Posts Tagged ‘Miguel cadilhe

20
Jun
12

Proposta mal cheirosa

O economista Miguel Cadilhe sugeriu hoje a criação de um novo imposto este ano em cerca de 4,0 por cento da riqueza do país e pago por todos os portugueses de uma só vez. O ex-ministro das Finanças,Miguel Cadilhe, que se dirigia ao Governo e ao parlamento num seminário sobre um ano de programa de assistência financeira a Portugal a decorrer no senado da Assembleia da República, sugeriu hoje a criação de um novo imposto de 4,0 por cento sobre a riqueza líquida em ‘one shot’ [de uma só vez]», classificando-o como um «tributo de solidariedade» dos portugueses.

Como não gosto de ser mal educado e o que me apetecia era mandar este gajo à merda escolhi este boneco para não ter de o dizer por escrito. É que daquela cabecinha só sai mesmo bosta e da mais mal cheirosa. Certamente que para ele contribuir com 4% de tudo aquilo que ganha não lhe causaria grandes problemas, não o faria perder a casa nem fazer a sua família passar fome, mas para quem já vive com a corda no pescoço seria apertar ainda mais o nó. Que se lixe a boa educação, afinal sempre o vou mandar à merda. Vá à merda Sr. Cadilhe

15
Jun
09

Milhões e indignações

ronaldo cadilhe loureiro milhões

Por mais que se queira passar ao lado daquilo de que nem temos vontade de falar, a insistência da comunicação social acaba sempre por conseguir que nos sintamos obrigados a dizer alguma coisa. Ultrapassando o aberrante de se pagarem 94 milhões pelo passe de um jogador de futebol, dos muitos milhões que vai ganhar por mês foi ouvir uma televisão fazer as contas de quantas vezes vale o peso Ronaldo em ouro ou a das Nações Unidas que calcularam que o dinheiro da transferência dava para mata a fome a oito milhões e 600 mil etíopes, que me fez questionar porque ninguém faz estas contas para gestores da EDP, da GALP e de muitas outras grandes empresas e bancos. Ou a quantos etíopes matava a fome os 10 milhões que o Cadilhe recebeu, em fundos de pensão para poupar nos impostos, só para ser gerente do BPN durante seis meses. Ou quantos vezes vale o seu peso em ouro o Dias Loureiro, o mais bem sucedidos ex-politico deste jardim e que, mal a justiça se aproxima, descobre que não tem quaisquer bens em seu nome. Evaporaram-se. Quanto vale em milhões um Nobre Guedes que, para evitar incompatibilidades, ao assumir um cargo de Ministro, desiste de trinta dos cargos que “desempenhava” em empresas e autarquias. Quantos milhões se retirariam da fome, quantos empregos se criariam, quanta miséria se erradicaria se também se contabilizassem em pesos e comparações os milhões que esta gente arrecada sem mesmo ter de correr ou suar um bocadinho. Indignemo-nos com os 94 milhões que os Espanhóis vão pagar ao Ronaldo, mas primeiro indignemo-nos com os muitos mais milhões que esta gente recebe dos nossos impostos e do futuro que não deixam este país poder ter.


02
Jun
09

As acções do Sr. Silva

Cavaco oliveira e costa Dias Loureiro Cadilhe, joaquim coimbra BPN

Inspirado no quadro de Rembrandt. “Christ Driving The Money Changers From The Temple”


Cavaco Silva foi accionista da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) detentora do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2001 e 2003. Ao sair teve um ganho de 147,5 mil euros. A sua filha Patrícia também teve acções da SLN e lucrou ainda mais ao sair: 209,4 mil euros.

Já vi muitos saírem em defesa do Sr. Silva, afirmando que o ter sido accionista do BPN em nada o chamusca nos negócios fraudulentos agora descobertos. Provavelmente têm toda a razão, mas não me esqueço dos seus oito anos de governo, de como nessa altura tanto pé rapado se transfiguraram em ricos banqueiros, de como este país se rendeu ao neo-liberalismo em que um euro valia mais que os direitos ou a dignidade dos cidadãos, que os muitos milhões que nessa altura jorravam da Europa foram desbaratados e se perderam na poeira das obras publica, formação fajuta, e sabe-se lá mais onde. As acções do BPN, a sua “colagem” ao Dias Loureiro e a memória de um passado talvez faça, para muitos, cair o Anjinho do seu pedestal.


17
Jan
09

A Bomba Atómica e os men do BPN

miguel-cadilhe-bpnmen“Eu sou pela iniciativa privada mesmo quando ela erra. Não sou pela nacionalização. São razões de princípio e de valor”, afirmou Miguel Cadilhe na comissão parlamentar de inquérito ao BPN. “Não foi por razões económico ou financeiras que houve a nacionalização do BPN”, disse. “Achamos que há razões de outra ordem” sublinhou, sem especificar. Mas logo de seguida reiterou que foi “quando estávamos” a agir, que “fomos travados pela nacionalização”. “A primeira vez que se estava a levantar as imparidades, que se estava a chamar as pessoas às suas responsabilidades, que se estavam a travar as práticas ilícitas. Quanto tudo isto estava a acontecer, vem o Governo e lança a bomba atómica”.

