Archive for the 'Banca' Category

24
Maio
13

Gaspar, o louco

vitor gaspar completamente louco

 Ontem, passei por um rádio onde falava o Vitor Gaspar que fazia um balanço daquilo a que chamava de programa de ajustamento. Se não vivesse aqui ou se fosse totalmente alucinado acreditaria que tudo está a correr extremamente bem. As medidas de austeridade necessárias da fase um e depois mais não sei o quê da fase dois do programa, mais os bancos a fase três, a quatro e sei lá que mais. Tudo uma maravilha, tudo a correr de uma forma perfeita. Agora vem mais a fase dos mercados e a do investimento. Há 4 meses batemos no fundo dos infernos mas agora já caminhamos para o paraíso. Tudo isto seria lindo se os números não fossem o que são. Ainda hoje se soube que o défice se agravou em mais de mil milhões só de Março para Abril, a nossa dívida externa nunca foi tão alta em relação ao PIB que nunca foi tão baixo. Até as exportações sofrem quedas e não fosse os portugueses e a economia estarem de tanga e não poderem importar nada lá se ia a balança de transacções, a recessão afunda e o desemprego acelera.  A miséria já se tornou paisagem e não há uma previsão do governo que não se mostre errada e sempre para pior.
Onde vai o Gaspar buscar todo este optimismo e satisfação? Só pode ser à loucura, não de acreditar no que diz pois sabe muito bem que só os seus donos estão satisfeitos, mas de acreditar que nós acreditamos no que diz. Interne-se o animal, não num manicómio mas sim na mais profunda masmorra como criminoso e traidor que é. Ele e toda a a corja que o apoia na sua loucura.

 

24
Mar
13

Missão cumprida

vitor gaspar tarefas pais

Incompetente? Não me parece, está simplesmente a cumprir com a tarefa que lhe deram. Entregar o país nas mãos dos mercados, da banca internacional e dos especuladores, transformando-o numa terra sem direitos e de baixos salários. A tarefa corre bem até ao momentos, mas ele e os seus donos sabem que mais cedo ou mais tarde as vozes se levantariam e será necessário “sacrificá-lo”. A sua missão está cumprida e a sua substituição é quase garantida mas não esperem vê-lo nas filas do desemprego. O seu futuro e a sua reforma estão assegurados com todas as regalias e mordomias que um servo obediente e cumpridor merece.

27
Fev
13

Em quantos mil milhões já vai?

cavaco silva duarte lima arlindo de carvalho dias loureiro oliveira e costa bpnlaw

21
Fev
13

Chumbado!

vitor gaspar escola

 

A recessão em 2013 será afinal de 2% do PIB e não 1%, como previsto no Orçamento do Estado, reconheceu o ministro das Finanças. Falando na comissão parlamentar de Finanças, Vítor Gaspar disse que esta revisão em alta dos números da recessão resultam da conjugação de menos procura interna e externa.

Um mês e meio e já tudo falhou e já são necessárias mais medidas. Nada que todos não dissessem já mesmo antes da aprovação do Orçamento, mas uma vez mais a teimosia do Gaspar chamava de burros e ignorantes a todos. Este incompetente ou mentiroso ainda não conseguiu acertar uma única previsão desde que é Ministro e falhou sempre para pior. Já está mais que provado que a receita da austeridade a todo o custo, da criação de pobreza e miséria não leva a lado nenhum e só agrava uma economia que já era débil. Ficou muito satisfeito quando foi pedir mais uns milhões de euros emprestado aos Mercados a 6% só não explica é como os pensa pagar numa economia sem dinheiro e em recessão. Claro que quem vai pagar mais esta prova da sua incompetência vamos voltar a ser nós com mais dificuldades e menos direitos. Olhe-se para a Grécia e veja-se o futuro de Portugal com um ser tão ignóbil como o Gaspar como Ministro das Finanças. Não se corte com esta política, não se mande os mercados bugiar e não se aposte nas pessoas e na sua capacidade de produzir e rapidamente o desemprego vai disparar, as falências aumentar e a pobreza tornar-se paisagem neste país. Este país está entregue a bandidos.

