Archive for the 'Saúde' Category

20
Jun
13

Esta gente mata

paulo Macedo Autópsia de um crime anunciadao

 

Eis uma notícia que nem necessita que se diga mais nada. Está lá a verdade deste sistema e a desumanidade desta gente. Criminosos

Saúde para todos ou só para quem pode pagar?
Observatório Português dos Sistemas de Saúde admite que há sinais de uma «agenda não universalista» no acesso à saúde, mas lembra que esta opção carece de «legitimação política explícita»

O relatório do Observatório  coloca o dedo numa das várias «feridas» do Sistema Nacional de Saúde: a visão política que gere actualmente a saúde em Portugal. O relatório assume que existem «sinais de uma agenda não universalista» no acesso aos cuidados de saúde. O documento, conhecido esta terça-feira, aponta ainda o dedo ao Governo por não avaliar o impacto da crise na saúde dos portugueses e considera que as «taxas moderadoras» são «falsas».

O Relatório Primavera 2013 foi apresentado na Fundação Gulbenkian, numa cerimónia a que o ministro Paulo Macedo faltou. A presença estava prevista, mas não foi confirmada. Esta é a primeira vez, em 14 anos, que o ministério da Saúde não marca presença. As críticas do relatório, nomeadamente, aos «cortes violentos» que foram «além da troika» no sector, podem ser a causa do «desconforto» do Executivo. Mas o documento aponta ainda uma critica mais profunda.

O sistema de saúde português assenta na concepção universalista (constitucional), ou seja, «nos princípios de um seguro público de saúde: pagar enquanto se pode, de acordo com os rendimentos de cada um, para receber mais tarde quando se precisa», lê-se no relatório que explica: «Isto significa precisamente estar protegido de pagar na pior altura, quando se está doente».

A esta visão contrapõe-se uma outra alternativa política, não universalista, que consiste no recusar de um seguro público universal, ou seja, «quem pode paga, quem não pode é “assistido” pelo Estado. O relatório alerta precisamente para os sinais de existência de uma «agenda não universalista», que defende o relatório, «requer legitimação política explícita». Este é um dos factores que está a ameaçar a sustentabilidade política do SNS que sofre ainda da «ausência de uma linha clara de orientação no investimento em saúde», da «desmotivação dos profissionais» e da «insatisfação de uma população mais vulnerável com a resposta do SNS». Ainda assim, o relatório reconhece que no campo da sustentabilidade financeira, o ministério tomou diversas medidas que contribuíram para o objectivo.

Mais de que um diagnóstico das políticas do Governo em matéria de saúde, o relatório retrata também o país que temos hoje. Perante um SNS que em parte se «degrada», mas que ainda resiste, é preciso lembrar que a pobreza e o desemprego, a experiência real das pessoas, têm efeitos na saúde. Algumas das principais conclusões revelam que a crise provocou um aumento dos suicídios e das depressões e levou a que muitos portugueses [inclusive um terço dos idosos] não tenham dinheiro para comprar medicamentos, óculos ou aparelhos auditivos.

As falhas apontadas ao Governo, juntam-se também críticas ao Memorando de Entendimento. Apesar de fazerem parte da troika instituições europeias, um dos princípios do Tratado de Maastricht foi ignorado. «Um dos maiores progressos, a nível internacional, da concepção e posicionamento das políticas de saúde no conjunto das políticas públicas, foi a inscrição no Tratado de Maastricht, do princípio segundo o qual a adopção de qualquer outra política devia tomar em consideração a análise prévia dos seus impactes sobre a saúde», lembra-se.

Em 2012, o Governo introduziu um aumento nas taxas moderadoras. Uma medida que previa reduzir a utilização desnecessária dos serviços de saúde, mas que, para o Observatório, se transformou numa barreira, para muitos cidadãos no acesso à saúde.

«Há múltiplos indícios de que o empobrecimento dos portugueses, associado à extensão e aumento substancial das falsas taxas moderadoras e a dificuldades crescentes com os transportes (para além da evolução dos tempos de espera), dificultam o acesso aos cuidados de saúde de muitos portugueses», lê-se no documento que acusa: «as designadas taxas moderadoras não o são. São pagamentos no ato da prestação dos cuidados».

14
Abr
13

Gente sem vergonha

vitor gaspar the unfair gaspar

Os doentes e os desempregados vão ser os primeiros a sofrer pelas más contas do Governo, que previa 1300 milhões de euros em receitas inconstitucionais. Na reunião do Ecofin, o ministro das Finanças terá apresentado aos congéneres europeus uma solução que passa, em primeira instância, por cortes nos cerca de 419.360 beneficiários de subsídios de desemprego e dos 94.840 beneficiários de subsídios de doença.

Vivemos numa sociedade onde é considerado bom ser-se bem educado. Em principio concordo que não devemos andar por aí a chamar nomes aos outros, mas há momentos em que a indignação se torna tão grande, que o nojo por certas pessoas se torna tão enjoativo que ser bem educado é mandá-los à merda. É que ser-se um filho-da-puta tem limites. Fazem merda, lixam tudo, pior sabem que estão  a fazer merda, sabem que estão a lixar tudo e no fim ainda se vingam e descarregam sobre os mais fracos e os que já vivem em desespero. Estes bandalhos apresentam um orçamento carregado de inconstitucionalidades, acabam a culpar o Tribunal por chumbar essas normas e como retaliação vão bater nos mais fracos, nos que estão mais desprotegidos e com menor capacidade de retaliar, os que vivem na agonia do desemprego ou na doença. Em nenhum momento mostraram a mínima vontade de encontrar receitas ou cortar despesas com bancos, PPP’s, assessores, auditorias ou pareceres. Em nenhum momento se lembraram de olhar para onde o dinheiro não falta. Não, é com os que já vivem no limite da vida, nos que mais necessitam do apoio. É nesses que cortam. Filhos-da puta

09
Abr
13

A saga continua

vitor gaspar maos de tesoura e a arvor das patacas

Felizmente há algum tempo que me deixei de assistir a noticiários nas nossas televisões por uma questão de sanidade mental, mas hoje, nem sei porquê resolvi sentar-me em frente ao televisor e carregar no botão. Fiquei completamente horrorizado com a campanha a que assisti. Desde a chantagem dos nossos “amigos” europeus que ameaçam cortar com o dinheiro, ao arrebanhar de comentadores, uns para criticarem o Tribunal Constitucional por ter cumprido com a sua função de fazer respeitar a lei inscrita na Constituição,  outros para nos mostrarem já onde o governo vai obrigatoriamente ter de cortar, na saúde, na educação e na segurança social, com a sugestão de milhares de despedimentos na função pública. Eram 2 mil milhões aqui, mais 700 milhões acolá, mais 1500 milhões noutro lado, mais mil milhões por todo lado. Aquilo somado dava muitos milhares de milhões sem haver quem dissesse que o Tribunal Constitucional só cortou 1300 milhões. Se fizerem todos os cortes que foram anunciando vamos ser um país riquíssimo heio de gente sem um pão para comer. É que nos jornais os cortes já se transformam em mais impostos e o IRS para os funcionários públicos vai subir. É um fartar vilanagem. Mas não refilem, tenham medo porque já paira a ameaça de não haver dinheiro para pagar os salários de Abril (a próxima tranche de ajuda só estava prevista chegar em Maio), Este país entrou em loucura e a comunicação social já está a fazer a cabeça das pessoas para a inevitabilidade, para aguentarem e calarem. Ah, e afinal o tal relatório do FMI, a dizer aquilo que o governo pediu para lá vir escrito e que era só um estudo, uma achega ao debate da “refundação do estado” agora já é a Bíblia dos próximos tempos e há que começar a cumprir com os seus mandamentos.  Mais gente para o desemprego, mais cortes nos salários, nos subsídios, aumento das taxas moderadoras, das propinas, dos horários de trabalho, da idade da reforma e sei la´que mais. Ah, e para a semana troika vem de novo a Portugal entregar mais um caderninho de exigências e medidas e quem sabe um segundo resgate. Realmente não somos a Grécia mas alguém me vai ter de explicar a diferença que não seja um ano de atraso na rota da miséria.
O Bastonário da Ordem dos Médicos já veio avisar que se houver mais cortes na saúde há o perigo de começarem a morrer mais gente nos hospitais por falta de condições. A Troika mata e tudo em nome do lucro, dos mercados.

Num país onde o Mexia da EDP ganha 8500 euros por dia e onde o tal bandalho do Ulrich, veio dizer que os portugueses aguentam, a pergunta a fazer. Vamos mesmo aguentar ou vamos dizer basta? vamos ficar parados a assistir a mais esta vergonha? Vamos ficar à espera que alguém se lembre de convocar mais uma manifestação para daqui a uns meses?

12
Jan
13

Cuidado com a Machadada final

passos coelho vitor gaspar miguel relvas trabalho feito

 Por mais que esta escumalha que está a destruir o país diga que o relatório do FMI é só uma base de estudo para o corte nas despesas do Estado todos sabem que aquelas eram as medidas que este governo gostava de aplicar. A criação de uma Comissão parlamentar tentando que esta seja presidida por alguém do Partido Socialista não passa de um truque para tentar diluir responsabilidades e tentar tapar o sol com uma peneira. Mas, mesmo considerando o documento do FMI, pelo qual pagaram milhões de euros, seja só uma base de trabalho isso já seria inaceitável pois nada ali é aproveitável. A base de trabalho devia ser a realidade da vida dos portugueses, dos milhões de pobres, dos milhares de sem abrigo, das centenas de milhares de desempregados, dos milhões de precários e dos milhares de boys e das suas mordomias, os negócios ruinosos para o Estado e milionários para os especuladores, e já agora os negócios do BPN e do BANIF para não falar das privatizações das empresas públicas lucrativas ou do dinheiro da Segurança Social perdido em jogos da bolsa.

Importante mesmo é travar este processo e dizer não à destruição do estado social. Querem dinheiro, retirem-no das suas mordomias e do dinheiro que distribuem pelos amigos e pelos especuladores. Não aceitem pagar juros especulativos de uma dívida que nem é nossa. Esta é uma luta que é de todos e que tem de ser travada agora. Quem ficar em casa, quem pensar que não vale a pena, quem deixar para os outros aquilo que também é da sua responsabilidade que depois não se queixe dos males que lhe acontecerem, de não ter um serviço de saúde digno, da escoa dos seus filhos não ter condições ou de ter mais tarde de sobreviver com uma pensão de miséria. A defesa dos nossos direitos tem de ser feita hoje, porque é hoje que eles lhes querem dar a machadada final. Este governo vai cair mais cedo ou mais tarde mas não vamos permitir que antes disse nos retire aquilo que demoramos tantos anos de luta a conquistar.

PS: Hoje esteve quase a não haver bonecos do Kaos porque o meu rato resolveu ganhar vida própria e não fazer nada daquilo que lhe pedia. Felizmente encontrei um outro que, embora já reformado por também ele já não ser de grande confiança, tornou possível fazer o boneco.

29
Dez
12

SNS só para gente com saúde

Paulo Macedo nao fiques doente

O secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa, afirmou que “Se nós, cada um dos cidadãos, não fizermos qualquer coisa para reduzir o potencial de um dia sermos doentes, por mais impostos que possamos cobrar aos cidadãos, o SNS será, mais tarde ou mais cedo, insustentável”.

Qual a função do SNS? Que eu saiba é prestar assistência médica aos cidadãos que dela necessitem. É claro que é obrigação de cada um de nós cuidar o melhor que pode da sua pessoa até porque ninguém gosta de estar doente. Só que isso não se escolhe e na maior parte das vezes não se pode evitar. A afirmação do Secretário de Estado é ridícula, não quando afirma que devemos tentar reduzir o potencial de ficarmos doentes, (melhor alimentação, menos excessos ajudam), mas quando colocar o SNS em causa afirmando que ficará insustentável se não o fizermos. O SNS só ficará insustentável se persistirmos numa politica em que o dinheiro dos impostos é canalizado directamente para os agiotas através do pagamento dos juros de uma dívida que só foi contraída para pagar os excessos da banca e para tornar o país dependente e fácil de pilhar. Quando pago os meus impostos espero que esse dinheiro seja canalizado para os serviços públicos, saúde, educação, segurança social etc. Saber que, quando trabalho muito daquilo que faço é para encher os bolsos de agiotas irrita-me. Quero um SNS de qualidade, não quero sentir-me culpado nem apontar o dedo quando vir alguém fumar um cigarro ou comer um doce.

21
Nov
12

A canção dos gatunos

A direcção do PSD voltou esta noite a apelar a António José Seguro que participe no debate sobre a redefinição das funções do Estado, argumentando que o PS tem “responsabilidades especiais” e a “obrigação” de entrar nessa discussão. “Existe a obrigação de todos de participarem no debate estrutural do Estado por razões de qualidade dos serviços e também por razões orçamentais”, disse Moreira da Silva, lembrando que a maioria quer concluir essa redefinição “do ponto de vista conceptual das funções do Esrtado” até Fevereiro. Num reiterado apelo ao secretário-geral socialista, António José Seguro, o vice-presidente do PSD repetiu: “O PS não pode deixar de estar presente”. O Governo quer cortar até 2014 quatro mil milhões de euros em despesa.
Moreira da Silva desafiou ainda os socialistas “a clarificarem” a sua posição sobre a despesa pública. ” Ou assumem que querem reduzir a despesa para evitar aumentar impostos, como nós queremos, ou decidem que não se deve reduzir despesa mas têm que assumir que querem aumento de impostos”,Esta gente é mesmo reles. Primeiro sobem os Impostos a um nível que se torna insuportável para os cidadãos e para a própria economia do país, destruindo empregos e empresas e agora vêm matar o estado social com a ameaça de ou isso ou mais impostos. Esta “refundação do Estado Social” que querem ter pronta até Fevereiro vai ser mais um ataque à dignidade e a condenação à mais profunda miséria e até à morte de milhares de cidadãos. É por o saberem e também porque para muitas das mudanças que desejam fazer necessitarem de alterar a Constituição que esta cambada de gatunos vem pedir batatinhas ao PS. Assustador é saber que este PS não é de confiança e, em troca de alguns favores ainda lhes faz o favor. Se o país já está mal, se as pessoas já passam por enormes dificuldades imagine-se o desespero quando as reformas forem cortadas, o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública destruídos e os apoios sociais cancelados. Claro que tudo isto não será feito de uma vez só, mas vai ser colocada a primeira tábua no caixão onde nos pretendem enterrar. Ou se calhar nem isso porque, para está escória da sociedade que assaltou o poder, uma vala comum serve-nos muito bem.
Está na hora de dizermos definitivamente não, de correr com a bandidagem e construir uma sociedade mais justa, mais assente numa verdadeira democracia participativa, na liberdade de escolhermos o nosso próprio caminho e na dignidade de todo os ser humano. Não pode ficar para amanhã tem de começar já hoje e todos, mas mesmo todos, têm de sair para a rua impondo a mudança.
05
Nov
12

O SNS do Futuro…próximo

 

O Passos Coelho já avisou que agora pretende refundar o Estado, uma estranha forma de dizer que pretende destruir o Estado Social. Também já avisaram que para o ano serão cortes de 4 mil milhões em funções sociais. ou seja saúde educação e segurança social. Prevê-se por isso que para breve  o Serviço Nacional de Saúde, uma das maiores conquista do 25 de Abril, venha a ser destruído na sue essência. Não vai acabar porque esta gente é pérfida, vão deixar um SNS para pobres, um SNS sem condições e onde quem possa nunca recorrerá. Sorriem os grandes grupos económicos de saúde e as seguradoras.
Esta é a minha visão do Serviço Nacional de Saúde do futuro.

30
Set
12

A mama não acaba

O Estado português concedeu em 2011 benefícios fiscais de quase mil milhões de euros a 40 empresas, segundo dados publicados pelo Ministério das Finanças.
No total, o Estado concedeu no ano passado benefícios fiscais em sede de IRC a perto de 11 mil empresas (10.834), num total de 1370 milhões de euros, o que representa quase um quinto do défice de 2011. Assim, 0,37% das empresas com benefícios fiscais arrecadaram 972,7 milhões de euros, o que corresponde a 71% do total concedido.
Na lista disponibilizada, destacam-se claramente duas empresas, a Livermore Lda e a Aljardi SGPS, com benefícios fiscais de respectivamente 217 milhões e 160 milhões de euros. Seguem-se a Itasant, a Broadshit Gibraltar e a Malpensa, com benefícios de respectivamente 78,3 milhões, 76,3 milhões e 48,4 milhões de euros. Estas cinco empresas recebiam estes benefícios por terem sede na Zona Franca da Madeira.
A Livermore é uma sociedade unipessoal com actividade na consultoria de serviços, segundo a informação dos directórios on-line de empresas, onde não se identifica o seu proprietário. A Aljardi é uma holding do Grupo Santander com actividade na finança e seguros.
A Itasant é uma gestora de participações sociais também unipessoal, enquanto a Malpensa e a Broadshit Gibraltar são ambas consultoras – a primeira de serviços e a segunda de projectos.
As primeiras 22 empresas da lista de beneficiários de IRC em 2011 têm na sua esmagadora maioria sede na Zona Franca da Madeira, com três excepções: PT Ventures (do grupo PT), Portucel e o Banco BPI, com benefícios de respectivamente 40,2 milhões, 27,7 milhões e 16,3 milhões. Algumas delas deixaram entretanto este centro de negócios.
Nos lugares seguintes surgem algumas grandes empresas nacionais: a Autoeuropa (23ª, com quase oito milhões), a PT (24ª, 7,9 milhões), ou Celbi (26ª, com 7,3 milhões). A Lactogal está em 33º (5,6 milhões) e o BCP em 38º (4,9 milhões).
Os 1370 milhões de euros atribuídos em benefícios fiscais às empresas representam 18,86% do défice de 7262 milhões de euros que o Estado teve no ano passado (4,2% do PIB, segundo foi comunicado a Bruxelas), conseguido apenas com recurso a uma medida extraordinária. [Publico]
Há mais algum comentário a fazer a esta noticia que a própria noticia? Chamar-lhes porcos, mamões, canalhas  alivia mas não resolve. Roubam-nos, tiram-nos tudo o que levamos anos a conquistar, saúde pública, educação, justiça, transportes, reformas, direitos laborais, e sei lá que mais, atiram centenas de milhares para o desemprego e milhões para a precariedade, pobreza e miséria. Aumentam brutalmente os impostos sobre quem trabalha e dão benesses a empresas que nada produzem a não ser especulação. Beneficia-se quem se esconde na zona Franca e a banca com grandes culpas na situação a que chegámos. Uma vergonha a que a indignação começa a ser pouco. Há alternativas e estes números mostram-nas bem. Rua com esta canalha toda já.

29
Set
12

Racionar a vida

No parecer solicitado pelo Ministério da Saúde o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defende que o racionamento de tratamentos é legítimo e deve ser feito depois de ouvidos os médicos, os gestores e os doentes. Em entrevista à Antena 1, Miguel Oliveira da Silva, presidente deste órgão consultivo, afirma que “não só é legítimo como, mais do que isso, desejável”.  “Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo“, diz.”Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros? Tudo isso tem de ser muito transparente e muito claro, envolvendo todos os interessados”, sustenta.

Já há algum tempo num debate a Manuela Ferreira Leite e o empregado do grande merceeiro, o António Barreto tinham questionado se valeria a pena pagar os tratamentos mais caros a que quem tivesse mais de 70 anos. Esta gente só pensa em números e colocam-nos acima das pessoas. Agora é um Conselho que se diz da ética da vida que quer racionar os tratamentos dizendo que não podem ser para todos. Sorteia-se ou escolhe-se pela cor do cartão do Partido? Já agora, para as finanças mais vale dar logo uma injecção atrás da orelha a quem atinja a idade da reforma que passam a ser gente que só dá despesa.
Mas, por mais indignados que possamos ficar com esta corja toda até pode ter uma vantagem é que um dia não teremos tantos escrúpulos na forma de os corrermos a pontapé.

 

10
Jul
12

Este nem com missas se safa com os médicos

 

O ministro da Saúde tinha convocado para este domingo à tarde uma reunião com os sindicatos dos médicos. Um encontro a que os dirigentes já tinham avisado no sábado à noite que não iriam comparecer. O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) não gostaram de ouvir o ministro da Saúde admitir o recurso a uma requisição civil. A greve vai mesmo ter lugar nas próximas quarta e quinta-feira.
O ministro Paulo Macedo deslocou-se à sede do Ministério da Saúde pouco depois das 15 horas, como havia estabelecido para a reunião com os representantes dos médicos, para sair três horas depois, sem chegar a reunir com os sindicatos.

Já estava na hora de haver um sindicato com poder e tomates para meter esta gente na ordem. Já chega de chantagens e ameaças a todos os sindicatos que falam em fazer greves pelos seus direitos e para se defenderem dos roubos em que este governo se tornou especialista. Se todos os trabalhadores se unissem e parassem este país este governo tinha de rever as suas politicas. É que um país são as pessoas que o compõem e esta gente anda muito esquecida disso assim como essas pessoas também parecem necessitar de voltar a aprender que o país é seu.

04
Jul
12

Ainda matam o doente com a cura

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) chegou ao final de Maio com um saldo negativo de 167,4 milhões de euros, quatro vezes superior ao registado no mesmo período de 2011. O Ministério da Saúde explica que houve uma quebra da receita cobrada que se ficou a dever, por um lado, ao decréscimo do próprio orçamento da saúde (-12,1%), mas também ao “desvio negativo de 168,5 milhões face ao valor esperado para o período em análise”. De acordo com dados divulgados também na sexta-feira, registaram-se, em Abril, menos 330 mil atendimentos nas urgências dos centros de saúde e menos 219 mil nas hospitalares. Houve menos 341 mil idas ao médico de família, face a 2011, e menos sessões no hospital de dia. Por outro lado, houve mais consultas hospitalares e consultas médicas não presenciais nos centros de saúde.

Corta-se corta-se e no fim o salda negativo ainda aumenta. Na linha do Vitor Gaspar, que tanta austeridade atirou para cima da sociedade que acabou com as contas a derrapar por todos os lados, também a saúde não parece melhorar muito. Muita gente a não ter meios para ir ao médico ou fazer tratamentos mas também menos receitas para pagar as contas do SNS. Esta é a politica deste governo que de tanto tentar a cura ainda mata o doente.

03
Jul
12

Enfermeiros em saldo. 3.96 Euros por hora

Os enfermeiros dos centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo que sejam contratados através de empresas de prestação de serviços passam a ganhar 3,96 euros por hora a partir de hoje, quando até aqui recebiam seis.

Não se compreende que o Estado contrate qualquer funcionário através de Empresas de prestação de serviços, pois se faz falta devia ser contratado pelo próprio Estado, mas muito menos que trabalhadores que mexem com a saúde de todos nós, Enfermeiros e Médicos, sejam contratados a empresas de serviços sem haver uma preocupação da qualidade desses profissionais em troca de os contratarem ao preço da uva mijona. se este é o exemplo que o Estado dá em relação ás relações de trabalho que podemos esperar do comportamento daqueles patrões que só procuram o maior lucro possível? Tenho vergonha desta gente que nos governa e deste sistema que não só permite como até incentiva este tipo de relações de trabalho.
Quanto ao pagarem menos de 4 euros por hora a enfermeiros nem vale a pena falar por ser simplesmente mais uma vergonha.

02
Jul
12

Sherlock Álvaro & Doctor Macedo

Instigado a comentar a centena de processos instaurados pela IGAS nos últimos três anos, que dá conta de casos de fraude, corrupção e infracções conexas, Paulo Macedo achou “normal haver processos em curso”. “O que acho anormal é o mesmo tipo de fraude se repetir”, afirmou.

Ainda me lembro do Paulo Macedo falar da luta contra a fraude e a evasão fiscal e agora vejo-o a combater as fraudes no SNS. Os doentes que não conseguem pagar o transporte, as consultas, os tratamentos e até aviar as receitas não o considerarão um bom ministro, mas pelo seu passado talvez possamos concluir que em vez de um mau ministro poderíamos ter um bom policia.

06
Jun
12

Governa e deixa morrer

Segundo Leal da Costa, secretário de Estado adjunto e da Saúde, será necessário reduzir a cobertura até agora assegurada e deixar de pagar os tais actos de “eficácia duvidosa”. Adiantou, como exemplo “extremo”, as terapias que prolongam por pouco tempo a vida de alguns doentes de cancro. “Essa questão não se pode pôr em termos de prolongar uma semana ou um mês. A questão que se tem de colocar de forma muito clara em cima da mesa – e esse é um exemplo bom, apesar de ser um exemplo extremo – é se, por exemplo, todos os medicamentos que são autorizados para tratar cancro devem ser todos eles utilizados no Serviço Nacional de Saúde. Porventura, não.

Lembro-me de há uns tempos a Manuela Ferreira Leite ter questionado se valeria a pena gastar dinheiro a pagar cirurgias a pessoas com idades mais avançadas e propor que quem necessitasse de hemodiálise e tivesses mais de 70 anos a devia pagar do seu bolso. Agora é a vez deste Secretário de Estado que coloca a mesma dúvida para o tratamento de doentes com cancro. Para esta gente, quem não é rico, ultrapassa a idade activa e chega à reforma torna-se um fardo e a morte parece ser uma boa solução. A pergunta que faço é se não deveremos deixar morrer esses doentes ou deixar viver esta gente para quem o dinheiro vale mais que a vida.

30
Maio
12

Tourada à Portuguesa

 

No passado dia 21/03/2012 foi publicada no  Diário da República a lista dos subsídios atribuídos pelo IFAP no 2.º  semestre de 2011, tal como se havia publicado a listagem relativa ao 1.º semestre de 2011 no dia 26/09/2011. No ano de 2011 o IFAP atribuiu subsídios no valor de €9.823.004,34 às empresas e membros das famílias da tauromaquia.

Ortigão Costa – 1.236.214,63 €
Lupi – 980.437,77 €
Passanha – 735.847,05 €
Palha – 772.579,22 €
Ribeiro Telles – 472.777,55 €
Câmara – 915.637,78 €
Veiga Teixeira – 635.390,94 €
Freixo – 568.929,14 €
Cunhal Patrício – 172.798,71 €
Brito Paes – 441.838,32 €
Pinheiro Caldeira – 125.467,45 €
Dias Coutinho – 389.712,42 €
Cortes de Moura – 313.676,87 €
Rego Botelho – 420.673,80 €
Cardoso Charrua – 80.759,12 €
Romão Moura – 248.378,56 €
Brito Vinhas – 53.686,78 €
Romão Tenório – 283.173,89 €
Sousa Cabral – 318.257,79 €
Varela Crujo – 188.957,35 €
Assunção Coimbra – 330.789,44 €
Murteira – 137.019,76 €


Uma vez mais, quando se sabe que falta dinheiro para a saúde, educação, emprego, apoios sociais, desenvolvimento e até para combater a galopante pobreza e a miséria existem 10 milhões para a brutalidade, desumanidade e vergonha que as touradas representam. Os sacrifícios são para todos, dizem eles, mas os únicos sacrificados aqui somos todos nós e claro o touro.




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