Archive for the 'Greve' Category



14
Mar
12

A liberdade e os direitos são bens que temos de defende

Num só dia li uma noticia e recebi uma informação que nos devem assustar a todos e que mostra que algo não vai bem nesta democracia e na liberdade que a deve acompanhar.

«O CDS-PP quer saber quanto custaram ao país as greves realizadas no sector dos transportes nos últimos 10 anos e, para isso, enviou ao Parlamento um conjunto de perguntas que pretende ver respondidas pelo ministro da tutela. »

Hoje de manhã fui constituído único arguido, pela Polícia de Segurança Pública, pelo crime (político) de desobediência civil por, alegadamente, ter permitido que a manifestação do 15-O do passado dia 24 de Novembro se tenha realizado pelas 15h00, portanto, antes das 19h00 – horário legalmente permitido para as manifestações aos dias de semana. Este (mais um) ataque à Democracia, pelos comandos da PSP, a mando do governo de Passos Coelho, visa-me (curiosamente só à minha pessoa) na medida em que fui um dos promotores oficiais da dita manifestação, segundo a informação obrigatoriamente prestada às autoridades (ex-governador Civil de Lisboa, hoje presidente da Câmara Municipal de Lisboa).

Porque anda tão preocupado o CDS a questionar o custo de greves quando se sabe que quem perde o dia de salário é o próprio trabalhador? Será que deseja acabar com mais este “direito”? Porque não questiona quanto tem custado todas as ajudas aos bancos ou as negociatas com as privatizações ou os favorecimentos  e empregos para os amigos? Quantos nos custou já o BPN? E a compra de submarinos? E as viagens do Paulinho?
Seria bom também saber porque está a PSP tão interessada e acusar um cidadão que cumpriu com o procedimento de comunicar atempadamente às autoridades o dia e hora de uma manifestação, que decorreu de forma ordeira e vigiada pela policia num dia em que se realizava uma greve geral? Também constituíram arguido algum dirigente da CGTP que convocou uma outra manifestação uma hora antes no mesmo dia? Porque teme tanto a PSP e o poder a voz e o protesto de cidadãos deste país? Porque procura amedrontar aqueles que assumem nas suas mãos a vontade de mudança e de combate às injustiças?
Se já era urgente lutar por uma democracia mais verdadeira e pela defesa das liberdades estes dois casos mostram bem que não podemos parar nem ceder ao medo. A luta é de todos e no próximo dia 22 apoiar a greve geral é essencial assim como ir para a rua mostrar o nosso descontentamento. Seja no dia 22, no 25 de Abril, no 1º de Maio ou na Primavera Portuguesa no dia 12 Maio. Para se ter direito à liberdade e à justiça temos de lutar por elas.

03
Fev
12

Em defesa dos transportes públicos

O secretário de Estado dos Transportes alegou hoje que a greve dos transportes convocada para quinta-feira vai custar 150 milhões de euros à economia portuguesa e destruir num dia o esforço de poupança feito num ano. Numa declaração política no Parlamento, Sérgio Monteiro disse também que as empresas de transportes públicos tiveram prejuízos superiores a 30 milhões de euros com o conjunto de greves de 2011″.
Os protestos por todo o país, eu não os sinto. E não os sinto porquê? Porque eles não representem a opinião da generalidade da população, representam a opinião de alguns, através das comissões de utentes, que não são mais que do que extensões de alguns dos partidos que hoje aqui mais vociferaram contra a política do Governo”, afirmou Sérgio Monteiro, depois de ter ouvido duras críticas da parte do PCP, BE e PEV.

Este discurso dos milhões somado ao incomodo que a greve causa a quem necessita dos transportes públicos consegue fazer com que muita gente se vire contra os grevistas. São prejudicados, muitos já pagaram o passe e não têm o serviço e custa dinheiro. Mas, na verdade quem está a fazer greve também está a perder um dia de trabalho, a sofrer pressões e ameaças em defesa de direitos, muitos deles que são de todos nós. Quem é mais prejudicado se os preços dos Transportes públicos aumentam brutalmente e o serviço é reduzido? São todos aqueles que dependem deles para se deslocarem todos os dias para os trabalhos e escolas. Somos todos nós que não temos um motorista à porta de casa à nossa espera.
Afirma o Secretário de Estado que o custo vai ser de 150 milhões. É muito dinheiro, mas ainda há poucos dias afirmaram que os 148 milhões que meteram no já privatizado BPN não iam influir no Orçamento de Estado (e já se fala de mais 600 milhões). Só numa coisa ele tem razão, na falta de reacção dos utentes que se lamentam em privado, em casa, nos locais de trabalho mas não assumem a luta na defesa dos seus direitos. Está na hora de dizer não a estes aumentos brutais e não aceitar a privatização dos transportes públicos em nome do lucro privado. Não é contra os grevistas que devemos virar a nossa frustração e indignação mas sim contra este governo e a pobreza e miséria que espalham pelo país.

