Archive for the 'propaganda' Category

11
Ago
13

Mr. Briefing….Cancelados

poiares maduro mr brefing

 

Os briefings não vão acabar, garante o Governo, que sublinha no entanto que está a repensar o modelo de comunicação com os jornalistas. A informação é do gabinete do ministro Adjunto Poiares Maduro.

Um génio no governo concebeu a ideia que uma conferencia de imprensa semanal (briefing para ser mais fino), seria uma boa alternativa para o governo fazer propaganda das suas ideias e glorificar a sua governação. Esqueceram-se que mesmo com a comunicação social manietada, mesmo com discursos lindos a realidade do país e sobretudo os escandalos financeiros em que toda aquela canalha que nos governa andou metida obrigatóriamente transformariam esses “brefings” em autenticos pesadelos. Mais que defender as politicas são obrigados a defenderem-se a eles próprios ou aos seus ministros. Há BPN, Swaps, e sei lá que mais a sujar as cracaças dessa gente toda. Mas, por mais bicadas que lhes dêem,  como também não há vergonha tudo fica como está.

09
Abr
13

A saga continua

vitor gaspar maos de tesoura e a arvor das patacas

Felizmente há algum tempo que me deixei de assistir a noticiários nas nossas televisões por uma questão de sanidade mental, mas hoje, nem sei porquê resolvi sentar-me em frente ao televisor e carregar no botão. Fiquei completamente horrorizado com a campanha a que assisti. Desde a chantagem dos nossos “amigos” europeus que ameaçam cortar com o dinheiro, ao arrebanhar de comentadores, uns para criticarem o Tribunal Constitucional por ter cumprido com a sua função de fazer respeitar a lei inscrita na Constituição,  outros para nos mostrarem já onde o governo vai obrigatoriamente ter de cortar, na saúde, na educação e na segurança social, com a sugestão de milhares de despedimentos na função pública. Eram 2 mil milhões aqui, mais 700 milhões acolá, mais 1500 milhões noutro lado, mais mil milhões por todo lado. Aquilo somado dava muitos milhares de milhões sem haver quem dissesse que o Tribunal Constitucional só cortou 1300 milhões. Se fizerem todos os cortes que foram anunciando vamos ser um país riquíssimo heio de gente sem um pão para comer. É que nos jornais os cortes já se transformam em mais impostos e o IRS para os funcionários públicos vai subir. É um fartar vilanagem. Mas não refilem, tenham medo porque já paira a ameaça de não haver dinheiro para pagar os salários de Abril (a próxima tranche de ajuda só estava prevista chegar em Maio), Este país entrou em loucura e a comunicação social já está a fazer a cabeça das pessoas para a inevitabilidade, para aguentarem e calarem. Ah, e afinal o tal relatório do FMI, a dizer aquilo que o governo pediu para lá vir escrito e que era só um estudo, uma achega ao debate da “refundação do estado” agora já é a Bíblia dos próximos tempos e há que começar a cumprir com os seus mandamentos.  Mais gente para o desemprego, mais cortes nos salários, nos subsídios, aumento das taxas moderadoras, das propinas, dos horários de trabalho, da idade da reforma e sei la´que mais. Ah, e para a semana troika vem de novo a Portugal entregar mais um caderninho de exigências e medidas e quem sabe um segundo resgate. Realmente não somos a Grécia mas alguém me vai ter de explicar a diferença que não seja um ano de atraso na rota da miséria.
O Bastonário da Ordem dos Médicos já veio avisar que se houver mais cortes na saúde há o perigo de começarem a morrer mais gente nos hospitais por falta de condições. A Troika mata e tudo em nome do lucro, dos mercados.

Num país onde o Mexia da EDP ganha 8500 euros por dia e onde o tal bandalho do Ulrich, veio dizer que os portugueses aguentam, a pergunta a fazer. Vamos mesmo aguentar ou vamos dizer basta? vamos ficar parados a assistir a mais esta vergonha? Vamos ficar à espera que alguém se lembre de convocar mais uma manifestação para daqui a uns meses?

