Posts Tagged ‘carvalho da Silva

21
Jan
12

Capa para um livro que merecia ser escrito

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22
Nov
11

GREVE GERAL e MANIFESTAÇÃO 24.11.2011

 Vem aí mais uma Greve Geral convocada pela CGTP e UGT juntas. Espera-se que a greve tenha uma boa adesão e paralise o país. Esta greve terá duas concentrações, uma às 11 horas no Rossio e outra às 15 em São Bento. Também a Plataforma 15.O se vai manifestar nesse dia, 14.30 horas, entre o Marquês de Pombal e São Bento, passando pelo Rossio.
Apoio esta greve, mas uma vez mais me parece que carece de eficácia e que em nada vai influenciar a discussão do Orçamento de Estado dentro do Parlamento. Chegou a hora de se fazer uma luta mais dura e feita para ganhar. Portugal e os portugueses não têm mais tempo para paninhos quentes e muito menos para agendas partidárias e sindicais. Os sindicatos são as organizações que legitimamente representam os trabalhadores e esse estatuto tem de os obrigar a combater o poder até ao fim. É isso que se lhes exige e foi para isso que os trabalhadores os elegeram.

Dia 24 GREVE GERAL
Manifestação 14.30 Marquês do Pomba l- Rossio – São Bento

PS: Dia 24 este blog vai fazer greve pelo que não publicará nada nesse dia. Desafio outros blogs a fazerem o mesmo mostrando o seu apoio a esta luta por um país onde as pessoas não sejam tratados como mercadoria nas mãos de banqueiros e políticos corruptos.

30
Ago
11

Descontentamento popular e oposição

O Professor Marcelo lá apareceu mais uma vez nas suas “conversas em família” e desta vez para se congratular com o regresso das oposições ao trabalho. Ele diz que faz falta uma oposição política para que as pessoas se sintam representadas na sua zanga contra o poder. Não porque a oposição vá derrubar ou modificar a linha do governo, esse está bem sustentado por uma maioria, mas para que as pessoas não procurem outras formas de mostrarem o seu desgrado, menos fora do sistema e do controlo. Confessou mesmo que prefere ver uma manifestação dos sindicatos com muitos milhares de pessoas a protestarem que uma mais pequena mas sem estar controlada por dentro. O protesto como forma de descarregar a ira contra a injustiça e criação de pobreza é aceitavel, se for para exigir uma verdadeira mudança já é mais perigoso. É por isso que a Manifestação de 15 de Outubro, (principalmente na sua vertente internacional), as Assembleias Populares que vão acontecendo por aí, as Acampadas, os Grupos de debate social são aquilo que os preocupa mais, pois é o próprio sistema que começam a colocar em causa.
01
Jul
11

Está na hora de escolher

“Não fiquei com qualquer impressão, pelo que não posso dizer que tenha ficado muito impressionado”, revelou o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, após a reunião esta manhã com o novo Ministro da Economia, Emprego e Obras Públicas, convocada por Álvaro Santos Pereira.  Carvalho da Silva considera que o salário mínimo tem condições para subir para os 500 euros e transmitiu o facto ao novo ministro.

Daqui a poucas horas vai ser aprovado o Programa deste governo, com as medidas da Troika, da União Europeia e ainda as da cabeça do Passos Coelho. Para o Carvalho da Silva a certeza de que terá as ruas bem cheias nas manifestações que vai promover. Pena será se elas, uma vez mais não passarem de passeios na Avenida e não uma mobilização para ocuparmos as ruas e nelas permanecermos exigindo justiça na crise, na divida e nas opções políticas para a sua resolução.

20
Mar
11

Manifestação 19 Março 2011

Ontem houve manifestação nacional da CGTP em mais uma descida da Avenida da Liberdade para muitos milhares de portugueses. Deveriam e poderiam ser mais, mas muitos já não parecem acreditar em quem lhes diz o que devem pensar e que antecipadamente anuncia a moção que por eles será aprovada. Nem a clonagem gráfica do panfleto de anuncio da manifestação que claramente procurou colar-se à imagem dos “homens da luta” e à manifestação da “Geração à rasca” chegou para repetir o que se passou no dia 12 um pouco por todo o país.
Eu estive lá porque sempre considerei que somos nós que temos de defender os nossos direitos e lutar por aquilo em que acreditamos, mesmo considerando que muitas manifestações têm sido passeios na avenida sem consequências e sem um objectivo claro de vitória (Esta pareceu-me melhor, mais real e com mais garra). Estive lá assim como estive na da “geração à rasca” mesmo criticando muitos dos presentes por não terem estado noutras manifestações do passado quando era necessária defender postos de trabalho e direitos sociais. Infelizmente muitos só se mexem quando são os seus direitos que são ameaçados sem mostrarem solidariedade quando são outros a ter problemas. Só unidos podemos resolver os problemas de todos. Espero que estas duas manifestações possam “encontrar-se” num objectivo que garanta um futuro melhor para todos. Eu estarei lá para o que der e vier.
20
Jan
11

