Posts Tagged ‘Jorge Silva Carvalho

15
Jun
12

O poder do tudo saber

Durante dias não se falou de outra coisa que das fugas de informação das nossas secretas para empresas privadas, das pastas com informação sobre a vida cidadãos, da proximidade do Miguel Relvas com o Jorge Silva Carvalho, das falsidades que foi afirmando e mudando de cada vez que era apanhado numa sem esquecer as ameaças sobre a jornalista do público se publicasse uma noticia que mostrava uma dessas contradições. Falou-se tanto, prometeram-se inquéritos rápidos e o tempo passa e tudo parece ter entrado no esquecimento.

É que isto de se ter informação sobre os cidadãos é uma prática já há muito utilizada e que garante um poder enorme sobre a sociedade. Houve uma altura em que eram os padres das aldeias que, sabendo tudo o que se passava através das confissões, as controlavam, hoje é quem tem acesso aos serviços secretos que possui o poder de silenciar o que não quer que seja divulgado, “queimar” um inimigo ou conseguir um favor ou um negócio. A informação sempre foi poder e cada vez mais parece sê-lo mais.

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29
Maio
12

Da transparência à invisibilidade

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje, em Singapura, estar convencido que o caso que envolve o ministro Miguel Relvas e o jornal Público «acabará por ser esclarecido com a devida transparência», escusando-a a fazer mais comentários.

O meu medo é mesmo esse, que haja tanta transparência que nada se descubra e que os culpados se tornem tão invisíveis que ninguém os consiga  apanhar. São tantos os casos de gente que ganhou o poder da invisibilidade, pelo que as nas nossas prisões corruptos e poderosos não se vêem.

28
Maio
12

Espiões coscuvilheiros

«Num email enviado de Silva Carvalho para Paulo Félix (à data funcionário da Ongoing e ex-PJ), a 4 de Setembro de 2011, Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, aparece com um nome de código: Balsinhas. Nele, Silva Carvalho pede que vejam “em fontes abertas” tudo o que há “sobre o Balsinhas”, em particular sobre os empréstimos que tinha, em que bancos, quando venciam. Silva Carvalho argumenta que essa informação interessava à estrutura financeira e económica da Ongoing. Tempos depois, recebe um relatório detalhado de 31 páginas sobre Balsemão, que incluía uma cronologia com dados importantes da sua biografia, uma colectânea de recortes de jornais, listas de amigos, inimigos e aliados e até considerações sobre a sua performance sexual.

11
Maio
12

Secretas promiscuidades


Algum tempo depois das eleições legislativas de Junho de 2011, Jorge Silva Carvalho, então já administrador da Ongoing, (que paga ao ex-espião 40 mil euros por mês), enviou, por correio electrónico, ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, um relatório detalhado com um plano para reformar os serviços de informação, propondo para directores do SIS (Serviço de Informações de Segurança) e do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) funcionários da sua confiança e apontando ainda os nomes daqueles que não deveriam assumir cargos dirigentes. Confrontando com a notícia, Miguel Relevas respondeu que recebe informações de várias fontes, não se recorda dessa em particular.
Silva Carvalho, quando ainda ao serviço do SIED, enviava resumos diários da imprensa nacional (“clipping”) para Miguel Relvas era este secretário-geral do PSD. Já então também vários responsáveis da Ongoing recebiam igualmente das secretas esse resumo diário.

Esta promiscuidade entre os Serviços Secretos e privados para dai tirar vantagens negociais e económicas, misturadas com interesses partidários, num país em que a justiça funcionasse e fosse livre e independente, já teria enviado para a cadeia muita gente. Por cá vai ser mais um processo interminável e que quando chegar perto do fim com a absolvição dos poucos que serão acusados, por irregularidades processuais, prescrição ou qualquer outro motivo do género. Muito provavelmente estaremos entretidos nessa altura com algum jogo de futebol ou com a justiça a gabar-se porque conseguiu condenar um desgraçado qualquer que roubou uma carcaça de um supermercado.

28
Jan
12

Cada um tem o “espião” que merece

Ex-espião do SIED pediu demissão do cargo na Ongoing. Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e protagonista no processo de alegadas fugas de informação dos serviços secretos para a Ongoing, justifica a decisão com o facto de não querer «servir de arma de arremesso para ataques de grupos empresariais» e lamenta «a campanha injuriosa, manipuladora e cheia de falsidades» contra o próprio e a Ongoing.

Não ando mesmo com vontade de escrever e já nada que eu aqui possa escrever é novidade. A vergonha, o compadrio, as guerras de poder, os negócios, o dinheiro, tudo já é noticia, tudo já é dito com uma naturalidade e com um desplante de quem já nem se dá ao trabalho de esconder. Já vale tudo.

05
Jan
12

É o que dá andarem por aí homens de aventalinho.


As ligações entre a política e a maçonaria foram colocadas em causa esta terça-feira pelas notícias dão conta da supressão de termos ligados à maçonaria «apagados» do relatório das secretas. O PSD já negou que tivesse apagado qualquer referência. A loja maçónica é a Mozart, uma das mais influentes do país.
A loja Mozart é uma das mais poderosas da maçonaria portuguesa. Terá cerca de 70 membros, entre eles estão várias figuras ligadas ao presente e passado dos serviços de informações portugueses como Jorge Silva Carvalho, actualmente quadro na empresa Ongoing.
A loja Mozart 49 integra a chamada maçonaria regular. Está ligada à grande loja legal de Portugal, a segunda corrente maçónica com mais seguidores no país.
A ela pertencem dezenas de membros, tendencialmente de orientação política mais à direita e é considerada uma das mais poderosas e influentes do país.
A Mozart foi criada em 2006 por Paulo Noguês e António Neto da Silva, ex-deputado do PSD.
Dela fazem parte Jorge Silva Carvalho, ex-director do serviço de informações estratégicas da defesa, João Alfaro, outro homem que já esteve ligado ao serviço de informações. Silva Carvalho e João Alfaro integram agora a Ongoing, de Nuno Vasconcellos, também ele membros da Mozart.
Luís Montenegro é outro dos nomes que marca presença na loja, uma presença que não desmentiu quando questionado pelos jornalistas hoje no Parlamento. Os restantes nomes são secretos, mas sabe-se que entre eles estarão mais políticos, juízes, empresários e jornalistas.
Os rituais da Mozart são pouco conhecidos. Apesar das luzes da ribalta aquando do caso Silva Carvalho e da fuga de informações para a Ongoing, a loja é considerada discreta, tanto que não se faz representar nas sessões colectivas da grande loja legal de Portugal.
Os encontros dos seus membros decorrerão em locais variados como hotéis de Lisboa, um edifício do Bairro Alto ou a sede no bairro de Alvalade da própria grande loja legal. [TVI24]

02
Ago
11

Espiões à portuguesa

Um caso de espiões portugueses onde tudo começou com um SMS da Manuela Moura Guedes para o Passos Coelho para lixar o Bernardo Bairrão. Dai até agora muito mais já se sabe e nada cheira bem. De negações que depois se confirmam verdades, do SMS tantas vezes naegado até à informação enviada pelo chefe dos nossos espiões para a Ongoing onde agora trabalha. Ora o marido da Manuelinha é Administrador da Ongoing pelo que é fácil descobrir como ela soube dos dados da investigação, desmentida, feita ao Bairrão. Poretanto um espião, o chefe do serviço de segurança do Esatado,  envia informações para uma empresa privada  que o viria a contratar e um administrador dessa empresa conta à mulher que, por acaso, até é jornalista e vingativa.
Isto só por si era mau e grave, mas pior ficamos quando vemos o tal espião, Jorge Silva Carvalho, ir à Assembleia reconhecer que tinha enviado informações do seu computador para empresas privadas mas com autorização até do Primeiro-ministro da altura José Sócrates. Grave, mas depois ficámos a saber que afinal o nome do Sócrates tinha sido invocado em vão e nem o Sócrates nem ninguém tinha dado ordem ou autorização para o envio dessa informação. O Espião resolve então dar o dito pelo não dito e dizer que afinal não tinha enviado informações nenhumas para a Ongoing, mas arranja um advogado para processar, por violação do seu mail, aqueles que dizem que ele enviou a informação, que pelos vistos enviou como comprovam os mails supostamente violados.
Eu não sou Espião mas tenho a certeza que tinha arranjado uma história mais credivel e não tinha metido tanto os pés pelas mãos. Acreditava eu que um Espião devesse ter mais jogo de cintura e uma melhor capacidade para gerir situações apertadas. Este nem necessitou de ser torturado para se baralhar todo. Pelo menos nos filmes os espiões parecem mais capazes e competentes. Aguardemos sentados o resultado de tudo isto e do inquérito que, se ainda não mandaram fazer, vão mandar.



Indignados Lisboa
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