Archive for the 'Controlo' Category

08
Nov
13

Durão o aldrabão

durão barrosos passops coelhopaulo portas durao de bruxelas

Durão Barroso garantiu que “A Comissão Europeia reconhece ao Tribunal Constitucional português como ao tribunal constitucional de qualquer país, o direito  – mais, o dever – de verificar se as normas adoptadas [pelos parlamentos] são ou não compatíveis com a respectiva Constituição”. “O que a Comissão Europeia tem o dever de fazer é, isso, sim, salientar aquelas que podem ser as implicações de determinadas decisões”, sublinhou. O que significa que se o TC considerar inconstitucionais “as principais medidas [do Orçamento do Estado] que a Assembleia da República aprovou ou vai aprovar, então isso poderá sem dúvida colocar em causa o regresso de Portugal aos mercados na data prevista. Isto é para nós uma evidência”, vincou. Se isso acontecer, disse ainda o presidente da Comissão, “Portugal terá de substituir essas medidas por outras medidas (…) provavelmente mais gravosas e medidas que provavelmente terão um efeito mais negativo em termos de crescimento e emprego. Essa é a análise unânime feita pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu, pelo Fundo Monetário Internacional e pelos países da zona euro”, justificou. Bruxelas tem um “respeito absoluto pelas decisões do TC” mas “ao mesmo tempo, temos de dizer que as decisões têm consequências”, insistiu.

Então esta besta diz que nunca pressionou nem pressionará o Tribunal Constitucional mas depois passa o resto da conferencia de imprensa a fazer isso mesmo. Se chumbam as medidas não cumprem o memorando e não há mais dinheiro, prejudicam a economia e o emprego, blá, bla blá. Este gente tem mesmo cara de pau e são tão merdosos que nem o seu país respeitam. Gananciosos que pensam que estão a falar com mentecaptos. Da próxima vez que pusesse o pé em Portugal deveria ser imediatamente detido e julgado por traição ao seu país, aos direitos dos cidadãos e por gatuno, corrupto e aldrabão. Bandalho.

01
Out
13

O segundo resgate

pires de lima sapato roto

“Não, não e não, no que depende das famílias e dos cidadãos, no que depende da economia e das suas empresas, no que depende do Governo de Portugal, e creio que de todas as instituições com responsabilidade em Portugal, não haverá segundo resgate para ninguém. O esforço dos portugueses não se pode afundar quando estamos com a praia à vista”, afirmou o ministro António Pires de Lima.

Eu podia esperar mais uns dias para colocar esta afirmação do Pires de Lima quando chegar a noticia do segundo resgate, sempre tinha mais piada. Na realidade se o governo não quer. as famílias não querem, a economia e as empresas pelos vistos não necessitam e todas as instituições dizem Não, não , não e que não haverá resgate para ninguém e porque não vai haver. Mas vai porque quem decide isso não somos nós, são os mercados, os especuladores, os grandes grupos financeiros, os que se estão nas tintas para se morremos todos de fome ou de doença. E são eles que decidem porque quem nos governa trabalha para eles, porque são lacaios dos seus interesses.

“A really efficient totalitarian state would be one in which the all-powerful executive of political bosses and their army of managers control a population of slaves who do not have to be coerced, because they love their servitude.”
― Aldous Huxley, Brave New World

Somos portante um eficiente estado totalitário e enquanto não o substituirmos por um verdadeiramente democrático e livre não temos escolha.   por isso que a vinda ou não do segundo resgate não está nas mãos deste governo, mas está nas nossas, nas de todos nós. Só temos de pesar os prós e os contras e escolher o nosso caminho.

27
Ago
13

A politica da DemoCracia

nuno crato hells teaching

 

As universidades e institutos politécnicos não vão poder aumentar o peso das receitas próprias nos seus orçamentos. Uma directiva da Direcção-Geral do Orçamento (DGO), que foi recentemente enviada às instituições de ensino superior, estabelece um limite máximo dos fundos angariados e impõe ainda uma cativação de parte dessas verbas.
Em causa estão verbas como as propinas pagas por alunos e os financiamentos internacionais destinados a projectos de investigação, uma via que tem sido explorado nos últimos anos pelas instituições de ensino superior, de forma a contrariar a contínua redução do financiamento público vindo do Orçamento de Estado. “Nem nos dão dinheiro, nem nos deixam arranjá-lo”, ilustra o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva.

Mais uma imagem com fogo mas desta vez não em florestas mas na escola pública. Este DemoCrato não vai parar enquanto não conseguir sufocar as escolas que elas percam toda a qualidade, deixem de ser economicamente viáveis de forma a justificarem a sua transferência para o privado. Para evitar surpresas já nem é o dinheiro do orçamento do estado, que todos os anos cortam, mas a própria possibilidade de as Universidades encontrarem formas de se financiar arrecadando receitas com outras actividades.
Esta gente não vai parar de destruir o que ainda resta do estado Social, da Saúde Pública e da Educação para todos. O que é preciso é mão de obra barata, precária, disponível e sem direitos. A chegada ao poder desta canalha  e de uma direita neo-liberal defensora do capitalismo selvagem que se apoderou do mundo toda foi a maior desgraça que nos aconteceu. Como é possível que uma crise financeira mundial, criada e da total responsabilidade destes mesmos vampiros lhes tenha servido de justificação para destruir centenas de anos de avanços sociais e de dignidade de todos como seres humanos. Como é possível que se implemente a fome e a miséria como regime vigente. Como é possível que a mentira, o desrespeito e o autoritarismo reinem impunes a todos os seus roubos e crimes. Como é possível que os povos se submetam a isto e não os corram aos pontapés.

25
Ago
13

Ingenuidade e inocência… uma porra

maria luis albuquerque a inocentezinha

Os papéis de trabalho que serviram de base a cinco dos oito relatórios de auditoria sobre os ‘swaps’ realizados no final de 2008 foram destruídos pela Inspeção-Geral de Finanças (IGF) depois de janeiro 2012, numa altura em que este dossiê já merecia atenção especial dentro do Ministério das Finanças.
O ministério de Maria Luís Albuquerque considera que a destruição respeitou o prazo legal, mas diz que vai apurar “com precisão” as datas da eliminação dos papéis, quem a autorizou e porque aconteceu numa altura em que o problema dos ‘swaps’ estava já identificado.
Quanto ao prazo, o Regulamento Arquivístico da IGF define 20 anos de conservação

Houve tempos em que isto seria considerado grave e rolariam cabeças. Agora tais práticas devem antes gerar promoções para quem tão diligentemente destrói as provas que podiam implicar gente que nos anda a roubar a todos nós. Já não há vergonha nem o mínimo de dignidade nesta gente e, mesmo sabendo que a justiça nunca chega aos que nos governos saqueiam o país, preferem não arriscar. Vivemos tempos tristes governados por gente sem escrúpulos ou moral e onde até continua como Ministra quem se comprova ter mentido no Parlamento. Até quando vamos aceitar isto

30
Jul
13

Assassinos sociais

passos coelho reforma do estado

 

“Não acredito que a nossa Constituição nos impeça de fazer o que qualquer sociedade desenvolvida faz”, diz o primeiro-ministro. 
 
Antes de mais nada era preciso que esta besta soubesse o que é uma sociedade desenvolvida. Para ele deve ser uma em que o poder financeiro é todo poderoso esquecendo que o que se procura não é criar ricos mas sim servir todo um povo com serviços e bem estar. As sociedades mais desenvolvidas que conhecemos foram a de países como a Suécia, Dinamerca ou Noruega em que os povos viviam com boas condiões de vida,  protecção e serviços sociais dos melhores do mundo e sobretudo com a corrupção a niveis baixissimos. Mas não, para esta cavalgadura é exactamente o acabar com o estado e entregar o dinheiro dos nossos impostos aos seus amigos, favorecendo o amiguismo e o compadrio. Felizmente ainda temos uma constituição que ainda vai impedindo alguns abusos embora o seu guardião, o incompetente do Sr. Silva, não nos ofereça nenhumas garantias. Toda a atenção e sobretudo muita acção são necessárias para travar estes trafulhas e esta gente sem o minimo e consciência social, cultura democrática ou escrupulos. 

 

 

 

 

09
Jul
13

O Programa cautelar

durão barroso programa cautelar

Onde é que eu já vi este filme. Para muitos um segundo resgate já era inevitável o que inevitavelmente iria trazer mais austeridade mas também a queda deste governo. O enredo é sempre o mesmo. Começámos por justificar fazer sacrifícios e estar sob a pata da Troika com soberania limitada  por estarmos sob um resgate. Afinal parece que um segundo resgate seria necessário e a pata da Troika, a austeridade e a perda de soberania continuariam, mas vindo do nada o segundo resgate transforma-se em Programa Cautelar. Ai que suspiro de alivio que se ouve quando nos vêm dizer que é outra coisa diferente. O que ainda não dizem é que seja resgate ou programa cautelar o que se vai manter é austeridade, pata dos mercados e perda de soberania. Na realidade é a mesma coisa com outro nome e assim salva-se o governo de eleições e engana-se o pagode.

26
Jun
13

Destruição da Horta do Monte

antonio costa horta monte

 

Por volta das seis horas da manhã, oito elementos da Polícia Municipal (PM) acompanharam os trabalhos camarários de destruição da Horta do Monte, localizada perto do Largo da Graça, em Lisboa. Ainda que o projeto comunitário nunca tenha recebido qualquer notificação formal e legal, a CML decidiu interromper o processo de negociação que tinha sido iniciado, com a marcação de uma reunião, e avançou com a intervenção. As cerca de cinco pessoas, membros do projeto comunitário, que se dirigiram ao local por volta das 7h foram alvo de agressões, sem qualquer justificação, por parte da polícia, segundo relatou a coordenadora da Horta do Monte, Inês Clematis. Entre encontrões e bastonadas, duas pessoas foram detidas e uma foi encaminhada para o hospital com a cabeça partida.
 
É fantástico o medo que o sistema mostra de ver surgir aoto-organização popular e o nascimento de projetos colectivos que não passem pelo pedido de subsídios ou  lambam as botas ao poder. Casas ou terrenos deixados ao abandono durante décadas, passam loga a ter um projeto e uma requalificação se alguém se lembra de os colocar ao serviço da comunidade. Como aconteceu na Escola da Fontinha no Porto, ou agora na Horta do Monte. Os projetos são desalojados á força, o trabalho feito destruído em nome das legalidades e dos procedimentos que criam para travar a ação popular livre e direta. Gostam muito de aparecer nas televisões a defender a cidadania, a necessidade de se possibilitar a participação dos cidadãos, mas só se forem em rebanho, bem direitinhos e a fazer vênias ao poder. P.q.o.P.
 
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Indignados Lisboa
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