31
Jan
13

O miseravel Ulrich

fernando ulrich sem abrigo

Depois de ter defendido em Outubro do ano passado que o país aguentava mais austeridade, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, voltou ontem ao tema com um novo argumento: “Se os gregos aguentam uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somo todos iguais, ou não?”
“Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer”. “E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto aguentam porque é que nós não aguentamos? Parece-me uma coisa absolutamente evidente”, rematou o banqueiro.
O BPI registou lucros de 249,1 milhões de euros em 2012, revelou hoje Fernando Ulrich. Para este resultado contribuiu não apenas a melhoria da margem financeira e  o produto bancário mas também as mais valias da venda da carteira de divida soberana portuguesa noutro trimestre do ano que terá ascendido a 160 milhões de euros.

Nem tenho palavras para descrever o que sinto ao ouvir esta cavalgadura vomitar tanta porcaria por aquela bocarra fora. A crise que vivemos é uma crise criada pela desonestidade e ganancia dos Banqueiros, que mesmo depois de atiraram países e os seus povos para situações de pobreza e miséria, vivem no luxo e na ostentação com salários exorbitantes num país onde o ordenado mínimo não chega aos 500 euros, onde todos os dias o desemprego e o desespero crescem exponencialmente. É esta gente que depois tem a lata de vir anunciar lucros de centenas de milhões, na sua maioria conseguidos na especulação coma própria divida do país que eles próprios endividaram. Um país que vive na austeridade mais violenta, que vê todos os direitos dos seus cidadãos serem destruídos vê também os culpados desta situação a serem mimados e ajudados por políticos em negócios e compadrios vergonhosos. E esta gente ainda fala, ainda se dá ao luxo de arrotar disparates e ofensas ao mais simples cidadão. Para eles é normal que alguém perca tudo, caia na mais profunda miséria, vá viver como sem abrigo num beco qualquer em nome de uma crise e de uma dívida pela qual não tem responsabilidade. Pior, ainda se coloca na situação de também ele poder vir a tornar-se num sem abrigo. Uma cavalgadura que ganha mais num ano que muitos portugueses juntos durante toda a sua vida. Mas merecia, merecia que este povo lhe entrasse pelo banco dentro e lhe retirasse tudo o que tem, lhe oferecesse um cobertor e um caixote de cartão e o obrigasse a viver a vida a que tem condenado tantos outros. Devia ter de comer dos caixotes de lixo, dormir na soleira das portas ao frio e à chuva e estender a mão em busca de alguma solidariedade, coisa que ele não sabe o que é. Este canalha não durava um mês, mas diz que todos temos de estar preparados para essa ser a nossa vida. Pulha miserável.

 

21
Jan
13

Pobre Portugal

vitor gaspar mendigo europeu

Hoje há reunião do Eurogrupo e Portugal deve ir pedir uma flexibilização das medidas orçamentais. Isto é ou mais tempo, ou juros mais baixos, não para aliviar os portugueses mas para permitir um regresso aos Mercados, ou seja a possibilidade de nos endividarmos ainda mais. Não faz mal que depois os portugueses pagam. É que o Exel do Ministro, por mais que ele mude as formulas e vicie os números já deve estar com mais células vermelhas que a cara do Ministro Álvaro depois do almoço.

Portugal não tem dinheiro, ou tem aquele que a Troika diz que cá vai metendo. É um facto, mas também tudo o que se produz agora é utilizado para pagar os juros desse dinheiro, à custa da miséria dos portugueses,  da destruição da economia e da delapidação do património do estado. Já de seguida é o Estado social, e as poucas empresas públicas que restam para não sobrar nada. Uma divida que dizem ser nossa, dos portugueses, mas cuja culpa é muito da própria politica da União Europeia quando decidiu destruir todo o tecido produtivo dos países do sul para beneficio dos países do norte, quando decidiu que mais importante que o endividamento era criar estradas para poder vender cá os seus produtos e apostar na especulação financeira para criar riqueza. Até por cá muitos enriqueceram com o betão e com a banca, muito foi roubado e muita corrupção grassou por este país. Gente responsabilizada não há, presa muito menos e Portugal continua a ser o país das maravilhas. Ainda agora não há dinheiro para a saúde, educação mas não faltou para enterrar mais uns milhares de milhões no BANIF, como nunca faltou nem falta para o BPN. Mas os culpados somos nós, aqueles que ganham os ordenados mais baixos da Europa e que, mesmo quando fizeram empréstimos para comprar uma casa ou um carro os pagavam com o suor do seu trabalho. Esses são os que vivem acima das suas possibilidades e não os que lhes emprestaram e depois não tinham como pagar a quem lhes tinha emprestado a eles, a banca, essa instituição onde os administradores vivem no luxo e na sumptuosidade. A culpa é de quem ganha ordenado mínimo porque ainda teima em comer ou em ficar doente.

Portugal vai voltar aos mercados, os grandes grupos económicos, a banca e o governo vão poder pedir mais dinheiro emprestado lá fora. Claro que a juros altíssimos, numa economia em recessão só podem gerar mais divida, mas não faz mal que depois nós pagamos em impostos e perda de direito. Se viermos a morrer não faz mal porque é menos uma boca para alimentar, menos um sem-abrigo nas ruas e menos uma voz para protestar.

07
Nov
12

Ele há cada palhação

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse, depois de questionado se Portugal aguenta mais austeridade, respondeui «ai aguenta, aguenta!». Apesar das dificuldades, «os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos», disse.

O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, pediu que as empresas nacionais recorram ao crédito bancário.  A súplica de Ulrich aconteceu  durante a conferência X Fórum Banca, organizada pelo Diário Económico.  «Não falta dinheiro para emprestar a promotores de projetos empresariais. O que não está a aparecer são pedidos de financiamento», apontou o banqueiro.

Para este palhaço que nunca passou por um dia de necessidade na vida a austeridade é algo que pode ser aplicada sem limites porque os povinho aguenta tudo. Podem morrer alguns, como tem acontecido na Grécia, mas muitos ainda estão vivos e por isso aguentam. Si, porque a crise e a austeridade não lhe tiram o sono, aumentando lucros e como se vê com tanto dinheiro que até suplica que lho peçam emprestado. Dinheiro que recebeu da ajuda da Troika ou que ganha em juros comprando dívida portuguesa a juros de mais de 7% com dinheiro emprestado pelo BCE a 1%. Isto sim é que é gente séria e patriótica. Mas, como não tenho paciencia para esra escumalhao que lhe desejo é que um dia tenha de vicer com um ordenado mínimo para o resto da sua vida, que certamente seria muito curta pois esse dinheiro não lhe chragava para dois dias. Gente que ganha muitas centenas de milhares de euros por mês não pode falar assim. são a vergonha deste país e a demonstração que só correndo com eles podemos encontrar uma solução para a miséria a que nos condenam. 

