Archive for the 'sindicatos' Category



20
Ago
11

Morder na laranja

Na altura da Assinatura do Acordo de Entendimento entre a Maria de Lurdes Rodrigues e o Mário Nogueira que disse que ele tinha mordido a maça envenenada. Agora o que me parece é que o homem gosta mesmo de fruta e apesar deste Ministro, Nuno Crato, se preparar para o maior despedimento de professores que há memória, que mantém o sistema de avaliação mas isenta os graus mais elevados não vemos a bradar contra o governo e a prometer luta. Será que já trincou a laranja?
01
Jul
11

Está na hora de escolher

“Não fiquei com qualquer impressão, pelo que não posso dizer que tenha ficado muito impressionado”, revelou o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, após a reunião esta manhã com o novo Ministro da Economia, Emprego e Obras Públicas, convocada por Álvaro Santos Pereira.  Carvalho da Silva considera que o salário mínimo tem condições para subir para os 500 euros e transmitiu o facto ao novo ministro.

Daqui a poucas horas vai ser aprovado o Programa deste governo, com as medidas da Troika, da União Europeia e ainda as da cabeça do Passos Coelho. Para o Carvalho da Silva a certeza de que terá as ruas bem cheias nas manifestações que vai promover. Pena será se elas, uma vez mais não passarem de passeios na Avenida e não uma mobilização para ocuparmos as ruas e nelas permanecermos exigindo justiça na crise, na divida e nas opções políticas para a sua resolução.

25
Jan
11

Dia do Carteiro

A ministra do Trabalho, Helena André, propôs aos parceiros sociais que as indemnizações pagas aos trabalhadores em caso de despedimento passe 1 mês de salário por cada ano de trabalho e passem a ser somente de 20 dias, com um máximo de 12 meses.

A Ministra veio propor aquilo que os patrões vieram a público propor na semana passada. Como sempre a CGTP já veio dizer que não aceita e a UGT que é uma proposta que merece análise. O patrão pede, o governo dá. A CGTP desce mais uma vez a Avenida e a UGT dá o amém e a extrema unção. Uma vez mais, e como sempre acontece, o governo vira as costas a quem trabalha e alia-se ao capital. Será que alguma vez viremos a ver este governo a propor alguma coisa que seja em beneficio dos trabalhadores?

Fiz este boneco por hoje ser “Dia do Carteiro”, profissão a quem agradeço trazerem-me o correio, quer chova ou faça sol. (Pena é que a grande maioria das cartas que recebo sejam contas para pagar).

18
Dez
10

Sempre a limpar a casa do patrão

João Proença, secretário-geral da UGT, admite que o aumento do salário mínimo  não se aplique todo em Janeiro, mas  seja feito o mais rapidamente possível para que termine o ano de 2011 em 500 euros. 

Mas porque raio tem ele de admitir seja lá o que for? Se há um acordo assinado por sindicatos, governo e patronato e se sabemos que 2011 vai ser um ano terrivel, não só para aqueles que não têm emprego, como também para aqueles que o têm, porque aceitar que os que ganham o mínimo não possam receber um pouco mais. Nem é muito, 25 euros por mês, 80 cêntimos por dia e as Confederações Sindicais dizem que não podem pagar logo em Janeiro? A quem faz mais falta esse dinheiro? Certamente não é ao Sr. João Proença.

13
Dez
10

Temos sindicatos tão bem educados

Desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar sempre fui sindicalizado e continuo a considerar que todos o devemos continuar a ser, mesmo que os sindicatos que temos sejam tão bem comportados que não sirvam os interesses dos que a eles pertencem. Da UGT pouco ou nada há para dizer a não ser que na prática é mais um instrumento do poder capitalista para garantir que esse poder possa dizer que tem o apoio dos sindicatos quando toma decisões que “lixam” os trabalhadores na chamada concertação social. Já a CGTP, a maior confederação social, é o “policia mau”, que nunca assina os acordos, faz lindos discursos a criticar o poder por atacar os direitos dos trabalhadores, uma ou outra greve sem resultados e uns passeios a descer a avenida de quando em quando. Na prática nada muda nem há uma luta em que possa reclamar vitória. Mesmo quando, como aconteceu com os professores, a mobilização ultrapassa o esperado, são logo os primeiros a por um ponto final nessa luta indo assinar memorandos de entendimento que na prática só desmobilizam a luta. É também ele uma parte do sistema, servindo-o e  alimentado-se dele.
Quando olhamos para a história do movimento sindical mundial, para as grandes alterações sociais e vitórias dos trabalhadores, vemos que as lutas foram sempre feitas contra o sistema e em desobediência às leis burgueses feitas para os controlar. Uma luta nunca é simples, nunca é fácil e nunca se faz sem “baixas”.  As lutas não podem ser tão “bem educadas”, tão legalistas nem feitas sentados em poltronas à frente de uma televisão. É na união de todos os trabalhadores, na sua decisão firme de não parar até conseguirem vencer que está a sua força. O que temos não passa de uma palhaçada sem resultados práticos, uma luta acorrentada por leis feitas para lhe retirarem toda a efectividade. Assumir o controlo dos sindicatos, unir todos os trabalhadores numa mesma luta para mudar as leis burguesas é fundamental se não queremos ver os nossos direitos serem espoliados todos os dias e as nossas vidas cada vez mais precárias e miseráveis.
09
Out
10

