Archive for the 'PCP' Category

18
Jan
13

Mais uma manha paralamentar

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Hoje de manha passei em frente a uma televisão que transmitia em directo mais um debate parlamentar com a presença de Sua Exª o Aldrabão Passos Coelho. Nada disto é novo, 230 deputados, alguns membros do governo, um monte de funcionários, jornalistas, técnicos, policias e sei lá que mais numa perda de tempo para saloio ver. Não seio o que disseram, imagino que o PCP e o BE criticaram fortemente o governo e ouviram como resposta que o que dizem não serve para nada, o PS criticou e pôs-se em bicos dos pés afirmando-se como possível alternativa, o PSD e o CDS criticaram o PS por não apresentar propostas e o Passos Coelho fez o seu auto-elogio, acenando com a inevitabilidade das medidas e pintando o futuro deste país com as mais lindas cores do mundo. Nada de novo, nada de construtivo e certamente que ao fim de todas aquelas horas o que dali saiu não criou um emprego, nem impediu a perda de muitos, não melhorou as condições de vida de ninguém, não impediu nenhum disparate do governo nem mudou nada de nada. Nada, zero, um exercício de retórica inócuo, um teatro paralamentar sem interesse algum.

Este governo continua a governar como quer e lhe apetece não respeitando nada nem ninguém, sejam as oposições, a Constituição, as leis ou os cidadãos, cria miséria, fome, desemprego, destruição da economia, perda de direitos e até a morte de alguns sem uma hesitação ou um qualquer sinal de preocupação. Perante isto as oposições nada mais fazem que alguns protestos de ocasião, mais preocupadas com as próximas eleições que com o país real. Mas podem fazer mais e por isso reitero aqui a minha proposta a todos os deputados que não queiram pactuar com o que está a acontecer, que queiram evitar a tragédia, a que já vivemos e a que se aproxima com a destruição do Estado Social, a de que abandonem o Parlamento, saiam, recusem-se a colaborar ou dar cobertura “democrática” ao que está a acontecer. Saiam do Parlamento, não participem e atirem com uma pedra ao charco politico em que vivemos. Algo teria de acontecer, a democracia teria de dar uma resposta e este governo perderia toda a legitimidade (que há muito não tem mas que o jogo politico vai disfarçando). Abandonem o Parlamento e juntem-se àqueles que cá fora protestam e exigem mais democracia, mais directa, mais participativa e mais justa. Não aceitem ser parte do sistema dando-lhe cobertura, saiam do parlamento e façam parte da mudança. Os cidadãos estarão na rua à vossa espera de braços abertos se o fizerem.

06
Dez
12

A União da Esquerda

jeronimo sousa joao semedo catarina martins vem ai os bloquistas

20
Jul
12

Políticos. Como os vejo. Jerónimo Sousa

 

Coerente no discurso que há anos se repete incessantemente sem atingir nenhum fim. Tão preocupado com a legalidade de tudo o que faz que acaba por não fazer o que podia e devia. Preso ao sistema que ele próprio condena pelo que acaba por viver no seu seio.

06
Abr
12

Das mentiras do Macedo ao beijo de Judas do Filipe

Desculpem lá voltar ao assunto da carga policial que aconteceu no Chiado no dia da Greve Geral, mas fico chateado quando há gente a partir cabeças à minha volta de pessoas que simplesmente estavam ali a exercer o sei direito de cidadania, seja a tomar uma bebida numa esplanada, passear, ver montras ou manifestar pacificamente o seu desagrado contra o vergonhoso sistema que enriquece alguns à custa da pobreza de todos os outros. Agora para comentar a visita do Ministro ao “paralamento”. «Não houve uma intervenção gratuita no Chiado», disse Miguel Macedo aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. «Só depois de estar instalada uma situação de desordem pública» e dos manifestantes terem «provocado» e «praticado agressões aos agentes de autoridade» é que polícia interveio. «Quando foi forçada a intervir fê-lo de forma legítima em reacção às agressões e para repor a ordem pública», «nos termos da lei». «Não é o excesso de um, dois, três ou quatro agentes, que tiveram um comportamento desadequado que deve desmerecer o comportamento da PSP».

Chateia-me que este Ministro, a quem a minha companheira já há muitos anos dizia lembrar-lhe a cara de um nazi, vir fazer afirmações falsas, sabendo eu que são falsas porque estive lá e vi e até pelos vídeos que já correm a net, e atirar com todas as culpas para as costas de dois ou três policias que tiveram o azar de ser filmados em acções de violência gratuita e dois dos atingidos serem jornalistas. Fico sem saber se o castigo é por terem abusado da violência ou se por se terem deixado filmar a praticá-la.
Mas não fica por aqui, Miguel Macedo esclareceu ainda que os acontecimentos no Chiado surgiram numa manifestação que nada teve a ver com o desfile organizado pela central sindical CGTP. Segundo o ministro, a manifestação da CGTP decorreu sem incidentes.
Podia discordar relembrando também as cabeças partidas pelos gorilas da segurança da CGTP entre o grupo dos precários que tiveram a ousadia de tentar entrar na praça de São Bento, mas prefiro as afirmações do Deputado António Filipe que disse que não se poder responsabilizar apenas um agente, considerando que a intervenção no Chiado foi «particularmente» infeliz, porque as imagens percorreram o Mundo. Porém, sublinhou que não punha «as mãos no fogo por alguns manifestantes».
Primeiro não me parece que para um deputado de um partido que viveu a clandestinidade, a perseguição, a falta de liberdade e de democracia, fique bem considerar que aquilo que aconteceu no Chiado só é particularmente infeliz por haver imagens a correr o mundo. Não, isso não foi o mais grave, o mais grave foi o ter acontecido. Talvez para o deputado que não gosta de ver movimentos sociais independentes a desmascararem a inócua contestação social que mais não parece desejar que retirar a pressão à panela para que tudo fique como está. Talvez o deputado não ponha as mãos no fogo por alguns manifestantes, mas eu por si também não ponho as minhas e muito menos o meu voto.

 

17
Ago
11

Sem oposição no calr do Verão

PS, PCP e Bloco de Esquerda chumbam o discurso de Passos Coelho. Os socialistas acusam o Governo de tomar uma única medida para o crescimento económico ou para cortar na despesa. PCP e Bloco de Esquerda acusam Passos Coelho de fazer chantagem com os portugueses quando fala em sacrifícios.Custa-me a entender que a oposição a este  governo, que tem aproveitado o Verão para anunciar gravissimas medidas para os cidadãos e para o país,  e pouco mais faz que algumas declarações para mostrar a sua discordancia enquanto esperam pelo fim das Férias. O que se está a passar é grave demais para não haver já uma mobilização e acções contra estas políticas e estes politicos. Quando o Passos Coelho pede que se evite o clima de conflito social mostra exactamente qual o único caminho a seguir; o do conflito social. Do PS não espero grande coisa para além de uns discursos de ocasião e uns floreados oposicionistas no Parlamento, mas do BE e do PCP esperava-se que estivessem já na rua e não a apanhar sol em alguma praia do Algarve.  Este governo tem de ser travado e já.

01
Mar
11

A pin-up à moda de 1917

De volta às pin-up
22
Fev
11

A arma de destruição Massiva do PCP

Talvez sem se aperceber o Bloco de Esquerda acabou por fazer um grande favor ao PCP quando apresentou a sua Moção de Censura e depois quando respondeu ao anuncio do seu chumbo pelo PSD e CDS com a promessa de também ele não viabilizar uma outra Moção apresentada pela Direita. Fica assim o PCP com a única  Moção de Censura que pode passar no Parlamento. Vai ser engraçado ver PSD e CDS aprovar uma Moção dos “comunistas que comem criancinhas ao pequeno-almoço” e o BE roer as unhas por ver todo o protagonismo nas mãos do PCP.



Indignados Lisboa
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