Arquivo de Abril, 2009

30
Abr
09

Raças Perigosas XXX

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Após cinco anos de debate e negociações, a União Europeia decidiu abandonar a directiva que permitia alargar o horário semanal até às 65 horas. Em causa estava uma norma muito polémica que permitia alargar o horário semanal das 48 horas para as 65, desde que houvesse acordo entre o empregador e o trabalhador (“opt-out”).
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, lamentou a falta de acordo entre o Parlamento Europeu e União Europeia sobre a revisão da directiva do tempo de trabalho.”Considero uma má notícia”.
Na mesma linha, o secretário-geral da UGT também lamentou a ausência de consenso, mas valorizou o facto de não se ter chegado a um acordo penalizador para os trabalhadores. “O parlamento não cedeu e os governos também não”, disse à Lusa João Proença.

O ministro que deve representar o interesse dos cidadãos do seu país e o que se diz representante de trabalhadores portugueses, lamentam ambos que não se tenha aprovado o alargamento do horário semanal até às 65 horas. Numa altura em que vivemos o flagelo do desemprego lamenta-se que não se possa forçar alguém a trabalhar perto de onze horas por dia. Eu tinha vergonha.

30
Abr
09

A callgirl

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Não sei quem anda a criar a imagem do PSD para as eleições, mas não me parece que andem a fazer um bom trabalho. Primeiro um cartaz negro com a cara da Manelinha e agora um outro em que a transformam em rapariguinha de callcenter. Sei que o seu discurso e as suas asneiras não merecem muito mais, mas aqui deixo uma proposta bem mais apelativa. Callgirl, por callgirl, mentira por mentira, mais vale esquecerem a ideia da verdade e da competencia que todos sabem não corresponder á verdade. Aqui fica a minha sugestão de cartaz para a sua campanha que, embora não lhe garanta a vitória, pelo menos seria bem mais divertida que a actual.

PS: Quando vai o PSD começar a mostar o seu candidato às europeis nos cartazes? Está com vergonha?


29
Abr
09

Fantasmas do passado

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Passei de relance pelo prós e contras desta semana, e lá estava ela, a Leonor Beleza. Fez-me lembrar do seu tempo de Ministra da saúde e senti um arrepio na espinha. Há fantasmas que nunca poderemos exorcisar, não há?

29
Abr
09

Blocos e Alianças

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Questionada sobre o cenário em que se sentiria mais confortável para as eleições, se numa aliança do PSD com o CDS-PP ou num novo bloco central com o PS, Manuela Ferreira Leite colocou como condição para qualquer entendimento acreditar «que a conjugação de esforços e de interesses – interesses no sentido do país – são coincidentes».
Entretanto, em declarações à agência Lusa feitas na sequência da entrevista à SIC, Manuela Ferreira Leite considerou que a hipótese de admitir um Bloco Central é «É uma interpretação abusiva porque como é sabido sempre recusei a hipótese de um governo de Bloco Central».

Se é abusiva então eu abuso.

28
Abr
09

Ruptura

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A partir de hoje e até à véspera das próximas eleições este blog, ou seja eu, deixará de ser desalinhado e vai apoiar a campanha do POUS às Europeias. Revejo-me na ideia da proibição dos despedimentos. Acredito que o Estado deve assumir a nacionalização e a viabilização das empresas em defesa do emprego. Quantos despedimentos poderiam ter sido evitados se os milhares de milhões enterrados na Banca, nos BPN, no BPB, estivessem a ser utilizados na defesa do emprego? Utilizados, para evitar o desespero da pobreza para mais de meio milhão de Portugueses, para evitar o desmantelamento do que ainda resta do sistema produtivo do país.
Revejo-me também no darem voz a um grupo de cidadãos (a RUE), que defende a Ruptura com a União Europeia. Mais de 70% da nossa legislação já se apoia em directivas comunitárias. É a instituição política em que menos os cidadãos têm direito de escolha e é aquela que define a ideologia pela qual nos regemos. Que nos diz que temos de viver num estado com uma política económica capitalista e liberal. Por tornar impossível a um partido que não defenda essas políticas aplicar as suas idéias económicas e sociais. Não nos é possibilitado o direito de escolhermos o nosso caminho. Só a ruptura com esta UE nos devolverá a liberdade de escolha. Apoio o POUS nestas eleições porque propõe uma efectiva ruptura com o sistema.

Quanto ao dia das eleições ainda me balanço sobre o voto no POUS, ou apostar na abstenção. Em nenhum caso farei grande dano ao poder, mas algum fará certamente. Com que legitimidade ética, poderiam defender a legitimidade representativa de um parlamento europeu, se oitenta ou noventa por cento dos cidadãos não votarem nestas eleições? O medo que mostraram dos referendos para a Constituição Europeia e a chantagem tremenda que estão a fazer sobre o povo Irlandês por a ter chumbado, no único caso em que não puderam evitar que se fizesse, mostra que não é a democracia nem a vontade dos cidadãos aquilo que mais os move. Depois direi aqui qual será a minha opção de voto.

