esta Europa neo-liberal ele está a fazer o favor ao cara de Cherne, legitimando este parlamento europeu, esta comissão europeia e as suas politicas. Se aquilo que alguém diz pode ser transformado naquilo que outros querem, tanto direito tem ele como eu de concluir quais as intenções escondidas em cada acto politico. Se decidir não votar estou a utilizar a minha liberdade para não fazer, assim como ele a sua para votar naquilo em que diz acreditar. Ele apela ao voto eu à abstenção. No dia sete vamos ver quantos portugueses pensam como eu e quantos vão seguir as suas indicações. Quantos portugueses não se importam de ser Chico-espertos e quantos legitimam esta União Europeia e a sua falsa democracia.


28
Abr
09

Ruptura

carmelinda-pereira
A partir de hoje e até à véspera das próximas eleições este blog, ou seja eu, deixará de ser desalinhado e vai apoiar a campanha do POUS às Europeias. Revejo-me na ideia da proibição dos despedimentos. Acredito que o Estado deve assumir a nacionalização e a viabilização das empresas em defesa do emprego. Quantos despedimentos poderiam ter sido evitados se os milhares de milhões enterrados na Banca, nos BPN, no BPB, estivessem a ser utilizados na defesa do emprego? Utilizados, para evitar o desespero da pobreza para mais de meio milhão de Portugueses, para evitar o desmantelamento do que ainda resta do sistema produtivo do país.
Revejo-me também no darem voz a um grupo de cidadãos (a RUE), que defende a Ruptura com a União Europeia. Mais de 70% da nossa legislação já se apoia em directivas comunitárias. É a instituição política em que menos os cidadãos têm direito de escolha e é aquela que define a ideologia pela qual nos regemos. Que nos diz que temos de viver num estado com uma política económica capitalista e liberal. Por tornar impossível a um partido que não defenda essas políticas aplicar as suas idéias económicas e sociais. Não nos é possibilitado o direito de escolhermos o nosso caminho. Só a ruptura com esta UE nos devolverá a liberdade de escolha. Apoio o POUS nestas eleições porque propõe uma efectiva ruptura com o sistema.

Quanto ao dia das eleições ainda me balanço sobre o voto no POUS, ou apostar na abstenção. Em nenhum caso farei grande dano ao poder, mas algum fará certamente. Com que legitimidade ética, poderiam defender a legitimidade representativa de um parlamento europeu, se oitenta ou noventa por cento dos cidadãos não votarem nestas eleições? O medo que mostraram dos referendos para a Constituição Europeia e a chantagem tremenda que estão a fazer sobre o povo Irlandês por a ter chumbado, no único caso em que não puderam evitar que se fizesse, mostra que não é a democracia nem a vontade dos cidadãos aquilo que mais os move. Depois direi aqui qual será a minha opção de voto.

25
Abr
09

Estão a matar Abril

25abril09-2

25
Abr
09

25 de Abril. A urgência de o refazer de novo

25abril09

Saudades tão grandes daquele dia lindo que vivi em 1974. O querer voltar a sentir a liberdade e a solidariedade desses tempos. A certeza de nunca desistir de o poder viver de novo. Resistir é possivel, vencer também.


13
Abr
09

Vamos fazer o 25 de Abril

socrates-revolucao-25-abr-09




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