Arquivo de Julho, 2010

31
Jul
10

Sócrates no pais das larangices

30
Jul
10

O Velho Papa e o novo Deus do Liberalismo

Ao desfolhar algumas revistas mais antigas, encontrei um artigo do Pacheco Pereira numa revista “Sábado” já com um mês, intitulado “a lagartixa e o jacaré” e com as fotografias do Passos Coelho e do Sócrates.
Claro que, como sempre, todas as culpas do actual estado de coisas é do Engenheiro embora comece por perguntar “Quem manda?” e responder ” Os mercados”. Mercados que não acreditam em nós que diz “não conseguem” porque “Não têm o trabalho, a disciplina, a organização para se conseguirem endireitar”. Só me fez recordar a Manelinha Ferreira Leite e a sua “suspensão da democracia” ou um discurso do tempo do velho salazarento.
“Quem manda? A Crise”, outro subtítulo do mesmo artigo em que coloca a possibilidade de haver eleições mas depois quem aplicaria o PEC3 ou o PEC4 que nos vão impor?
“Quem manda? A enorme complicação do sistema eleitoral”. Como não mandamos nada e estamos nas mãos dos mercados e da crise a solução seria alterar o sistema eleitoral para se poderem fazer eleições no estalar de um dedo. Num mês no máximo teríamos eleito um novo governo. Íamos de férias e quando chegássemos já estava outro sentado em São Bento. Muitos deputados iam de férias e quando chegassem já tinham outros no seu lugar. Como isto não é possível a situação é insustentável. Resumindo, como o Sócrates manda e não há alternativas porque a oposição não deseja pagar o preço de governar quando são os mercados e a crise a mandar. Culpado, seja do sistema, seja do mercado, seja do sistema eleitoral, seja de Portugal não ter ganho à Costa do Marfim, é o Sócrates que acabei por não entender se era a lagartixa ou o Jacaré.


29
Jul
10

Freeport sem surpresas


Hoje ouvi contar que parece que o Engenheiro não ficou surpreendido com o se ter livrado do “esqueleto” do Freeport. Acredito que ninguém tenha ficado surpreendido, como não ficámos com o caso da TVI ou o da sua “Independente” licenciatura. Que outra coisa se poderia esperar neste Jardim à beira-mar plantado

28
Jul
10

O Busto da Múmia de Boliqueime


De férias, sem notícias nem uma internet onde possa procurar imagens, tenho de recorrer à minha memoria desta gente que nos encaminha para o descalabro e ao arquivo onde vou guardando imagens que vou encontrando para quando delas necessitar. É o caso deste busto do Sr. Silva, que temo vir a representar o Presidente da Republica nos próximos anos. O PS concorre com um poeta Alegre, o PCP com um derrotado à partida, restando mais um Nobre e algumas candidaturas sem grandes possibilidades. Como tem acontecido a dita esquerda parece preferir ter um Presidente da direita capitalista que dar um passo na procura de consensos e de uma candidatura que defendesse os verdadeiros princípios e valores da esquerda e que fosse uma alternativa de poder.

27
Jul
10

A auto-reprodução de um Coelho


Uma das coisas boas de estar de férias é que mais facilmente me posso afastar desta gente que teima em não sair das televisões para nos chamarem de “burros” com as patranhas que dizem.  Este então é como os coelhos e não pára de se reproduzir a toda hora em todos os canais. É o famoso Mr.Smith do Matrix politico em que vivemos. Foi o último que vi a querer convencer-nos que aquilo que diz não é aquilo que diz, mas outra coisa, e que são os maus fazem parecer aquilo que diz ser aquilo que disse. Estou de férias e vão ser umas semanas sem ter televisão. Todos deviam experimentar viver algum tempo sem esse objecto por perto, experimentar não ter gente a dizer-nos como devemos pensar, mas sermos nós a tirar as nossas próprias conclusões do que se passa à nossa volta. Um mês sem televisão a intoxicar-nos e talvez encontremos outras e melhores soluções para o estado das coisas. Um mês em que deixemos de ser publico alvo, potenciais consumidores, cérebros para lavar. Um mês a pensar pelas nossas cabeças. Ajuda a voltar à realidade.

26
Jul
10

O Kaos vai de férias….porreiro pá

Chegou a hora de também o Kaos ir de férias, pelo que este jardim vai, não digo encerrar porque acredito que vou continuar a fazer um boneco ou outro, mas vai certamente abrandar. Já são mais de quatro anos e meio ininterruptos e já falta a imaginação e muitas vezes a vontade (valem os políticos deste país que me vão “obrigando” a continuar). Vou estar longe do meu computador e com acesso limitado a uma net tão pachorrenta como espero que venham a ser os meus próximos dias.  Uma boa altura para pôr as leituras em dia e para repensar os tempos que se aproximam. Boa altura para estar com a familia e sonhar um futuro. Boa altura para recuperar forças que vêm ai lutas que não podemos perder.
Boas férias para todos e vamos-nos encontrando pela blogosfera.

25
Jul
10

“É preciso ajudar o PSD a rectificar o tiro na revisão constitucional”, afirmou hoje Paulo Portas, considerando que “em tempo de crise não é justo falar em liberalizar o despedimento”, mas sim “flexibilizar a contratação”. “Não se deve assustar as pessoas, sobretudo as mais pobres, com o acesso à saúde”, disse também Portas, defendendo que “o que é preciso é que o Estado, que não consegue fazer tudo, contratualize com o sector social e o sector privado mais cirurgias, mais consultas, a mais doentes e mais depressa”.

O Portas uma vez mais mostra o seu populismo ao apelar ao pior de nós, a nossa mesquinhez. Por mais que goste do liberalismo não se deve assustar as pessoas com ideias dessas, não se deve dizer às pessoas directamente que vão ser “escravos” do grande capital, mas dizer que outros, os que ainda vão ser contratados é que terão de ser precários toda uma vida. Se depois, o nosso local de trabalho for deslocalizado para a China ou se a empresa, em nome de uma qualquer crise, resolver declarar falência, (abrindo ao lado com outro nome), isso é simplesmente azar. Menos ainda se devem assustar os pobres com o acesso à saúde. Importante mesmo é que os doentes do público vão sendo transferidos para o sector privado. O melhor não é matar o publico de uma só vez, mas ir destruindo valências, piorando os serviços, de forma que o recurso ao privado seja cada vez mais necessário. Não interessa quem paga, se o estado se o doente, desde que os privados comam a sua parte do bolo. A saúde é um negócio de muitos milhares de milhões e a gula de alguns não tem fim.




Indignados Lisboa

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