Arquivo de Junho, 2011

30
Jun
11

A divulgação eventualmente nociva

Este é o ponto 7 do novo Estatuto Editorial do Jornal Expresso. Tem lá mais coisas engraçadas, mas este ponto sete é elucidativo e faz-nos pensar até que ponto chegou a comunicação social, quando um jornal de referencia assume não se reger por critérios jornalísticos, condicionando-o ao político.
Felizmente que há muito deixei de comprar este jornal, mas sabemos que um canal de televisão generalista, a SIC, e um canal somente dedicado a noticias, a SIC Noticias, têm o mesmo patrão, e esse patrão é o executivo dos Bilderberg em Portugal. E, quando olhamos à volta não vemos melhor porque sabemos que cada jornal e cada televisão têm uma agenda política própria.
Seja por omissão ou por manipulação aquilo que nos informam não são factos, mas a visão em que querem que acreditemos. A comunicação social engana e há muito que perdeu a sua função de informar para ganhar a de criar verdades e formatar opiniões. O pior é que funciona e o conseguem fazer com relativa facilidade, como a realidade demonstra.

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30
Jun
11

Eles falam, falam, mas… nada muda

Lembro-me de ouvir o actual Presidente da Republica falar da importância da enorme zona marítima de Portugal para o futuro do país, mas não o vi mexer uma palha para tentar salvar os Estaleiros de Viana de Castelo. Ainda recentemente o ouvi falar da necessidade do regresso à terra e de o interior do pais ser de novo repovoado, mas não o ouvi criticar ou contestar o desejo de serem abandonados mais de 800 km de linha de caminho de ferro que o servem. Ontem falou do dever patriótico de  passarmos a consumir produtos portugueses, em detrimento dos comprados ao estrangeiro, mas quem viu na televisão a urgência como milhares de quilos de tomate a eram apanhados para chegarem ao aterro onde seriam destituídos, a tempo de poderem reclamar o pagamento de indemnizações, tudo parecem palavras vãs.
Acredito que no mar há um futuro, que um novo povoamento é possível e que consumir aquilo que produzimos é necessário, mas isso só pode ser feito se forem criadas as condições e as políticas mudarem radicalmente. Palavras levas-as o vento.

29
Jun
11

A herança

Mário Soares afirmou que “O PS tem de ser refundado de alguma maneira, tem de ser melhorado, tem de discutir política a sério e tem de ter política a sério e grandes ideias para o futuro”. Em relação às eleições para a liderança do PS, Soares reafirmou que não toma partido por nenhum dos candidatos.

A minha memória já não é o que era, mas ainda me lembro que quem meteu o socialismo na gaveta foi ele. Concordo que o PS actual pouco ou nada tem do original, mas quem primeiro lhe retirou a identidade e a ideologia foi o próprio Mário Soares. Não adianta chorar sobre leite derramado assim como quando afirma que «A Europa é uma vergonha, porque não tem líder à altura da situação. O que estão a fazer à Grécia é uma vergonha, porque a Grécia é a pátria e a inventora da democracia, da ciência e da cultura» não se pode esquecer que esta Europa e estes lideres são a resultante das políticas de que foi responsável e da sua falta de visão para ler os tempos que se aproximavam. Sei que é necessário uma mudança radical na forma de pensar a política, transferindo a sua principal função do economicismo para as pessoas, sei que seria importante que um Partido grande como o PS estivesse do lado dessa mudança, mas também sei que não é com ele que posso contar para a conquistar. Basta olhar para os candidatos à liderança de um Partido que se chama de Socialista, em que um pactuou com o reinado do Sócrates e outro  se diz defensor do capitalismo-ético.
Talvez por castigo, o Mário Soares anda vive para ver no que se tornou a sua obra política, quer em Portugal, quer na Europa.

29
Jun
11

Uma Tragédia Grega – Eurocapitalismo

Estreia em Lisboa brevemente

28
Jun
11

A luta celestial socialista

A luta pelo poder no PS lá continua, monótona e sem grande furor mediático. Com um governo de maioria parlamentar nem parece ser muito importante saber quem ira ajudar a cumprir com o “contrato” com a troika. Se aí não há grande diferença apostam em mostrar qual dos dois está mais interessado na abertura à sociedade e a um alargamento da democracia interna.
Do Francisco Assis,  já estava farto desde os tempos do reinado Sócretino e do outro temos que me venha a fartar ainda mais depressa. É só a mim que dá sono quando ele fala?
28
Jun
11

O Ministro artesanal

No momento que escrevi este post, andei à procura de actos do governo que mais urgência teve para tomar posse. Procurei e só encontrei a de que o  Ministro da “guerra” estaria preocupado com a situação que se vive nos Estaleiros de Viana e uma visita do novo Ministro da Economia à Feira Internacional de Artesanato e antes de presidir à cerimónia de inauguração do certame, o ministro da Economia visitou vários ‘stands’, aconselhando todos os artesãos e criadores a destacarem a “marca Portugal” nos seus produtos. “Uma bandeira portuguesa aqui, está bem? Assim são duas grandes marcas juntas, a da Madeira e a de Portugal”, disse ao visitar um ‘stand’ de bordados da Madeira, que tinham um pequeno selo da região autónoma. Também disse que “É óbvio que todos sabemos que vêm aí tempos difíceis, mas também é óbvio que há uma nova maneira de conseguirmos dar a volta e eu acho que todos nós, apesar de conscientes das dificuldades, percebemos que há uma nova esperança em Portugal”, acrescentou Álvaro Santos Pereira. E também disse “prefiro que me chamem Álvaro do que me chamem ministro”.  Para um Ministro Importado do Canadá não me parecem afirmações que me criem grande espectativas, mas como já não as tinha não me dececionou. Parecia-me bem mais importante que ele não só mostrasse preocupação como o outro Ministro, mas já estivesse a fazer alguma coisa para impedir que o último dos nossos Estaleiros Navais de acabe como a Lisnave.
27
Jun
11

O vingador banqueiro


“Este e mais um dia de audições do caso em que sete antigos gestores do maior banco privado português foram acusados de falsificação de contas e informação falsa. Jardim Gonçalves foi quem teve um castigo mais elevado. O banco de Portugal decidiu que o ex presidente do BCP não pode exercer funções na área durante nove anos e obrigou ao pagamento de um milhão de euros.”

Para Jorge Jardim Gonçalves «houve todo um processo cientificamente dirigido» por parte do governo de José Sócrates e dos reguladores dos mercados para tomar controlo do Millenium bcp. O objectivo era resolver «dois grandes problemas»: o BPP e o BPN. Em entrevista ao «Correio da Manhã», o ex-patrão do maior banco privado nacional aponta o dedo a José Sócrates e ao seu ministro das Finanças, Teixeira dos Santos; a Vítor Constâncio e a Carlos Tavares, governador do Banco de Portugal e presidente da CMVM, respectivamente.

Mal mudou o governo e já saem dos seus buracos os acusados de corrupção crimes para passar a culpa para outros. Não defendo os Sócrates, Constâncios ou Teixeira dos Santos, mas também não defendo esta gente que andou a abusar do país e de todos nós, sobretudo quando andamos todos de tanga muito por causa deles. Pague esta raça tudo o que roubou e os prejuízos que causou ao país e acusem-se todos aqueles que nos governos lhes abriram as portas e lhes facilitaram a tarefa.




Indignados Lisboa

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