Archive for the 'Religião' Category

06
Nov
09

O casamento gay e o Ribeiro e Castro

ribeiro e castro paulo portas casamento gay
Uma nova legislatura, um novo parlamento e a velha questão do casamento gay. Já se viu que o Engenheiro gosta de lançar uma questão “fracturante” no início das legislaturas para se tentar vender como progressista e de esquerda (e fazer esquecer os verdadeiros problemas). Desta vez é o casamento homossexual que está na berra, (depois de o PS se ter recusado a resolve-lo na legislatura anterior), e claro, quem sai a terreiro para manifestar a sua opinião de que o casamento só devia ser permitido entre homens e mulheres, exigindo um referendo, é o CDS, aqui na voz do Ribeiro e Castro. Eu, honestamente não me preocupa minimamente que gays possam casar entre si ou não, mas sabendo que isso é um desejo que têm manifestado, não vejo porque não se lhes resolve o problema de vez. Querem casar, pois que casem. Choca-me mais ver o Ribeiro e Castro, depois da maneira como foi tratado, denegrido, ofendido, traído e escorraçado da liderança do seu partido pelo Paulo Portas, tenha vindo a correr para se atirar para os seus braços mal ele lhe assobie. Isto sim é algo degradante.

22
Out
09

O Inquisidor

Mario David o inquisidor
Mário David, deputado do Parlamento Europeu, eleito nas listas do PSD, incentivou José Saramago a abdicar da cidadania portuguesa e confessou ter «vergonha de o [José Saramago] ter como compatriota». Para Mário David, «a outorga do Prémio Nobel (…) não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas», razão por que diz ter «vergonha» de ter Saramago «como compatriota».

Pelos vistos o PSD “afina” mesmo com o Saramago. Já em1992, o subsecretário da Cultura, Souza Lara, vetou a candidatura do romance “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de José Saramago, ao Prémio Literário Europeu, justificando tal decisão dizendo que a obra não representava Portugal mas, antes, desunia o povo português. Agora é a vez deste tal Mário David, que pela galeria de fotografias da sua página na internet anda muito mal acompanhado com gente como o Berlusconi, Durão Barroso e até o Papa, se vir armar em Inquisidor recusando a liberdade de cada um dar a sua opinião sobre seja lá que assunto for. Quem desejar dizer-lhe o que pensa pode faze-lo aqui : http://www.mariodavid.eu/contactos Eu já lá fui.


03
Jul
09

Os cornos da nação

Manuel Pinho cornos

Durante o debate do Estado da Nação, Manuel Pinho colocou um “par de cornos” numa resposta a um aparte de deputado Bernardino Soares, fazendo a indignação da Assembleia da Republica, obrigando o governo na voz do Engenheiro a fazer um pedido de desculpas e que culminou com a própria demissão do Ministro. Boa viagem para o seu Allgarve, acelere para os seus jogos de golf que não lhe vamos sentir a falta. Não tenho pena do Ministro nem quero dizer que o Bernardino merecesse o par de cornos que lhe ofereceram, mas quem sabe se os nossos cidadãos e até talvez os politicos, fizessem mais manguitos e chamassem os bois pelos nomes o estado da nação não fosse aquele que é hoje. Este país está a bater no fundo e os nossos politicos só ajudam a afundá-lo.


16
Jun
09

O Google, o Koogle e o resto

Benjamin Netanyahu, koogle

Graças ao Koogle, os judeus ortodoxos já estão autorizados pelos rabinos a utilizar a Internet. Este motor de busca kosher bloqueia o acesso a todos os conteúdos proibidos pela lei judaica, como todo o material sexualmente explícito.
O Koogle, cujo nome é um trocadilho com o prato tradicional judeu kugel e o motor de busca Google, foi criado com o apoio de rabinos ultra-ortodoxos e bloqueia todos os conteúdos menos próprios, como a maioria das fotografias de mulheres, que os rabinos consideram “imodestas”. Os links para notícias israelitas e sites de compras são também filtrados, para que itens proibidos pelos rabinos, como televisões, não sejam visíveis. Mesmo o sabat, o dia de descanso semanal dos judeus, também é respeitado. O site não permite qualquer compra online neste dia em que a lei religiosa proíbe todos os tipos de trabalho e negócio.

Tanto criticam os ocidentais o fundamentalismo religioso de alguns e a falta de liberdade que existe em certos países como a China mas não parecem incomodados que os que chamam de “amigos” não tenham um comportamento melhor que eles. Se a este triste espectáculo de falta de liberdade e de fundamentalismo não bastasse temos ainda a sua postura criminosa e expansionista para com a palestina. O projecto apresentado pelo primeiro-ministro israelita. Benjamin Netanyahu, para a criação de um estado palestiniano seria uma ofensa para qualquer um de nós ao limitar os direitos de se ser livre e soberano no seu próprio país. Isto para não falar da continuação do crescimento de colonatos em áreas ocupadas e que desejam definitivamente anexadas. Que diriam os nossos hipócritas dirigentes ocidentais se não fosse o compadrio e cumplicidade que têm com o estado de Israel? Por muito menos encontraram justificação para invadir o Iraque, destruir o Líbano e ameaçar o Irão.
Nada tenho contra nenhum credo ou raça, acredito que todos têm o direito à sua existência e à sua liberdade, não aceito é que em nome de uma religião ou de um povo se matem inocentes e se pratiquem barbaridades. Não aceito é que o governo que me representa se coloque de um lado da barricada sem olhar á justiça ou à razão só por inconfessáveis interesses. Estou farto da política da hipocrisia.

14
Jun
09

Ele há eleições boas e eleições aborrecidas

Ahmadinejad vitoria eleicoes

O presidente cessante do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou hoje a ocorrência de tumultos na capital iraniana depois de conhecidos os resultados da eleição presidencial. Ahmadinejad, que considerou a sua reeleição “uma grande vitória”, acrescentou que as eleições foram “totalmente livres”, apesar de os apoiantes do seu opositor Hussein Moussavi terem saído às ruas para protestarem contra os resultados das eleições. Segundo o ministro do Interior, Sadegh Mahsouli, Ahmadinejad, 52 anos, obteve 24527516 votos (62,63 por cento) enquanto o conservador moderado Hussein Moussavi obteve 13216411 votos (33,75 por cento).

Presidente cessante? Já têm a sua queda programada? Honestamente não sei se as eleições no Irão foram livres ou não, mas o que sabia era que se o candidato apoiado pelo ocidente ganhasse seria considerada uma vitória da democracia, mas se o a vitória sorrisse a Ahmanidejad então a sua legitimidade e a honestidade seriam sempre contestadas. Não me enganei e a democracia acabou com confrontos provocados pelos ditos maiores democratas. Não apoio o Ahmanidejad porque não apoio qualquer fundamentalismo, mas não posso deixar de estranhar que surgirem confrontos sempre que o candidato do ocidente não ganha. A ideia que dá é que há aqui muita mão de serviços secretos nestas revoltas. Não me esqueço que em Portugal houve uma revolução e hoje sabemos bem que muitos dólares e muitas tramóias foram feitas para s destruir. Ainda hoje pagamos o preço da actividade dos Frank Carlucci’s, das suas negociatas e dos traidores que se deixaram comprar pelos seus dólares. Sabemos bem os seus nomes e o que ganharam em troca. Conhecemos bens os métodos dos que se dizem defensores da liberdade e da democracia. Enquanto houver dois pesos e duas medidas os povos continuarão a sofrer por mais livres e honestas que sejam as eleições. Vivemos tempos de mentira e enganos.


29
Maio
09

Ódio obscurantista

Joao Cesar das neves pudica BE
Um amigo deste blog teve a simpatia de me chamar a atenção para um texto do João César das Neves publicado no DN. Deixo aqui o texto e nem me parece necessário fazer comentários, tal a,….nem sei como lhe chamar. Um regresso das ideias do obscurantismo, do puritanismo, do anti-comunismo primário, (só faltou dizer que comem criancinhas ao pequeno-almoço) e da mais negra e bolorenta mentalidade. Custa imaginar que haja quem pense como este César vomita palavras.

Aqui fica o texto para que todos o possam ler.

A educação sexual é indispensável na formação de todos. Por isso, as escolas devem interessar-se pelo tema e dar aulas sérias e formativas. Há anos que a questão é discutida nos meios didácticos e políticos e o Parlamento tem analisado sucessivos projectos de lei. Apesar disso, a educação sexual não melhorou nem se prevê que melhore nas próximas décadas em Portugal. Os responsáveis só complicam um assunto que não precisa de ajuda para ser difícil.
A educação política também é essencial e as escolas devem incluí-la. Mas que pensaria se esses programas lectivos fossem baseados nos projectos de um partido minoritário e extremista, por exemplo o Bloco de Esquerda? Que acharia se na escola as crianças e jovens aprendessem que “a energia deve ser pública” (porque não o pão?), que no meio da crise se deve adoptar a semana de 35 horas e palermices semelhantes? Para não falar na ditadura do proletariado e revolução permanente, escondidas nas suas raízes maoístas e trotskistas. Seria um terrível abuso do sistema educativo.
É exactamente essa infâmia que tem sido cometida nos últimos anos no campo da educação sexual escolar. Um grupo de iluminados, defendendo fanaticamente posições extremistas que assumem como únicas razoáveis, tem capturado o ensino impondo essas ideias como “educação sexual”. Ideias que, por acaso, são opostas às da maioria das famílias portuguesas, que esses especialistas desprezam como conservadora e tacanha, pretendendo iluminá-la do alto da sua ciência.
De forma sub-reptícia nos corredores do ministério ou abertamente nos debates políticos, tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, auto denominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava “porcalhões”. As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança, e há perfeita equivalência entre todas as opções sexuais. Pudor, castidade e matrimónio são disparates.
Já deve ter reparado que no nosso tempo existe uma intensa controvérsia acerca das questões da família e do sexo. Aspectos consensuais há milénios são momentaneamente polémicos e vivemos enorme confusão de valores e critérios. Isso não nos deve escandalizar, porque todas as gerações têm os seus debates fundamentais. Se vivêssemos há uns séculos, ver-nos-íamos envolvidos em discussões, hoje abstrusas, acerca do sistema político, empresarial ou religioso. Aliás são os mesmos activistas revolucionários que, órfãos dessas antigas lutas político-económicas, vêm agora atacar a instituição familiar com a fúria dos velhos combates laborais. A alcova substituiu a empresa e o direito à greve foi trocado pelo direito ao deboche. Os esquerdistas andam agora paradoxalmente aliados a marialvas e proxenetas.
Em consequência, o Governo, incapaz de resolver desemprego e falências, preocupa-se com a facilitação do divórcio dos casais e a promoção do casamento de homossexuais. Os ministros, que fizeram explodir o défice, subsidiam abortos e querem distribuir preservativos gratuitos nas escolas. O mais incrível é não se darem conta do ridículo. As gerações futuras vão rir à grande com a tolice dos nossos políticos que pateticamente se encarniçam a regular o baixo-ventre.
Devemos terçar armas nas lutas do momento mas sem temer pelos valores vitais. Em breve, as posições extremistas contra o matrimónio e a castidade, hoje julgadas indiscutíveis e gritadas com fúria, serão tão cómicas e obsoletas como são as ideias económicas do Bloco de Esquerda, tão respeitadas há 50 anos (altura em que também o PS as defendia). As tolices acabam sempre vencidas. O mal são as vítimas que criam entretanto.
Felizmente, não são os partidos, deputados e especialistas em educação que dão aulas, mas os professores. Professores que em geral têm filhos e amam a família. O mundo é sempre melhor que a caricatura legal.

20
Mar
09

Ratzingão em África

ratzinger-abstinencia-divina

No avião que o levava à capital de Camarões, a partir de Roma, o Papa Bento VI afirmou que não se podia “solucionar o problema da Aids”, pandemia devastadora na África, “com a distribuição de preservativos”. “Ao contrário, a sua utilização agrava o problema”, afirmou. O Vaticano se opõe a todas as formas de contracepção diferentes da abstinência e reprova o uso do preservativo, mesmo por motivos profiláticos (prevenção de doenças).

Porque bastará a teimosia de um fundamentalismo, em nome do amor, da vida, para condenar milhões à morte com Sida. Vai para África pregar a abstinência e provavelmente deve pensar que alguém o vai ouvir e lhe vai fazer a vontade. O pior é se o ouvem a afirmar que não devem nunca usar preservativo. Se pecarem, pois que iniciem ainda em vida o caminho para o inferno eterno. Raios parta este Ratzinguer que “ressuscita” um padre que nega a existência do holocausto, excomunga uma criança de nove anos e com 30 quilos só porque lhe salvaram a vida ao fazerem-lhe um aborto de três gémeos, frutos da violação do pai e agora aconselha o suicídio a milhões de africanos. Raios o partam.





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