30
Set
12

A mama não acaba

O Estado português concedeu em 2011 benefícios fiscais de quase mil milhões de euros a 40 empresas, segundo dados publicados pelo Ministério das Finanças.
No total, o Estado concedeu no ano passado benefícios fiscais em sede de IRC a perto de 11 mil empresas (10.834), num total de 1370 milhões de euros, o que representa quase um quinto do défice de 2011. Assim, 0,37% das empresas com benefícios fiscais arrecadaram 972,7 milhões de euros, o que corresponde a 71% do total concedido.
Na lista disponibilizada, destacam-se claramente duas empresas, a Livermore Lda e a Aljardi SGPS, com benefícios fiscais de respectivamente 217 milhões e 160 milhões de euros. Seguem-se a Itasant, a Broadshit Gibraltar e a Malpensa, com benefícios de respectivamente 78,3 milhões, 76,3 milhões e 48,4 milhões de euros. Estas cinco empresas recebiam estes benefícios por terem sede na Zona Franca da Madeira.
A Livermore é uma sociedade unipessoal com actividade na consultoria de serviços, segundo a informação dos directórios on-line de empresas, onde não se identifica o seu proprietário. A Aljardi é uma holding do Grupo Santander com actividade na finança e seguros.
A Itasant é uma gestora de participações sociais também unipessoal, enquanto a Malpensa e a Broadshit Gibraltar são ambas consultoras – a primeira de serviços e a segunda de projectos.
As primeiras 22 empresas da lista de beneficiários de IRC em 2011 têm na sua esmagadora maioria sede na Zona Franca da Madeira, com três excepções: PT Ventures (do grupo PT), Portucel e o Banco BPI, com benefícios de respectivamente 40,2 milhões, 27,7 milhões e 16,3 milhões. Algumas delas deixaram entretanto este centro de negócios.
Nos lugares seguintes surgem algumas grandes empresas nacionais: a Autoeuropa (23ª, com quase oito milhões), a PT (24ª, 7,9 milhões), ou Celbi (26ª, com 7,3 milhões). A Lactogal está em 33º (5,6 milhões) e o BCP em 38º (4,9 milhões).
Os 1370 milhões de euros atribuídos em benefícios fiscais às empresas representam 18,86% do défice de 7262 milhões de euros que o Estado teve no ano passado (4,2% do PIB, segundo foi comunicado a Bruxelas), conseguido apenas com recurso a uma medida extraordinária. [Publico]
Há mais algum comentário a fazer a esta noticia que a própria noticia? Chamar-lhes porcos, mamões, canalhas  alivia mas não resolve. Roubam-nos, tiram-nos tudo o que levamos anos a conquistar, saúde pública, educação, justiça, transportes, reformas, direitos laborais, e sei lá que mais, atiram centenas de milhares para o desemprego e milhões para a precariedade, pobreza e miséria. Aumentam brutalmente os impostos sobre quem trabalha e dão benesses a empresas que nada produzem a não ser especulação. Beneficia-se quem se esconde na zona Franca e a banca com grandes culpas na situação a que chegámos. Uma vergonha a que a indignação começa a ser pouco. Há alternativas e estes números mostram-nas bem. Rua com esta canalha toda já.

18
Ago
12

Tadinhos dos Banqueiros

«A remuneração que BCP, BPI e CGD vão pagar ao Estado pelo apoio público concedido através de instrumentos de capital contingente (“CoCos”) vai ser dedutível na factura fiscal que estas instituições terão de suportar ao longo dos próximos anos. No total, os três bancos poderão abater mais de 400 milhões de euros aos seus encargos com impostos, o equivalente a um quarto dos custos totais que terão com a ajuda estatal nos próximos cinco anos e que podem ascender a mais de 1.650 milhões. »

Como há quem tenha muito mais arte para dizer o que me apetecia dizer deixo aqui um texto do blog “O Jumento“.

Tenho pena dos nossos queridos banqueiros, foram eles as grandes vítimas da orgia de consumo dos tesos, dos abusos de Sócrates na noite longa da asfixia democrática quem em bom tempo acabou graças ao 25 de Abril do movimento dos Relvas. Compreende-se que sejam os contribuintes a financiar o aumento de capital e a suportar os juros como o nosso Gasparzinho muito bem decidiu.
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram abusados por um insaciável Sócrates que os obrigou a baixar as calcinhas e comprar dívida soberana portuguesa. Aliás, a taradice de Sócrates era tanta que tinha um verdadeiro fetishe pelas dívidas soberanas que ainda os obrigou a comprarem outras dívidas, como a grega.
Tadinhos dos banqueiros que eram obrigados a dar cartões Visa a torto e a direito, eram ameaçados por clientes pobres que tinham perdido a vergonha e que quando queriam consumir acima das suas possibilidades e a juros dignos de proxenetas forçavam os banqueiros a fazer horas extraordinárias abrindo banquinhas de cartões de crédito nos corredores dos hipermercados.
Tadinhos dos nossos banqueiros, foram obrigados a instalar-se na Zona Franca da Madeira para transformarem os impostos de que o país precisava em dividendos para distribuir pelos seus accionistas.
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram obrigados a corromper-se, a empregar ex-políticos e familiares de dezenas de altos quadros da Administração Pública a troco de favores e negócios que nunca pediram.
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram forçados a manter uma das bancas mais permissivas a branqueamento de capitais, como foi defendido por algumas polícias e organizações internacionais.
Tadinhos dos nossos banqueiros a quem os consumidores pobres gulosos e insaciáveis forçaram a desviar o crédito à actividade industrial para crédito ao consumo e à habitação.
Tadinhos dos nossos banqueiros que foram forçados a financiar contra a sua vontade as grandes obras públicas promovidas pelo Estado.
É por terem sido vítimas de tanta injustiça que o mesmo governo que cortou subsídios a funcionários e pensionistas, muitos deles já falidos, vem agora dar sob a forma de deduções de impostos quase metade do que roubou em 2012 e foi impedido de voltar a roubar porque o TC não lho permitiu.
É por terem sido vítimas de tanta injustiça que o governo decidiu poupá-los a impostos devolvendo-lhes os juros de um empréstimo cujos juros serão suportados pelos portugueses.
É por isso que quando ouço alguns destes canalhas, designadamente, o do BCP e o tal dr do BPI que nunca acabou qualquer curso criticarem o Tribunal Constitucional por ter declarado ilegal o corte dos subsídios, acho que o que eles mereciam era serem vítima das inconstitucionalidades que defendem na hora de roubar aos outros, muitos deles seus clientes.
Se é legítimo roubar vencimentos e subsídios à margem da lei constitucional também o é adoptar leis penais de excepção para levar a tribunal estes refinados canalhas, chulos e oportunistas que desde a privatização da banca que não fazem outra coisa senão roubar os portugueses e levar o país à ruína. Até abriria uma excepção e acabaria com o limite dos 25 anos de prisão, alguns destes canalhas merecem muito mais.

02
Jul
12

Mãe madrasta

 

A chanceler alemã, Angela Merkel, assegurou que não haverá nenhuma «troika» para Itália ou para Espanha se pedirem a intervenção dos fundos de resgate nos mercados de dívida ou a recapitalização directa da banca.

A Portugal prometeram um empréstimo de 78 mil milhões, 12 dos quais para irem directamente para a banca, e com eles recebeu também a Troika e a austeridade. A Itália e a Espanha levantaram a voz à Merkel e vão receber muito mais sem sofrerem o mesmo que Portugal, Grécia ou Irlanda. Há os filhos da mãe e os filhos da puta que neste caso parecem ser a Espanha e a Itália.

 

30
Jun
12

Uma história que parece não ter fim


Falar do BPN é falar do maior roubo da história deste país e também do processo em que a impunidade dos culpados parece ser a regra. Nascido na era das vacas gordas do Cavaquismo e apadrinhado por ele foi durante anos um antro de malfeitores que saltavam entre o governo e o banco. Durante anos foi um fartar vilanagem sob o nariz do Magoo Constâncio do Banco de Portugal que nada via ou queria ver. Não fosse a famosa crise internacional e quem sabe ainda os Oliveira e Costa, Duarte Lima e Dias Loureiro continuariam a encher contas em off-shores e a comprar condomínios de luxo em Cabo Verde. Como se não bastasse veio a nacionalização dos prejuízos, pelo Teixeira dos Bancos, que já defraudou o país em muitos milhares de milhões de euros. (Dava para pagar os subsídios de férias e Natal que este governo nos roubou durante três anos). Quando parecia que esta roubalheira já tinha chegado ao fim chegou a vez da reprivatização em que o actual governo resolveu vender o banco ao BIC do Mira Amaral a preço de saldo por quarenta milhões de euros, não sem antes ter retirado centenas de milhares de créditos mal parados para empresas do estado, (créditos de Duarte Lima e Vítor Baía são alguns exemplos) e recapitalizado o banco em mais algumas centenas de milhares de euros. Um negócio da China…para o Mira Amaral. Talvez, embora duvide, tenha terminado aqui as negociatas e a roubalheira com este banco, mas ainda faltava mais uma manobra para poupar impostas. Afinal não é o BIC que vai incorporar o BPN, vai ser o BPN a incorporar o BIC, mudando depois o nome para BIC para assim pagar menos impostos nos próximos anos. Para alguns todos os truques são lícitos e o Estado olha para o lado, para o pobre do cidadão que aperta o cinto para pagar os impostos que este governo não se cansa de aumentar, o não pagamento de um bilhete do metro ou de uma portagem é suficiente para soltarem os cães e penhorarem qualquer bem que se tenha. Se há uma justiça para ricos e outra para pobres também no fisco parece haver uns que podem tudo e outros que só podem pagar e calar.

PS: NOVIDADE DO DIA – Dois dos condenados pelo Banco de Portugal por prestação de informação falsa e falsificação de contas no caso BPN, trabalham como diretores para um fundo do Estado. [AQUI]

18
Jun
12

O Filme da Semana

16
Jun
12

God save the … banks

As autoridades britânicas anunciaram um conjunto de medidas de emergência para fazer frente à crise da dívida europeia, disponibilizando uma cifra de 100 mil milhões de libras (123,5 mil milhões de euros). O ponto principal deste pacote é um financiamento de 80 mil milhões de libras (cerca de 98,7 mil milhões de euros) do banco central aos bancos comerciais, para as próximas semanas e a um preço reduzido. Paralelamente, o pacote compreende uma injecção de cerca de 5000 milhões de libras por mês nos bancos do centro financeiro de Londres para aumentar a liquidez.

Todos falam da crise das dividas soberanas (os malvados povos do sul que só querem sol e praia e gastam acima das suas possibilidades), mas o que assistimos actualmente é a uma crise dos bancos, (que dos banqueiros não consta que passem por dificuldades), com os estados a endividarem-se desesperadamente para os capitalizar. Os bancos, os principais responsáveis pela crise de 2009 mas que não os impediu de continuarem a especular, (e surpreendentemente a passar nos testes feitos pelo BCE), chegam finalmente ao momento em que mostram estar descapitalizados e a forçar os governos a injectar muitos milhares de milhões. Quem vai pagar em sacrifícios e austeridade tudo isto? Nós.

12
Jun
12

A gula bancária

Os bancos portugueses nunca pediram tanto dinheiro emprestado ao Banco Central Europeu como no mês passado com o financiamento junto do BCE a atingir já os 58,7 mil milhões de euros, mais 3,3 mil milhões de euros que no mês anterior.

Não entendo mesmo nada de finanças, mas faz-me confusão que a solução para um país cujo problema é a divida externa  seja uma ajuda de 78 mil milhões, continue a ir aos mercados pedir mais milhares de milhões emprestados e os seus bancos, que acabaram de ser capitalizados com mais 6 mil milhões, aumentem constantemente  a sua divida. Mais grave ainda quando se sabe que o crédito mal parado não pára de crescer a grande velocidade e todo este dinheiro que entra na banca acaba para não ser utilizado em empréstimos às empresas e ao desenvolvimento da economia e do emprego.
Como é possível resolver os problemas do país se o endividamento aumenta, os juros a pagar aumentam e a economia em recessão encolhe?

12
Jun
12

Cinderela e o sapainho da austeridade

A União Europeia fez um empréstimo a Portugal de 12 mil milhões a juros superiores a 5%. A mesma UE empresta 100 mil milhões a Espanha sem exigir contrapartidas no plano da política económica e em vez de se tratar de um empréstimo ao Estado é uma linha de crédito a juros de 3%. «O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou neste domingo que Portugal não vai pedir uma renegociação das condições do empréstimo financeiro concedido pelas instituições internacionais. “Não vejo razão para pedir uma renegociação das condições”, disse .

Como se não bastasse que estejamos todos a pagar com os nossos impostos, sacrifícios e crescimento da pobreza, a má gestão e gula dos nossos banqueiros dinheiro para os financiarmos a juros usurários, vemos agora a Espanha a receber 100 mil milhões a um juro muito mais baixo e o Passos Coelho a dizer que não vê razões para exigirmos que nos tratem da mesma maneira. Parece que o sapatinho da austeridade que nos calçaram não serve no pé dos espanhóis. Imagino que esteja à espera de se aproveitar dos protestos da Irlanda e assim não ter de questionar a Frau Merkel. A cobardia destas posições aceitando tudo sem se importar com aquilo a que sujeita o país e a vida de todos nós e ficando à espera de se aproveitar daquilo que os outros consigam renegociar já é marca deste governo e vergonha para todos nós.




Indignados Lisboa
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