Greve Geral… Até ao Carnaval?

foto familia

A CGTP e a UGT entenderam-se na necessidade de fazerem uma Greve Geral no próximo dia 24 de Outubro, coisa que já não acontecia desde os tempos negros do Cavaquismo. Nos tempos que vivemos, com o capitalismo a avançar e a atropelar tudo e todos na sua voragem, é bom ver que até a UGT, braço direito do sistema no movimento sindical, se vê empurrada a fazer alguma coisa.
Mesmo com os senhores do poder e do dinheiro a não se cansarem de realçar que é um direito os trabalhadores fazerem greve, e manifestarem compreenção pelas as suas razões, não deixam todos de acrescentar da sua inutilidade na alteração das politicas. Também eu acredito que, se a Greve Geral for um fim em vista e não o inicio de uma luta muito mais forte e destinada a vencer de pouco valerá. Faça-se uma greve de um dia, como demonstração de força e anuncie-se desde já uma outra de duração indeterminada. Pare-se este país até que tenham de nos ouvir. Greve Geral até ao Carnaval.
Está nas mãos de todos nós, daqueles que nunca pararam de lutar, dos que há muito só se queixam à familia e aos amigos, dos que habitualmente  ficam a ver futebol ou novelas, dos que não costumam fazer greve, de todos nós ganhar esta luta. Parem de se lamentar aos colegas ou no café e tenham a coragem de assumir nas vossas mãos um pouco do vosso destino. Vamos todos fazer alguma coisa para mudar isto. O capitalismo está  em crise e descarrega sobre nós os seus males. Está na hora de ripostar.

30
Maio
10

Mais um Passeio pela Avenida

E pronto, lá fui eu passear-me pela Avenida, chamada de Liberdade, para lutar contra a injustiça social que se vive no país e pelo infame ataque aos mais fracos e desprotegidos que está a ser feito em nome da crise. Ingenuamente quis acreditar que hoje pudesse ser diferente, que fosse uma manifestação de todos contra estas políticas, e não mais um desfile da CGTP que acabou em lindos discursos arrematados pelo obrigatório Hino Nacional. Fui e não gostei porque se gritou mais CGTP, CGTP que palavras contra o governo. A palavra capitalismo parece que se tornou tabu, a participação dos não alinhados, dos que dizem coisas diferentes, como a palavra “capitalismo”, são rodeados pelos “stuarts” da manifestação e forçados a desfilar no passeio. De Greve Geral não se falou e ficou em aberto a possibilidade de todas as formas de luta permitidas pela Constituição (como se na véspera da Manifestação já não o fossem). Não se sabe para quando, como se não fosse agora a hora de as fazer. Não se sabe quais, como se não fosse a hora de serem todas começando pela Greve Geral. Uma jornada que devia ter sido de luta e foi simplesmente mais uma de propaganda. Fui, porque todos nunca seremos demais para acabar com a injustiça e a miséria, voltarei a ir porque pouco é melhor que nada, mas acredito que é preciso fazer muito mais. Aliás, passeios destes já acontecem à muitos anos e os trabalhadores continuam a ver os seus direitos e poder de compra cada vez mais reduzidos.

28
Maio
10

Ai que medo que eu tenho da instabilidade social

João Proença, Secretário-geral da UGT teme que manifestações criem «clima de instabilidade social». «A UGT segue o seu caminho privilegiando o diálogo e a luta em obter resultados concretos, em deslocar processos, em conduzir a mudança de políticas. E não tentando pôr em causa Governos ou criando um clima de instabilidade social. O líder da UGT sublinha que um «clima de instabilidade social neste momento em Portugal agravaria os sacrifícios que são exigidos aos trabalhadores».