11
Dez
11

O comboio da Democracia…descarrilou

Ouvi hoje a porta-voz da CP, Ana Portela, dizer que se os trabalhadores fizessem a greve planeada para dias 23, 24 e 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, o pagamento dos salários, estão em risco, invocando o prejuízo de mais de 2 milhões de euros com as greves efectuadas este ano. (Uma gota no oceano da dívida da CP que é de 3.3 mil milhões de euros). Mais, a dita cuja afirmou que normalmente pagam o salário de Dezembro no dia 23, mas com as greves marcadas para esse dias e seguintes não haveria dinheiro para pagar por não haver receitas de bilheteira. Vão pagar aos trabalhadores no dia 23 com as receitas de bilheteira de dia 23, 24 e 25?
Este tipo de atitudes, demagógicas e que procuram voltar trabalhadores contra trabalhadores e ameaçar quem faz greve é ilegal e imoral. Mostra bem o pensamento politico e pouco democrático de quem governa no quero posso e mando, desdenhando das leis. Já começaram ditaduras com gente mais democrática que esta e só a defesa da liberdade e do respeito pelos direitos consagrados na Constituição, feita por todos, nas ruas deste país. Há alguém interessado em ter um novo Botas, agora chamado de Gaspar, durante mais 48 anos. Eu já vivi lá e não gostei.

04
Dez
11

Afinal quem é que é violento?

A actuação da polícia, com agentes infiltrados na manifestação da greve geral de 24 de Novembro, que se mostrou serem os responsáveis da violência que aconteceu, tanto provocando eles próprios os confrontos, agredindo civis ilegalmente e acabando mesmo por entram em confronto com a própria policia que fazia o acompanhamento do protesto.
As declarações iniciais do Ministro e das forças policiais foram deploráveis, o comentários da Direcção Nacional da PSP ainda piores e há um coro de protestos de exigindo o apuramento de responsabilidades pelas ilegalidades cometidas e pela forma como pretenderam “contaminar com violência” um protesto pacifico e legal. Por exemplo o bastonário dos advogados Marinho e Pinto diz que actuação da PSP “vergonhosa e indigna” merece inquérito parlamentar. “Devem ser exemplarmente punidos os comandantes policiais ou membros do Governo que permitiram essas práticas.” “O objectivo dos agentes provocadores é desacreditar a contestação social à política do Governo”.“Pelo que me apercebi, tiveram atitudes mais radicais, para levar as pessoas a segui-los”. “Ficámos com dúvidas sobre se não foram outros agentes da PSP que lançaram cocktails molotov para as repartições de finanças.” Toda a informação, fotografias e videos no blog 5 Dias
Esta gente há muito que renegou a constituição e a lei e age como se de uma ditadura se tratasse. O pior é que não se pode ser uma ditadura enquanto houver cidadãos que não se calam e que teimam em denunciar e combater a prepotência e o ataque ás liberdades. Mas ainda pior para eles é que cada vez há mais gente a indignar-se, a ganhar consciência que uma mudança, não de governo, mas de sistema é urgente, a querer ter voz activa nas decisões. Há mais gente a debater ideias com outros, por todo o lado surgem grupos que se reúnem e pensam alternativas. Grupos todos unidos pela ideia de uma democracia mais participativa e mais verdadeira. E, não é só espalhadas por Portugal, por todo o mundo a indignação contra os governos submissos aos mercados criando desemprego, pobreza e miséria. Grupos todos diferentes na sua postura, todos independentes na sua acção, todos iguais nos objectivos.

22
Nov
11

GREVE GERAL e MANIFESTAÇÃO 24.11.2011

 Vem aí mais uma Greve Geral convocada pela CGTP e UGT juntas. Espera-se que a greve tenha uma boa adesão e paralise o país. Esta greve terá duas concentrações, uma às 11 horas no Rossio e outra às 15 em São Bento. Também a Plataforma 15.O se vai manifestar nesse dia, 14.30 horas, entre o Marquês de Pombal e São Bento, passando pelo Rossio.
Apoio esta greve, mas uma vez mais me parece que carece de eficácia e que em nada vai influenciar a discussão do Orçamento de Estado dentro do Parlamento. Chegou a hora de se fazer uma luta mais dura e feita para ganhar. Portugal e os portugueses não têm mais tempo para paninhos quentes e muito menos para agendas partidárias e sindicais. Os sindicatos são as organizações que legitimamente representam os trabalhadores e esse estatuto tem de os obrigar a combater o poder até ao fim. É isso que se lhes exige e foi para isso que os trabalhadores os elegeram.

