Archive for the 'alternativas' Category

02
Nov
13

Orçamento para 2014 – APROVADO

paulo portas maria luis albuquerque passos coelho rui machete assunção cristas milagre económico

Ontem foi aprovado na generalidade mais um de miséria. Discursos para aqui, discursos para acolá, do milagre económico ao não se aguentam mais sacrifícios, cada um disse de sua justiça para no fim acontecer o que já todos sabiam que ia acontecer; a sua aprovação.

Não quero ser pessimista, mas se isto já está muito mau ainda vai ficar pior e pior ainda é que não vejo acontecer nada que mude o rumo dos acontecimentos. A oposição parlamentar faz discursos de oposição, os sindicatos protestos e greves parciais para  justificar a sua existência e o que resta prefere reclamar no facebook ou meter a cabeça na areia. Os movimentos sociais, já frágeis na sua gestação, dissolveram-se no Que se Lixe a Troika que por seu lado se diluiu na sua capacidade de apresentar alternativas. Nada, zero, nicles. Não há nada a não ser pedidos de derrube do governo e eleições antecipadas em que ninguém prevê que o próximo primeiro-ministro não seja tão incapaz como o actual.

Perante este cenário e em conversa com um companheiro de lutas pareceu-nos necessário começar a juntar as pessoas e debater alternativas que possam ser a base para sustentar um protesto credível e com soluções. Poucos responderam até agora ao apelo mas nem que vá sozinho, no próximo Domingo, pelas 15 horas vou estar no anfiteatro do Jardim da Gulbenkian (onde são os concertos de Jazz), para pensar alternativas, estabelecer pontes, delinear estratégias e repensar o protesto e as acções a desenvolver. Quem desejar aparecer apareça quem pensar que não vale a pena pois que fique a fazer o que desejar. Eu vou porque não posso ficar quieto perante a situação e porque sim.

Anúncios
08
Out
13

Musica para gente sentada em sofás

paulo portas maria luis albuquerque viii xi avaliacao troika

Já aqui me referi à conferencia de imprensa destes bandalhos no dia em que a deram. Tudo pareciam rosas, tudo era música para os ouvidos de quem temia mais cortes, mais austeridade, mais miséria. O Paulinho das feiras tinha tratado da Troika, tudo estava a correr nelhor por cá, com o desemprego a descer e a economia a subir. Débil mas era o ponto de viragem afirmava ele vendo luzes ao fundo de um túnel que para nós ainda hoje é negro como breu.Pois, mas agora que o relatório é conhecido é fácil ver que tudo o que fizeram naquela conferencia de imprensa foi esconder a verdade, não responder ao que lhes perguntavam e fingir que nada de muito mau vinha ai. Mas vem e é bem pior do que os nossos pesadelos. Porque todas as boas noticias só o eram por haver eleições e agora que passaram está na altura de repor a realidade no seu local. O Passos Coelho já avisa para que se possa gerar um «choque de expectativas». Ah pois é, na altura da apresentação do Orçamento é a altura de todas as verdades, é a altura em que podem empolar os resultados futuros mas não a realidade dos factos e das medidas. Vem ai temporal e já não há musica que possam tocar que cubra os raios e trovões que se aproximam. Vamos todos esconder-nos em casa, fechar os olhos e fingir que nada se passa? Vamos aceitar apertar mais o cinto ou em muitos casos come-lo porque já não há mais nada?

Ou vamos sair para a rua, organizar-nos em busca de alternativas e exigi-las não aceitando um não como resposta. Sinceramente não sei do que estamos à espera embora eu já desespere de tantas vezes ter ficado, sempre com os mesmos,  na rua à espera. Porra, dizem que vivemos numa democracia, que o povo é soberano, então vamos ser povo e exigir que a nossa vontade seja cumprida. Já me sinto cansado de tanto berrar e tanto esperar que peço que quando estiverem prontos, mas mesmo prontos e decididos, não só para deitar este governo abaixo, mas para realmente mudar o paradigma em que vivemos, da divida, da mentira, da corrupção, da injustiça e da miséria me digam onde e quando, Eu lá estarei.

01
Out
13

O segundo resgate

pires de lima sapato roto

“Não, não e não, no que depende das famílias e dos cidadãos, no que depende da economia e das suas empresas, no que depende do Governo de Portugal, e creio que de todas as instituições com responsabilidade em Portugal, não haverá segundo resgate para ninguém. O esforço dos portugueses não se pode afundar quando estamos com a praia à vista”, afirmou o ministro António Pires de Lima.