28
Abr
09

As mordaças do PSD

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“O PS, pela terceira vez, tenta pôr uma mordaça em opiniões diferentes: foi a mordaça do candidato Vital Moreira, a mordaça do ministro Santos Silva e a mordaça do ministro Mário Lino. Curiosamente os três têm um passado de cultura democrática ligado ao comunismo e ao trostkismo, consoante os casos, que fala por si.
Paulo Rangel responde assim ao ministro Mário Lino que hoje o acusou de ter uma visão salazarenta dos investimentos públicos.

De cada vez que a Manuela Ferreira Leite abre a boca, (normalmente não entra mosca), já todos sabemos que perde votos. Agora é a vez do Paulo Rangel mostrar que também ele fazia melhor em estar calado. Um partido que pouco mais tem feito que criticar o governo não pode acusar de o quererem amordaçar de cada vez que esse governo o critica a ele. Não lhe fica bem e é assustador pensar que se ele chegasse ao poder muito provavelmente acabaria por ter uma relação ainda mais difícil com a critica que aquele que têm os Socretinos. Também o bolorento Salazar considerava que a critica só podia ser resolvida com mordaças e esta resposta do líder parlamentar do PSD é triste. Tão triste como a figura que o seu partido anda a fazer.
Com gente desta, a que nos governa e a que nos quer convencer que são alternativas estamos bem tramados. Está na hora de mudar, não só na cor do partido do governo, mas sim também nas políticas. Há que devolver este país aos cidadãos e acabar com a pouca vergonha desta politica de compadrios, em que os ricos cada vez ficam mais ricos e todos nós cada vez mais pobres. Há que recusar as políticas europeias que nos condenam a obedecer a um liberalismo que nos conduziu a esta crise e ao desespero das filas de desempregados. Há que mudar, mas mudar realmente de opções para este país.

27
Abr
09

O Santinho casamenteiro do Bloco central

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O próximo governo poderá não ser de maioria absoluta. O cenário foi ontem reconhecido, implicitamente, pelo Presidente da República, que deixou um apelo: “As forças políticas devem ter presente que sobre elas recai a grande responsabilidade de encontrar soluções de governo, e que essa responsabilidade é particularmente acentuada nos tempos difíceis que o País atravessa.”
No discurso na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, no Parlamento, Cavaco Silva aconselhou “consensos entre os partidos estruturantes da nossa Democracia [Bloco Central]” em torno de temas como o emprego, a segurança e o combate à corrupção. E frisou: “Os portugueses estão cansados de querelas político-partidárias que nada resolvem.”

O Sr. Silva parece que continua com a sua velha ideia de fazer um governo do Bloco Central. Criar uma maioria absoluta, garantida por várias legislaturas, e que possa realizar a vontade da Manelinha de colocar a democracia em banho-maria durante esse tempo. Assim poderiam fazer tudo o que desejassem, alterar a Constituição e acabar de aplicar o liberalismo capitalista neste país. O Salazar também começou a sua nefasta obra falando da necessidade de acabar com as querelas político-partidárias. Ainda me lembro bem de qual foi o resultado.


27
Abr
09

O poder dos Poderes

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Em Portugal vivemos naquilo a que se chama uma Democracia Ocidental. Temos direito a votar e a escolher entre dois sósias apresentados pelos poderes. Para muitos o pior de todos os sistemas à excepção de todos os outros. Esta, aquela que temos, pode ser uma democracia, mas é certamente uma democracia gerida por cartéis que possuem o monopólio dos poderes. O poder financeiro que criou e controla o 4º poder, o da informação, o da televisões, que por seu lado nos “convence” que é normal só podermos escolhermos o poder politico nas alternativas que nos impõem, poder politico esse que comanda o poder da força e cada vez mais controla o poder da justiça. É por isso que o poder financeiro acaba a controlar o poder legislativo, a fazer as leis ao seu gosto e ao seu serviço.
A democracia devia ser muito mais que isso, devia possibilitarmos verdadeiras escolhas, sem condicionalismos, uma democracia implacável contra a corrupção e as trafulhices, uma democracia sem nódoas que a conspurquem. Os poderes ao serviço de uma democracia que seja verdadeiramente a escolha livre dos cidadãos, uma democracia em que o governo seriamos todos nós. Uma democracia em que todos tenham direitos iguais e iguais oportunidades.


26
Abr
09

Mudar é urgente

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Na ressaca do 25 de Abril, mas na realidade de um Portugal em queda livre, a urgência de mudar para travar um fim que se aproxima rapidamente, há que mudar a forma como gerem este país e a passividade com que assistimos a tudo isto. Não há inevitabilidades, nem destinos traçados. Não nos resta só esperar bovinamente que nos conduzam ao cadafalso. Temos de mudar o sistema, a nossa forma de vida. Voltar a viver para as pessoas e não para o consumo, para o “ter”. Vamos voltar a ser pessoas numa sociedade mais solidária e mais empenhada em ser feliz. Vamos dar uma nova oportunidade à alegria de viver.


26
Abr
09

O Bailinho de Lisboa

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Ele vem aí de novo para nos assombrar. Eu que moro aqui mesmo ao lado de Lisboa, que é aí que trabalho, a que chamo a minha cidade, nada posso fazer para o impedir porque não é aí que voto. Peço por isso aos “Alfacinhas”; Não o deixem ganhar.