Dia 24 GREVE GERAL
Manifestação 14.30 Marquês do Pomba l- Rossio – São Bento

PS: Dia 24 este blog vai fazer greve pelo que não publicará nada nesse dia. Desafio outros blogs a fazerem o mesmo mostrando o seu apoio a esta luta por um país onde as pessoas não sejam tratados como mercadoria nas mãos de banqueiros e políticos corruptos.

08
Set
11

Greves. Um perígo tumultuosamente colossal


“Uma onda de greves sistemáticas não teria outra consequência se não empobrecer mais o país e tornar mais difícil a vida de quem já tem uma vida muito difícil”, afirmouPaulo Portas no encerramento das Jornadas Parlamentares do CDS-PP, no Funchal. Portas reiterou que deveria ser melhorado em Portugal “o diálogo com os parceiros sociais democráticos, sejam os representantes dos empregadores, sejam os representantes dos trabalhadores.”

«Da parte da UGT, não vai haver greves sistemáticas, mas poderá haver greves para defender os direitos dos trabalhadores», disse João Proença. O secretário-geral da UGT considerou ainda que tem havido «falta de diálogo» por parte do Governo, mas admitiu que isso possa decorrer do pouco tempo em que o Executivo está em funçoes.

O Passos Coelho veio falar de não aceitar tumultos, mas o Paulo Portas que é mais inteligente escolheu as greves como alvo. Compreende-se que o Portas não queira greves que possam colocar em cauasa um governo onde tem grandes responsabilidades, mas que seja o Secretário Geral de uma Confederação Sindical a comprometer-se em não as fazer já é mais estranho. Quando os direitos de quem trabalha estão a ser completamente  usurpados pelo poder, mais desemprego é notícia diária de telejornal, os salários descem e os bens essenciais sobem violêntamento assim como os Impostos contrariamente aos direitos sociais em transformação para a caridadezinha um “sindicalista” compromete-se a não utilizar a sua melhor arma.
É no diálogo que tudo deve ser resolvido mesmo sabendo que este governo já nem se dá ao trabalho de fazer qualquer diálogo.
Os trabalhadores têm o direito de se defender da perda de direitos, (a que o governo gosta de se referir como regalias), e os cidadãos de lutar contra quem os quer fazer mais pobres ou contra quem os atira para a miséria e a fome. Se há que interromper este caminho, se é necessária mudar então todas as formas de luta que o possibilitem são legitimas. Se defendermos a nossa vida é um direito, defender a dos nossos filhos é uma obrigação. Que mundo e que amanhã lhes queremos entregar?

PS: Sabiam que do Orçamento do Estado saiem todos os anos meio milhãos de euros para pagar a sindicatos e organizações patronais por participarem na Consertação Social?

25
Nov
10

A Greve dos 3 milhões

Com a greve geral a chegar ao fim, Governo e sindicatos divergem na leitura dos factos. Ambos festejaram os números, mas por razões diferentes: para a CGTP e UGT, foi a maior greve da história, com três milhões de trabalhadores a aderir à jornada; para o Governo, “o país não parou”.
Quem tem razão? Se calhar nenhum, mas o importante não é o número nem é parar o pais. Importante mesmo é mudar, não só de politicas mas sobretudo de sistema. Acabar com a submissão do poder politico ao poder dos mercados, deixar de dar mais valor ao lucro que às pessoas, deixar de pensar a economia como um fim, mas como uma ferramenta de desenvolvimento. Há todo um país para desenvolver, maõs desempregadas ansiosas por trabalhar, campos abandonados à espera de serem produtivos, um mar imenso à espera de traineiras. Traineiras como aquelas que vi serem cortadas a meio por opção de uma  união europeia ao serviço do capitalismo e da ganância dos grandes grupos económicos.
Que mudou esta greve? Pouco, os portuguêses já se preparam para subtituir no governo um partido de alterne pelo outro, deixando tudo na mesma, esquecendo que não são as pessoas mas as politicas aquilo que os trama.
Valeu a pena fazer greve? Claro que valeu. Valeu porque mostrou que há muitos dispostos a lutar por melhores condições. Valeu porque mostrou que a capacidade de aceitação dos portuguêses a estas políticas está a chegar ao fim. Valeu porque lutar por melhores direitos e condições de vida vale sempre a pena.
Teria valido mesmo muito a pena, se representasse o inicio de uma luta, uma luta que não pode ser de feita só de esporádicos passeios a descer a Avenida da Liberdade ou de greves intermitentes. Como se gritava na manifestação, “greve geral daqui até ao carnaval”. Só parando efecivamente este país, não aceitando acabar com a luta sem saír se vencedor. Dificuldades seriam muitas, sacrificios ainda mais, mas isso é o que já nos pedem agora sem haver um horizonte de melhoria e esperança. Que mais terá de fazer este poder para que digamos, Já basta e o assumamos nas nossas mãos?