25
Fev
13

Assim se faz a cabeça de quem não a tem

marques mendes pinto balsemão contratado

Há muito que digo que o grande cancro da democracia são as televisões. Elas manipulam, enganam e mentem, elas elegem e demitem governos. actualmente elas são a grande ama do sistema para garantir que tudo fica como está e que a revolta não acontece. A própria SIC tem como seu lema” Fazemos opinião”. Essa não é a função de um órgão de informação mas sim informar. Tudo é pensado pelos melhores especialistas de markting que sabem o momento exacto para dar determinada noticia, quando é bom fazer aparecer depois um suposto técnico para explicar a notícia e depois uns comentadores do sistema que nos venham dizer o que devemos pensar. No dia seguinte é ver as pessoas a vomitar as ideias que lhes implantaram pensando que estão a falar pela sua cabeça. As pessoas são atordoadas, manipuladas e condicionadas por aquele rectângulo que todos temos em casa. Entretenimento barato e algo, por pouco que seja, que garanta a sobrevivência e ninguém se revolta. É o pão e circo dos dias de hoje.
Já o disse aqui e repito, desliguem-se todas as televisões durante um mês e este, e todos os outros povos sujeitos ao mesmo tipo de manipulação, abrirão os olhos, vão começar a falar e a discutir o que acontece e rapidamente toda esta corrupção, ladroagem, mentira, aldrabice desaparecia numa revolta popular. Desliguem-se as televisões já.

19
Dez
12

Uma coisa que não é coisa nenhuma

antonio jose seguro tocador de flauta

Hoje não sei porquê apetecia-me fazer alguém ou alguma coisa que não servisse para nada. Mal cheguei ao computador, embora personagens irrelevantes não faltem por aí,  foi fácil decidir, só podia ser o António José Seguro, que sem saber como um dia destes ainda chega a Primeiro-ministro sem nada fazer por isso ou o merecer. Num país em que o poder é uma exercício de alterne, em que a comunicação social, pertença dos grandes grupos económicos e ao seu serviço, condicionam a liberdade e a democracia com mentiras e enganos, as ditas alternativas não passam de meros piões no jogo do sistema, nada é muito difícil prever. Ao Seguro, um mais um Jotinha, parece bastar-lhe sentar-se e calmamente esperar que o governo lhe caia nas mãos. Claro que há sempre o perigo, se deixar que os aldrabões que nos governam se aguentem por lá, de que no PS alguém se impaciente ou seja mordido pelo bichinho do poder e lhe puxe o tapete debaixo dos pés. Para sua sorte o António Costa parece preferir ir directamente para o lugar do Sr. Silva sem passar pelo governo.

A pergunta que me vem à cabeça é se ainda não será desta que vamos acordar e perceber que toda esta gente que se alimenta do sistema não é realmente uma alternativa séria. Só com uma mudança real, recusando mais do mesmo, exigindo uma real democracia mais directa e participativa e a recusa de participar nos jogos dos mercados especuladores que nos controlam com dividas forjadas para nos roubarem direitos e a própria dignidade como pessoas, podemos ter esperança. Até quando vamos continuar a aceitar ser condicionados e enganados por esta gente?

25
Set
12

Concertação social ou treta nacional?

Sindicato que é sindicato há muito que devia ter cortado de vez com este Conselho de Concertação Social há muito tempo. Aquilo não passa de um local para fingir que se discutem   tentam conciliar as aspirações dos trabalhadores e dos patrões. Cedo se entendeu que afinal aquilo não passa de um antro onde o governo e os patrões, com a cumplicidade da UGT vão acabando com todos os direitos conquistados ao longo de muitos anos. A CGTP, mesmo acabando sempre por não assinar os acordos não a abandona porque tanto patrões como sindicatos são pagos para fazer aquele espectáculo. No fim o que fica é sempre a assinatura do governo, dos patrões e da UGT a legitimar os roubos e as malfeitorias que de lá saem.

 

30
Jul
12

Caça à Função Pública

Estes escolheram os funcionários Públicos como o inimigo, a fonte de todos os males , a culpa da miséria de todos os outros, promovem a imagem dos maus da fita, dos grandes beneficiados do sistema para que os trabalhadores privados concordem que é sobre esses malandros que devam cair todos os cortes, toda a austeridade, toda a violência. Mas são funcionários públicos os policias que os guardam e evitam que alguém mais desesperado lhes dê uns bons e merecidos tabefes, são funcionários públicos os bombeiros, os médicos, os enfermeiros, os professores, os homens e mulheres que todas as noites nos limpam as ruas. São gente que, como nós, sofrem e muito mais profundamente a violência deste governo, que, como nós, sente os meses cada vez mais cumpridos e os salários mais curtos. São gente com vidas e problemas como todos os outros e por isso a luta de uns em defesa do emprego e da dignidade de uns deve ser assumida por todos. funcionários públicos ou do privado a luta é de todos e não é com atirar com os males de uns para cima dos outros que se trava esta escumalha que todos os dias nos rouba. Quando todos apertamos o cinto e vemos os preços dos combustíveis e da energia subirem a GALP aumenta os seus lucros em mais de 50%. Não pode haver aqui funcionários públicos e privados, há uma luta para travar e o inimigo não é certamente o vizinho do lado.

27
Mar
12

O Fado consumado

O Presidente da República comentou os incidentes ocorridos durante a greve geral do passado dia 22, em Lisboa, lamentando os casos e defendendo esclarecimentos. «Lamento profundamente que dois fotojornalistas tenham sido atingidos durante os distúrbios a que as forças de segurança tiveram que fazer face», declarou Cavaco Silva.

Mais um que só lamenta a agressão policial aos fotojornalistas esquecendo todos os outros que pacificamente se manifestavam, passeavam ou simplesmente bebiam qualquer coisa nas esplanadas do local. Mais um que antes de saber o que se passou, ou sabendo porque presenciado pelos média, que o digam os tais jornalistas agredidos, prefere aguardar mais um inquérito que como tantos outros acabará em nada mas apontando já a culpa a distúrbios que obrigaram as forças de segurança a agir. Já acusou, julgou e condenou.
Que fica então para ser inquirido no tal inquérito? Os fotojornalistas.

06
Mar
12

Presunção não lhe falta

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, frisou que cabe ao seu partido e ao Governo a tarefa “histórica” de recuperar Portugal e considerou que o futuro do país está ligado ao sucesso da governação e da sua liderança.

Já a minha avó dizia que “presunção e água benta cada um toma a que quer”. Esta incompetente personagem acredita que vai ficar na história por bons motivos mas tudo o que deixará como legado será um país mais pobre, com menos capacidade para se desenvolver e com a sua soberania a valer menos que nada. A miséria que já criou e a destruição da economia que já produziu já custou o emprego e a miséria a muitos e cada dia que o deixarmos continuar a governar só agravará o que já está muito mau. Está mais que na hora de sair pela porta ou pela janela, mas de sair rapidamente.

25
Fev
12

Desempregado com “Gestor de Carreira”

Os desempregados inscritos nos centros de emprego vão passar a ter um gestor de carreira, de modo a tornar mais fácil o seu regresso ao mercado de trabalho, segundo anunciou o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, no final do Conselho de Ministros no qual foi aprovada o Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego. O programa prevê ainda aumentar em 20 por cento o número de ofertas captadas pelo centro de emprego e aumentar o número de colocações de trabalhadores desempregados através destes centros em 50 por cento até 2013.

Assusta-me a imagem de  desempregado com “Gestor da Carreira”. Há carreiras melhores e há ministros que não merecem a que têm. Deve estar a contar com os “Pasteis de Nata” para aumentar em 50% o número de colocações de desempregados pelos centros até 2013. Se estas coisas se fizessem por decreto era tão fácil, não era?
29
Dez
11

Um manual de pirataria

O plano de resgate financeiro da Madeira, que envolve um empréstimo cujo valor Alberto João Jardim não quis revelar, implica a transferência da gestão da dívida pública da Madeira para o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, proibindo a região de mais endividamento. Todos os impostos pagar pelos contribuintes madeirenses passam a ser equiparados aos aprovados a nível nacional, de que resulta um agravamento médio de 25%. “É o acordo possível, mas sem este acordo seria pior porque estava em causa a sustentabilidade da dívida pública”, afirmou.

Os Madeirenses têm culpa de estarem onde estão porque elegerem repetidamente o Bicho da Madeira, mas quem são os verdadeiros responsáveis por aquilo que foi feito. Quem gastou fortunas em propaganda, festas, inaugurações, quem controlou a comunicação social, quem usou os dinheiros públicos a garantir vitórias eleitorais, quem impôs um “défice democrático” na Região, quem fez negócios chorudos, quem foi beneficiado, quem enriqueceu rapidamente, quem, quem, quem. A coisa está fresca, é possível apontar os culpados, politica, administrativamente e até criminalmente se houvesse vontade para isso. É possível porque eles estão lá e tem nomes e caras, mas lá como cá, uns servem-se e empanturram-se com aquilo que é de todos, mas na hora de pagar é aos cidadãos que entregam a conta ainda os acusando de viverem acima das suas possibilidades. Estas dividas não são nossas, são daqueles que geriram mal os dinheiros públicos e dele se serviram. Eles que a paguem.