Claro que o Cadilhe é pela iniciativa privada mesmo quando erra. E quando rouba? E quando, para encher os bolsos de alguns, se prejudica todo um país?
Numa coisa tenho de dar razão ao Cadilhe, realmente o BPN não devia ter sido nacionalizado. Devia era ter sido desmantelado, os seus bens vendidos para devolver o dinheiro aos seus depositantes. Todos os responsáveis pela roubalheira, (será que alguém acredita que só o Oliveira e Costa é que mamou na teta do BPN?), deviam ver as suas contas investigadas e utilizadas para pagar os prejuízos. A questão é saber se há realmente vontade de meter as mãos em toda aquela porcaria e retirar os culpados. Não estamos a falar de “pés descalços”, mas muita gente que frequenta os salões dos poderosos deste país. Gente que se encontra demasiadamente perto dos círculos do poder. Basta lembrar que mal se falou do Dias Loureiro logo muitos viram “merda” a salpicar o Sr. Silva. Poderemos retirar das palavras do Cadilhe que a “Bomba Atómica” da nacionalização só foi lançada para que muitos culpados nunca venham a ser conhecidos?
Já repararam que há assuntos e casos que os jornal e televisões nunca mais falaram? Será que não há explicações que deviam ser dadas mas ninguém parece querer perguntar? Quem encomendou este silêncio?

21
Dez
08

Brinde silencioso

O brinde

O brinde

As auditorias mandadas realizar às contas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) detectaram perdas de mais de 950 milhões de euros. «Eram desconhecidas da Sociedade por as operações e os factos de onde emergem terem sido ou ocultados ou não devidamente relevados nas suas contas». Isto no mesmo dia em Miguel Cadilhe viu aprovada a sua estratégia para o grupo em reunião de accionistas. À saída, colocou a possibilidade desses mesmos accionistas poderem a vir a processar o estado por falhas na regulação.
O buraco da roubalheira continua a aumentar, nós a pagar mais e mais. O processo ao estado só pode ser brincadeira, afinal não cabe aos accionistas elegerem gente honesta para os cargos da administração e vigiar a sua actuação? Se colocaram lá ladrões, (nem vou perguntar porquê), de quem é a culpa?
Quem desapareceu de todo este processo, mesmo sabendo da sua participação no “estranho” negócio de Porto Rico onde se evaporaram muitos milhões, é o Dia Loureiro. Será que não tinha nada a ver com o SLN?

05
Nov
08

O Deus Teixeira dos Santos Bancos

Dia de todos os Santos

Dia de todos os Santos

Ou me engano muito ou ainda vão ser os Bancos, o pilar do capitalismo, a sua grande arma de controlo e de gestão de negócios, negociatas e mafiosices, o submundo do sistema sobre o qual brilham as luzes do poder, o seu cancro que o vai acabar por o corroer e matar, tanta é a ganância e a escuridão desses meandros. O caso do BPN é um primeiro exemplo caseiro, mas ou me engano muito e outros se seguirão. Começamos por levar com uma factura de 700 milhões, mas garantindo que o consórcio ao qual pertencia o banco, ainda fica com o lucro. Não deveriam as contas, de todos aqueles a quem se conhecessem culpas nos negócios ilícitos agora revelados, ser congeladas evitando-se que ainda mais capitais “fujam” para paraísos fiscais? Não deveriam os outros activos do consórcio ser também nacionalizados para diminuir o prejuízo do estado, ou seja de todos nós? Porque há-de o estado nacionalizar o prejuízo e deixar o lucro para os privados?
Esta banca que ainda recentemente apresentou lucros de centenas de milhões no terceiro trimestre deste ano, (o BES foram mais de 350 milhões), que continua a pagar impostos mais baixos que qualquer outra empresa, que surge muitas vezes associada a casos de corrupção e de negócios menos claros, (basta lembrar o caso dos Sobreiros ou a operação furacão), que ganha fortunas em especulação, é a mesma banca a quem o governo disponibiliza mais 4 mil milhões de euros. Dinheiro que não havia para dar aumentos aos funcionários públicos, para sustentar a segurança social, a saúde, a educação e todas as outras obrigações do estado para com os seus cidadãos. Fechavam museus por não haver dinheiro para pagar um guarda, Centros de Saúde por falta de enfermeiras e escolas por não terem auxiliares. Existem mais de dois milhões de pobres em Portugal e não havia dinheiro para os ajudar. Fechavam empresas e pequenos negócios e o governo nada podia fazer para o impedir nem ao desemprego e miséria que isso trazia associado. De onde surgiu agora todo este dinheiro? E o défice? E a divida publica? Nada disso é agora importante?
Até quando vamos nós deixar que o nosso dinheiro e as nossas vidas continuem a ser utilizadas como bonecos para enriquecer alguns nababos? Quando vamos exigir que todo esse dinheiro seja colocado ao serviço de todos e não só de alguns? Quando vamos exigir a nacionalização da Banca, das comunicações, dos combustíveis e de todas as actividades que forem consideradas essenciais para o futuro do país? Ontem já era tarde e é urgente que o cheiro a revolução percorra este país.




Indignados Lisboa
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