Dói mais quando o alvo somos nós

Dois sindicalistas foram hoje detidos pela polícia no final de uma concentração dos sindicatos da Administração Pública, junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa. As forças de segurança e os sindicalistas chegaram mesmo a envolver-se em confrontos. A PSP diz que os dois detidos desrespeitaram a ordem para não ultrapassar um cordão policial que estava pré-definido.

PCP e BE acusaram na Assembleia da Republica a PSP de “abuso de poder” e “acção desproporcionada” nos confrontos de terça-feira com dirigentes sindicais após uma manifestação à porta da residência oficial do primeiro-ministro.

Basta ouvir no discurso dos nossos políticos a preocupação que mostram com aquilo a que chamam, de “aumento da contestação social “, provocada pelas medidas de austeridade, para se poder pensar que estas atitudes da policia podem ser já a resposta mais musculada para a travar. Os  partidos mais à esquerda mostram, e bem, a sua indignação, mas não posso deixar de lhes lembrar que, quando da Cimeira da NATO em Lisboa nada disseram sobre a “violência” praticada pela policia sobre alguns manifestantes não subordinados às orientações do PCP. (Antes pelo contrário, foi a própria organização da CGTP quem solicitou à policia essa mesma “violência” sobre manifestantes pacíficos). Esquecem que, quando aceitam a violência contra os outros, os que não se regem pela sua cartilha, acabam por a legitimar e a abrir o caminho para serem eles os próprios a receber o mesmo tratamento. A defesa dos direitos e das liberdades têm de ser feitas para todos e não só para alguns.
quanto a este ministro, há muito que devia ter sido “saneado”. Não presta.

13
Dez
10

Temos sindicatos tão bem educados

Desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar sempre fui sindicalizado e continuo a considerar que todos o devemos continuar a ser, mesmo que os sindicatos que temos sejam tão bem comportados que não sirvam os interesses dos que a eles pertencem. Da UGT pouco ou nada há para dizer a não ser que na prática é mais um instrumento do poder capitalista para garantir que esse poder possa dizer que tem o apoio dos sindicatos quando toma decisões que “lixam” os trabalhadores na chamada concertação social. Já a CGTP, a maior confederação social, é o “policia mau”, que nunca assina os acordos, faz lindos discursos a criticar o poder por atacar os direitos dos trabalhadores, uma ou outra greve sem resultados e uns passeios a descer a avenida de quando em quando. Na prática nada muda nem há uma luta em que possa reclamar vitória. Mesmo quando, como aconteceu com os professores, a mobilização ultrapassa o esperado, são logo os primeiros a por um ponto final nessa luta indo assinar memorandos de entendimento que na prática só desmobilizam a luta. É também ele uma parte do sistema, servindo-o e  alimentado-se dele.
Quando olhamos para a história do movimento sindical mundial, para as grandes alterações sociais e vitórias dos trabalhadores, vemos que as lutas foram sempre feitas contra o sistema e em desobediência às leis burgueses feitas para os controlar. Uma luta nunca é simples, nunca é fácil e nunca se faz sem “baixas”.  As lutas não podem ser tão “bem educadas”, tão legalistas nem feitas sentados em poltronas à frente de uma televisão. É na união de todos os trabalhadores, na sua decisão firme de não parar até conseguirem vencer que está a sua força. O que temos não passa de uma palhaçada sem resultados práticos, uma luta acorrentada por leis feitas para lhe retirarem toda a efectividade. Assumir o controlo dos sindicatos, unir todos os trabalhadores numa mesma luta para mudar as leis burguesas é fundamental se não queremos ver os nossos direitos serem espoliados todos os dias e as nossas vidas cada vez mais precárias e miseráveis.



Indignados Lisboa
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