Posts Tagged ‘Faria de Oliveira

07
Nov
11

Bad Bank for Bad Boys

Já nos disseram muitas vezes que é imprescindível salvar a banca, como aconteceu no caso BPN, que há riscos sistémicos, que sem ela não há quem financia e economia e outras coisas que tais. Quer-me parecer que um banco do estado podia fazer tudo isso e muito mais, mas a sua adoração pela banca é sagrada. Por isso o Estado assume a garantia de empréstimos de muitos milhares de milhões aos bancos, paga outros milhares de milhões para salvar roubalheiras como o BPN, que depois vende por 40 milhões e agora já se fala de um Bad Bank que mais não é que um Banco do Estado para recolher todos os activos tóxicos que a banca criou na sua ânsia de lucro fácil. O mais grave é que o Estado acabamos por ser todos nós quando chega a hora de pagar os prejuízos. Não há dinheiro para carapaus, mas para o caviar nunca vai faltar.

28
Out
11

Contágio

Ao optarem por tratar as pessoas como a variável menos importante no orçamento do estado para 2012, exigindo-lhe sacrifícios colossais e cortando os subsídios de férias e natal, o governo abriu a Caixa de Pandora da indignação. Não há agora dia em que um jornal, nos mails, nos blogs e nas redes sociais não surjam as mordomias com que os nossos políticos continuam a viver. Sejam os subsídios de transporte do Ministro que tem casa em Lisboa, as pensões vitalícias, (que duplicam quando fazem 60 anos), as milionárias reformas antecipadas, os ordenados e prémios obscenos, os carros, as casas e as negociatas. O Ministro já veio dizer que quer atenção redobrada sobre manifestações de risco. Têm medo porque brutalizam um povo e já nem conseguem esconder os vícios privados sob a capa da mentira de públicas virtudes.

22
Jul
11

Ele há filas e filas

Quem reparar bem vai notar que neste momento há duas grandes filas por aí.  A fila dos desempegados e a fila dos banqueiros para recorrer ao aval do estado e ir buscar dinheiro aos 35 mil milhões que lhes colocam à disposição. (Vai haver outras filas quando chegar a altura das privatizações, como por exemplo a da vergonhosa privatização das água). A dos desempregados representa a crise a miséria reais, a dos banqueiros a crise e a miséria alheias. Dos sacrifícios de que tantos nos falam, 78 mil milhões de dificuldades e perdas de direitos que nos cobram, 35 mil milhões são para financiar o negócio dos bancos. É dinheiro do Estados e de todos nós que é garantido aos bancos para que possam negociar e especular com eles, ficando os lucros se correr bem e passando o prejuízo se a coisa correr mal. Bom negócio.
Dizem que é necessário capitalizar os bancos para que eles possam financiar a economia. Não tem o Estado um banco público que devia servir os interesses do próprio Estado e de todos nós? Porque temos nós de financiar o lucro de bancos privados que sempre mostraram ter como único interesse o ganharem dinheiro a todo o custo, que ajudaram a endividar o país e os portugueses sem olharem a consequências mas só ao lucro? Porque não usa o banco público para garantir o financiamento à economia mais barato, mais justo e menos usurário?
Porque tenho eu de financiar o Sr. Ricardo Salgado? Porque tenho eu de dar lucro a esses senhores? Será porque quem toma as decisões, quem negoceia com a Troika, quem faz leis, quem as aplica, também têm interesses nesses bancos?
12
Abr
11

O festim do FMI

Dizem que hoje chega o FMI à Portela. Eu pensava que eles já cá estavam há muito tempo. Vêm porque vão chegar muitos milhares de milhões a Portugal. Os primeiros que chegarem já têm destino traçado, são para a Banca, os outros lá irão parar à outra dimensão onde já se eclipsaram  as ajudas europeias, seja na forma de TGVes, de submarinos ou BPeNes.
Quem paga? Nós, os nossos filhos e os filhos deles. Agora que dizem estar a chegar o FMI, que nos afirmam ir cortar direitos, trabalhos e salários de fazer já uma greve geral, de irmos todos para a rua dizer-lhes não. Dizem que não podemos sobreviver sem a ajuda, mas olhe-se para o estado em que se encontra a Grécia um ano depois de ter recebido a mesma ajuda. Continua falida, com os gregos mais pobres e com menos direitos e com taxas de juros de 15%. Imaginam como vamos estar daqui a um ano?
06
Out
10

O Estado da Banca do Estado

Todos concordam que a actual crise mundial foi crida pelo sistema financeiro, vulgo especulação, vulgo Banca. Foi a ganância de muitos bancos que endividou países e levou mesmo alguns à falência como aconteceu com a Islandia. A Irlanda, o país que há pouco tempo nos era mostrado como exemplo de desenvolvimento a seguir, vai este ano apresentar um défice de 32%. Também em Portugal tivemos os nosso BPN e o BPP. Também em Portugal estamos a sofrer por o estado ter gasto o que tinha e o que não tinha para financiar a banca. Nós, um dos países que já temos uma das mais altas  taxas de impostos da Europa, embora sejamos dos mais pobres, sempre permitimos que a banca pagasse muito menos que qualquer outra empresa, que fizesse negociatas em off-shores sem cobrar impostos e aplicasse taxas e mais taxas sobre os seus clientes. Isto apesar de os seus lucros serem de centenas de milhões de Euros e não tenham parado de os aumentar ao ritmo de 20 ou 30% ao ano, mesmo nos anos de crise.
Neste PEC III, em que tudo aumentou menos os salários que diminuiram, foi finalmente lançado um novo imposto sobre a banca. Não se sabe ainda muito bem de quanto será nem que buracos vão ficar na lei para lhes permitir contabilidades coloridas, mas já se sabe que este imposto não vai financiar a crise do país, mas sim ser uma espécie de seguro para a banca se algum banco tiver problemas.
Surpreendemente, foi o Presidênte do Banco do Estado, a CGD, que devia ter como tarefa ser justo e impedir que outros bancos praticassem a usura e o abuso sobre os clientes, quem veio já avisar que seremos nós, os utilizdores do banco quem vai pagar, Faria de Oliveira, que devia ser o primeiro a respeitar as regras, foi o primeiro a dar o aval aos outros bancos para atirarem a conta para cima dos clientes. Vão aumentar taxas, juros e tudo o que for ncessário para nos porem a pagar. Rouba-nos o governo com impostos e roubam-nos os bancos com taxas. Até quando?




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