Posts Tagged ‘Maria Helena André

23
Dez
10

Vergonha máxima em salário mínimo

A Ministra, Helena André afirmou que da reunião de concertação social resultou o objetivo de atingir os 500 euros de salário mínimo, conforme previsto no acordo de 2006 (esqueceu que estava acordado que o valor seria pago  logo a partir de Janeiro).
A subida será faseada  em 2011 ( 10 euros em Janeiro, depois mais dois aumentos em Junho e Outubro), foi bem recebida pela UGT (que fala numa conquista da greve geral), e contou com a “compreensão” da CIP (que foi quem o exigiu o faseamento) , enquanto a CGTP garantiu que “não dará cobertura a um simulacro de discussão” (deverá fazer uma manifestação lá para os fins de Março).
O Presidente da CIP, António Saraiva, entrou para a reunião afirmando que o salário mínimo já não era tão mínimo como isso. Só lhe digo que o gostava de ver viver com esse dinheiro. Afirmar que 500 euros é muito dinheiro para sustentar uma familia não é gente de bem e considerar que as empresas não conseguiam suportar um aumento de 25 euros uma vergonha para os nossos empresários.
Da ministra pouco ou nada mais há a acrescentar a não ser que já aprendeu com o Engenheiro da independente a dar a volta à verdade para fingir que não faltou a mais uma promessa feita.
Os sindicatos portaram-se uma vez como sempre têm feito, com a UGT a fazer a vontade ao patronato enquanto a CGTP voltou a fazer, como sempre, o papel do sindicato que diz não mas sem iniciar uma luta que o possa impedir.

17
Dez
10

Nacional carteirismo

O Governo quer as empresas criem um fundo para financiar os despedimentos que será alimentado através de um desconto na massa salarial, anunciou ontem a ministra do Trabalho.

Ora aí está a forma que o governo escolheu para cumprir com as “ordens” vindas de Bruxelas e do FMI para tornar os despedimentos mais baratos para os patrões. Baixa-se o custo, reduzindo o montante mínimo a que os trabalhadores tinham direito e corta-se-lhes na massa salarial para criar um fundo que mais tarde poderá ser utilizado para os despedir. Isto é, são os trabalhadores que vão juntar o dinheiro que vai possibilitar que os patrões que os possam por na rua. Os mesmos patrões que afirmam não ser possivel aumentar o salário mínimo para 500 euros já em Janeiro. Como se já não bastasse o que aí vem com a  redução de salários e o aumento de impostos. Como se o desemprego já não fosse a causa de tanta miséria neste país.

08
Dez
10

Sua Exª manda

A União Europeia, já afirmou e reafirmou a necessidade de Portugal flexibilizar ainda mais as leis laborais, nomeadamente em tornar mais barato o despedimento.
A Ministra do Trabalho e Segurança Social, Helena André, afirmou que “Temos de ter alguma capacidade de análise em relação a algumas das propostas que nos chegam de Bruxelas e que são completamente desajustadas daquilo que é a realidade nacional” . “Penso que, em muitos casos, resultam de alguma falta de informação de Bruxelas daquilo que foram as reformas feitas em Portugal. E menciono só uma: o desajustamento completo daquilo que foi proposto, recentemente, em Bruxelas, em relação à alteração do conceito de justa causa, que, como todos sabemos no nosso país, é um conceito que está plasmado na nossa Constituição”.
Ontem o Primeiro Ministro, José Sócrates, questionado sobre se pensava fazer alterações ao código de trabalh respondeu que «Já disse que iríamos fazer uma agenda para o crescimento, [teremos] reuniões com os parceiros sociais. Portanto, a resposta é sim e esperarão pelos próximos dias para saberem mais pormenores».

Será o poder assim tão viciante que a Ministra aceita continuar a trabalhar para um governo em que o Primeiro Ministro, que parece apostado em aceitar as desajustadas propostas de Bruxelas? Não é todo este governo que está desajustado em relação à realidade de quem trabalha? Não é esta Europa que está desajustada em relação às realidades nacionais? Não é este capitalismo que está desajustado em relação ao mundo em que vivemos?
Se Portugal está endividado e necessita de produzir mais, compreende-se que em vez de se investir no emprego se facilite ainda mais o despedimento? É natural num país que necessita de produzir haja mãos desempregadas? Não nada tudo isto desajustado demais?

25
Nov
10

A Greve dos 3 milhões

Com a greve geral a chegar ao fim, Governo e sindicatos divergem na leitura dos factos. Ambos festejaram os números, mas por razões diferentes: para a CGTP e UGT, foi a maior greve da história, com três milhões de trabalhadores a aderir à jornada; para o Governo, “o país não parou”.
Quem tem razão? Se calhar nenhum, mas o importante não é o número nem é parar o pais. Importante mesmo é mudar, não só de politicas mas sobretudo de sistema. Acabar com a submissão do poder politico ao poder dos mercados, deixar de dar mais valor ao lucro que às pessoas, deixar de pensar a economia como um fim, mas como uma ferramenta de desenvolvimento. Há todo um país para desenvolver, maõs desempregadas ansiosas por trabalhar, campos abandonados à espera de serem produtivos, um mar imenso à espera de traineiras. Traineiras como aquelas que vi serem cortadas a meio por opção de uma  união europeia ao serviço do capitalismo e da ganância dos grandes grupos económicos.
Que mudou esta greve? Pouco, os portuguêses já se preparam para subtituir no governo um partido de alterne pelo outro, deixando tudo na mesma, esquecendo que não são as pessoas mas as politicas aquilo que os trama.
Valeu a pena fazer greve? Claro que valeu. Valeu porque mostrou que há muitos dispostos a lutar por melhores condições. Valeu porque mostrou que a capacidade de aceitação dos portuguêses a estas políticas está a chegar ao fim. Valeu porque lutar por melhores direitos e condições de vida vale sempre a pena.
Teria valido mesmo muito a pena, se representasse o inicio de uma luta, uma luta que não pode ser de feita só de esporádicos passeios a descer a Avenida da Liberdade ou de greves intermitentes. Como se gritava na manifestação, “greve geral daqui até ao carnaval”. Só parando efecivamente este país, não aceitando acabar com a luta sem saír se vencedor. Dificuldades seriam muitas, sacrificios ainda mais, mas isso é o que já nos pedem agora sem haver um horizonte de melhoria e esperança. Que mais terá de fazer este poder para que digamos, Já basta e o assumamos nas nossas mãos?

23
Set
10

Desemprego. Solução: Não há

A ministra do Trabalho, Maria Helena André, admitiu  na Assembleia da República que, naquela Assembleia todos sabiam que a tendência do «desemprego não se vai inverter nos próximos tempos».
Afirmou ainda que “o Governo não mascara o desemprego, considera-o o principal problema social”, mas que a solução não passa por subsídios, ao seu prolongamento ou ao seu aumento”.

Que tenha ido confirmar aquilo que todos nós já sabemos, que não tem uma verdadeira solução para o desemprego, até lhe fica bem. Também é verdade que o subsidio de desemprego não é a resposta para criar novos empregos, mas talvez o seja para minimizar a desgraça que se abateu sobre mais de meio milhão de portugueses. Só olhar para estatisticas, só olhar para a realidade e esquecer as pessoas é um mal deste sistema capitalista. Afinal, são as pessoas que deviam ser a prioridade de quem governa.

31
Ago
10

Subsidio social para computador

Os beneficiários do Rendimento Social de Inserção, abono de família e subsídio social têm de passar a provar os rendimentos através da Internet. A indicação foi dada, por carta, aos beneficiários, sendo que nessa carta é mencionado o endereço electrónico da Segurança Social, assim como os prazos, que vão de 10 a 30 de Setembro. Caso não façam essa prova de rendimentos, os beneficiários podem ficar sem os rendimentos públicos durante dois anos. A medida abrange mais de dois milhões de portugueses.