25
Abr
09

Estão a matar Abril

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25
Abr
09

25 de Abril. A urgência de o refazer de novo

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Saudades tão grandes daquele dia lindo que vivi em 1974. O querer voltar a sentir a liberdade e a solidariedade desses tempos. A certeza de nunca desistir de o poder viver de novo. Resistir é possivel, vencer também.


24
Abr
09

Corrupção – Prós e Contras

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O vice-presidente do Partido Social-democrata (PSD) acusa os partidos, incluindo o PSD, de estarem a seguir o caminho mais fácil ao falarem do combate à corrupção, num ano de eleições. Rui Rio lamentou ainda, esta quarta-feira, que o seu partido tenha apanhado o comboio da demagogia. «Estamos a falar de uma matéria muito importante que é a luta contra a corrupção, por um lado, e os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos».
Confrontada com as críticas de Rui Rio, Manuela Ferreira Leite disse que, se existe alguém que está a usar o combate à corrupção de maneira demagógica, não é com certeza o PSD.

Porque será que Rui Rio considera que combater a corrupção é demagogia? Sabe ele alguma coisa que nós não saibamos? Tem ele medo de alguma coisa?
É verdade que estamos em ano eleitoral, é verdade que quando não o era, os partidos do poder recusaram combate-la, mas não devemos aproveitar este “momento de fraqueza” dos políticos para ganhar alguma coisa? Depois das eleições tudo mudará, seja na luta contra a corrupção seja nos “apoios á crise”. Depois vai-nos cair a realidade em cima e lá virão mais impostos e mais ataques às nossas liberdades e direitos. Não o direito que fala o Rui Rio de alguém não ter de justificar como ficou subitamente rico, mas os direitos a sermos considerados cidadãos e não simples números fiscais ou resultados de estatísticas.
Outra questão é saber porque se considera a Manuela Ferreira Leite diferente dos outros se nós, que já a conhecemos bem das vezes em que foi Ministra da Educação e das Finanças sabemos bem aquilo que é e vale.

24
Abr
09

Ser ou não ser, eis a eleição

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À margem do fórum Novas Fronteiras sobre Educação, Maria de Lurdes Rodrigues garantiu ao Expresso que neste momento tornar obrigatório o 12º ano “seria um erro, prejudicaria as famílias, os alunos, e não se conseguiria concretizar”.

Maria de Lurdes Rodrigues invoca a falta de condições sociais adequadas. “Há muitos jovens que tiram o 9º ano e vão trabalhar para enfrentarem as dificuldades das famílias” e por isso, defende, “o país deve primeiro preparar o sistema de ensino e preparar as famílias e fazer o alargamento da acção social”. Só depois, “se verificarmos que ainda assim é necessário, é que o faremos”. E deixou em aberto, com um lacónico “vamos ver”, a possibilidade de alguma vez o Partido Socialista voltar a ter esta proposta como bandeira sua.

14-Set-2008

“O Governo apresentará ao Parlamento a proposta de lei que passa de 9º para 12º anos a escolaridade obrigatória. Isto significará, para todos os jovens até aos 18 anos, a obrigação de frequência da escola ou do centro de formação profissional”, afirmou hoje Sócrates durante o debate quinzenal na Assembleia da República.

Afinal quem tem razão, o Engenheiro Empinocado que diz que é possível e benéfico para as famílias ou a Sinistra Ministra que disse ser um erro, que prejudicaria as famílias e os alunos, e que não se conseguiria concretizar. Será que o discurso muda de acordo com a proximidade de eleições e com o oportunismo político ou será que em meia dúzia de meses o país melhorou tanto que já existem condições para o fazer?

23
Abr
09

Quando o crime se tornar legal

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A Comissão Europeia tem, desde 1999, um projecto para incluir a economia paralela na contabilização do PIB, o que vai fazer com que actividades como a prostituição ilegal, o tráfico de droga, o jogo clandestino e o contrabando passem a contar como riqueza.
Já em 2006, quando a Grécia, com um procedimento por défices excessivos, decidiu rever as Contas Nacionais de forma a incluir várias actividades informais ou mesmo ilegais. O resultado foi um crescimento de 25% do PIB, que diluiu o défice e fez as delícias da imprensa internacional. O britânico Guardian ironizava com a situação dizendo que “O PIB grego sobe 25% com uma ajudinha das prostitutas”. O Eurostat acabou por validar as contas.

Se o contrabando, o tráfico, o jogo e a prostituição contarem nas estatísticas como riqueza e resolver os problemas do défice, qual será o estado que a vai combater? Antes pelo contrário, vão dizer aos polícias para virar as costas e esperar que todos os bandidos do mundo escolham o seu país para viverem e fazerem as actividades ilegais.
Depois desta, só falta que, de cada vez que alguém nos roubar a carteira, também isso seja considerado como uma transacção e, se o ladrão for apanhado, em vez de ser preso lhe cobrem o IVA. Só falta mesmo é legalizar a actividade criminosa. Está tudo louco?

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Indignados Lisboa

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