Archive for the 'Trabalho' Category



25
Nov
11

E vai ao fundo. E vai ao fundo sim senhor

 

25
Ago
11

O momento oportuno

Para João Proença, líder da UGT, o mais importante é que fundo para despedimentos entre em vigor e em simultâneo com as novas regras que reduzem o valor das indemnizações para os novos contratos. Neste contexto, o sindicalista afasta a realização de uma greve geral, que a CGTP estará a preparar para Outubro, considerando que este «não é o momento oportuno».

Esta gente não tem vergonha na cara. Quando está a acontecer o maior ataque a todos os direitos de quem trabalha, se baixam salários e se condenam milhões à pobreza este Senhor não não considera o momento oportuno para fazer uma greve geral.  Fez no governo dos Sócretinos e não considera agora oportuno. Será que espera também vir um dia a ser Presidente da CIP ou Ministro do Trabalho?

23
Jul
11

Ditadura do desemprego

Vem aí um terramoto liberal no mercado de trabalho. O governo aprovou em Conselho de Ministros o diploma que reduz as indemnizações por despedimento: é primeira medida para revolucionar o mercado laboral, um processo que será directamente conduzido pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
O secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica e o executivo recusa deixar as coisas como estão. Pedro Martins terá mesmo dito que as reformas laborais “avançam com ou sem o acordo da concertação social” e terá informado os líderes sindicais que compreendia a sua oposição, às reformas, na medida em que elas representam uma perda de poder dos sindicatos.

Será esta a famosa “suspensão da democracia” proposta pela Manuela Ferreira leite e agora adoptada pelo Passos Coelho?
Já não basta aquilo a que chamam concertação social ser quase um pró-forma onde os governos, os patrões e a UGT têm feito aprovar todo o tipo de perda de direitos do trabalho para agora já nem se darem a esse trabalho e imporem a sua vontade à força?
Quando o próprio governo considera que o desemprego não vai diminuir por via da recuperação económica que esperança dão para aqueles a quem esta lei é uma condenação ao desemprego eterno.
Esta gente que não consegue colocar-se no lugar de quem sofre a desgraça do desemprego, de quem não tem a capacidade de compreender o sofrimento de quem vê os filhos com fome, não presta. Esta furia liberalizadora sem razão ou justificação não passa de gente mesquinha que não merece qualquer respeito. Não prestam.

25
Jun
11

O mar português

Os Estaleiros de Viana do Castelo vai despedir 380 dos seus 720 trabalhadores. Com 200 milhões de euros de passivo e um prejuízo de 40 milhões em 2010, dizem ser a forma de salvar o Estaleiro. Para ajudar à festa, o Presidente da Administração demitiu-se após ter sido vitima de insultos por parte dos trabalhadores. Assustados assistimos ao descalabro do pouco do bom que ainda resta do sector produtivo do país, mas agora temos os super-ministros do CDS que vão aparecer e resolver o problema. Ou não vão?
Lembro-me de ver o Portas, quando foi ministro na sua anterior passagem pelo poder,  falar das soluções para o Estaleiros, uma infraestrutura essencial para o país. Lembro-me de ver o Presidente, o CDS e toda a nossa classe comentadora falar do nosso grande Mar, esse enorme espaço inexplorado onde se aloja o futuro do planeta. Um enorme mar, vazio de barcos portugueses por não os termos. Temos uns Estaleiros com problemas por falta de trabalho e o país necessita de barcos. Junta-se a fome com a vontade de comer, não podia ser melhor. Os Estaleiros fazem os barcos que o mar deste país necessita. Ou vão mesmo mais 320 trabalhadores para o desemprego e todos continuar a falar da enorme oportunidades, tão grandes como o mar português.
17
Fev
11

Os Boys and Girls

O CDS-PP acusou a ministra do Trabalho de beneficiar 40 dirigentes da Segurança Social, todos do PS, e perguntou o que «está por detrás da criação destas chefias e promoções». A ministra do Trabalho, defendeu que a «ideia era evitar vazios legais e dar seguimento ao que tinha sido inscrito no Orçamento de Estado para 2009. Alguns desses nomes que referiu como sendo “boys and girls” encartados do PS são pessoas que trabalham na Segurança Social há mais de 30 anos», lembrou Helena André.

Parece-me que até podiam trabalhar na Segurança Social há 50 anos que o estranho é que sejam todos do PS. Isso e que seja em 2011, durante um orçamento de austeridade extrema, que venha cumprir o que estava inscrito no orçamento de 2009.
Já não há vergonha e um cartão de partido continua a valer muito. Hoje valem os rosas, amanhã valerão os mais alaranjados

25
Jan
11

Dia do Carteiro

A ministra do Trabalho, Helena André, propôs aos parceiros sociais que as indemnizações pagas aos trabalhadores em caso de despedimento passe 1 mês de salário por cada ano de trabalho e passem a ser somente de 20 dias, com um máximo de 12 meses.

A Ministra veio propor aquilo que os patrões vieram a público propor na semana passada. Como sempre a CGTP já veio dizer que não aceita e a UGT que é uma proposta que merece análise. O patrão pede, o governo dá. A CGTP desce mais uma vez a Avenida e a UGT dá o amém e a extrema unção. Uma vez mais, e como sempre acontece, o governo vira as costas a quem trabalha e alia-se ao capital. Será que alguma vez viremos a ver este governo a propor alguma coisa que seja em beneficio dos trabalhadores?

Fiz este boneco por hoje ser “Dia do Carteiro”, profissão a quem agradeço trazerem-me o correio, quer chova ou faça sol. (Pena é que a grande maioria das cartas que recebo sejam contas para pagar).

05
Nov
10

Térmitas e formigas de olhos em bico

“A china é uma sociedade de térmitas….Os portugueses não estão habituados a trabalhar como numa colónia de formigas”, afirmou o Nuno Rogeiro num programa daqueles que ele faz. Vindo de quem vem tem a importância e o interesse que tem, nenhum. Mas, é interessante ver que até os mais acérrimos defensores do Americanismo já não escondem que o caminho que esta globalização leva, não nos vai levar a lado nenhum. Conquistam-se países pela força, pelo poder económico e até algumas vezes pela cultura, mas a cultura de um povo nunca morre  e encontra sempre caminho de renascer. Podemos ser a Cigarra e eles as formigas, mas o que seria este mundo se fosse dominado por formigas sem o cantar da cigarra. Afinal qual é a razão e o sentido da vida?

09
Out
10

Greve Geral… Até ao Carnaval?

foto familia

A CGTP e a UGT entenderam-se na necessidade de fazerem uma Greve Geral no próximo dia 24 de Outubro, coisa que já não acontecia desde os tempos negros do Cavaquismo. Nos tempos que vivemos, com o capitalismo a avançar e a atropelar tudo e todos na sua voragem, é bom ver que até a UGT, braço direito do sistema no movimento sindical, se vê empurrada a fazer alguma coisa.
Mesmo com os senhores do poder e do dinheiro a não se cansarem de realçar que é um direito os trabalhadores fazerem greve, e manifestarem compreenção pelas as suas razões, não deixam todos de acrescentar da sua inutilidade na alteração das politicas. Também eu acredito que, se a Greve Geral for um fim em vista e não o inicio de uma luta muito mais forte e destinada a vencer de pouco valerá. Faça-se uma greve de um dia, como demonstração de força e anuncie-se desde já uma outra de duração indeterminada. Pare-se este país até que tenham de nos ouvir. Greve Geral até ao Carnaval.
Está nas mãos de todos nós, daqueles que nunca pararam de lutar, dos que há muito só se queixam à familia e aos amigos, dos que habitualmente  ficam a ver futebol ou novelas, dos que não costumam fazer greve, de todos nós ganhar esta luta. Parem de se lamentar aos colegas ou no café e tenham a coragem de assumir nas vossas mãos um pouco do vosso destino. Vamos todos fazer alguma coisa para mudar isto. O capitalismo está  em crise e descarrega sobre nós os seus males. Está na hora de ripostar.

28
Abr
10

Quando o capitalismo tira a máscara

O novo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, vai pedir o fim do valor mínimo deste subsídio (419 euros), tendo em conta que às vezes a pessoa desempregada acaba por ganhar mais do que quando trabalhava.

Porra, quando alguém que ganha 419 euros é considerado abastado relativamente a que vive do salário do seu ordenado, alguma coisa não está bem. Certamente que não são 419 euros que são uma fortuna pelo que só podem ser os salários que são de miséria. Mais vale dizerem claramente que aquilo que desejam é que os trabalhadores e os desempregados estejam tão desesperados com as suas vidas que aceitem o que lhes derem sem protestar ou hesitar. Para eles, para os Mexias deste país são 3 milhões todos eles feito de mérito.

17
Mar
10

Consumo, consumo, consumo

Belmiro de Azevedo afirmou sobre o PEC que não favorece o crescimento do país; “São precisas medidas que favoreçam o consumo”. Em relação ao escalão de 45% no IRC para quem ganha mais de 150 mil euros por ano; “Tira poder de investimento às empresas e poder de consumo aos cidadãos”. Consumo para quem está desempregado ou ganha ordenados de miséria em trabalhos precários e o problema do consumo de quem ganha mais de 150 mil euros por ano. Para ele é tudo a mesma coisa.

15
Mar
10

As engrenagens do desemprego



O Governo vai rever as condições para a atribuição de subsídio de desemprego, com o objectivo de os desempregados poderem “com maior rapidez regressar à vida activa”, anunciou ontem o ministro das Finanças, no final do Conselho de Ministros extraordinário destinado a aprovar a versão final do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Para um regresso mais rápido, o Governo prepara duas medidas: menor tolerância à rejeição de propostas de trabalho e redução do valor do subsídio.
A relação entre o valor do subsídio de desemprego e o salário que o trabalhador auferia antes de perder o seu emprego vai ser revista, no sentido de a tornar mais reduzida. Sem explicações, o ministro acrescenta que passa a ser exigido “um pouco mais de esforço”.
A tributação das mais-valias, outra das medidas emblemáticas do programa, só será aplicada quando o quadro financeiro estiver estabilizado, adiantou o governante. “Só serão aplicadas quando a confiança voltar ao mercado”, explicou. Sobre as tão aguardadas medidas para estimular a economia e o emprego, nada disse.

Quando o mesmo PEC prevê que o desemprego se deva vir a manter acima dos 10% nos próximos anos, propõe o Ministro reduzir o valor do subsídio de desemprego, para que os desempregados possam “com maior rapidez regressar à vida activa”. A quem já está numa situação de total desespero, vai-lhe ser pedido “um pouco mais de esforço”. E que esforço tem feito o Sr. Ministro? Mas, as mais valias sobre a especulação bolsista, lá colocada para fingirem que a crise custa a todos, fica adiada para melhores dias. Imagina o Sr. Ministro o desespero de quem fica sem trabalho e tem uma casa, filhos, compromissos, créditos para pagar? Nunca passou por isso nem nunca soube o que é viver com ordenados mínimos para poder imaginar seja o que for. Pensa em números e esquece-se de que representam pessoas. Esquece-se ou está-se nas tintas que ainda é pior.

04
Mar
10

O Labirinto do desemprego

18
Jan
10

Governo apoia o trabalho precário


O Governo vai alargar os apoios à contratação a prazo a todos os desempregados de longa duração com mais de 40 anos, satisfazendo as reivindicações das associações patronais e da Comissão Europeia. As empresas que contratem a termo pessoas com mais de 40 anos, que estejam à procura de emprego há mais de nove meses, terão um desconto nas contribuições a pagar à Segurança Social de 50% no primeiro ano e de 65% nos anos seguintes.

Quem não se lembra de ver esta gente a impor a nova Lei Laboral afirmando der esta a melhor forma de combater a precariedade no emprego. Nove em cada dez novos empregos são contratos a prazo e, a vantagem das empresas de pagarem menos imposto na contratação sem termo, perde-se agora nesta nova benesse ao patronato.
Também todos se lembram de assistirmos às mudanças feitas nas regras da Segurança Social, com a redução das reformas e aumento da idade a que a ela teremos direito, baseada na necessidade de garantirmos a sua sustentabilidade. Agora é ver essa mesma segurança social ser delapidada nas suas receitas e o seu dinheiro utilizado para tudo e mais alguma coisa. Não deve faltar muito para nos virem anunciar uma nova crise e na necessidade de fazer novas alterações que, como sempre, serão pagas por todos nós. Até quando vamos deixar esta gente delapidar o nosso presente e o nosso futuro?

PS: A UE há muito que reclamava por o o Estado dar apoios maiores ao emprego sem termo que ao emprego precário. Esta é a Europa nas mãos da qual depositamos o nosso futuro.

10
Jan
10

As moscas

O secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, desdramatiza os dados do Eurostat, segundo os quais a taxa de desemprego em Portugal subiu para 10,3% em Novembro. «Em Outubro éramos o sexto país com o desemprego mais elevado, passámos para oitavo e, portanto esta descida para dois pontos percentuais significa que nós evoluímos de acordo com a média dos países que pioram».

Uma coisa curiosa com este senhor, é embora deva ter muitas moscas a rodopiar sobre si, quando fala nunca entra mosca. Mais de 10 em cada 100 portugueses não consegue emprego e ele desdramatiza. Claro que não descemos dois pontos percentuais, foram dois lugares, (a estadia no Ministério da Educação fez-lhe mal às matemáticas), mas brilhante mesmo é o “nós evoluímos de acordo com a média dos países que pioram”. E com os que melhoraram, como é que evoluímos? Esta gente continua a tratar as pessoas como números e décimas, sem se preocuparem que elas sofram, na miséria e nos dramas que centenas de milhares de famílias. Ninguém, de acordo com a média dos países que pioraram melhorou nada, nem a vida dos portugueses, nem a qualidade dos políticos que temos.

09
Jan
10

A Bruxa é outra, a maçã a mesma

Normalmente a perda de direitos tem sido realizada durante a discussão de uma nova lei, onde os sindicatos mais não fazem que tentar minimizar os danos; tentar perder o mínimo possível. O acordo entre os Professores e a Ministra da educação foi a inversão deste formato. Primeiro impuseram uma nova lei para agora se sentarem à mesa e ceder um pouco. O resultado é o mesmo, quem trabalha perdeu mais direitos, mas podendo os sindicatos cantar vitória.
Não conheço o texto de acordo que foi assinado mas já ouvi que o governo manteve as quotas para Muito Bom e Excelente e os sindicatos conseguiram garantir a progressão nos escalões para os professores avaliados com Bom. A carreira dos professores tem dez escalões com a progressão a acontecer de quatro em quatro anos (num dos escalões parece que é só de 2 anos). É toda uma carreira para só lá chegar perto da aposentação. O que a Ministra conseguiu foi fazer com que os classificados com Bom passem a poder ter de esperar sete anos para subir para o próximo degrau, o que muito provavelmente não vai permitir que nunca cheguem ao topo em tempo útil de carreira.

Nesta luta, que agora acabou, gostei de ver os professores unirem-se para lutar contra a injustiça, marcaram a diferença e fizeram-nos acreditar que a união é possível. Gostei de ver nascer uma plataforma onde se uniram todos os sindicatos. Não gostei de ver alguns muito preocupados em não deixar que esta luta tivesse chegado onde podia ter chegado, que tenham contemporizado e mesmo chegado mesmo a assinar memorandos de entendimento. Não gostei de ver a união da classe a esboroar-se mal prometeram um “rebuçado” a alguns dos professores. Não gostei de ver as outras carreiras da função pública não se terem unido aos professores engrossando a sua luta. Não gostei, como pai, de ver a recusa de união entre país e professores na defesa da escola pública de qualidade, optando antes por acusações mútuas. Não gosto de ver muitos parecer terem aprendido tão pouco nesta luta.




Indignados Lisboa
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