Archive for the 'sindicatos' Category

16
Out
13

Vais passear de pópó Arménio?

arménio carlos miguel macedo corrida da ponte

Confesso que não queria ser mauzinho para o Arménio Carlos, não por gostar dele, mas por estarmos num momento em que há um inimigo tão perigoso como este governos e os seu donos. Infelizmente isso não é possível pois com as suas atitudes acaba de dar mais um trunfo ao governo e um tiro nos pés dos que lutam contra este sistema. Resumindo, e sem se perceber muito bem porquê, (talvez por remorsos de ter chamado delinquentes aos 226 da Bela-Flor que foram detidos durante uma manifestação num dos acessos à Ponte), resolveu marcar esta manifestação a atravessar o Tejo. Tudo bem, mas quando surgiram os primeiros sinais de que a mesma podia vir a ter problemas, alegando-se a segurança, ainda podia nessa altura voltar a trás. Mas não, quis-se fazer de forte e insistiu, insistiu e durante uma ou dias semanas bateu o pé reafirmando o seu direito de usar a ponte, alegando a lei das manifestações, falando das maratonas que todos os anos a atravessam e oferecendo-se para deixar faixas de rodagem livres e até fazer um cordão humano em torno da manifestação. Insistiu e voltou a insistir. Criou a expectativa em muita gente que finalmente a CGTP estava disposta a afrontar o governo e a ir até à desobediência civil. O governo estava num beco sem saída pois após proibir a manifestação iria perder a face no dia em que muitos milhares atravessassem a ponte pois não estou a ver que pudessem enviar a policia para bater no Secretário Geral da CGTP , no do PCP e em vários deputados e muita gente mediática. Quando parecia que desta vez a manifestação ia ser um sucesso e uma vitória o Arménio vem e desiste trocando atravessar a ponte a pé por atravessá-la de autocarro. Palhaçada. Como se não bastasse, e para distrair as atenções, ainda vêm fazer afirmações que os desordeiros não poderão embarcar no passeio de camioneta. Que bonitos, bem educados e servis são estes senhores. Como se não nos bastasse ter pela frente um governo de ladrões e corruptos, com todos os poderes, executivo, legislativo, judicial, policial, económico e a comunicação social nas mãos, termos também as organizações dos trabalhadores a servirem de almofada aos protestos para que sejam mais espectáculo que uma realidade objectiva e que possa realmente mudar o sistema. Assim é difícil.

Mas, para que não digam que só digo mal deixo aqui uma ideia ao Arménio para futuros protestos. Em vez de se pôr a convocar manifestações na ponte, convoque uma corrida que a atravesse e até lhe dou um bom nome para ela. “Correr com a Troika”.

Para terminar só quero dizer que, contrariamente ao que sempre tenho feito, não vou a esta manifestação porque não posso pactuar com coisas destas. Sinto-me envergonhado por esta falta de coragem do nosso movimento sindical e confesso que fico triste.

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21
Jun
13

Democracia fascisoide

nuno crato departamento de bandalhos

Depois de a JSD ter vindo  criticar veementemente não a classe docente, mas sim os sindicatos, deputados do PSD porem em causa o valor transferido do Estado para os sindicatos do sector da educação, o ministério da Educação está a descontar o dia completo de trabalho aos professores que fazem greve a apenas duas horas de reunião por dia.

Ultimamente tem-se visto por parte deste governo um ataque cerrado contra os sindicatos e sempre que uma greve é decretada contra os trabalhadores que a ela aderem. Normalmente porque prejudicam alguém atirando com as culpas para o lado dos sindicatos e nunca para quem cria as razões que justificam a greve. Aconteceu com os estivadores, com a Carris, o Metro, os comboios e agora com os professores. Primeiro culpam os sindicatos, depois os trabalhadores e tentam sempre voltar o resto da população contra quem defende os seus direitos. A velha estratégia do dividir para reinar. Mas, como cada vez mais cada um de nós tem mais razões para fazer greve perante o ataque imoral deste governo aos salários, direitos e ao Estado Social o Passos Coelho já veio dizer que o melhor é modificar a lei da greve, certamente para dificultar ainda mais as sua realização.
Agora, perante uma luta mais que justa dos professores não hesitam em recorrer à ilegalidade de descontar um dia inteiro de salário mesmo que os professores só façam duas horas de greve. Esta gente não presta e são tão zelosos a fazer cumprir leis e normas aos outros mas consideram que eles não estão obrigados a cumprir com o que está escrito. Nem a Constituição os demove e acusam quem exige o seu cumprimento de ser culpados da sua incompetência e desonestidade. O não pagamento dos subsidios de férias em Junho como resulta da resolução do Tribunal Constitucional é só mais um exemplo da longa lista de aldrabices desta gente. Uns bandalhos para não lhes chamar pior.

19
Abr
13

Acabou uma marioneta. venha a próxima

joao proenca marioneta adeus

Hoje a UGT mudou de liderança. Entra um tal de Carlos Silva e sai o João Proença que não deixa saudades. Foi a marioneta do regime para cortar nos direitos dos trabalhadores. Com o seu discurso moderado, sempre presente na Concertação Social acabou sempre por colocar a sua chancela para legitimar os roubos que ao longo do tempo foram feitos. Um bom lacaio do sistema que agora passa o testemunho.

25
Set
12

Concertação social ou treta nacional?

Sindicato que é sindicato há muito que devia ter cortado de vez com este Conselho de Concertação Social há muito tempo. Aquilo não passa de um local para fingir que se discutem   tentam conciliar as aspirações dos trabalhadores e dos patrões. Cedo se entendeu que afinal aquilo não passa de um antro onde o governo e os patrões, com a cumplicidade da UGT vão acabando com todos os direitos conquistados ao longo de muitos anos. A CGTP, mesmo acabando sempre por não assinar os acordos não a abandona porque tanto patrões como sindicatos são pagos para fazer aquele espectáculo. No fim o que fica é sempre a assinatura do governo, dos patrões e da UGT a legitimar os roubos e as malfeitorias que de lá saem.

 

02
Set
12

Engolir a laranja envenenada

A lista de professores colocados, ontem conhecida, representa uma redução de 40,5 por cento (menos 7.571 docentes) face à de Agosto do ano passado, segundo contas da Fenprof, que classificou estes números como sendo «de uma violência atroz».
De acordo com o líder da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, que falava em conferência de imprensa no Porto, após uma primeira análise dos números, só a renovação de contratos caiu 43,5 por cento (menos 4.471), em relação a 2011. Seguem-se agora colocações via bolsas de recrutamento que, se caírem na mesma proporção, permitem antecipar, na leitura sindical, a exclusão do sistema de 15.000 a 18.000 professores.

Quando a Sinistra Ministra estava no poder a luta contra o processo de avaliação e a destruição da Escola pública foi encabeçada pelo Mário Nogueira que rapidamente se viu ultrapassado pela união dos professores e de muito movimentos que criaram. Por duas vezes Lisboa foi palco de gigantes manifestações que fizeram com que finalmente se sentisse uma réstia de esperança e de acreditar que ainda havia poder na luta das pessoas para fazerem recuar as politicas do então governo de socretinos. Depois de ver os governos atacarem os direitos dos cidadãos e de as lutas sindicais não o conseguirem impedir finalmente se provava que havendo vontade tudo era possível. A Sinistra Ministra estava derrotada. Inesperadamente, ou talvez não, surge a noticia de que o Mário Nogueira tinha assinado com o governo um Memorando de Entendimento, que se minimizava as medidas da Ministra, lhe possibilitava a continuidade de existência bem como das suas politicas. Assim morreu uma luta que estava ganha e se desmobilizou os professores. Hoje, após a chegada deste governo e deste DemoCrato que ocupa o cargo de Ministro os professores sentem na pele o resultado dessa derrota e dessa desmobilização. Os professores que conseguiram colocação não a querem colocar em risco, os que vão para o desemprego estão sós e sem esperança. E agora Mário Nogueira?

21
Jun
12

Já não há paciência

 

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, acusou os sindicatos do sector dos transportes de exercerem “chantagem” nas greves que estão a realizar e de o Governo ter “demonstrado enorme paciência” em relação à situação.

Oh Álvaro, paciência de santo temos demonstrado todos nós para te aturar. Ao principio fazias-nos rir com os teus disparates, depois preocupar-nos com a tua incapacidade mas agora já irritas com a tua arrogância. Os trabalhadores não fazem chantagem, fazem greve, um direito consagrado na constituição de qualquer regime democrático. Nenhum trabalhador faz greve por prazer ou só para irritar um Ministro. Se a faz, perdendo dias de salário, é porque considera importante lutar por direitos e pelo seu posto de trabalho. Um governo não tem de demonstrar enorme paciência com a situação, tem de governar. Se isso lhe tira a paciência então estou certo que o sector de transportes cancelará qualquer greve para o Álvaro poder apanhar o avião de volta ao Canadá de onde nunca devia ter saído. Portugal não necessita de pantomineiros nem  incapazes na condução dos seus destinos. Portugal não necessita nada do Álvaro que não seja ir-se embora. Prometemos que de vez em quando lhe mandamos um pasteis de nata.

01
Maio
12

Uma luta que é uma festa

Daqui a pouco também vou sair para uma vez mais subir a Almirante Reis para ir para a festa na Alameda. Mais um primeiro de Maio, o dia do trabalhador mas também daqueles a quem esta sociedade nega esse direito essencial que é o trabalho. Já houve tempos em que neste dia era uma festa e ainda hoje é a manifestação com mais barracas de copos e petiscos, apesar dos governos e desgovernos a que temos sido sujeitos. Desemprego, precariedade, roubos  de salários e direitos hoje e a pobreza e miséria como futuro. Demoram os sindicatos em perceber que já não bastam discursos, palavras de ordem bem ordenadas e agitar bandeiras. Está na hora de os sindicatos deixarem de ser parceiros da concertação social e voltarem a ser a força da mão de obra. Será que o querem ser?
Daqui a pouco também vou sair para a “luta” de novo. Vou porque não posso deixar de ir, porque sendo pouco é melhor que nada e vou porque ainda quero acreditar que um dia os trabalhadores e os que não deixam ser vão dizer basta e vão conquistar um novo futuro para eles e para os meus filhos.




Indignados Lisboa
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