O governo a lixar os que menos têm, a criar desemprego e miséria, a baixar salários e a aumentar impostos enquanto vemos os do costume a aumentar lucros e a ganharem milhares de milhões e um líder de uma Central Sindical diz que teme que se crie um clima de instabilidade social. Claro que, sendo quem tem sido a marioneta do capital para dar o sim na concertação social, já ninguém estranha estas atitudes. Há gente que devia ter vergonha de mostrar a cara na rua. Não, que eu acredite que bastem uns passeios a descer a Avenida para depois todos irem apressadamente para casa para não perder a novela ou o jogo de futebol, resolva o problema ou venha a alterar seja lá o que for. Lutar contra este sistema exige que se faça mais, muito mais, mas isso têm de ser as pessoas a exigir, tanto ao governo como àqueles que o dizem combater, sejam eles partidos ou sindicatos.

15
Mar
10

As engrenagens do desemprego



O Governo vai rever as condições para a atribuição de subsídio de desemprego, com o objectivo de os desempregados poderem “com maior rapidez regressar à vida activa”, anunciou ontem o ministro das Finanças, no final do Conselho de Ministros extraordinário destinado a aprovar a versão final do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Para um regresso mais rápido, o Governo prepara duas medidas: menor tolerância à rejeição de propostas de trabalho e redução do valor do subsídio.
A relação entre o valor do subsídio de desemprego e o salário que o trabalhador auferia antes de perder o seu emprego vai ser revista, no sentido de a tornar mais reduzida. Sem explicações, o ministro acrescenta que passa a ser exigido “um pouco mais de esforço”.
A tributação das mais-valias, outra das medidas emblemáticas do programa, só será aplicada quando o quadro financeiro estiver estabilizado, adiantou o governante. “Só serão aplicadas quando a confiança voltar ao mercado”, explicou. Sobre as tão aguardadas medidas para estimular a economia e o emprego, nada disse.

Quando o mesmo PEC prevê que o desemprego se deva vir a manter acima dos 10% nos próximos anos, propõe o Ministro reduzir o valor do subsídio de desemprego, para que os desempregados possam “com maior rapidez regressar à vida activa”. A quem já está numa situação de total desespero, vai-lhe ser pedido “um pouco mais de esforço”. E que esforço tem feito o Sr. Ministro? Mas, as mais valias sobre a especulação bolsista, lá colocada para fingirem que a crise custa a todos, fica adiada para melhores dias. Imagina o Sr. Ministro o desespero de quem fica sem trabalho e tem uma casa, filhos, compromissos, créditos para pagar? Nunca passou por isso nem nunca soube o que é viver com ordenados mínimos para poder imaginar seja o que for. Pensa em números e esquece-se de que representam pessoas. Esquece-se ou está-se nas tintas que ainda é pior.

15
Mar
10

A tabalheira que dá fazer uma revolução

Na conferência “Novos desafios aos profissionais da educação da Europa”, Mário Nogueira afirmou que, “Até se podia fazer a revolução, mas dava cá uma trabalheira”. Quanto á organização de uma conferência onde os professores pudessem definir quais as perspectivas que têm para a escola e para a sua carreira, considerou que seria positivo, mas que, “Os sindicatos não são pais dos pobres”.
Para quem é dirigente sindical não me parecem as declarações mais felizes. Se está preocupado com “trabalheiras”, devia ir descansar e aproveitar para pensar de quem devem os sindicatos ser papás.

09
Jan
10

A Bruxa é outra, a maçã a mesma

Normalmente a perda de direitos tem sido realizada durante a discussão de uma nova lei, onde os sindicatos mais não fazem que tentar minimizar os danos; tentar perder o mínimo possível. O acordo entre os Professores e a Ministra da educação foi a inversão deste formato. Primeiro impuseram uma nova lei para agora se sentarem à mesa e ceder um pouco. O resultado é o mesmo, quem trabalha perdeu mais direitos, mas podendo os sindicatos cantar vitória.
Não conheço o texto de acordo que foi assinado mas já ouvi que o governo manteve as quotas para Muito Bom e Excelente e os sindicatos conseguiram garantir a progressão nos escalões para os professores avaliados com Bom. A carreira dos professores tem dez escalões com a progressão a acontecer de quatro em quatro anos (num dos escalões parece que é só de 2 anos). É toda uma carreira para só lá chegar perto da aposentação. O que a Ministra conseguiu foi fazer com que os classificados com Bom passem a poder ter de esperar sete anos para subir para o próximo degrau, o que muito provavelmente não vai permitir que nunca cheguem ao topo em tempo útil de carreira.