Só espero que depois não venham a “descobrir” que quem tem dinheiro para comprar um computador e ter ligação à internet não necessita de receber abonos e subsidios. Desta gente já espero tudo.
25
Maio
10

Concertação social na lirica de uma ex-sindicalista

01
Maio
10

Peace and love, meus


Primeiro foi o Passos Coelho e depois a ex-sindicalista, agora Ministra do Trabalho quem veio pedir aos portugueses que não façam ondas, que não manifestem o seu desagrado pelas politicas liberais deste governo. Acenando com a crise pedem-nos que mostremos ao mundo que os trabalhadores acreditam no PEC e nas suas politicas. Devemos sorrir perante a perda de direitos e de poder de compra, os nossos que nos deles e do grande capital não se toca. Um manguito é o que eu lhes faço e apoiarei e estarei ao lado de todas as lutas. Podemos via a cair na lama da miséria, mas se isso acontecer que eles não se fiquem a sorrir nas suas mordomias e compadrios. Endividaram o país e fizeram disparar o défice para salvar bancos e banqueiros corruptos, mas para “salvar” este país nunca há dinheiro. Pior, ainda nos fazem pagar pela porcaria que fizeram. Rua com eles.

12
Abr
10

Calendário Setembro 2010 – o mês do regresso ao desemprego


Acabadas as férias será altura de muitos voltarem aos seus locais de trabalho para os encontrarem fechados e o seu emprego perdido. Acontece todos os anos e este não deverá ser diferente. Claro que a Ministra aparecerá a lamentar o aumento do desemprego, a culpar a crise e a apresentar mais uma ou outra medida para ajudar os desempregados que na prática pouco ou nenhum efeito fará. Basta ver as medidas propostas neste PEC para ver que os desempregados estão na mira do governo e que podem esperar tempos ainda mais difíceis no futuro.

04
Mar
10

O Labirinto do desemprego

21
Jan
10

Uma grande fada

A ministra do Trabalho Maria Helena Ande afirmou que não tem uma varinha mágica para saber até onde vai crescer o desemprego.
Pessoalmente, acredito que ela não seja realmente uma grande fada que vai resolver o problema de tantas centenas de milhares de desempregados, mas era bom que tivesse uma ideia da desgraça que ainda para aí vem. É que estamos a falar de pessoas e da miséria que pode bater à porta de qualquer um de nós a qualquer momento. Claro que também sei que eles estão salvaguardados dessa desgraça, ou mesmo de virem a ser vítimas de trabalho precário pago com ordenados de miséria, eles sabem que terão sempre administrações, fundações ou outros “ões” de qualquer tipo para gozarem o “merecido” prémio por serviços prestados. Eles sabem que terão sempre uma fada madrinha, com ou sem varinha mágica para os proteger.

18
Jan
10

Governo apoia o trabalho precário


O Governo vai alargar os apoios à contratação a prazo a todos os desempregados de longa duração com mais de 40 anos, satisfazendo as reivindicações das associações patronais e da Comissão Europeia. As empresas que contratem a termo pessoas com mais de 40 anos, que estejam à procura de emprego há mais de nove meses, terão um desconto nas contribuições a pagar à Segurança Social de 50% no primeiro ano e de 65% nos anos seguintes.

Quem não se lembra de ver esta gente a impor a nova Lei Laboral afirmando der esta a melhor forma de combater a precariedade no emprego. Nove em cada dez novos empregos são contratos a prazo e, a vantagem das empresas de pagarem menos imposto na contratação sem termo, perde-se agora nesta nova benesse ao patronato.
Também todos se lembram de assistirmos às mudanças feitas nas regras da Segurança Social, com a redução das reformas e aumento da idade a que a ela teremos direito, baseada na necessidade de garantirmos a sua sustentabilidade. Agora é ver essa mesma segurança social ser delapidada nas suas receitas e o seu dinheiro utilizado para tudo e mais alguma coisa. Não deve faltar muito para nos virem anunciar uma nova crise e na necessidade de fazer novas alterações que, como sempre, serão pagas por todos nós. Até quando vamos deixar esta gente delapidar o nosso presente e o nosso futuro?

