Archive for the 'Medo' Category



06
Out
12

O dia em que o Coelho se fez galinha

 Bratislava, Eslováquia – O primeiro-ministro considerou hoje que a sua presença na reunião do grupo “Amigos da Coesão”, em Bratislava, que o levou a faltar às comemorações do 5 de Outubro, era “indispensável”. “Eu fiz-me representar na anterior reunião e não quis deixar, como primeiro-ministro, de estar presente naquela que poderia ser a última reunião antes da maratona negocial que se vai realizar em Novembro.

Isto até podia ser considerada uma atitude louvável se não se soubesse que os Primeiros Ministros de Espanha, Itália e Grécia faltaram à reunião o que prova que de “indispensável” não tinha nada. O que realmente fez foi fugir do seu povo num dia em que se sabia que a contestação podia sair à rua. Foi medo porque se fosse vergonha já não seria mau. Medo do povo que diz governar, medo do povo que a que o seu Ministro das Finanças chama de “o melhor povo do mundo”. Este 5 de Outubro foi o dia em que o Coelho se transformou em galinha.

05
Out
12

Pânico no 5 de Outubro

5 de outubro: a República proclamada… à porta fechada. Sem primeiro-ministro, longe do povo e pela última vez antes do fim do feriado, esta será uma data comemorada quase às escondidas. 112 anos depois chegámos ao dia em que pela primeira vez o chefe de Governo não vai estar nas comemorações e as cerimónias oficiais (com direito a discurso do Presidente da República) não decorrerão no Largo do Município, mas num outro espaço logo ali ao lado, o Pátio da Galé.

Desde que Cavaco Silva chegou à Presidência, em 2006, os jardins do Palácio de Belém estavam abertos ao público no dia da República, e próprio chefe de Estado costumava aparecer e contactar com os visitantes mas este ano os jardins de Belém não abrirão ao público por «razões de contenção de custos», disse à Lusa fonte oficial da Presidência da República.
Bem podem falar de contenção de custos que é evidente que é medo que os faz esconderem-se por detrás de portas. Quando se chega a um momento em que os governante têm medo do seu povo isso quer dizer que a democracia já não existe. Quando só saem à rua com reforços policiais, entram pelas portas das traseiras para evitar contactos com os cidadãos e levam para dentro de portas e transformam em privadas celebrações que sempre foram públicas é porque o medo já se transformou em terror e vivem num constante pânico. Esse é um momento em que já só representam os seus donos e a democracia está morta. Também é este o momento em que temos nós que reconstruir uma nova democracia, mais participativa e mais verdadeira. Uma democracia que vai exigir o empenho e a participação de todos mas que vale a pena pois assim poderemos construir um futuro para todos alternativo a este a que nos querem condenar de precariedade, desemprego, fome e miséria. Está na hora de a exigirmos e a construirmos.

03
Ago
12

A Gaiola do Pontal

 

A tradicional festa do Pontal, que marca a rentrée política do PSD, realiza-se este ano dentro de portas. Reduzir custos e logística e não perturbar turistas são os motivos invocados pelos sociais-democratas para deslocar a festa, marcada para 14 de Agosto, do Calçadão de Quarteira para o recinto do Aquashow Park Hotel na mesma localidade.

Uma noticia irrelevante não fosse por mostrar o mau estado da nossa democracia. Pelo “engano”, pela “esperteza saloia”, “pela mentira institucionalizada” de justificarem a mudança com perturbar os turistas, como se isso alguma vez os tivesse impedido ou incomodado, e não pela verdadeira razão, essa sim mais grave numa democracia, de os eleitos terem medo da contestação dos eleitores. Quando se chega a este ponto, então os eleitos já não representam os eleitores e têm de sair. Porque mentiram na campanha eleitoral, porque governam para alguns abandonando os cidadãos à sua sorte, porque se mostram incompetentes em resolver os problemas que prometeram resolver, por serem um governo de trapalhões e aldrabões.

13
Jul
12

Debate do Estado da Nação

 

17
Jun
12

Os namoros de costume

O Governo quer chegar ao próximo Conselho Europeu “com uma posição conjunta sobre os instrumentos que Portugal deve usar para enfrentar a crise”, pelo que vai fazer “uma aproximação” ao PS.  O líder do PS, António José Seguro já garantiu a “disponibilidade total” para tentar chegar a um acordo com o Governo.

Fazem-se as malfeitorias,  aquilo a que chamam de “reformas estruturais”, acabando com direitos laborais, direitos sociais, privatizando tudo, da electricidade às águas e depois, quando estão mais aflitos, vendem a ideia da inevitabilidade, depois dos acordos, (entre falsas zangas de namorados), da concertação e dos largos consensos. Disto tudo o que acaba sempre por acontecer é mais austeridade para muitos e mais riqueza para alguns com as injustiças sociais a agravarem-se e a fome a bater à porta de muitas casas (quando ainda há casa). Infelizmente, se há muito PS e PSD são duas faces da mesma moeda agora cada vez mais são as faces da vergonha de uma politica que esquece os povos em nome dos mercados e da ganancia de alguns.
A busca de alternativas há muito que deixou de ser uma necessidade e se tornou uma urgência que não pode ser adiada. Uma alternativa nova, que não seja uma reciclagem deste modelo falido mas que repense conceitos e objectivos, que não aceite direitos “inalienáveis” quando se trate do grande capital e a inevitabilidade para todos os outros. Uma alternativa que não fique estagnada no poder vigente que a controla com as suas leis feitas à medida para o servir. Uma alternativa em que as politicas sirvam as pessoas e não uma classe dirigente de vendidos e dos seus lacaios. Isto é possível se houver a vontade e sobretudo a determinação de construir essa nova sociedade, esquecendo os egoísmos, as invejas e os medos.

02
Jun
12

Começaram as festas da cidade

Como tinha acontecido com a EsColA da Fontinha no Porto foi agora a vez de em Lisboa  a casa de São Lázaro ter sido desocupada pela força policial. Mais uma vez um espaço devoluto, degradado e negligenciado há diversos anos é retirado a quem o procurava recuperar e colocar ao serviço da comunidade. Neste caso a história é engraçada porque carregada de ilegalidades e hipocrisias. Ilegalidade porque a primeira tentativa de desocupação foi travada por uma providência cautelar pois a CML tinha alterado as regras, passando de 90 para 10 dias o prazo de desocupação sem passar pela Assembleia Municipal. Hipócrita porque para ultrapassar a Providencia cautelar decretada pelo juiz vem alegar o interesse público para logo de seguida mandar emparedar portas e janelas condenando aquele edifício a voltar à utilização que teve durante muitos anos; ser refugio parar ratos e baratas.
Existem quase cinco mil prédios devolutos e a degradarem-se sem que se veja um plano ou uma ideia de como os recuperar e devolver à cidade. Mas existe também o medo de que alguns cidadãos possam demonstrar que é possível mudar esta estagnação, fazerem pelas suas próprias mãos arranjos nessas casas e transforma-las em espaços vivos e que possam ser utilizados pelos moradores dessa zona. A vergonha de quem não faz nem deixa fazer.
Como se isso não bastasse ainda a manifestação de centena e meia de cidadãos que se manifestou pacificamente em protesto pela desocupação foram cercados por um aparato policial digno de um filme demonstrando o medo que este poder tem da voz daqueles que desmascaram a sua incompetência. É que para recuperar uma casa não é necessário um milhão como afirmam, mas sim a boa vontade de quem realmente quer fazer a diferença.

26
Maio
12

As Sereias da Europa


Cantam a salvação da Euro mas condenam a Europa  a morrer afogada nas sua própria austeridade. Se não taparmos os ouvidos ao canto desta gente estamos a caminho do nosso fim. 

19
Maio
12

Um turista de outro mundo

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, parte esta quinta-feira em viagem oficial a Timor-Leste, Indonésia, Austrália e Singapura. Por um período de dez dias, é a mais longa deslocação desde que chegou a Belém.

Com a Europa a viver uma tragédia grega, o desemprego a bater recordes lá vai o Sr. Silva fazer umas férias para o outro lado do mundo. Certo é que vai promulgar a nova lei laboral antes de embarcar e depois durante dez dias vai dizer que não fala de politica interna quando está no estrangeiro. Mais uma vez vai fugir para não ter de assumir as responsabilidades daquilo que vai fazer. Um número já visto e repetido muitas vezes. Na verdade, e apesar dos momentos difíceis que atravessa a Europa e o Mundo, é que ninguém vai sentir a sua falta e para os funcionários do Palácio vão ser dez dias de paz e sossego sem aquela gente a chatear. Boa viagem Sr. Presidente, gaste lá mais uns milhares dos milhões que o Estado, (nós) lhe oferecemos todos para governar o Palácio e não tenha pressa de voltar que não vai deixar muitas saudades por cá. Para mim não deixa mesmo nenhumas.

24
Abr
12

Exibicionismo policial

«PSP prepara tolerância zero nas «manifs» do 25 de Abril. Com o 38º aniversário do 25 de Abril a aproximar-se, assim como a celebração do 1º de Maio, a PSP recebeu orientação de impedir todos os desfiles ou acções de rua que não obedeçam aos procedimentos legais para a sua realização.É uma reacção ao que sucedeu a 22 de Março, dia da última greve geral.