Nesta luta, que agora acabou, gostei de ver os professores unirem-se para lutar contra a injustiça, marcaram a diferença e fizeram-nos acreditar que a união é possível. Gostei de ver nascer uma plataforma onde se uniram todos os sindicatos. Não gostei de ver alguns muito preocupados em não deixar que esta luta tivesse chegado onde podia ter chegado, que tenham contemporizado e mesmo chegado mesmo a assinar memorandos de entendimento. Não gostei de ver a união da classe a esboroar-se mal prometeram um “rebuçado” a alguns dos professores. Não gostei de ver as outras carreiras da função pública não se terem unido aos professores engrossando a sua luta. Não gostei, como pai, de ver a recusa de união entre país e professores na defesa da escola pública de qualidade, optando antes por acusações mútuas. Não gosto de ver muitos parecer terem aprendido tão pouco nesta luta.

23
Nov
09

Uma vida precária

Nove de cada dez novos empregos são precários.

14
Nov
09

Flexibilidade que baste

Maria helena andre horas trabalho
Muitos podem acreditar que a nova Ministra do Trabalho, Maria Helena André, poderia ser uma boa noticia pelo seu passado sindicalista. Desenganem-se, embrulhado na nova imagem de dialogo que o Engenheiro deseja vender-nos, bastou ouvir uma entrevista para se notar que pouco ou nada podemos esperar na melhoria dos nossos direitos laborais, quer seja na segurança no emprego ou na precariedade do trabalho, mas podemos contar desde já com a imposição de uma ainda maior flexibilização dos horários de trabalho, colocando todo o nosso tempo e a nossa vida à disposição dos patrões. Vimos no que deu a flexibilização dos despedimentos, com a miséria a alastrar por todo o lado, sob o pretexto da crise embora vejamos empresas a apresentar milhões de lucros, vamos sofrer agora a praga da flexibilização dos horários de trabalho. Eu por mim estou farto de ser flexivel e chegou a altura de antes quebrar de flexibilixar. Acabemos já com essa treta da concertação social, onde cada vez que os sindicatos reúnem com os patrões/governo, só negoceiam a extensão dos direitos que vamos perder dessa vez. Está na hora de falar claro e assumir a luta pela reconquista de muitos direitos que nos têm sido retirados ao longo dos anos. São os trabalhadores que têm a força nas suas mãos se tiverem a coragem de a utilizar. São eles que podem parar este país, são eles que produzem a riqueza dos patrões. São eles quem pode alterar este marasmo em que caímos e, em que cada dia, somos menos seres humanos e mais ferramentas do capitalismo.

11
Nov
09

A Maça envenenada Parte 2

mario Nogueira Irabel alcada a maca da bruxa

Abre o olho Nogueira, não te deixes enfeitiçar pelo brilho da maça que te ofereçam, lembra-te que já uma vez a trincas-te com o Memorando de Entendimento. Chegou a altura de quem trabalha assumir e levar às ultimas consequências que, nas suas lutas, ganhar “menos que tudo” é sempre pouco.

05
Nov
09

Which is witch

Isabel alcada maria lurdes rodrigues espelho

Durante muito tempo personifiquei a Sinistra ex-ministra numa bruxa malvada, não só pela sua politica como pela sua pose e arrogância. Com as eleições chegaram as promessas de que algo iria mudar mas a realidade parece demonstrar o contrário. Saiu uma mas parece que entrou outra igual. Isabel Alçada já tinha elogiado a Sinistra Ministra e agora já só falam em pequenos ajustamentos às políticas anteriores, recusando abandonar o que já foi feito. Irá esta ministra ser só mais uma imagem reflectida da anterior?
Claro que há quem diga que agora, sem maioria absoluta, os outros partidos vão poder impedir a continuação de mais do mesmo. Poder podem, falta saber se querem. Antes podiam dizer o que queriam e defender o que lhes podia dar mais popularidade, (votos), mas agora que podem travar o processo talvez não o queiram fazer. É que confiar nesta gente, como muitos professores pareceram fazer durante as eleições, pelo que escreveram nos blogs e por aquilo que diziam, pode vir a ser mais uma facada nas suas costas. Cuidado que esta gente não é de confiança.




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