PS: A UE há muito que reclamava por o o Estado dar apoios maiores ao emprego sem termo que ao emprego precário. Esta é a Europa nas mãos da qual depositamos o nosso futuro.

28
Dez
09

Desemprego no sapatinho


Infelizmente para muitos portugueses esta é a prenda que receberam ou vão receber no seu sapatinho. Infelizmente muitos parecem estar mais preocupados em engordar as suas enormes fortunas que em evitar a fome e miséria de milhares de familias. Infelizmente temos um governo mais interessado em em servir o grande capital e em obedecer às ordens dos senhores da Europa que em servir os cidadãos do seu país. Infelizmente essa foi a prenda mais portugueses receberam este ano.

19
Nov
09

Desemprego chega aos 9,8%


Os sinais de recuperação da economia estão a demorar a chegar ao mercado de trabalho e ameaçam as previsões mais optimistas do Governo. No terceiro trimestre de 2009, a taxa de desemprego disparou para os 9,8% e, segundo as estatísticas oficiais, afectou 547,7 mil pessoas.

Pode um país em que um em dez dos seus cidadãos não encontra trabalho ser considerado livre e democrático? Veio o Engenheiro desculpar-se com a crise, como se não tivesse culpas no cartório, como se não fosse um dos que aplicam o sistema capitalista global à força e à custa dos cidadãos do seu próprio país. Que inocência pode alegar quando foi ele o autor da nova lei do trabalho que tudo permite aos patrões e retira todos os direitos aos trabalhadores? Que lógica pode haver em enterrar mais de 3 mil milhões para aguentar um Banco delapidado pela corrupção e vermos depois os trabalhadores da Quimonda Solar serem despedidos ao verem declarada a insolvência da empresa por uma divida de 26 milhões. Não seria o dinheiro enterrado naquele Banco mais bem empregue a salvar empresas e empregos, garantindo a dignidade das pessoas e a sustentabilidade do país quando a crise passasse? Não seria esse dinheiro mais bem empregue a salvar o trabalho e a evitar a miséria e o sofrimento daqueles que não conseguem trabalho para sustentarem os seus filhos?

14
Nov
09

Flexibilidade que baste

Maria helena andre horas trabalho
Muitos podem acreditar que a nova Ministra do Trabalho, Maria Helena André, poderia ser uma boa noticia pelo seu passado sindicalista. Desenganem-se, embrulhado na nova imagem de dialogo que o Engenheiro deseja vender-nos, bastou ouvir uma entrevista para se notar que pouco ou nada podemos esperar na melhoria dos nossos direitos laborais, quer seja na segurança no emprego ou na precariedade do trabalho, mas podemos contar desde já com a imposição de uma ainda maior flexibilização dos horários de trabalho, colocando todo o nosso tempo e a nossa vida à disposição dos patrões. Vimos no que deu a flexibilização dos despedimentos, com a miséria a alastrar por todo o lado, sob o pretexto da crise embora vejamos empresas a apresentar milhões de lucros, vamos sofrer agora a praga da flexibilização dos horários de trabalho. Eu por mim estou farto de ser flexivel e chegou a altura de antes quebrar de flexibilixar. Acabemos já com essa treta da concertação social, onde cada vez que os sindicatos reúnem com os patrões/governo, só negoceiam a extensão dos direitos que vamos perder dessa vez. Está na hora de falar claro e assumir a luta pela reconquista de muitos direitos que nos têm sido retirados ao longo dos anos. São os trabalhadores que têm a força nas suas mãos se tiverem a coragem de a utilizar. São eles que podem parar este país, são eles que produzem a riqueza dos patrões. São eles quem pode alterar este marasmo em que caímos e, em que cada dia, somos menos seres humanos e mais ferramentas do capitalismo.




Indignados Lisboa
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