Archive for the 'Publico' Category



31
Maio
09

A privatização do PREC

socrates Rangel PREC privatizado

Um dia depois de ouvir Sócrates acusá-lo de querer privatizar sectores como saúde e educação, Paulo Rangel respondeu às críticas do líder do PS, acusando-o de falar “como se estivesse no PREC”.
“Ele fala como se estivesse no PREC. Parece que quer que só haja iniciativa pública”, afirmou o candidato europeu do PSD no almoço do American Club, em Lisboa.

O puto do Rangel resolveu falar sobre aquilo que pelos vistos não sabe nada. Para falar do PREC ainda vai ter de comer muita “Papa Maizena”. (Seria talvez engraçado alguém fazer o exercício de imaginar qual seria o estado deste país se aquilo que chamaram de “Processo Revolucionário em Curso” não tivesse sido sabotado e quais os direitos que essa sabotagem nos retirou). Mas, é de privatizações que se fala e é engraçado vir o Rangel tentar empurrar o Engenheiro para a Esquerda (tentativa desesperada para tentar mostrar que há diferenças entre os dois partidos?). Desde o fim do PREC que PS e PSD não fizeram outra coisa que privatizar tudo quanto era público, desde a banca, aos combustíveis, á electricidade, às águas, ás estradas e já pouco falta para privatizarem o próprio estado (se é que ainda não está, porque acaba a servir mais os interesses privados que os públicos).
Está nas nossas mãos travarmos esta gente e as suas pérfidas tarefas de destruir o publica e o social. Temos de correr com eles e exigir uma verdadeira democracia em que a vontade dos cidadãos seja respeitada. Quem está no governo deve estar para servir quem o elege e não o grande capital internacional.

18
Mar
09

Escola Cigana

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A direcção do agrupamento de escolas de Barqueiros, em Barcelos, classifica de «exemplo de integração» o projecto educativo local para crianças de etnia cigana, minimizando as circunstâncias das aulas serem em separado e ministradas num contentor. «Não é pelo facto de se ter recorrido a um contentor que há racismo ou discriminação», acrescentou, considerando «um absurdo» que alguém considere «racista» um projecto de inclusão social.

Será que tiraram à sorte quem ficava no edifício da escola e quem ficava no contentor?

11
Fev
09

Raças Perigosas XXI – Augusto Santos Silva

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O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, indica que “está em curso uma tentativa de assassinato político e moral de José Sócrates” numa entrevista hoje publicada no “Jornal de Notícias”. Augusto Santos Silva aproveitou igualmente para nomear as várias “campanhas” dos últimos anos contra o PS: “A cabala da Casa Pia em 2003, a campanha negra de 2005 e os poderes ocultos de 2009”.
In [Publico]

Até pode ser que esteja cheio de razão, mas para quem já teve de engolir a história da licenciatura mais as assinaturas nos projectos lá da terrinha e a certeza das promessas nunca cumpridas, não nos custa a acreditar que não tenha. Fugas de informação podem ser crime, mas em nada alteram os factos que revelam.
Este senhor, num momento em que muitos falam de medo, nem que seja para assustar os que o não tinham, que já nos disse que gosta de malhar na esquerda plebeia ou chic,” tornou-se na verdade no cão de guarda do Engenheiro.

06
Fev
09

Ovelha Negra

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O ex-ministro da Saúde António Correia de Campos admite a existência de «excessos» e até de «fraudes» no sector, classificando-as como «perfeitamente normais». «Que haja dois, três, cinco por cento de fraudes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) é perfeitamente natural»
Correia de Campos tem consciência de que o sector não é impermeável a fraudes e atribui as mesmas à «organização humana». «Em todas as grandes organizações há sempre ovelhas escuras, ranhosas, ovelhas negras», disse, assegurando que continua a defender a transformação dos hospitais em EPE: «É uma linha absolutamente lógica que tem naturalmente os seus riscos, como todas as reformas».

Que dizer que seja mais claro que as palavras desta Ovelha Negra da Saúde em Portugal. Só fica a indignação, e a certeza que não é gente desta que aceita a fraude na administração pública como algo perfeitamente normal que quero no governo deste Jardim. Não é certamente esse o país onde que quero partilhar e deixar aos meus filhos.

03
Fev
09

Falências e desemprego

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«A GlaxoSmithKline (GSK) está a planear cortar cerca de 6000 postos de trabalho em todo o mundo, de acordo com a imprensa britânica, segundo a qual esta decisão surge na sequência dos resultados anuais da empresa. O segundo maior grupo farmacêutico tem escritórios em Lisboa e emprega 202 pessoas em Portugal, que não se sabe se serão abrangidas por esta medida. Segundo a imprensa, os cortes na Glaxo reflectem também uma descida significativa nas vendas face à concorrência dos medicamentos genéricos.»

Em Davos, os senhores do mundo reuniram-se durante vários dias e saíram de lá sem soluções para a crise. Só esta semana foram anunciados mais de 230 mil empregos. Só na União Europeia já se ultrapassaram os 18 milhões e esse número parece não querer parar de subir. A culpa é da crise, dizem-nos. Vemos os têxteis fechar por falta de encomendas e logo a seguir é uma de agulhas porque os têxteis deixaram de encomendar. Diminui a produção de automóveis e as fábricas que fabricam cablagens ou estofos declaram falência. É a bola de neve da crise a apanhar tudo e todos. Neste momento qualquer empresa que decida despedir não é questionada e esse acto é considerado natural. Mas será que todos os despedimentos a que assistimos são realmente causados pela crise? Será que não há por aí muito gestor oportunista que apanha boleia da crise para fazer uma limpeza nos seus trabalhadores? Como é que um grupo farmacêutico é apanhado na crise? Deixaram as pessoas de necessitar de remédios? A própria Quimonda, afirmou que declarava falência para fazer uma reestruturação. Até quando vamos nós assistir a todos estes despedimentos como se de uma fatalidade se tratasse?
Portugal é um país onde paulatinamente os nossos “parceiros” europeus foram retirando toda a capacidade produtiva, deixando-nos ainda mais na dependência de comprar lá fora tudo o que necessitamos. Somos um país de serviços e um local de férias dos europeus. Não poderemos aproveitar este momento para darmos a volta ao problema e alterarmos a nossa forma de criarmos um futuro?
Em vez de andar o estado a meter o nosso dinheiro em empresas privadas sem qualquer garantia de resolver seja lá o que for, porque não assume o Estado a nacionalização das empresas que declaram falência? Fica com as instalações, a tecnologia e o “now-how” e oferece aos trabalhadores dessas empresas a possibilidade de serem eles a salvar a empresa, a pegarem no seu futuro nas suas mãos. Se, como dizem, a crise é coisa para durar um ou dois anos, então passado esse tempo o esforço destes trabalhadores poderá ser recompensado e a sua vida melhorar. Não será altura de tentarmos fazer a diferença, de alterar alguma coisa e de deixarmos de “oferecer” dinheiro àqueles que, quando tinham lucros cantavam de galo, muitas vezes tentavam fugir ao fisco e nada se preocupavam com o país, para o utilizarmos em beneficio deste país. Ajudar quem trabalha e vive neste país é sem dúvida muito mais justo e a melhor forma de enfrentarmos o futuro.

01
Fev
09

Que raio de CITIUS este

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A juíza Solange Hasse considera que a independência dos tribunais está ameaçada pelo poder político e denuncia que o programa informático Citius, que está sob a alçada do Ministério da Justiça, onde os magistrados passam a emitir os despachos é vulnerável a intromissões do poder político, que podem consultar e alterar os processos. «Permite a intromissão do poder político nas duas magistraturas».«O poder político, através do Ministério da Justiça, tem a possibilidade de ler em cada momento o que um juiz escreve em determinado processo».

Solange Hasse denuncia ainda que qualquer funcionário com perfil de administrador do sistema pode alterar uma decisão judicial.

Com a ideia de corrupção que percorre toda a nossa sociedade e onde o poder politico não está inocentado, só o ser possível imaginar-se que pode meter as mãos nos processos é inaceitável. Já muitos suspeitam de alguma promiscuidade entre as leis que o poder politica aprova e a incapacidade da justiça em acusar e quando o consegue condenar a corrupção neste país. A oposição feita à criação de leis que a combatam, como aconteceu com o pacote João Cravinho, mostra que há muita gente que gosta de ver a lei ser permissiva e que os mecanismos que poderiam combater efectivamente a corrupção são tabus. Ver essa mesma gente a ter uma ferramenta que possa mexer nos processos e alterar dados seria transformar este “CITIUS” num autêntico paraíso para os corruptos.

13
Jan
09

A Fonte do ouro

teixeira-dos-santos-fonte-oiro«As linhas de apoio aos mecanismos de seguro de crédito, com o objectivo de dinamizar a actividade económica e as exportações, foram lançadas hoje. O protocolo de dois mil milhões de euros, assinado entre o Governo e cinco seguradoras no âmbito do novo regime de seguro de crédito, é a primeira tranche de um total de quatro mil milhões.
“O seguro de crédito “assume uma importância vital paras as empresas como instrumento essencial para as exportações, ao permitir cobrir o risco de não recebimento dos pagamentos de fornecimentos efectuados a clientes no estrangeiro por empresas portuguesas”.»

Eis mais 4 mil Milhões que surgem do nada. Nunca vi o estado ter tantos mil milhões para distribuir e gastar. Nunca tanta disponibilidade de milhares de milhões para a saúde, educação, segurança social, cultura. (Ainda me lembre de recentemente fecharem museus por não haver dinheiro para contratar um guarda). O peso do estado era o principal responsável pela crise eterna que vivíamos. Cada funcionário publico, o vírus que infestava e corrompia a economia. Cada euro público gasto em politicas sociais, uma tragédia, mas agora cada milhão gasto com os privados passam a ser uma luz em direcção à salvação. Conseguiram finalmente aquilo que mais desejam, que o dinheiro público, os nossos impostos, sirvam para financiar o privado. Dinheiro que parecia não existir e que agora brota aos mil milhões todos os dias. Fantástico.




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