Archive for the 'Silencio' Category

06
Fev
13

Vergonha e impunidade

paulo portas luis amado tortura voos cia

Portugal está entre 54 países que, ao terem permitido a passagem de voos da CIA pelos seus respetivos territórios, ajudaram o Governo norte-americano a perpetrar uma campanha “global de tortura”, refere um relatório internacional hoje divulgado.
O relatório da Open Society Foundations “Globalizing Torture – CIA Secret Detention and Extraordinary Rendition”, hoje divulgado, refere que um “total de 54 países”, entre os quais Portugal, onde entre 2001 e 2006 foram identificadas “pelo menos 115 paragens suspeitas de aviões associados com a CIA”, violaram assim normas nacionais e internacionais contra a tortura.
“Portugal autorizou a utilização do seu espaço aéreo e dos seus aeroportos em voos de rendição da CIA”, aponta o relatório, que elenca a mais completa lista dos países que ajudaram os EUA a transportar suspeitos de terrorismo após os ataques de 11 de Setembro, para serem interrogados e torturados.

Há muito que tempo que aqui falo de uma das maiores vergonhas que governantes vendidos a interesses estrangeiros praticaram destruindo a nossa dignidade como seres humanos; a colaboração em odiosos actos de tortura e de total desrespeito pelas leis e normas internacionais. Tantos discursos inflamados ouvi eu das bocas de hipócritas lideres ocidentais em nome dos direitos humanos, tantas guerras se fizeram com esse discurso, tantos povos foram ostracizados em seu nome. Perante o protesto da vergonha que sentimos de saber que o nosso país colaborava com prisões ilegais de cidadãos tirados à força dos seus países, transportados em segredo para outros onde eram torturados para finalmente serem levados para prisões como Guantanamo, onde permaneciam presos sem direito a julgamento nem defesa, os no nossos governantes sempre optaram pela negação e os inquéritos nunca levaram a nenhuma conclusão. Uma realidade escondida como um gato com o rabo de fora. Vem agora uma organização internacional confirmar aquilo que já todos sabiam mas muitos procuravam esconder. Vai haver consequências? Infelizmente uma vez mais não as haverá. A vergonha continua assim como a impunidade daqueles que cometeram actos indignos contra a humanidade. Vergonha.

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14
Abr
12

Silencio e realidade

«Tenho que dizer muito claramente que lamento profundamente que tenha sido tornada pública uma carta que fornece informação a quem não devia, isso indica debilidades que podem ser aproveitadas, pondo em causa a segurança», sublinhou a ministra, garantindo que o Ministério da Justiça irá «apurar responsabilidades» nessa matéria. Paula Teixeira da Cruz falava aos jornalistas a propósito da divulgação de uma carta enviada ao director-geral dos serviços prisionais pelos chefes do corpo da guarda prisional em que se alerta para um cenário de ruptura nas cadeias, nomeadamente sobrelotação, torres de vigia desactivadas em cadeias, por falta de pessoal e carrinhas avariadas.

A Ministra parece preferir que a verdade seja calada e que ninguém saiba o estado em que se encontram os estabelecimentos prisionais utilizando o argumento da segurança. Quer-nos fazer acreditar que quem vive nas prisões, sejam eles presos ou guardas, não sabem as condições em que vivem nem aquilo que se passa por lá, quando na verdade o que pretende é esconder a realidade em que o sistema que tutela se encontra. Se existem funcionários das Finanças que já não podem sair para fazer avaliações ou penhoras por não haver dinheiro para a gasolina ou os policias que não fazem as rondas por os carros estarem avariados não podemos estranhar que neste recanto obscuro e que todos procuramos esquecer que existe que são as prisões também não haja dinheiro para nada. Quem só sabe fazer cortes e impor austeridade era bom que não se esquecesse que quem planta ventos colhe tempestades e elas, mais cedo ou mais tarde são vistas e sentidas por todos por mais que a tentes esconder ou silenciar.

17
Nov
11

Não questionável a bem da nação

“A bem da Nação”, a informação emitida pela RTP Internacional deve ser “filtrada” e “trabalhada” pelo Governo, defendeu João Duque. Um tratamento que, acrescentou, “não deve ser questionado”. ‘Se [o Governo] quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade, porque estamos convencidos [de] que o faz a bem da Nação, porque foi sufragado e foi eleito para isso.
Controlo e filtragem sobre a informação não é nada de novo e há muito que é feito. Agora, esse controlo não deve ser questionado, ao som do velho chavão salazarento do “a bem da nação”. A justificação é, a promoção de Portugal através da imagem ou do som deve ser enquadrada numa visão de política externa e portanto quase que sob a orientação ou em contrato de programa com o Ministério dos Negócios Estrangeiros”. Como imagino que também devia gostar de colocar os blogs e o Facebook sob  orientação do Ministro, o melhor é não questionar, a bem da nação.
15
Mar
10

As engrenagens do desemprego



O Governo vai rever as condições para a atribuição de subsídio de desemprego, com o objectivo de os desempregados poderem “com maior rapidez regressar à vida activa”, anunciou ontem o ministro das Finanças, no final do Conselho de Ministros extraordinário destinado a aprovar a versão final do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Para um regresso mais rápido, o Governo prepara duas medidas: menor tolerância à rejeição de propostas de trabalho e redução do valor do subsídio.
A relação entre o valor do subsídio de desemprego e o salário que o trabalhador auferia antes de perder o seu emprego vai ser revista, no sentido de a tornar mais reduzida. Sem explicações, o ministro acrescenta que passa a ser exigido “um pouco mais de esforço”.
A tributação das mais-valias, outra das medidas emblemáticas do programa, só será aplicada quando o quadro financeiro estiver estabilizado, adiantou o governante. “Só serão aplicadas quando a confiança voltar ao mercado”, explicou. Sobre as tão aguardadas medidas para estimular a economia e o emprego, nada disse.

Quando o mesmo PEC prevê que o desemprego se deva vir a manter acima dos 10% nos próximos anos, propõe o Ministro reduzir o valor do subsídio de desemprego, para que os desempregados possam “com maior rapidez regressar à vida activa”. A quem já está numa situação de total desespero, vai-lhe ser pedido “um pouco mais de esforço”. E que esforço tem feito o Sr. Ministro? Mas, as mais valias sobre a especulação bolsista, lá colocada para fingirem que a crise custa a todos, fica adiada para melhores dias. Imagina o Sr. Ministro o desespero de quem fica sem trabalho e tem uma casa, filhos, compromissos, créditos para pagar? Nunca passou por isso nem nunca soube o que é viver com ordenados mínimos para poder imaginar seja o que for. Pensa em números e esquece-se de que representam pessoas. Esquece-se ou está-se nas tintas que ainda é pior.

16
Fev
10

Cnde anda este Senhor? Não tem nada a dizer?

31
Dez
09

Vem aí o ano novo

23
Nov
09

Uma vida precária

Nove de cada dez novos empregos são precários.




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