Posts Tagged ‘Carmelinda Pereira

13
Maio
09

Super Carnelinda Pereira

Carmelinda Pereira Super carmelinda

Não concordo com todas as ideias e actividade politica do POUS da Carmelinda Pereira, mas não posso deixar de admirar a sua persistência na defesa daquilo em que acredita e todo o trabalho e tempo que gasta numa luta, para muitos condenada, por ignorada pela comunicação social e pelos poucos recursos que têm, (um orçamento de 720 Euros para a campanha das eleições Europeias), a não chegar à maioria das pessoas. Mesmo assim não desiste, não se cansa de reunir os seus apoiantes, defender as suas ideias e participar em todas as lutas que considera justas. Apoio-a nestas eleições por defender duas ideias que considero correctas e que representam soluções reais para a crise que atravessamos. Primeiro, a Proibição de todos os despedimentos, acabando com o a politica do estado pagar o desemprego, com subsídios e injecções de capital, mas o emprego, garantindo que o tecido produtivo do país não é destruído. A segunda medida, a Ruptura com a União Europeia, deixando de obedecer a imposições capitalistas e neo-liberais e defendendo uma outra Europa constituída por povos livres e soberanos. Pode parecer demasiado radical, mas perante o avanço do capitalismo global, da ditadura do inevitável e do poder dos Senhores do Mundo, há que agir. Somos enganados todos os dias pelas televisões, pelos políticos, pelos economistas e por todos aqueles que nos dizem que têm soluções milagrosas para os problemas. As soluções temos de ser nós, na recusa do inevitável, tornando possível aquilo que nos dizem não o ser. Como dizia Robert Musil, “Uma utopia é uma possibilidade que pode efectivar-se no momento em que forem removidas as circunstâncias provisórias que obstam à sua realização”.


28
Abr
09

Ruptura

carmelinda-pereira
A partir de hoje e até à véspera das próximas eleições este blog, ou seja eu, deixará de ser desalinhado e vai apoiar a campanha do POUS às Europeias. Revejo-me na ideia da proibição dos despedimentos. Acredito que o Estado deve assumir a nacionalização e a viabilização das empresas em defesa do emprego. Quantos despedimentos poderiam ter sido evitados se os milhares de milhões enterrados na Banca, nos BPN, no BPB, estivessem a ser utilizados na defesa do emprego? Utilizados, para evitar o desespero da pobreza para mais de meio milhão de Portugueses, para evitar o desmantelamento do que ainda resta do sistema produtivo do país.
Revejo-me também no darem voz a um grupo de cidadãos (a RUE), que defende a Ruptura com a União Europeia. Mais de 70% da nossa legislação já se apoia em directivas comunitárias. É a instituição política em que menos os cidadãos têm direito de escolha e é aquela que define a ideologia pela qual nos regemos. Que nos diz que temos de viver num estado com uma política económica capitalista e liberal. Por tornar impossível a um partido que não defenda essas políticas aplicar as suas idéias económicas e sociais. Não nos é possibilitado o direito de escolhermos o nosso caminho. Só a ruptura com esta UE nos devolverá a liberdade de escolha. Apoio o POUS nestas eleições porque propõe uma efectiva ruptura com o sistema.

Quanto ao dia das eleições ainda me balanço sobre o voto no POUS, ou apostar na abstenção. Em nenhum caso farei grande dano ao poder, mas algum fará certamente. Com que legitimidade ética, poderiam defender a legitimidade representativa de um parlamento europeu, se oitenta ou noventa por cento dos cidadãos não votarem nestas eleições? O medo que mostraram dos referendos para a Constituição Europeia e a chantagem tremenda que estão a fazer sobre o povo Irlandês por a ter chumbado, no único caso em que não puderam evitar que se fizesse, mostra que não é a democracia nem a vontade dos cidadãos aquilo que mais os move. Depois direi aqui qual será a minha opção de voto.




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