Posts Tagged ‘Marinho Pinto

21
Abr
11

Só à marretada

Normalmente ouvir o Marinho Pinto é ouvir alguém que não tem papas na língua e que chama os bois pelos nomes. Já quando veio apelar à “greve” ao voto nas próximas eleições parece-me  uma irresponsabilidade e um perigo. Talvez ele não encontre nos partidos um que lhe agrade, (eu também não), mas esta é a última hipótese que temos de tentar travar a desgraça que se anuncia  ir desabar sobre todos nós; a chamada ajuda externa. A abstenção e até o voto em branco acabam por ser a aceitação desta situação. Só o voto em quem é contra esta ajuda, contra a miséria, os cortes na segurança social, nos salários e o aumento do desemprego e da precariedade nos pode dar alguma esperança. Sei que a esquerda que temos se preocupa mais com o seu umbigo que com o país, ou então já se teriam unido e tentado criar uma alternativa de vitória à esquerda, mas mesmo assim são a única saída que nos resta. Ou isso ou corrermos os FMIs, os FEEFes e quem os apoia ao pontapé.
27
Maio
09

Abriu a caça ao bastonário

Marinho Pinto tiro ao alvo

Abriu a caça ao Marinho Pinto, o bastonário da ordem dos advogados. Não sei o suficiente de direito para entender muitos dos problemas que tem levantado mas, para um leigo, muito do que diz faz muito sentido Isto quando vemos os estado da nossa justiça e os processos dos poderosos serem bloqueados por recursos e mais recursos colocados pelos advogados até à prescrição final. Gosto da forma desabrida como fala e de o ouvir dizer o que tem para dizer sem papas na língua. O raspanete e as verdades com que desancou a Manuela Bocas Guedes em directo no noticiário da TVI foi uma coisa linda. Bom era que houvesse mais gente a denunciar a falta de isenção dos nossos médias e as manobras de propaganda com que transformam politicas em inevitabilidades, silenciam opções e colocam o rótulo de “maluquinho” em quem se atreve a falar fora das ideias que desejam vender-nos. Se, com propaganda, nos conseguem convencer a comprar coisas que não nos fazem falta nenhuma também facilmente nos vendem ideias como se fossem o pensamento único que podemos ter. Aconteceu com a flexigurança, que depois transformaram numa aberrante nova lei laboral, com a segurança social em que tudo o que ganhámos foi mais anos de trabalho e menores reformas, com a entrega aos privados dos serviços públicos e a venda da exploração da electricidade, combustíveis, água, estradas, hospitais aos grandes grupos económicos ou com a nossa sujeição às politicas europeias e aos seus tratados. Sempre nos apontaram esses caminhos como inevitáveis e os únicos que poderíamos seguir e as televisões sempre serviram para dar a voz aos seus defensores. Isto não é viver numa verdadeira democracia, mas sim na ditadura da propaganda. Não acreditem, por isso, em tudo o que ouvem, ou melhor, não acreditem em nada.





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