Quem tem de assumir a tolerância zero contra a repressão e o fascismo somos todos nós. Este clima de intimidação publica e de criminalização dos protestos mais “ruidosos” e incómodos é que têm de ser banidos e não aceites por ninguém. Em Portugal não existem factos que comprovem nem que justifiquem este clima de opressão criado por um exagerado e visível corpo de segurança policial e muito menos de repressão activa. Não é aceitável que numa sociedade que se reclama democrática e livre se utilize a provocação e a força para calar protestos e indignação perante as mentiras e o abuso de poder que este governo representa e corporiza. A criação artificial pública do medo e a justificação antecipada da repressão que pretendem praticar sobre vozes incomodas que contestam, não só as politicas assassinas deste governo, mas o próprio sistema de ditadura dos mercados exigindo uma democracia verdadeira em que o poder esteja centrado nas pessoas e não na criação e sustento dos grandes grupos económicos. Mas, a indignação não se silencia e cada vez mais pessoas sentem na pele que o roubo aos seus salários e aos seus direitos só serve para alimentar a gula e a ganância dos mercados, mesmo que isso signifique que sejam atiradas para a pobreza e a miséria. A mudança faz-se na rua com ou sem exibicionismo policial porque a única coisa de que devemos ter medo é de ter medo.

13
Abr
12

As novas ditaduras na Europa do Sec.XXI

José Durão Barroso, antigo primeiro-ministro de Portugal e actual presidente da Comissão Europeia alertou os sindicatos e movimentos populares na Europa que, se não aceitarem os pacotes de austeridade, se podem instalar ditaduras militares em Espanha, Grécia e Portugal.

Quero acreditar que o “Cherne” nos está a avisar e não a ameaçar. Quero mas tenho dificuldade porque o que nos pede é que aceitemos abdicar dos nossos direitos e da nossa liberdade para evitarmos que nos tirem esses direitos e essas liberdades e a razão para termos de fazer esta escolha vem da politica económica e neo-liberal que ele próprio defende. O que nos está a dizer é que aceitemos bovinamente a pobreza, o fim dos direitos laborais e sociais ou então nos põem a bota cardada em cima. Se isto não é uma declaração de guerra e o desrespeito total pela já minimalista democracia que temos então não sei o que será. Sinais não faltam, desde a nova lei que em Espanha pretende criminalizar e até associar ao terrorismo quem faça desobediência civil pacifica ou em Portugal quando se procura diabolizar e provocar os movimentos sociais que se recusam empacotar-se na “contestação bem comportada” e inócua dos partidos mais è esquerda da nossa Democracia Par(a)lamentar. Já vivi no tempo de uma bota, a salazarenta, e não tenho vontade nenhuma de viver debaixo de outra pelo que não me vou calar nem deixar de lutar por todos os meios à minha disposição pelo fim deste sistema e destas politicas.
De tudo isto há pelo menos uma coisa positiva, é a demonstração de que os movimentos sociais, pacíficos, apartidários e que defendem uma nova forma de democracia mais verdadeira os começa a assustar. Como sempre o poder ameaçado responde com violência, mas não há força bruta que alguma vez vença a força da razão. Pode oprimi-la, mas um dia, mais cedo ou mais tarde, vence sempre.

10
Abr
12

Não há vida sem água

A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, reafirmou o interesse do Governo em concessionar os serviços de abastecimento de água, Assunção Cristas sustentou que o preço terá “de reflectir o custo” desse abastecimento, pelo que  inevitavelmente esse preço terá de aumentar.

Tudo pode e deve ser privatizado até a água um bem essencial à vida. Não existe limite na ganancia desta gente. Começa-se por, inevitavelmente, aumentar o preço da água para que o negócio se torne mais atractivo e lucrativo para aqueles que vierem a ser os seus donos. A água, um bem publico e que devia ser de todos vai ser entregue nas mãos gulosas de alguns que, como aconteceu com os combustiveis e está a começar a acontecer com a electricidade, poderão aumentar os preços a seu belo prazer por não nos deixarem qualquer alternativa. É pagar ou morrer de sede.
Até quando vamos aceitar que sejam alguns a enriquecer com aquilo que devia ser de todos? Até quando vamos permitir que a especulação e a ganancia nos roubem os nossos direitos e até os bens essenciais à vida? Se há luta que valha a pena lutar e em que não podemos vacilar é esta. Ou confiam que os grandes tubarões da finança não vão utilizar a água para nos roubarem uma vez mais?

05
Abr
12

Os policias não são máquinas

Alguns agentes da PSP envolvidos em agressões no Chiado, em Lisboa, no dia da greve de dia 22 de Março deverão ser punidos. O relatório da Inspecção-Geral da Administração Interna sustenta a abertura de processos disciplinares aos polícias que agrediram manifestantes e jornalistas.