17
Nov
11

Não questionável a bem da nação

“A bem da Nação”, a informação emitida pela RTP Internacional deve ser “filtrada” e “trabalhada” pelo Governo, defendeu João Duque. Um tratamento que, acrescentou, “não deve ser questionado”. ‘Se [o Governo] quiser manipular mais ou manipular menos, opinar, modificar, é da sua inteira responsabilidade, porque estamos convencidos [de] que o faz a bem da Nação, porque foi sufragado e foi eleito para isso.
Controlo e filtragem sobre a informação não é nada de novo e há muito que é feito. Agora, esse controlo não deve ser questionado, ao som do velho chavão salazarento do “a bem da nação”. A justificação é, a promoção de Portugal através da imagem ou do som deve ser enquadrada numa visão de política externa e portanto quase que sob a orientação ou em contrato de programa com o Ministério dos Negócios Estrangeiros”. Como imagino que também devia gostar de colocar os blogs e o Facebook sob  orientação do Ministro, o melhor é não questionar, a bem da nação.
16
Maio
11

A nossa Virgem Mandonna

Quem ouvir o seu “Canto de Sócrates” pode acreditar que está na presença de uma virgem, de uma quase santa. Nada do mal em que estamos é culpa sua, nem um bocadinho pequenino, nada. É tudo culpa da crise internacional e da oposição. Haver quem tenha lata para dizer isto já é extraordinário, que haja quem acredite ainda mais.
02
Maio
11

Uma evolução muito liberal

Agora não há dia em que não apareça uma noticia com uma proposta de uma coisa que se lembraram de inventar, uma coisa chamada de “Mais sociedade”, que nada mais é que um grupo de pessoas defensoras do liberalismo mais selvagem e que se reúnem para “dar ideias” que supostamente serão a base do Programa eleitoral do PSD. Ninguém elegeu esta gente nem lhe lhes deu uma procuração para governarem este país, mas estão no seu direito de proporem o que desejarem. O que se estranha é que tenham horário nobre todos os dias e outros, que também pensam e também fazem propostas, nem a uma noticia de rodapé tenham direito. Ainda acabam por fazer fugir muito voto do PSD para o PS. O Sócrates agradece.
27
Jul
10

A auto-reprodução de um Coelho


Uma das coisas boas de estar de férias é que mais facilmente me posso afastar desta gente que teima em não sair das televisões para nos chamarem de “burros” com as patranhas que dizem.  Este então é como os coelhos e não pára de se reproduzir a toda hora em todos os canais. É o famoso Mr.Smith do Matrix politico em que vivemos. Foi o último que vi a querer convencer-nos que aquilo que diz não é aquilo que diz, mas outra coisa, e que são os maus fazem parecer aquilo que diz ser aquilo que disse. Estou de férias e vão ser umas semanas sem ter televisão. Todos deviam experimentar viver algum tempo sem esse objecto por perto, experimentar não ter gente a dizer-nos como devemos pensar, mas sermos nós a tirar as nossas próprias conclusões do que se passa à nossa volta. Um mês sem televisão a intoxicar-nos e talvez encontremos outras e melhores soluções para o estado das coisas. Um mês em que deixemos de ser publico alvo, potenciais consumidores, cérebros para lavar. Um mês a pensar pelas nossas cabeças. Ajuda a voltar à realidade.

17
Mar
10

De PEC em PEC lá vamos cantando e rindo



Destruíram-nos a produção, abriram-nos as fronteiras e inundaram-nos com mercadorias, créditos, sonhos e promessas de um paraíso na terra, para depois chegar uma crise que os seus lacaios locais transformam em mais pobreza e menos direitos para desbaratarem o bem público para as mãos dos grandes grupos privados, e dos seus bancos. Os camiões com aquilo que nos querem impingir continuam a chegar pelas estradas que nos obrigaram a construir, as fabricas a fechar e os campos a ficar bravios. Estamos mais pobres até à próxima crise em que ficaremos ainda mais pobres, sem mais direitos, mais dependentes do poder económico. Mais PEC’s, mais miséria. Basta ver que em 2009, ano da grande crise, não houve banco ou grande empresa que não tenha aumentado os seus lucros. Faliram as poucas empresas que ainda produziam sapatos, têxteis ou qualquer outra coisa que pudéssemos exportar. Continuam a encher-nos as lojas com desejos e ilusões sabendo que se não produzimos, se não temos nada para vender só lhes poderemos pagar em mais subserviência, carne para canhão e para toda a obra. Estamos a vender este país, pior o povo deste país e nada se faz para o impedir. Não os que se vão alternando na ilusória democracia em que vivemos, esses trabalham para o “inimigo”, nós, todos nós que individualmente nos sentimos impotentes perante a poderosa máquina do poder, da propaganda e da sua falsa justiça.
Se não temos dinheiro para pagar o que nos entra pelas fronteiras dentro, porque não lhes dizemos que não estamos interessados. Que não queremos que nos mandem mais coisas que não podemos comprar. Porque não incentivamos que se produza cá aquilo que necessitamos para viver? Porque continuamos num caminho que sabemos só pode acabar mal? Quando acordaremos desta letargia em que nos embalam?




Indignados Lisboa
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