Eu podia esperar mais uns dias para colocar esta afirmação do Pires de Lima quando chegar a noticia do segundo resgate, sempre tinha mais piada. Na realidade se o governo não quer. as famílias não querem, a economia e as empresas pelos vistos não necessitam e todas as instituições dizem Não, não , não e que não haverá resgate para ninguém e porque não vai haver. Mas vai porque quem decide isso não somos nós, são os mercados, os especuladores, os grandes grupos financeiros, os que se estão nas tintas para se morremos todos de fome ou de doença. E são eles que decidem porque quem nos governa trabalha para eles, porque são lacaios dos seus interesses.

“A really efficient totalitarian state would be one in which the all-powerful executive of political bosses and their army of managers control a population of slaves who do not have to be coerced, because they love their servitude.”
― Aldous Huxley, Brave New World

Somos portante um eficiente estado totalitário e enquanto não o substituirmos por um verdadeiramente democrático e livre não temos escolha.   por isso que a vinda ou não do segundo resgate não está nas mãos deste governo, mas está nas nossas, nas de todos nós. Só temos de pesar os prós e os contras e escolher o nosso caminho.

24
Set
13

A oposição e o sistema

jeronimo sousa joaoa semedo catarina martins oposicao

Quase todos os “bonecos” que faço são dedicados ao governo ou então a uma ou outra cavalgadura que mostre o seu desrespeito pela dignidade de quem vive do seu trabalho ou está a ser atirado para a miséria. Mas, de quando em vez parece-me de bom tom também fazer aqui o boneco dos que passam a vida a falar para o boneco, sobretudo do Parlamento para cima, já que ninguém liga muito ao que dizem. Aquilo a que muitos comentadores, todos de direita, gostam de chamar de esquerda mais radical, ou seja aqueles que estão fora do arco do poder. São portanto partidos com assento parlamentar, que funcionam dentro do actual sistema e por isso não o desejam afrontar mas que contestam as politicas seguidas. Gente que fala alto mas bem sempre muito bem comportada.

Para quem como eu defende que o actual sistema politico e esta democracia representativa, velhinha de séculos, necessitam urgentemente de um upgrade acabam por ser mais uma barreira à mudança. São muitas, primeiro a ignorância e o bovinismo deste povo, depois do próprio sistema que está montado para garantir que a democracia de alterne funciona tornando quase impossível que outros que não os tais partido do tal arco e do tal poder lá possam chegar. Dominam todos os poderes, do legislativo ao judicial, do poder da comunicação social ao do grande capital. Temos depois estes tais partidos da oposição que combatem o governo mas travam mudanças mais profundas no sistema. Afinal eles vivem e alimentam-se também dele. Basta ver o movimento sindical para que isso se torne claro. Uma réstia de esperança de mudança ainda nasceu quando começaram a surgir movimentos sociais, infelizmente fracos e pouco participados, mas que, minados por dentro, ao fim de dois anos vemos esboroarem-se e serem absorvidos por estruturas nascidas do próprio sistema e acabando a não pedir uma verdadeira revolução de valores e ideias mas simplesmente uma contestação aos sucessivos governos. Grandes manifestações de seis em seis meses sem continuidade e, sempre no pressuposto de unir todos, sem sumo. Sem uma estratégia a médio prazo, sem apresentar alternativas ao sistema, acabam em simples manifestações de protesto contra esta ou aquela medida ou governo, finda a qual vai cada um para sua casa ver o futebol ou a novela da noite.
Então qual é a solução? Não me perguntem a mim que não sei. Se não há consciência politica nas pessoas, se os partidos da esquerda não o desejam, se a contestação não institucional também não o faz pouco resta. Só vejo a possibilidade de uma estratégia a longo prazo, uma estratégia que, paralelamente à contestação mesmo que só feita como actualmente, passe pela acção local, pela criação de espaços que funcionem fora do sistema e mostrem que ele não é a única alternativa. Espaços abertos, autogeridos e onde a voz de todos e cada um seja escutada e respeitada. Espaços onde as pessoas sejam o fim a alcançar e não simples ferramentas para produzir dinheiro como se ele  fosse o Deus todo poderoso e objectivo último. Troca de serviços, de tempo, solidariedade e cidadania. É lento, mas temos de criar estes exemplos, mostrá-los a outros e incentivar que eles se multipliquem em cada terra, em cada bairro, na consciência de cada um. Ou então, para os mais optimistas, esperar que um dia, perante a injustiça e a miséria, este povo finalmente se levante e imponha a mudança.

18
Mar
13

O Seguro é um cómico

antonio jose seguro escada do poder

O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, defendeu hoje que “chegou a hora da mudança” para Portugal e apelou à mobilização dos portugueses em torno do projecto do PS. Só muda se os portugueses se juntarem todos em torno de uma alternativa” e “esse caminho só poderá ser liderado em Portugal pelo PS”

Eu sei que isto parece uma piada, mas é mesmo verdade. O Seguro diz que a alternativa é juntarmos-nos em torno do projecto do PS. Saltemos da frigideira para o lume. Se este governo do PSD é uma vergonha continuar com o alterne politico não resolverá nada. Por cá continuará a troika, a dívida, a austeridade, o desemprego e a pobreza. É necessária uma mudança radical nas premissas, um repensar nas politicas e nos objectivos. Este caminho já mostrou não ter saída a não ser a miséria. Os cidadãos são gente, não são números e merecemos todos que a nossa dignidade seja respeitada. Deixem de mentir e de fazer de nós todos parvos. Cada vez há mais gente a compreender que esta democracia de alterne ao serviço do grande capital já não nos representa e exigem uma democracia mais verdadeira e directa em que os escolhidos possam ser exonerados a qualquer momento se não cumprirem com o que prometeram, em que sejamos consultados sempre que qualquer decisão mais importante tenha de ser tomada e em que a justiça seja despolitizada com zero tolerância para a corrupção. Já chega de mentiras e de hipocrisia.

17
Fev
13

Padrinhos

antonio jose seguro passos coelho 2 padrinhos

Ao confirmar-se o que aqui digo há já algum tempo, que o António Costa quer seguir directamente para o Palácio de Belém sem passar pelo de São Bento, ficou praticamente decidido que o António José Seguro será o próximo Primeiro-ministro, o que não deixa de ser estranho, ou melhor demonstrativo da mentira em que vivemos ao falar em democracia, faltando só saber quando. Mais cedo ou mais tarde o Passos Coelho vai sair de cena pela porta pequena e no seu lugar vai-se sentar outro tão incompetente como ele. Mas, é assim porque ambos são os “padrinhos” das suas famílias politicas que reinam na democracia de alterne. Com a sucessão que poderá mudar? Muito pouco porque ambos servem os mesmos donos, os mercados, as grandes corporações e os senhores do mundo. Nós, todos nós, continuaremos a ser carne para canhão, meros instrumentos das suas ambições e ganancia e números nas suas folhas de cálculo.
Por tudo isto, o ir para a rua pedir simplesmente eleições é uma falácia e uma mentira que o sistema, uma vez mais utiliza para nos acalmar e convencer que algo vai mudar quando no fim tudo ficará na mesma. Temos de mudar a forma como vivemos a democracia, como participamos nela. Os nossos sonhos já não cabem nas urnas de voto que nos oferecem de quatro em quatro anos, os nossos sonhos exigem que possamos tomar parte activa nas decisões que afectam a nossa vida e definem o nosso futuro. Não só no dia 2 de Março quando as ruas se encherem de gente, muitos arregimentados, muitos mais enganados a pedir a demissão do governo e novas eleições, exige a mudança do próprio sistema e o teu direito a poderes decidir o teu futuro na plenitude. Democracia verdadeira, directa e participada por todos.

02
Fev
13

2º Encontro Nacional de Assembleias Populares

cartaz 2 3 fev encontro assembleias populares

Durante este Sábado e Domingo este blog vai estar parado mas por uma boa razão. Vou participar no 2ºEncontro Nacional de Assembleias Populares em Coimbra onde a democracia directa e participativa vai ser debatida em busca de caminhos e soluções alternativas à democracia de alterne em que vivemos.

Mais informações [AQUI]




Indignados Lisboa
Julho 2019
S T Q Q S S D
« Jun    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

Blog Stats

  • 712.132 hits

Anúncios

%d bloggers like this: