Archive for the 'Democracia' Category

22
Out
13

Triste “manifestação” estas do Paulo Portas

paulo Portas pobrezinho manifestante

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse hoje que o “direito de manifestação” está “consagrado” em democracia, mas lembrou que “os mais pobres” não se manifestam e “não aparecem na televisão”. “Este orçamento consagra aquilo que já estava previsto na 7.ª avaliação, que é a convergência da Caixa Geral de Aposentações, mas ao mesmo tempo, aumenta as pensões mínimas sociais e rurais de um milhão de pessoas, que são aquelas que não aparecem na televisão, mas são as mais pobres”, sublinhou.

Alem de palhaço este bandalho é também um aldrabão e um mentiroso de primeira. Palhaço porque dizer que quem se manifesta não é pobre é uma hipocrisia tremenda. Claro que muitos mesmo que se quisessem manifestar não poderiam pois nem dinheiro para os transportes têm. Depois é um mentiroso e um trafulha quando vem dizer que aumenta pensões quando se sabe que até quem ganha 600 euros vai ver os seus ordenados e pensões reduzidos. Já quando da conferencia após a avaliação da Troika escondeu as medidas fazendo-se de herói que as tinha impedido para poucos dias depois o Orçamento lhe mostrar a careca e a aldrabice. Esta gente não tem vergonha nenhuma na cara e um sistema que permite aos governantes mentirem desta maneira é tudo menos uma democracia. Exijamos uma Democracia verdadeira em que os cidadãos tenham o poder para exonerar quem não cumpra e quem mente ser imediatamente corrido. Não é de corruptos e trafulhas que necessitamos, mas de gente honrada, honesta e séria. Rua com esta cambada toda e se for a pontapé ainda melhor.

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11
Out
13

Um dia a coisa rebenta

passos coelho paulo portas maria luis albuquerque orcacento bum

Um dia a coisa rebenta e é assim, ou rebentamos nós porque esta gente nos mata de fome e de miséria ou rebentam eles quando os povos compreenderem que são sempre eles que têm o poder para mudar tudo ocupando as ruas e fazendo a revolução. Eu sei que quando se está numa ditadura há revolucionários e que quando vivemos no que chamam de democracia (embora fajuta, aldrabada e controlada) o poder gosta de apelidar de terroristas a quem não acata o seu poder de cabeça baixa, mas isso não os salvará. Isto vai ter de rebentar por qualquer lado e só espero que seja onde deve ser, pelo lado do poder corrupto, imoral e desumano. Enquanto aceitarmos que o poder governe em nome do dinheiro, do grande capital, dos mercados e nós sejamos meras ferramentas descartáveis para o lucro e para a criação desse vil metal nada mudará. Meus amigos, não serão os meus bonecos nem o que aqui escrevo que mudará nada. Não é o eu ir para a rua sempre com os mesmos que vai mudar nada. Não serei eu nem nenhum de vocês. Seremos todos e só quando formos todos algo poderá mudar, porque não somos terroristas e o que queremos é uma revolução para que se implante uma verdadeira democracia, em que, como o poder corrompe o distribuamos por todos, em que quem comande seja a voz de todos, em que os corruptos e os ladrões sejam responsabilizados, em que a fome e a miséria sejam erradicadas e as pessoas voltem a ser o objecto da politica que voltará a ser algo de nobre e digno porque praticada por todos com o objectivo de servir todos. O poder somos nós, só temos de o exercer.

09
Out
13

Em crise a lei é para cumprir só mais ou menos

durao barrosos Herman van Rompuy passos coelho caca TC

Depois do Durão Barroso vir avisar que se o Tribunal Constitucional chumbasse mais medidas do governo o “caldo estava entornado” foi a vez de um alto responsável do Eurogrupo afirmar que “É um Tribunal Constitucional activista comparado com qualquer outro Tribunal Constitucional que eu conheça” e que em momentos de crise é necessário mostrar mais flexibilidade. Começou por cá com as afirmações do Passos Coelho e agora já é a Europa a querer pressionar e a fazer chantagem sobre o país para obrigar a aceitar ir5 contra a sua lei fundamental. Se o nosso Presidente da Republica não fosse uma múmia a quem se esqueceram de avisar que tinha morrido, teria, de acordo com a sua função principal de defender o escrupuloso respeito e cumprimento da Constituição bem como a soberania do país, apresentado imediatamente um protesto por este abuso e pelo desrespeito pelas leis deste país. Aliás já deveria há muito ter posto o bandalho do Passos Coelho na ordem mas prefere manter-se no silêncio dos culpados. Um Zombie que não só não faz nem serve para nada como acaba a legitimar o desrespeito pela nossa lei fundamental e pelos direitos dos cidadãos. Agora é para permitir que nos roubem ainda mais mas um dia destes é para aprovarem leis que nos retirem o direito à indignação, à greve, à manifestação ou à liberdade de expressão. Afinal estamos em crise e com isso tudo parecem querer legitimar. Filhos-da puta.

08
Out
13

Musica para gente sentada em sofás

paulo portas maria luis albuquerque viii xi avaliacao troika

Já aqui me referi à conferencia de imprensa destes bandalhos no dia em que a deram. Tudo pareciam rosas, tudo era música para os ouvidos de quem temia mais cortes, mais austeridade, mais miséria. O Paulinho das feiras tinha tratado da Troika, tudo estava a correr nelhor por cá, com o desemprego a descer e a economia a subir. Débil mas era o ponto de viragem afirmava ele vendo luzes ao fundo de um túnel que para nós ainda hoje é negro como breu.Pois, mas agora que o relatório é conhecido é fácil ver que tudo o que fizeram naquela conferencia de imprensa foi esconder a verdade, não responder ao que lhes perguntavam e fingir que nada de muito mau vinha ai. Mas vem e é bem pior do que os nossos pesadelos. Porque todas as boas noticias só o eram por haver eleições e agora que passaram está na altura de repor a realidade no seu local. O Passos Coelho já avisa para que se possa gerar um «choque de expectativas». Ah pois é, na altura da apresentação do Orçamento é a altura de todas as verdades, é a altura em que podem empolar os resultados futuros mas não a realidade dos factos e das medidas. Vem ai temporal e já não há musica que possam tocar que cubra os raios e trovões que se aproximam. Vamos todos esconder-nos em casa, fechar os olhos e fingir que nada se passa? Vamos aceitar apertar mais o cinto ou em muitos casos come-lo porque já não há mais nada?

Ou vamos sair para a rua, organizar-nos em busca de alternativas e exigi-las não aceitando um não como resposta. Sinceramente não sei do que estamos à espera embora eu já desespere de tantas vezes ter ficado, sempre com os mesmos,  na rua à espera. Porra, dizem que vivemos numa democracia, que o povo é soberano, então vamos ser povo e exigir que a nossa vontade seja cumprida. Já me sinto cansado de tanto berrar e tanto esperar que peço que quando estiverem prontos, mas mesmo prontos e decididos, não só para deitar este governo abaixo, mas para realmente mudar o paradigma em que vivemos, da divida, da mentira, da corrupção, da injustiça e da miséria me digam onde e quando, Eu lá estarei.

01
Out
13

O segundo resgate

pires de lima sapato roto

“Não, não e não, no que depende das famílias e dos cidadãos, no que depende da economia e das suas empresas, no que depende do Governo de Portugal, e creio que de todas as instituições com responsabilidade em Portugal, não haverá segundo resgate para ninguém. O esforço dos portugueses não se pode afundar quando estamos com a praia à vista”, afirmou o ministro António Pires de Lima.

Eu podia esperar mais uns dias para colocar esta afirmação do Pires de Lima quando chegar a noticia do segundo resgate, sempre tinha mais piada. Na realidade se o governo não quer. as famílias não querem, a economia e as empresas pelos vistos não necessitam e todas as instituições dizem Não, não , não e que não haverá resgate para ninguém e porque não vai haver. Mas vai porque quem decide isso não somos nós, são os mercados, os especuladores, os grandes grupos financeiros, os que se estão nas tintas para se morremos todos de fome ou de doença. E são eles que decidem porque quem nos governa trabalha para eles, porque são lacaios dos seus interesses.

“A really efficient totalitarian state would be one in which the all-powerful executive of political bosses and their army of managers control a population of slaves who do not have to be coerced, because they love their servitude.”
― Aldous Huxley, Brave New World

Somos portante um eficiente estado totalitário e enquanto não o substituirmos por um verdadeiramente democrático e livre não temos escolha.   por isso que a vinda ou não do segundo resgate não está nas mãos deste governo, mas está nas nossas, nas de todos nós. Só temos de pesar os prós e os contras e escolher o nosso caminho.

30
Set
13

A viagem autárquica

antonio jose seguro jeronimo sousa paulo portas passos coelho joao semedo autarquicas 2013

Terminadas as eleições autárquicas em que mais uma vez os eleitos foram sufragados por pouco mais de 45% dos eleitores (47.36% abstenção, 3.86% votos brancos e 2.95% de votos nulos). Nesta corrida uns aguentaram-se no balanço da carroça autárquica outros deram um grande trambolhão.

Pode-se fazer ou não uma leitura nacional destas eleições mas uma coisa estou certo, se não fossem autárquicas, onde especialmente nos locais mais pequenos o conhecimento pessoal do candidato conta muito, o trambolhão do PSD seria muito maior e o CDS teria ido atrás. A abstenção teria batido recordes e amanhã estávamos a fazer manifestações a pedir a demissão do Pateta do Seguro.

29
Set
13

Os vampiros eleitorais

cavaco silva vampiro dracula

Cavaco Silva começou por dizer que e na campanha eleitoral destas autárquicas “o esclarecimento dos eleitores foi prejudicado pela falta de clareza da legislação aplicável à apresentação das candidaturas e à cobertura da campanha eleitoral por parte da comunicação social”.

Sendo assim, continua, a campanha foi “limitada por condicionantes consideradas anacrónicas no contexto da sociedade da informação contemporânea”.

Nestas eleições vi finalmente a Comissão Nacional de Eleições tomar uma posição correcta quando obrigou que todas as campanhas de todos os candidatos tivessem coberturas televisivas idênticas.  Se são todos candidatos aos mesmo cargos é justo que todos possam defender as suas ideias com as mesmas armas. Claro que as televisões protestaram e resolveram não cobrir a campanha, o que diga-se de passagem foi óptimo. Mentira, porque os grandes, para além de já terem todo o poderio de máquinas eleitorais, milhões para gastar em outdoors, cartazes, panfletos, sacos, bonés, canetas e sei lá que mais, ainda tiveram os lideres partidários a fazer campanha com as televisões atrás por todo o país, mas foi melhor que antes.
Ora, quem é que havia de sair da tumba para, em vez de se vir congratular por uma maior igualdade de oportunidade para todos, veio apelar a uma mudança da lei que crie essa mesma desigualdade. Esse é um dever de qualquer Presidente da Republica que o fosse não só de nome mas na realidade,  “A campanha foi “limitada por condicionantes consideradas anacrónicas no contexto da sociedade da informação contemporânea”. Desde quando é que a igualdade é anacrónica. E porque só o consideram nestas eleições? É por terem surgido um número muito maior de candidaturas fora dos partidos? É porque temem que os cidadãos se organizem e possam em muitos casos vence-las.

Mas, eu também quero que a lei eleitoral mude, mas que mude para facilitar a cidadania, a presença de mais gente com possibilidade de se candidatar, uma maior igualdade de todos apresentarem os seus programas e ideias em igualdade de oportunidades. Que a democracia se torne mais directa e transparente com os cidadãos a serem chamados a participar mais e a serem voz activa nas decisões mais importantes que mexem com a sua vida. Porque se esta lei eleitoral é anacrónica ainda mais o é a forma da democracia representativa que temos. Vivemos na era da informação. É possível conhecer a vontade de cada um de nós quase instantaneamente, é possível perguntar a cada português que decida a cada instante. Se o todo sagrado dinheiro pode circular na rede em segurança, também as nossas escolhas o poderiam fazer. Eu queria poder aprovar ou não o próximo orçamento, a lei laboral, os cortes na saúde e educação, os resgates, os tratados, tudo. Democracia mais directa e verdadeira é o caminho.




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