Posts Tagged ‘António Barreto

03
Maio
12

Alexandrita no 1º de Maio

Tinha pensado não falar mais  sobre a vergonhosa campanha orquestrada pelo Pingo Doce no 1º de Maio, que procurou transformar o  Dia do Trabalhador no dia do consumidor. Aceitou vender tudo a metade do preço para ter as lojas a abarrotar e criou as condições para a violência do desespero nestes tempos em que a pobreza alastra. Apelou ao pior de cada um e com isso trazer ao de cima o irracional que existe em todos nós. Lutas por um sabonete ou um pacote de bolachas que provavelmente nem fazia muita falta a ninguém. Policias, conflitos, confusão e desespero para uns e alegria vitoriosa de quem conseguia sair ileso com um carrinho cheio de compras. Como disse no principio tinha pensado não referir mais este assunto pois há muito que já deixei de consumir ou respeitar o Merceeiro com sede fiscal na Holanda, mas ouvir um orgulhoso gestor, ou chefe ou qualquer coisa do Grupo Pingo Doce a fazer-se santinho, a falar de tudo isto como se a data do 1º de Maio fosse um acaso, tinha de ser no dia 1 porque é quando as pessoas fazem as compras do Mês, porque as pessoas não compram no dia 30 nem no dia 2, só compram no dia um, que tudo foi feito só para ajudar os seus clientes, que foi uma acção de ajuda social, fazendo inveja a qualquer Madre Teresa de Calcutá, meteu-me nojo. Nem vergonha têm na cara.

23
Mar
12

Um pingo amargo

Soares dos Santos, administrador da Jerónimo Martins, duvida que Portugal escape à necessidade de um segundo pacote de assistência financeira.

É bom, mais uma ajuda é a possibilidade deste merceeiro “apanhar” alguma dela para colocar na sua conta na Holanda, sobretudo agora que tem como empregado o Ministro privado das privatizações. Na loja deste senhor há muito que não ponho os pés e tudo farei para que assim continue a ser. Nem deste nem dos outros da sua laia.

24
Jan
12

Um cadáver que há muito estava morto

A verba está consignada em Orçamento do Estado – 4,5 milhões de euros por mês para este ano. Este dinheiro serve para o pagamento de despesas do gabinete de Cavaco Silva, Casas Civil e Militar e também para pagamento de despesas de anteriores Presidentes da República, escreve o jornal.
Cavaco Silva recebe 2900 euros por mês para despesas de representação que são são acrescentados aos cerca de dez mil euros de pensões que o Presidente da República aufere.

Para mim há muito que o Sr. Silva foi um cancro que vitimou este país já desde o tempo em que foi o responsavel pelo inicio desta era de compadrio estado/grupos privados, surgimento de bancos como o BCP, BPI, BPN ou BPP. destruição da nossa agricultura, pescas e industria a troca de verbas europeias que depois foram esbanjadas e cedidas com muita pouca utilidade para Portugal. Foi com ele que começaram as parcerias publico/privadas e da era do betão e do alcatrão. Foi com ele que foram liberalizadas a regulação e a supervisão dando carta branca a todo o tipo de trafulhices protegidas por uma justiça tornada inoperante face ao dinheiro. Quando da sua primeira eleição para Presidente da Republica afirmei neste blog que não lhe reconhecia a capacidade nem a moralidade para isso. É que, contrariamente ao que ele afirmou, não acredito que ainda esteja para nascer gente mais honesta que ele.
Agora, finalmente caiu a máscara e para além da sua incapacidade óbvia para o cargo também surge a sua hipocrisia e falta de respeito por todos os que passam dificuldades. Se depois de tudo isto ainda houver quem o defenda e acredite nele, então merecem todo o mal que nos está a acontecer. O Sr. Silva deve ser considerado um cadáver politico porque é o que ele merece.

13
Jan
12

Velhos e pobres! Atiram-se para a valeta

A antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite entende que os doentes com mais de 70 anos que necessitem de tratamentos de hemodiálise os devem pagar. “Tem sempre direito se pagar”, disse. O que não é possível é manter-se um Sistema Nacional de Saúde como o nosso, que é bom, gratuito para toda a gente. Ferreira Leite insistiu que, se a hemodiálise continuar a ser disponibilizada para todos, então o sistema não funcionará “nem para ricos, nem para pobres”, concluindo que “racionar significar sempre alguma coisa que não é para todos”.Ontem estava eu muito descansado a fazer este blog quando fui surpreendido por uma conversa televisiva em que o empregado do Merceeiro do Pingo Doce,  António Barreto, afirmava que em Portugal não havia coragem para discutir se vale a pena gastar dinheiro em cirurgias ou tratamentos caros em pessoas com mais de setenta ou oitenta anos. (Sempre afirmando que ele próprio já tem 70 anos, mas esquecendo-se de dizer que nunca lhe faltaria dinheiro para o tratamento). Se um mata, outro diz esfola e a Santa Manuela Ferreira Leite acabou por fazer as lindas afirmações que retirei de uma noticia de um jornal.
Ao empregado do Merceeiro só posso dizer que ainda bem que este assunto não é discutido porque ele está acima de qualquer discussão; é um direito humano garantido pela Constituição e, só o falar-se disso é já por si uma vergonha. Sobre o que disse a velha líder do PSD nem tenho palavras. Condenar à morte idosos só porque não têm meios para pagar o tratamento, (que podem chegar a 1900 euros mensais), é uma desumanidade sem limites. Já agora, informo a senhora que racionar não é tirar aos que menos têm para dar aos mais ricos, mas distribuir o que há por todos.

13
Jun
09

Oração europeia em dia de Portugal

antonio barreto aviso representatividade

António Barreto referindo-se “à elevadíssima abstenção” registada nas eleições europeias, considerou que “mostrou, uma vez mais, a permanente crise de legitimidade e de representatividade das instituições europeias”. “A cidadania europeia é uma noção vaga e incerta. É um conceito inventado por políticos e juristas, não é uma realidade vivida e percebida pelos povos”.

Até os ideólogos do regime se vêm obrigados a reconhecer que a democracia europeia é falaciosa quando questionam a legitimidade e a representatividade das suas instituições (cada deputado português representa cerca de 140 mil portugueses em mais de 9 milhões de eleitores). Todos já compreendemos que os portugueses não se reconhecem nesta Europa e naqueles que nos dizem representar. A Comissão Europeia é escolhida pelos líderes dos países mais ricos para realizar as politica que lhe impõem, o Parlamento não passa de um logro, uma mascara que esconde a verdadeira cara da Europa. Dizem-nos que todos somos cidadãos europeus, mas esta Europa não nos trata a todos por igual. Impõem-nos regras e disciplinas mas não nos dão os direitos que vemos noutros países. Esquecem que um português ou um espanhol tem uma cultura e uma forma de vida muito diferente de um dinamarquês ou de um eslovaco. Somos todos europeus mas somos diferentes. Os portugueses não se revêem nestas politicas nem nesta Europa. Só a ruptura, possibilita a reconquista da nossa soberania e a criação de uma nova Europa de povos soberanos e livres. Só fazendo a ruptura evitaremos sofrer os estragos que a implosão desta união criará a quem lá estiver. Continuar a apostar numa Europa mais preocupada com as economias que com os cidadãos não pode dar bom resultado. O desinteresse dos cidadãos nas eleições europeias é o primeiro sinal.





Indignados Lisboa
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