Posts Tagged ‘Alexandre Soares dos Santos

08
Maio
12

O lucro do prejuizo


Pingo Doce começou a cobrar custo da promoção de 50% a fornecedores.
Fornecedores que não aceitem “pagar” o custo da campanha temem que os seus produtos sejam retirados dos supermercados do grupo JM.
Os fornecedores dos supermercados Pingo Doce, detidos pelo grupo Jerónimo Martins, estão a ver os seus piores receios confirmarem-se: os custos da polémica campanha de 50% de desconto em compras a partir de 100 euros, realizada no 1º de Maio, será repercutida nas facturas que os produtores vão receber nas próximas semanas. “A promoção, decidida de forma unilateral pelo Pingo Doce, será paga pelos fornecedores”.

Tanto já foi dito sobre o Pingo Doce e do seu dono o Alexandre Soares dos Santos que acreditamos que pouco mais há para dizer, mas eles conseguem sempre surpreender. Agora foi a noticia de que a cadeia de supermercados que possui na Polónia foi condenada por abuso sobre os trabalhadores locais, obrigando-os a trabalhar mais horas que as contratualizadas, muitas vezes sem pagar e proibindo mesmo que perdessem tempo a ir à casa de banho. Como se não bastasse ter transferido a sua sede fiscal para a Holanda para fugir aos impostos, depois da vergonhosa promoção feita no 1º de Maio ficámos a saber que chantageiam os seus fornecedores para que o prejuízo do lucro seja passado para eles compulsivamente.
O Pingo Doce é o único supermercado que serve a zona onde vivo, mas há já vários meses que prefiro aceitar a dificuldade de me deslocar para não lá gastar um cêntimo que seja. Se outros fizessem o mesmo e os fornecedores deixassem de lhe vender os seus produtos talvez esta gente percebesse que isto do “vale tudo” tem de acabar. Estou farto deste capitalismo que só pensa em engordar esquecendo que sem consumidores acabaria por falir. Muitos ainda não se deram conta disso, mas quem tem a faca e o queijo nas mãos somos nós, bastando para isso que nos unamos naquilo que queremos.

 

03
Maio
12

Alexandrita no 1º de Maio

Tinha pensado não falar mais  sobre a vergonhosa campanha orquestrada pelo Pingo Doce no 1º de Maio, que procurou transformar o  Dia do Trabalhador no dia do consumidor. Aceitou vender tudo a metade do preço para ter as lojas a abarrotar e criou as condições para a violência do desespero nestes tempos em que a pobreza alastra. Apelou ao pior de cada um e com isso trazer ao de cima o irracional que existe em todos nós. Lutas por um sabonete ou um pacote de bolachas que provavelmente nem fazia muita falta a ninguém. Policias, conflitos, confusão e desespero para uns e alegria vitoriosa de quem conseguia sair ileso com um carrinho cheio de compras. Como disse no principio tinha pensado não referir mais este assunto pois há muito que já deixei de consumir ou respeitar o Merceeiro com sede fiscal na Holanda, mas ouvir um orgulhoso gestor, ou chefe ou qualquer coisa do Grupo Pingo Doce a fazer-se santinho, a falar de tudo isto como se a data do 1º de Maio fosse um acaso, tinha de ser no dia 1 porque é quando as pessoas fazem as compras do Mês, porque as pessoas não compram no dia 30 nem no dia 2, só compram no dia um, que tudo foi feito só para ajudar os seus clientes, que foi uma acção de ajuda social, fazendo inveja a qualquer Madre Teresa de Calcutá, meteu-me nojo. Nem vergonha têm na cara.

02
Maio
12

Um fime sem pingo de doçura

Provocador!

 

Miserável!

 

Porco!

 

Canalha!

 

Aldrabão!

 

Chantagista!

 

Criminoso!

 

Monte de bosta!

… é assim, tarde na noite e de improviso, o que me ocorre chamar ao patrão da cadeia Pingo Doce, autor desta provocação asquerosa. Feita, demagogicamente, para justificar o trabalho no 1º de maio, mas sendo na realidade um gozo arrogante e prepotente para com os direitos dos trabalhadores e um profundo desrespeito para com a dignidade humana, as necessidades e a miséria de muitos dos seus clientes.
Mostrando afinal que, na melhor das hipóteses, anda a cobrar cerca de cinquenta por cento a mais nos preços dos seus produtos, produtos que vai extorquir aos produtores, a preços de miséria.
Ou alguém acredita que o refinado bandalho perdeu dinheiro com esta operação?Texto roubado ao excelente blog de leitura obrigatória do amigo “O Cantigueiro

24
Jan
12

Um cadáver que há muito estava morto

A verba está consignada em Orçamento do Estado – 4,5 milhões de euros por mês para este ano. Este dinheiro serve para o pagamento de despesas do gabinete de Cavaco Silva, Casas Civil e Militar e também para pagamento de despesas de anteriores Presidentes da República, escreve o jornal.
Cavaco Silva recebe 2900 euros por mês para despesas de representação que são são acrescentados aos cerca de dez mil euros de pensões que o Presidente da República aufere.

Para mim há muito que o Sr. Silva foi um cancro que vitimou este país já desde o tempo em que foi o responsavel pelo inicio desta era de compadrio estado/grupos privados, surgimento de bancos como o BCP, BPI, BPN ou BPP. destruição da nossa agricultura, pescas e industria a troca de verbas europeias que depois foram esbanjadas e cedidas com muita pouca utilidade para Portugal. Foi com ele que começaram as parcerias publico/privadas e da era do betão e do alcatrão. Foi com ele que foram liberalizadas a regulação e a supervisão dando carta branca a todo o tipo de trafulhices protegidas por uma justiça tornada inoperante face ao dinheiro. Quando da sua primeira eleição para Presidente da Republica afirmei neste blog que não lhe reconhecia a capacidade nem a moralidade para isso. É que, contrariamente ao que ele afirmou, não acredito que ainda esteja para nascer gente mais honesta que ele.
Agora, finalmente caiu a máscara e para além da sua incapacidade óbvia para o cargo também surge a sua hipocrisia e falta de respeito por todos os que passam dificuldades. Se depois de tudo isto ainda houver quem o defenda e acredite nele, então merecem todo o mal que nos está a acontecer. O Sr. Silva deve ser considerado um cadáver politico porque é o que ele merece.

09
Dez
11

Mais meia-hora de retrocesso civilizacional

No país com os salários mais baixos da Europa, em que ainda cortam os subsídios de Natal e de Férias, em que a precariedade, os falsos recibos verdes, os contratos a prazo são cada vez mais longos, em que em nome da flexibilidade os horários ficam cada vez mais à vontade do patrão sem que a vida pessoal do trabalhador interesse para nada resolveram agora alargar o em meia hora diária o tempo de trabalho. Tudo em nome de um falso conceito de produtividade que a única coisa que vai fazer é criar mais desemprego e mais pobreza. O capitalismo selvagem impõe a sua lei forçando um retrocesso civilizacional do qual não se conhece ainda os limites. Será que ainda voltaremos um dia a ver de volta os velhos mercados de escravos? Vontade parece não lhes faltar e tudo em nome da ganância dos especuladores. O povo lutou durante séculos para conquistar os seus direitos e a possibilidade de viverem uma vida com dignidade e talvez tenha chegado a altura de voltarem a pegar nas “armas” da revolução e da revolta para os reconquistar. A luta por uma nova democracia mais participativa e verdadeira é o caminho e a solução, porque como já muitos afirmam, o mal não é a crise, é o sistema.

30
Jul
11

Os sacrifícios dos mais ricos

A fortuna dos 25 mais ricos de Portugal cresceu quase 18%, somando agora 17,4 mil milhões de euros (10% do PIB português).
Américo Amorim mantém-se no primeiro lugar da lista, pelo quarto ano consecutivo, com uma fortuna avaliada em 2,6 mil milhões de euros. Alexandre Soares dos Santos, presidente do conselho de administração da Jerónimo Martins, subiu do quarto para o segundo lugar, com uma fortuna estimada em 1,9 mil milhões (património aumentou 88,9 por cento). Já Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae, que caiu para terceiro lugar da lista, apresenta um património calculado em 1,3 mil milhões.


Crise? Qual crise? Para alguns tem sido um fartar vilanagem e a cada corte que os mais pobres sofrem mais esta gente ganha. A mesma gente que afirma que um aumento de 25 euros no ordenado mínimo é incomportavel e que todos os dias se vem queixar das leis laborais exigindo menos direitos para quem trabalha. São também a mesma gente que fica de fora das medidas de auteridade e os sacrificios exigidos aos outros, como aconteceu recentemente com o corte de 50% no subsidio de Natal. Pelo silêncio do Cavaco isto deve estar de acordo com a distribuição de sacrificios que defende.
Tudo isto mete nojo e custa compreender como a indignação que se ouve na rua não se transforma em revolta.




Indignados Lisboa
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