09
Out
10

Greve Geral… Até ao Carnaval?

foto familia

A CGTP e a UGT entenderam-se na necessidade de fazerem uma Greve Geral no próximo dia 24 de Outubro, coisa que já não acontecia desde os tempos negros do Cavaquismo. Nos tempos que vivemos, com o capitalismo a avançar e a atropelar tudo e todos na sua voragem, é bom ver que até a UGT, braço direito do sistema no movimento sindical, se vê empurrada a fazer alguma coisa.
Mesmo com os senhores do poder e do dinheiro a não se cansarem de realçar que é um direito os trabalhadores fazerem greve, e manifestarem compreenção pelas as suas razões, não deixam todos de acrescentar da sua inutilidade na alteração das politicas. Também eu acredito que, se a Greve Geral for um fim em vista e não o inicio de uma luta muito mais forte e destinada a vencer de pouco valerá. Faça-se uma greve de um dia, como demonstração de força e anuncie-se desde já uma outra de duração indeterminada. Pare-se este país até que tenham de nos ouvir. Greve Geral até ao Carnaval.
Está nas mãos de todos nós, daqueles que nunca pararam de lutar, dos que há muito só se queixam à familia e aos amigos, dos que habitualmente  ficam a ver futebol ou novelas, dos que não costumam fazer greve, de todos nós ganhar esta luta. Parem de se lamentar aos colegas ou no café e tenham a coragem de assumir nas vossas mãos um pouco do vosso destino. Vamos todos fazer alguma coisa para mudar isto. O capitalismo está  em crise e descarrega sobre nós os seus males. Está na hora de ripostar.

09
Jan
10

A Bruxa é outra, a maçã a mesma

Normalmente a perda de direitos tem sido realizada durante a discussão de uma nova lei, onde os sindicatos mais não fazem que tentar minimizar os danos; tentar perder o mínimo possível. O acordo entre os Professores e a Ministra da educação foi a inversão deste formato. Primeiro impuseram uma nova lei para agora se sentarem à mesa e ceder um pouco. O resultado é o mesmo, quem trabalha perdeu mais direitos, mas podendo os sindicatos cantar vitória.
Não conheço o texto de acordo que foi assinado mas já ouvi que o governo manteve as quotas para Muito Bom e Excelente e os sindicatos conseguiram garantir a progressão nos escalões para os professores avaliados com Bom. A carreira dos professores tem dez escalões com a progressão a acontecer de quatro em quatro anos (num dos escalões parece que é só de 2 anos). É toda uma carreira para só lá chegar perto da aposentação. O que a Ministra conseguiu foi fazer com que os classificados com Bom passem a poder ter de esperar sete anos para subir para o próximo degrau, o que muito provavelmente não vai permitir que nunca cheguem ao topo em tempo útil de carreira.

Nesta luta, que agora acabou, gostei de ver os professores unirem-se para lutar contra a injustiça, marcaram a diferença e fizeram-nos acreditar que a união é possível. Gostei de ver nascer uma plataforma onde se uniram todos os sindicatos. Não gostei de ver alguns muito preocupados em não deixar que esta luta tivesse chegado onde podia ter chegado, que tenham contemporizado e mesmo chegado mesmo a assinar memorandos de entendimento. Não gostei de ver a união da classe a esboroar-se mal prometeram um “rebuçado” a alguns dos professores. Não gostei de ver as outras carreiras da função pública não se terem unido aos professores engrossando a sua luta. Não gostei, como pai, de ver a recusa de união entre país e professores na defesa da escola pública de qualidade, optando antes por acusações mútuas. Não gosto de ver muitos parecer terem aprendido tão pouco nesta luta.

04
Jan
10

Não passa já da hora em que devia cair?

21
Dez
09

Greve aos Belmiros e companhia


Desconforto a milhões de portugueses por os trabalhadores estarem a defender os seus direitos, (e os nossos porque também chegará o dia em que nos quererão impor o mesmo)? Desconforto é sabermos que se frequentarmos os antros dos Belmiros e companhia estamos a pactuar com a exploração de mão-de-obra mal paga? Desconforto é saber que mesmo em ano de crise os lucros dessa gente subiu na ordem das centenas de milhões e mesmo assim não se coíbem de explorar ainda mais quem trabalha para eles e lhes permite serem cada vez mais ricos. Desconforto é saber a pressão e as ameaças que vão sofrer quem trabalha para aquela gente. Desconforto é saber que esta gente reina neste país com a bênção da nova lei do trabalho imposta por um governo que se diz socialista.
É por isso que vou fazer greve aos locais desse senhor, não só no dia 24, mas todos os dias. Belmiros, não obrigado

23
Nov
09

Uma vida precária

Nove de cada dez novos empregos são precários.

14
Nov
09

Flexibilidade que baste

Maria helena andre horas trabalho
Muitos podem acreditar que a nova Ministra do Trabalho, Maria Helena André, poderia ser uma boa noticia pelo seu passado sindicalista. Desenganem-se, embrulhado na nova imagem de dialogo que o Engenheiro deseja vender-nos, bastou ouvir uma entrevista para se notar que pouco ou nada podemos esperar na melhoria dos nossos direitos laborais, quer seja na segurança no emprego ou na precariedade do trabalho, mas podemos contar desde já com a imposição de uma ainda maior flexibilização dos horários de trabalho, colocando todo o nosso tempo e a nossa vida à disposição dos patrões. Vimos no que deu a flexibilização dos despedimentos, com a miséria a alastrar por todo o lado, sob o pretexto da crise embora vejamos empresas a apresentar milhões de lucros, vamos sofrer agora a praga da flexibilização dos horários de trabalho. Eu por mim estou farto de ser flexivel e chegou a altura de antes quebrar de flexibilixar. Acabemos já com essa treta da concertação social, onde cada vez que os sindicatos reúnem com os patrões/governo, só negoceiam a extensão dos direitos que vamos perder dessa vez. Está na hora de falar claro e assumir a luta pela reconquista de muitos direitos que nos têm sido retirados ao longo dos anos. São os trabalhadores que têm a força nas suas mãos se tiverem a coragem de a utilizar. São eles que podem parar este país, são eles que produzem a riqueza dos patrões. São eles quem pode alterar este marasmo em que caímos e, em que cada dia, somos menos seres humanos e mais ferramentas do capitalismo.

11
Jun
09

A condecoração da hipocrisia

Cavaco Silva João Proença 10 junho 2009

Cavaco Silva condecorou, por mérito, a UGT na pessoa do Proença de Carvalho. Quando o Capitalismo recompensa aqueles que deviam representar os trabalhadores e defender os seus direitos contra esse mesmo capitalismo algo está errado. Todos sabemos que a UGT só existe para ser a Central Sindical boa, para ser o contraponto da Central Sindical má. Um pouco como o policia bom e o policia mau. Ambos cumprem a sua função; A CGTP contesta, a UGT assina e viabiliza os acordos em nosso nome. Ao ser condecorada pelo Sr. Silva, a UGT, recebe o reconhecimento pelos serviços prestados, não a quem os deviam representar, os trabalhadores, mas a quem o Sr. Silva representa, o capitalismo e a exploração no trabalho. Momentos em que a falta de vergonha se confunde a própria hipocrisia e logo no dia de Portugal.


09
Jun
09

Chapéus há muitos, unidade só há uma

socrates chapéus há muitos

Mais de mil polícias foram a São Bento entregar os seus bonés ao Engenheiro reclamando das suas politicas e contra Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública. Pena é que nesta manifestação não estivessem também os professores a entregar os livros de ponto, os funcionários públicos, os carimbos, os enfermeiros, as seringas, os médicos e todos os outros que fazem lutas “privadas” contra os mesmos males que este governo lhes quer impor. Deveriam hoje como já há muito deviam todos ter estado na luta dos professores, dos enfermeiros, e na de todos eles. Só unindo as nossas vozes na defesa dos outros podemos esperar que os outros nos apoiem a nós quando necessitamos. Os problemas são idênticos para todos mas continuam a fazer as lutas isolados. Para que serve então uma Central Sindical? Não deveria promover a união do que não devia estar dividido?
Este governo já está preso por fios, há muito que muitos ministros já deviam ter caído. Vamos unir-nos todos e vamos correr com esta gente de uma vez por todas. Vamos criar uma nova forma de encarar as lutas pelos nossos direitos baseda na união e na solidariedade de todas as profissões. Vamos todos exigir aos nossos sindicatos que promovam a unidade. Vamos correr com a canalha. Vamos dizer que não aceitamos as “ordens” que nos impõe a União Europeia. Vamos todos dizer “Mais Não”.





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