Não tenho nenhuma simpatia especial por policias, sobretudo por alguns a quem muitas vezes o poder que lhes é concedido pela profissão lhes sobe à cabeça. Sei que como nós também são gente com vidas próprias, sentimentos, emoções, problemas e que também passam por dificuldades financeiras criadas pelo sistema mercantilista em que vivemos.
Sendo as policias forças altamente hierarquizadas não se compreende que os processos sejam aplicados somente aos policias e não às suas chefias tendo como responsavel final o próprio Ministro que, confirmada as agressões a cidadãos livres na prática do seu direito constitucional de manifestação, se deveria demitir. Mesmo não havendo qualquer justificação para uma acção tão brutal, ou a carga policial foi mal executada e isso nos remete para uma deficiente formação dos policias ou então foi ordenada por um superior a mando do Ministro, coisa que não estranho se notarmos que os casos de atropelo ao nosso direito à indignação se tornaram mais frequentes  após a posse deste governo, o que evidentemente não é coincidência. Demita-se Sr. Ministro.


PS: Se os policias acabarem por ser os únicos a sofrerem punições por aquilo que aconteceu o melhor que têm a fazer é passarem-se para o lado dos manifestantes e ajudarem a correr com este governo e esta canalha que nos governa. Afinal a sua função é prender ladrões e os seus cúmplices.


27
Mar
12

O Fado consumado

O Presidente da República comentou os incidentes ocorridos durante a greve geral do passado dia 22, em Lisboa, lamentando os casos e defendendo esclarecimentos. «Lamento profundamente que dois fotojornalistas tenham sido atingidos durante os distúrbios a que as forças de segurança tiveram que fazer face», declarou Cavaco Silva.

Mais um que só lamenta a agressão policial aos fotojornalistas esquecendo todos os outros que pacificamente se manifestavam, passeavam ou simplesmente bebiam qualquer coisa nas esplanadas do local. Mais um que antes de saber o que se passou, ou sabendo porque presenciado pelos média, que o digam os tais jornalistas agredidos, prefere aguardar mais um inquérito que como tantos outros acabará em nada mas apontando já a culpa a distúrbios que obrigaram as forças de segurança a agir. Já acusou, julgou e condenou.
Que fica então para ser inquirido no tal inquérito? Os fotojornalistas.

25
Mar
12

A frieza violenta do poder

Quando vemos a policia e o ministro a desculparem-se pelas agressões de que foram vitimas dois jornalistas propondo que futuramente não se misturem com os manifestantes, percebemos que todos os outros, à excepção dos jornalistas, merecem ser agredidos e espancados por participarem numa manifestação. Não importa que o direito à manifestação seja um direito consagrado na Constituição, não importa se estão ou não a praticar qualquer acto de violência, não importa o sexo ou idade. São carne para bater.
Se só isto já demonstra o neo-fascismo desta gente, pior é quando percebemos que para além dos manifestantes, também aqueles que por ali estejam ou passem também são alvos potenciais. Não reconhecem qualquer valor às pessoas, são indiferentes à justiça dos seus actos e desprezam a  sua existência. Elas não contam, só a manutenção do poder e a repressão sobre os que não calam a sua indignação e a sua razão são importantes.  Esta é a gente que temos no governo do nosso país.
23
Mar
12

Os cães do poder

Já tardava e a violência contra aqueles que pensam fora do sistema em busca de saídas para o futuro para onde hoje nos empurram. Soltaram os cães e eles investiram sobre os manifestantes batendo em tudo e em todos. Abriram-se muitas cabeças e marcaram a carne de muita gente, manifestantes pacíficos, jornalistas, transeuntes ou até sobre quem calmamente saboreava um café ou uma cerveja nas esplanadas do Chiado. Num comunicado a policia já veio afirmar que em próximas manifestações os jornalistas não devem estar dentro da manifestação ou arriscam-se a serem também eles agredidos. É que a policia quando marra leva tudo à sua frente não interessa quem é, o que fez ou porque está ali. Mordem. Talvez pelo bom desempenho o Ministro lhes tenha dado hoje o direito a ração extra.

Mas nada disto é inocente, nota-se a evidente vontade que o poder tem que exista o confronto físico para justificarem mais segurança e a retirada de mais direitos e liberdades aos cidadãos. Não gostam que seja com a voz, com as palavras e com a razão que se conteste esta política e que se desmascare esta gente que tira tudo a quem pouco tinha para dar tudo a quem já tinha quase tudo. Já nos atacaram e reduziram o nível de vida, os direitos laborais e falta agora os cívicos.




Indignados Lisboa
Abril 2021
S T Q Q S S D
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Blog Stats

  • 720.497 hits


<span>%d</span> bloggers like this: