Arquivo de Março, 2009

31
Mar
09

O Grande lider

jose-socrates-great-leader-estatua

O secretário-geral do PS criticou, este domingo, em Viseu, aqueles que ficaram «sem programa» depois de ter «falido» a ideia de que o liberalismo económico selvagem era a resposta para os problemas.
José Sócrates assumiu ainda que o trabalho do Governo vai estar em jogo nas eleições europeias e mostra-se tranquilo porque os socialistas acompanham o modelo social europeu. «Se há uma conclusão ou lição a tirar neste período e nesta crise é que nós precisamos neste momento não de menos Europa, mas de mais Europa», acrescentou.

O Engenheiro só pode estar armado em parvo ou em pseudo-socialista para vir agora lavar as mãos do “falido liberalismo económico selvagem”. Qual é inevitavelmente a ideologia de quem defende o vigente modelo Europeu, de quem disse “porreiro pá”? O Engenheiro tem responsabilidades na actual crise, tenha vindo ela de onde tenha vindo. Esta ideia de se fazer de socialista já nem no freeport a consegue vender.
O Engenheiro pode ser mentiroso, arrogante e mau, mas não é parvo e sabe bem que esta crise lhe pode causar um desgaste enorme daqui até às legislativas. Por ele podiam ser já para a semana, pelo que já tenta transformar as Europeias numas primárias afirmando serem elas uma avaliação ao seu trabalho, aproveitando para ganhar com uma vitória nessa altura algum balanço para o futuro. Pode ser que a abstenção e o voto de protesto o lixem.


31
Mar
09

Riqueza instantânea

socrates-dias-loureiro-isaltino-fatima-intocaveis

A responsável pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida, defendeu hoje, no Porto, numa conferência sobre corrupção, a criação do crime de enriquecimento ilícito, na linha do pacote que foi apresentado o ano passado pelo deputado João Cravinho, chumbado pelos deputados socialistas.
“Se um político ganha 5 mil euros por mês e ao fim de um ano tem dois milhões ou três, teria que ser ele a explicar como é que ganhou este dinheiro”, disse.
A procuradora-geral adjunta, acredita que há formas da redacção da lei não ser inconstitucional e defendeu que o conceito de corrupção existente no Código penal é “castrador”.
“Ou então não há corrupção no país, porque só temos 300 e tal ou 400 processos, muito menos acusações e ainda muito menos condenações”, ironizou.

Houvesse realmente vontade ou melhor não tivessem aqueles que estão no poder tantos telhados de vidro ou tanto dinheiro amealhado de forma corrupta e talvez tivéssemos leis que nos protegessem dos bandidos do regime, mas seria ingenuidade pensar que eles irão matar a galinha dos seus ovos de ouro.


30
Mar
09

G20 – O circo está montado

g20
Da BBC Brasil em Londres – Uma manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas em Londres inaugurou o “circo” de protestos que a cidade espera ver armado para o encontro do G20, que terá lugar na capital britânica na próxima quinta-feira.

O mal é mesmo esse, o de os protestos e exigencias por um mundo melhor em que o homem seja colocado acima do lucro já é visto e anunciado como um circo que todos esperam ver, uma tradição a cumprir e sem a qual uma cimeira dos mais ricos não estaria completa. O poder do capital que tem nas nãos o poder dos média,torna o protesto num espectáculo folclórico retirando-lhe o conteúdo.
Se realmente queremos mudar o rumo das coisas temos de começar a lutar todos os dias e em todos os lugares, temos de protestar sem hora marcada.

30
Mar
09

Atirar a toalha ao chão

manuel-pinho-quimonda
Enquanto o Engenheiro diz que o governo não vai atirar a toalha ao chão no caso da Quimonda, o Manuel Pinho afirmava que Portugal vai exigir que lhe devolvam os mais de 100 milhões de euros que lá enterraram.
«Apoiámos esse projecto desde o primeiro dia», recorda o ministro, porque «punha Portugal na vanguarda da indústria de semicondutores». Quanto às verbas do Estado que foram injectadas na empresa, Manuel Pinho garante: «Não haja a mínima dúvida: o apoio que nós demos, vamos tentar recuperá-lo até ao último tostão».

Tudo muito bonito, mas quem mais vai sofrer são os mil e trezentos trabalhadores agora o desemprego e as suas famílias. Será que ao tais “tostões” que o Manuel Pinho diz ir recuperar não podem ser utilizados na criação de uma nova empresa que utilize a força de trabalho daquela gente. Infelizmente, mesmo numa crise em que ninguém investe o estado continua a demitir-se da sua responsabilidade de criar riqueza e empregos. Tudo o que fazem é propor mais obras públicas para assim apoiar empresas privadas. Já basta desta ideia de que só os privados podem investir na produção e o estado está proibido de o fazer. Vamos é nacionalizar aquilo que for bom para os cidadãos e criar novas empresas para dar trabalho, produzir os bens essenciais que todos necessitamos e assim criar riqueza. Basta desta dependência dos privados que não fazem nem saem de cima.

29
Mar
09

Broken Hearts

jorge-miranda-broken-heart

Não há coração que resista a um “Job for the boy”.


29
Mar
09

A conversa que incrimina Sócrates

socrates-freeport-video
«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra. A TVI revelou, no Jornal Nacional desta sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.

Veja aqui o vídeo
A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.

A conversa que incrimina Sócrates

Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção…
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo… E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido…
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não…
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente… Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles…..
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo… a um homem…
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50… Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa»….
Alan Perkins: Facturaram profissionalmente…
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: Entrou na vossa conta…
Charles Smith: Entrou e saiu logo a seguir.
Alan Perkins: Como sacou o dinheiro?
Charles Smith: Em numerário. Foi tudo transacção em numerário durante dois anos… Tem de compreender, não sou assim tão estúpido. Posso ter sido estúpido para fazer isto, mas fui esperto o suficiente para em pequenas quantias de 3 mil, 4 mil euros. É por isso que demorou dois anos a pagar isso!
Alan Perkins: Era do género pequenos envelopes castanhos por baixo da mesa.
Charles Smith: Por baixo da mesa, exactamente.
Alan Perkins: A quem? Imagino que o ministro…
Charles Smith: Ele tinha agentes. Ele, o próprio, não está envolvido
João Cabral: Um primo
Alan Perkins: Ele tem um primo?
Charles Smith: Sim …
Alan Perkins: Você só tinha de se encontrar com ele num sítio qualquer e…
Charles Smith: Pois. Mas Gary e Sean encontraram-se inicialmente com eles num hotel de Lisboa e discutiram o assunto. Eles queriam um milhão.
Alan Perkins: Um milhão!
Charles Smith: Compreendo que a Freeport se queira distanciar…
Alan Perkins: 150 mil passaram pela vossa conta… você pagou isso?
Charles Smith: Sim!
Alan Perkins: E agora ficou com a conta dos impostos.
Charles Smith: Exactamente….
Alan Perkins: Pois. E foi este tipo, o Sócrates, não foi?
Charles Smith: Eh… não, não foi… Ele não esteve pessoalmente envolvido nisso. Inicialmente esteve, mas…
Alan Perkins: É ele o ministro?
Charles Smith: Ele agora é o primeiro-ministro!
Alan Perkins: Ele agora é o primeiro-ministro. Portanto, ele recebeu o dinheiro, mas recebeu-o através do primo, ou…
Charles Smith: Sim, sim!…
Alan Perkins: Esses pagamentos foram feitos quando?
Charles Smith: Foi em… deixei-me ver a tabela. João foi em Março de 2002?
João Cabral Foi aprovado.
Alan Perkins: Então, quando foram efectuados os pagamentos?
Charles Smith: Em 2002, 2003…
Alan Perkins: Por que foi necessário pagar se o tipo já estava fora do cargo? Foi só por ter havido um acordo…
Charles Smith: É. Tinha havido um acordo.
Alan Perkins: Mas a aprovação do projecto foi quando ele estava no poder.
João Cabral Sim.
Alan Perkins: Como ministro do Ambiente deu aprovação. Havia um acordo sobre o pagamento e os pagamentos foram depois, embora ele já não estivesse no Governo.
João Cabral: Certo…
Alan Perkins: Esses pagamentos foram honrados, não foram?
João Cabral: O Sócrates tinha grandes ligações. É por isso que a gente tem medo de não pagar… É melhor continuar a pagar.
Charles Smith: O que aconteceu foi na fase em que ele disse: «Eu consigo que vos aprovem isto».
Alan Perkins: Sim…
Charles Smith: «Falem com o meu primo». Então eu e o Sean reunimo-nos com o primo e o primo disse: «Vamos conseguir essa aprovação».

Sem necessidade de mais comentários.

28
Mar
09

A corrupção é uma miragem

adelino-ferreira-torres-fatima-felgueiras-isaltino-prison-break
Avelino Ferreira Torres, o ex-presidente da Câmara do Marco de Canaveses foi esta quinta-feira absolvido dos seis crimes de que era acusado: corrupção, peculato de uso, abuso de poder e extorsão. O próprio procurador do Ministério Público tinha pedido nas alegações finais a condenação por apenas quatro crimes (um dos que foi retirado teria já prescrito), mas o colectivo de juízes considerou que nenhum dos crimes resultou provado.
No final da leitura da sentença, a juíza explicou ao arguido que, no que diz respeito a alguns dos crimes, o tribunal ficou «com algumas dúvidas», mas afirmou que, «mais vale absolver um culpado do que condenar um inocente». O tribunal não considerou também muito credível o testemunho de José Faria, que o MP considerava ser o «testa de ferro» de Ferreira Torres nos negócios imobiliários que motivaram algumas das acusações. «A perícia psiquiátrica mostrou apenas que ele estava apto para testemunhar, não significa que o que ele disse seja verdade», adiantou.

O autarca Isaltino Morais afirmou esta quinta-feira em julgamento que os depósitos efectuados na Suíça, numa «única conta nominativa», se refeririam a alienações de património próprio, investimentos, heranças e cerca de 400 mil euros de sobras de campanhas, noticia a Lusa.

Depois de Fátima Felgueiras agora foi a vez do Avelino Ferreira Torres sair a cantar de galo do tribunal. O Isaltino é o próximo?




Indignados Lisboa

Blog Stats

  • 693,964 hits


%d bloggers like this: