Archive for the 'Debates' Category

19
Mar
13

Um verdadeiro comediante

vitor gaspar AR stand up comedy

 Afinal o Vitor Gaspar não é um mau Ministro das Finanças porque o homem não é um Ministro das Finanças mas sim um actor de Stand-up Comedy. Foi um erro de casting deste governo e ninguém notou. Nem mesmo quando ele falava com aquela voz arrastada e dizia barbaridades todos se deixaram enganar. Se hoje na Assembleia da Republica ninguém morreu com um ataque de riso com aquilo que ele disse é porque aquilo é tudo gente muito sisuda e séria.

15h15 “Tivemos sete avaliações positivas”, disse o ministro das Finanças. 15h21 Vítor Gaspar fala sobre a consolidação orçamental. “Julgo que vale a pena destacar que 4,9% do PIB é o défice como apurado de acordo com a metodologia acordada com a troika”
15h31 – Vítor Gaspar diz que Portugal pode beneficiar do apoio dos parceiros europeus.
15h34 – Só será possível obter empregos em Portugal com bons salários se houver recapitalização da economia
15h44 – O envelope de financiamento para Chipre reflecte o consenso económico entre o Eurogrupo e o governo do país.
15h46 – “Na ausência desta medida, os cipriotas estariam a enfrentar consequências ainda piores.”
15h49 – “O pacote de medidas é naturalmente da iniciativa e da responsabilidade de cada país”, disse Gaspar.
15h50 – Vítor Gaspar diz que não houve radicalismo na execução do programa.
15h52 – A recuperação de crescimento será o motor da recuperação económica.
15H54 – “O grupo tem sabido usar o papel de bom aluno para bater o pé à troika”, disse o deputado do PSD
16h07 – O ministro das Finanças sublinha que o desemprego não é uma preocupação macroeconómica, mas humana e social, constituindo o problema mais dramático. Segundo o governante, a melhor forma para combater o desemprego é procurar primeiro as bases para recuperação económica com vist ao crescimento sustentado e criador de emprego.
16h19 – “Portugal está empenhado no aprofundamento da união bancária a nível europeu e na harmonização da garantia dos depósitos a nível da União Europeia, que conjuntamente com outros elementos da união bancária são vitais para a confiança no sistema bancário europeu”, declara o governante.
16h25 – O regresso aos mercados, explica Vítor Gaspar, serve para poder distribuir a consolidação orçamental num período mais alargado, sendo que o programa não terá mais tempo.
16h40 – O ministro das Finanças afirma que, de acordo com os cálculos, a dívida pública portuguesa é sustentável, estando abaixo dos níveis que se verificam na Itália, por exemplo, e muito perto dos níveis da Irlanda.
16h55 – “A tomada de uma medida deste tipo [a taxa sobre depósitos] está completamente fora de causa”, reitera o ministro das Finanças.
16h57 – Vítor Gaspar explica que os números que foram apresentados hoje aos deputados e os números que decorrem do sétimo exame regular ao programa de ajustamento são consensualizados entre o Ministério das Finanças, o BCE, CE e FMI. Relativamente à questão do Orçamento Rectificativo, o ministro das Finanças explica que o mesmo só se justifica quando é necessário rever ou aumentar limites orçamentais, frisando que neste momento o tesouro português tem uma posição muito confortável, pelo que não há qualquer calendário para um Orçamento Rectificativo.
17h34 – Vítor Gaspar garante que a decisão em relação aos depósitos no Chipre não foi apoiada inicialmente pelo Eurogrupo, nem consequentemente apoiada pelo primeiro-ministro e pelo próprio ministro das Finanças. A iniciativa partiu do governo cipriota, sendo posteriormente apoiada pelo Eurogrupo.
“Considerações de estabilidade sistémica e de confiança aconselhavam que não fosse tocado qualquer depósito abaixo do limiar garantido”, afirmou.
17h38 – “A procura interna já está alinhada com a oferta interna e consequentemente a urgência do financiamento não se coloca da mesma maneira, sendo que a procura interna deverá primeiro contrair a um nível mais lento e depois recuperar gradualmente ao longo do tempo”, afirma o ministro das Finanças, sublinhando ainda que o sector exportador está a recuperar e as taxas de juro estão também a ajustar.
Vítor Gaspar diz também que há perspectivas de recuperação do investimento privado nacional e do investimento direito estrangeiro.

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03
Maio
12

12-15 Maio Vamos fazer a diferença

Não tenho prazer nenhum em ser pessimista mas há dias em que, olhando para aquilo que me rodeia, olhando para os políticos que temos e para a passividade das pessoas, me custa ver a saída para o buraco onde este sistema capitalista e liberal nos atirou. Estou farto de mentiras, de hipocrisia e de falsas esperanças sempre adiadas para um amanhã que nunca chega.
Que fazer então? Ficar em casa como tantos fazem? Desistir? Se há momentos em que parece o mais acertado há muitos mais em que sei não ser essa a solução. A solução só pode estar em nós, em todos nós unidos pela vontade de encontrar novos rumos e novos caminhos. É isso que me dá a força para, em vez de ficar sentado no sofá sair para a rua e procurar outros que como eu não aceitam resignar-se à inevitabilidade que nos querem impingir. É por isso que no próximo dia 12 de Maio vou uma vez mais desfilar nas ruas de Lisboa, como outros farão no Porto, em Coimbra, em Madrid, em Nova Iorque ou em mais centenas de outras cidades por todo o mundo. É por isso que depois vou ficar no Parque Eduardo VII a debater e a procurar força e soluções para gerarmos a mudança. De 12 a 15 de Maio vou ocupar o espaço público e aí procurar criar uma zona de liberdade e solidariedade, longe dos preconceitos e das certezas que nos impingem. Não sei quantos se me juntarão, mas sei que serão mais que aqueles que foram antes e que este movimento não pode parar de crescer, afirmando a indignação e exigindo a mudança. Se todos nus juntarmos poderemos derrotar o conformismo. Vais ficar parado a ver?

19
Maio
11

Debates 2011 – A brincar com o coelhinho

O Passos Coelho pode ter jeito para muita coisa, mas não é certamente para debates. Levou um baile do Portas e agora deixou o Louça brincar com ele. Cada casca de banana da Madeira e mais um trambulhão. O Louça conduziu o debate e colocou o Passos Coelho à defesa sem este nunca ter capacidade para reagir, acabando muitas vezes a concordar com as opções “radicais” do Louça, que ainda o conseguiu acusar de ele sim, ser radical por querer colocar quem recebe o subsidio de desemprego a trabalhar de borla três tardes por semana. Se isto foi um treino para o debate com o Sócrates a coisa não lhe vai correr bem.

15
Maio
11

Um sabe…outro não

Unidos contra um adversário comum na teoria, mas na prática a saberem que disputam o mesmo eleitorado. O CDS só pode ganhar votos nos eleitores do PSD e este a saber que para ganhar as eleições não os pode perder para o CDS. De um lado um político sem experiência, com uma avidez de poder e que partiu para estas eleições com todas as vantagens possíveis e do outro um  rato da política, inteligente, populista, experiente e com a mesma avidez de poder.
O resultado só podia ser um debate em que o Portas marcou o ritmos, criticou e atacou o Coelho que acabou refugiado no seu canto a falar de maiorias absolutas que já todos sabemos não vai acontecer. As sondagens mostram-no e o CDS vai subindo, o PSD descendo e em algumas até já aparece ultrapassado pelo PS.

14
Maio
11

Um dueto a duas vozes


Um dueto com momentos em que cantaram a duas vozes. Não sei quantos deputados vai eleger o PCP nem sei quantos vai eleger o BE. Sei que os pequenos partidos não vão eleger ninguém, mas sei que a soma dos votos de todos elegeriam sempre mais deputados que a soma das partes. O sistema eleitoral que temos assim o obriga. Compreendo que tenham de defender o seu jardim, de garantirem o seu eleitorado, mas não é a vida de todos os que votam neles mais importante que isso?

13
Maio
11

Um debate com mais combate

Finalmente um debate em que se bateram, embora não tenha passado de mais uma conversa de surdos.Mas de tudo aquilo, o que me fascinou foi o nariz do engenheiro. Quase que podia jurar que nestes anos tem crescido imenso. Sei que o Pinóquio não passa de um filme para crianças cheio de imaginação do fantástico e que as coincidências acontecem por mais improváveis que sejam. Ou será que uma história contada tantas vezes nos pode influenciar ao ponto de alterar as nossas características físicas?
12
Maio
11

Dabate em linguas diferentes

Mais um debate, desta vez entre o Jerónimo de Sousa e o Passos Coelho, que acabou por ser mais uma perda de tempo. Cada um fala a sua língua e pouco cada um ligou ao que o outro disse. Estavam ali, um para passar a sua mensagem e outro para tentar dar mais uma versão do que realmente queriam dizer no programa eleitoral que apresentaram. Lembram-se que, sempre que a Manuela Ferreira Leite falava lá vinha o Pacheco Pereira dizer que o que ela queria dizer não era o que tinha dito mas aquilo que ele estava a dizer agora. Com o que diz o Passos Coelho, é o Próprio Passos Coelho que faz o papel de Pacheco Pereira. para dizer aquilo que disse não era o que disse mas aquilo que diz agora.



Indignados Lisboa
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