Posts Tagged ‘Medina Carreira

07
Dez
12

Um anjo no cimo de um grande monte….castanho

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O ex-ministro das Finanças e actual comentador de economia, Medina Carreira foi alvo de buscas no âmbito do processo Monte Branco.

O homem já veio afirmar a sua inocência, mas gostei de ver este arauto da desgraça, que gosta tanto de chamar incompetentes e mal intencionados a todos mas que acaba sempre a defender que o mal que nos acontece ainda não é suficiente e que só com punho de ferro se resolviam os problemas, seja também ele um anjo caído do altar. Quem diz o que ele diz, todo moralista e cheio de certezas é bom que não tenha esqueletos no armário, ou neste caso, enterrados no Monte Branco. Ou melhor no castanho que é a cor do gigante monte de merda que é a corrupção em Portugal.

07
Out
11

Um coiso que não serve para nada

Medina Carreira afirmou na TVI24 que ela, Constituição, “não serve para nada [porque] não paga despesa nenhuma”.

Ouvir o Medina Carreira é olhar para um túnel sem luz ao fundo. Por ele, o nosso Nostradamos prendia todos os ex-governantes pelo que fizeram ao país e fazia o que eles não fizeram, transformar o trabalho assalariado em trabalho escravo e se necessário até de chicote. Felizmente quando esteve ele no governo deste país nunca fez aquilo que acusa os outros de  não terem feito. Mas, há sempre uma desculpa, a Constituição. É uma chatice, só cria problemas e empecilhos. Felizmente, porque isso faz com que já sirva para muita coisa.
Mas, melhor que eu diz o Manuel António Pina no “JNOra a Constituição, mesmo não pagando “despesa nenhuma”, serve obviamente para alguma coisa: para Medina Carreira ter sobre que falar. Dir-se-á ainda que as circunstâncias de Medina Carreira o contradizem, já que as suas prestações televisivas não servem para nada e, contudo, pagam-lhe as despesas.»

15
Jun
11

Profecias da crise

Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova Iorque, avisa para o perigo de, sob as condições ‘certas’, a economia mundial entrar em colapso, a partir de 2013. Os problemas orçamentais dos Estados Unidos, o eventual abrandamento económico da China, a reestruturação da dívida europeia e a estagnação do Japão, aquilo que apelida de uma ‘tempestade perfeita’, podem combinar-se de forma catastrófica, garante um dos homens que previu a crise financeira de 2007-2009.

Ouvi o Medina Carreira explicar porque estamos tramados. Com a globalização, as industrias menos tecnológicas transferiram-se para os países de terceiro-mundo, enquanto as mais emblemáticas ficaram nos países mais ricos do centro da Europa. Para nós e os outros países periféricos não sobrou nada. Qual a solução, perguntou-lhe a jornalista, e ele já ia a dizer que não sabia, mas rapidamente mudou de ideias e transferiu as culpas para o nosso sistema político. Isto no dia em que a União Europeia convocou uma cimeira de urgência dos Ministros da Economia, o rating das dividas dos países cai e os juros batem recordes.
Parece evidente que o mal não está só nas políticas que se seguem, mas especialmente no sistema global em que nos meteram. O sistema é inviável para muitas pequenas economias e ou se muda ou isto tudo dá um enorme estrondo um dia destes. Já tenho alertado para as lições da história e para um possível conflito a nível, agora não mundial, mas global. As duas anteriores grandes crises económicas do século XX acabaram em grandes guerras. (Crise de 1909 – Guerra de 1914 e crise de 1029 – Guerra de 1939). Não acredito em destinos traçados, mas acredito que se nada fizermos, as mesmas causas acabam por produzir consequências iguais.

25
Jun
10

Plano Inclinado… a descer só para alguns

Todos sabemos que todos os programas de todas as nossas televisões oficiais, a começar nos telejornais, passando pelos programas de opinião até às entrevistas, existem, não para nos informar, mas sim para nos venderem as ideias que servem o sistema. Enganem-se aqueles que pensam que ainda pensam pelas suas cabeças e que o mundo que vêm é a realidade. Todos nós somos condicionados todos os dias para pensarmos como eles querem que pensemos. Vendem-nos a realidade como nos vendem televisores ou sabonetes. Em alguns programas vendem-nos a esperança e que o futuro ainda virá a ser risonho, noutros que tudo está mal, que a crise está aí e a culpa é nossa. O Plano Inclinado é um deles, onde a culpa é dos políticos, dos trabalhadores, dos desempregados, dos estudantes, dos professores, dos sindicalistas, de todos, gente burra e sem princípios que nos destrói o futuro. Privatize-se. reduzam-se direitos e salários, acabe-se com a saúde e a escola publica, miserabilize-se o país que é a única saída. Claro que a miséria que propõem não é para todos, os bons, eles e os amigos merecem cada euro que ganham, cada prémio que lhes pagam.
Vem isto a propósito desta publicação feita em Maio deste ano em Diário da Republica

cada um que tire as suas conclusões.
04
Maio
10

A “manif” dos economistas

O Presidente vai receber nove ex-ministros das Finanças em Belém, Eduardo Catroga, Medina Carreira, Luís Campos e Cunha, Bagão Félix, João Salgueiro, Miguel Beleza, Êrnani Lopes e Ferreira Leite.

Isto de tratar o mal com as causas da doença não sei se irá dar muito bom resultado. Se esta gente toda já foi responsável pelas finanças públicas, se esta gente é o vírus que nos trouxe até aqui e, se a única solução que nos apresentam é, fugir para a frente, continuar a fazer exactamente o que fazíamos antes e ter fé que as coisas melhorem. Não vão melhorar, especialmente para aqueles que menos têm ainda vai piorar e muito. Preparem-se.

22
Jan
10

Comédia ou filme de terror?

Mudar. Para melhor está bem, para pior já basta assim e com este que já avisou que deseja privatizar a Caixa Geral de Depósitos, a segurança social, o que resta da saúde,…o que resta de tudo. Liberalizar é a palavras mágica e depois vale tudo, é cada um por si e fé em Deus. Este rapidamente vai ultrapassar o Paulo Portas pela direita.

03
Set
09

Medina carreira, O Zzzzaaangado

medina carreira o zangado

Ouvir o Medina Carreira é dar-lhe razão em muita coisa, mas também saber que se está a ouvir um discurso de “velho do Restelo”, um discurso “fácil”, um discurso em que aponta o dedo a tudo e todos, que critica tudo sem apontar um caminho que seja diferente daquilo que existe. Para ele que tem todas as respostas na sua imensa sabedoria numa terra de incompetentes, a economia é a solução mágica que tudo resolve. É fácil dizer que gastamos mais do que aquilo que produzimos e que a solução passa por mais investimento para aumentar as exportações. Como se faz? Fazendo um estudo para mostrar porque fogem os investidores para a Este e não investem em Portugal. Um conceituado economista como ele não sabe? Claro que sabe, mas também sabe que a resposta está em subordinar, ainda mais, a governação ao capital, aos interesses das empresas sem garantir o respeito pelos cidadãos. Fala de que os partidos deviam aceitar entregar o governo ao Presidente durante (já não me lembro se disse 5 ou 15 anos). Já parece a Manuela Ferreira Leite que também afirmou que devíamos suspender a democracia, durante algum tempo, para poder aplicar medidas impopulares. E se fossem á merda?





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