Posts Tagged ‘Nobre Guedes

30
Out
11

Os Sobreiros das Patacas


«Em entrevista exclusiva ao Correio da Manhã, a ministra da Agricultura e Ambiente, Assunção Cristas, admite ter dado informação errada ao parlamento sobre a barragem do Tua. Mas, mesmo assim, já ordenou o abate de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras.

A zona onde se vai construir a barragem está inserida numa região classificada como património da Humanidade pela UNESCO, que agora pode ser posta em causa com esta decisão. Na primeira grande entrevista que dá como ministra, Assunção Cristas diz também que não sabia que o escritório de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, onde trabalhou antes de ir para o Governo, tem como cliente a concessionária da barragem do Tua, a EDP. »

Mas afinal que raiva é esta do CDS para com os sobreiros? Parecem ser a sua árvores das patacas.

05
Fev
11

Ai Portucale, Portugal

Sete anos depois do início do caso Portucale, 11 arguidos sentam-se a partir de hoje no banco dos réus. O principal arguido no processo relacionado com o abate ilegal de sobreiros, o empresário Abel Pinheiro, está acusado por um crime de tráfico de influência e um crime de falsificação de documentos. Além do empresário ligado ao CDS-PP, são ainda arguidos Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa (ligados ao Grupo Espírito Santo), António de Sousa Macedo (ex-director geral das Florestas), Manuel Rebelo (ex-membro da Direcção Geral das Florestas), António Ferreira Gonçalves (ex-chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo), Eunice Tinta, João Carvalho, Teresa Godinho e José António Valadas, todos funcionários do CDS-PP.

Ministros de fora Paulo Portas, Luís Nobre Guedes e Telmo Correia, respectivamente, ministros da Defesa, do Ambiente e do Turismo no governo de Pedro Santana Lopes, são referidos em todo o processo, inclusivamente surgem nas escutas telefónicas, mas não foram constituídos arguidos e apenas Telmo Correia está arrolado como testemunha. Todavia, o tribunal considerou “o despacho conjunto 204/2005 ilegal, designadamente por não ter acautelado a prévia realização de estudo de impacto ambiental”. O documento é assinado pelos três ministros e permitia o abate dos sobreiros.

No despacho de pronúncia, Abel Pinheiro é descrito como “um homem da confiança pessoal, que tinha contactos e acesso directo a alguns dirigentes do CDS-PP, designadamente de Paulo Portas e de Luís Nobre Guedes, facto que ele próprio publicitava perante terceiros”. Relativamente a Telmo Correia, o despacho faz menção de uma conversa entre Abel Pinheiro e o arguido José Manuel de Sousa, ligado ao BES, onde o empresário ligado ao Grupo Grão-Pará diz ao gestor que “estava garantida a assinatura do ministro Telmo Correia, uma vez que este último assina qualquer merda”.

Mais casos Além do caso Portucale, o despacho de pronúncia refere mais dois alegados casos de influência política: a alteração do Plano Director Municipal de Gaia e a aprovação de um empreendimento na Quinta do Montado, propriedade de um fundo de investimento imobiliário gerido pela ESAF – Espírito Santo Fundos de Investimento Imobiliário. E ainda uma aprovação ao alargamento da concessão à AENOR que seria financiada pelo BES. No caso de Gaia, o tribunal refere que a questão “foi discutida entre o arguido Abel Pinheiro e Miguel Relvas, enquanto destacados elementos do CDS-PP e do PSD” e ainda o dirigente socialista Jorge Coelho.

Abel Pinheiro e os administradores do GES são acusados de tráfico de influências, enquanto os funcionários do CDS-PP vão responder pela acusação de falsificação de documentos. Em causa estão suspeitas quanto ao preenchimento de recibos de donativos para justificar a entrada de um milhão de euros nas contas do partido, em Dezembro de 2004. Um dos alegados doadores chamar-se-ia Jacinto Leite Capelo Rego.

Só gosto mesmo é de os ver  nos horários nobres da nossa televisão  a falarem de competência e seriedade. E conseguem fazer isso sem se rirem.

20
Jul
09

Santinhos para todos os gostos

corrupção folha santos

As áreas da contratação pública e da concessão de benefícios públicos contêm riscos elevados de corrupção, afirma o Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), com base nas respostas a um questionário realizado a 700 entidades públicas.

As coisas que esta gente descobre com estes estudos. A Dona Maria ali da tasca da esquina já lhes podia ter dito isso há muito tempo. Ela ou outra pessoa qualquer.


03
Fev
09

Colocar a Raposa no Governo

nobre-guedes-santinho-portucale
“– Mas no seu caso assinou o caso Portucale.

Eu disse que não ia assinar mais nada depois do Parlamento ter sido dissolvido. O que me disseram que era estritamente necessário era subscrever declarações de interesse público e que isso não podia ser adiado. Era só isso que assinava. Em Janeiro apareceu o caso Portucale e uma assessora disse-me que havia um problema com uma declaração vinda do Ministério da Agricultura e que eu não devia assinar.
– E não assinou?
Não assinei e disse que ia ganhar mais uma guerra. Era mais um ministro que me vai deixar de falar. Já quase ninguém me falava.
– Estamos a falar de Costa neves, então ministro da Agricultura.
Sim. E eu disse paciência. Quando estiver em condições de eu assinar assino. Falei com o ministro Costa Neves que me disse que era um bom projecto, eu também achava isso. E quando a minha assessora me disse que podia assinar, que estava reposta a legalidade, assinei.
– E assinou.
Assinei. Quando assinei esse despacho fiz uma coisa muito extraordinária. Sabe que o meu gabinete acabou de relações cortadas com o grupo Espírito Santo.”
– De relações cortadas?
De relações cortadas. Porque Eu recusei-me a assinar o despacho que queriam que eu assinasse. Se o despacho que eu assinei tivesse sido respeitado não tinha havido um único sobreiro abatido.
– Houve uma alteração ao seu despacho?
Houve uma alteração abusiva do que o despacho dizia.
– Da parte de quem?
Da parte do Ministério da Agricultura. E portanto estou muito à vontade nessa matéria.”

Esta é só uma parte da hilariante entrevista de Nobre Guedes ao Correio da manhã, e para a qual me foi chamada a atenção pelo amigo J.Lima (e que também me enviou mais esta imagem que aqui lhe agradeço).
Numa altura em que tanto se fala de corrupção, das luvas do Engenheiro, assiste-se a uma enorme preocupação dos “políticos institucionais” em separar a politica da justiça. Não uma separação de poderes, o que seria bom se fosse verdade, mas sim de responsabilidade. A comparação feita a Chirac na França, ao Olmerc em Israel, ao Koln na Alemanha ou o Berlusconi em Itália, feita pelo Professor Martelo, em que mostra como se pode estar acusado de corrupção, a parte da justiça, mas isso não os impede de continuarem a governar no plano politico., Se olharmos para a história recente deste país, para os casos que entraram no corredor escuro e intemporal da justiça e que passam por todos os partidos que estiveram no poder, talvez possamos entender as suas razões, o que não quer dizer que as tenhamos de aceitar. A corrupção não pode estar na governação daquilo que é público, que é de todos nós. Aceitar isso é aceitar que a raposa pode entrar, sempre que desejar, no galinheiro.




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